Avicultura Imunização Avícola
Estratégias e inovações no controle de doenças virais
Manter a sanidade na avicultura de corte é um dos principais desafios do setor, especialmente diante da pressão por alta produtividade e sustentabilidade.

Manter a sanidade na avicultura de corte é um dos principais desafios do setor, especialmente diante da pressão por alta produtividade e sustentabilidade. Neste contexto, Nesse contexto, a vacinação surge como um dos pilares para o controle de doenças virais, proteção do bem-estar animal e garantia da rentabilidade da produção.
A médica-veterinária e mestra em Ciência Animal, Bruna Cereda de Oliveira, explica que a imunização estimula a resposta imune celular e humoral das aves, proporcionando benefícios múltiplos, como a expressão do potencial genético, maior produtividade e rentabilidade, fortalecimento do bem-estar animal e substituição de vírus de campo por vírus vacinais, minimizando riscos sanitários e controlando surtos. “Para que os programas vacinais sejam eficazes é fundamental adotar medidas de biosseguridade, incluindo isolamento e controle de acesso para evitar o contato com aves externas à propriedade, controle da cama e limpeza adequadas, treinamento das equipes para garantir boas práticas e monitoramento constante, com planos de contingência e rastreabilidade”, ressaltou a profissional durante sua participação na Conferência Brasil Sul da Indústria de Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), realizada em meados de novembro em Gramado, (RS).
A via de administração das vacinas pode ser individual via ocular, nasal, subcutânea, intramuscular ou in ovo; ou massal, com uso de spray ou na água de bebida. Os tipos de imunizantes disponíveis incluem vacinas vivas, que podem ser virulentas, atenuadas ou de complexo imunológico; vacinas inativadas, como as virais ou bacterianas, formuladas com emulsões oleosas (óleo mineral, dupla emulsão trifásica ou hidróxido de alumínio); e vacinas de biotecnologia, que abrangem as vetorizadas e recombinantes.

Médica-veterinária e mestra em Ciência Animal, Bruna Cereda de Oliveira: “O sucesso nos programas vacinais depende de planejamento, padronização e biosseguridade, além do compromisso das equipes” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Para combater doenças na avicultura, Bruna destacou que para Marek são recomendadas vacinas vetorizadas ou recombinantes, como Marek + Gumboro ou Marek + Newcastle. Para Bouba aviária, são indicadas vacinas administradas de forma subcutânea ou in ovo. No caso do Laringotraqueíte, podem ser utilizadas vacinas vivas ou vetorizadas, dependendo do manejo. Para Newcastle e Bronquite infecciosa são recomendadas imunizações em spray ou subcutâneas, incluindo opções recombinantes e vivas. Já para Gumboro é orientado o uso das vacinas imunocomplexas, vetorizadas ou vivas, que garantem proteção mesmo na presença de anticorpos maternos residuais. “As vacinas imunocomplexas são avanços que utilizam antígenos combinados a anticorpos específicos, garantindo previsibilidade na resposta imunológica. A titulação dessas vacinas avalia o limite máximo e mínimo de anticorpos livres, além do controle de soroneutralização, que garante que o vírus seja neutralizado de forma eficaz”, enfatiza a médica-veterinária.
Para garantir o sucesso vacinal, é necessário investir em ferramentas de diagnóstico e monitoramento, como a pega vacinal, que verifica o desempenho da vacina no organismo, sorologia e histopatologia, que avaliam o impacto imunológico e anatômico da imunização, e o RT-PCR, que permite a detecção de patógenos com alta precisão. “O sucesso nos programas vacinais depende de planejamento, padronização e biosseguridade, além do compromisso das equipes”, salienta Bruna, enfatizando que a combinação entre sanidade, nutrição e bem-estar é essencial para sustentar a competitividade e a sustentabilidade da avicultura brasileira.
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Avicultura Editorial
Nordeste fortalece presença na avicultura brasileira com novos investimentos e expansão da produção
Região amplia participação em indicadores do setor e consolida operações que vão da genética à produção de ovos e frangos.

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




