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Estratégias de nutrição contribuem para sanidade e produtividade na avicultura
O alto desempenho dos frangos de corte passa por uma nutrição equilibrada. Para isso, uma dieta de qualidade deve considerar especificações e exigências de acordo com o peso e cada fase produtiva.

O tema nutrição deu início aos debates do último dia do 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), nesta quinta-feira (6). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), foi realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), em formato híbrido.
O alto desempenho dos frangos de corte passa por uma nutrição equilibrada. Para isso, uma dieta de qualidade deve considerar especificações e exigências de acordo com o peso e cada fase produtiva. O zootecnista Emilio Eduardo Cura Castro abordou mudanças biológicas dos frangos ao longo do tempo, tendências genéticas e dados que demonstram que para extrair o máximo potencial genético do animal é necessário ajustar a densidade de nutrientes.

Emilio Eduardo Cura Castro falou sobre a nutrição como ferramenta para otimizar o desempenho do frango de corte
Priorizar o manejo estratégico de cada nutriente é ferramenta chave para otimizar a conversão alimentar e, consequentemente, o ganho de peso e o rendimento da carcaça. “Essas estratégias terão impacto direto sobre o desempenho do frango e o custo de produção”, destacou Castro.
Segundo o especialista em nutrição de aves, o potencial na conversão alimentar nos frangos de corte é atingido na medida em que é ajustada a densidade de nutrientes na dieta, em função do consumo de ração por unidade de peso corporal. Neste processo nutricional, é imprescindível considerar o efeito de todos os nutrientes, pois dar atenção somente a aspectos como proteína e energia não fará com que o desempenho máximo seja alcançado.
“Os frangos de corte modernos são biologicamente preparados para manifestar maior consumo de ração, com capacidade digestiva bastante eficiente. Deve-se considerar ajustes em todos os nutrientes, pois além de trazer ganhos no desempenho do frango, isso gera uma redução significativa no custo de produção”, enfatizou.
Imunonutrição
A imunonutrição tem sido cada vez mais explorada pela cadeia produtiva pelo seu papel na prevenção de perdas e no aumento da produtividade. Nesse conceito, o aporte de nutrientes é usado com o propósito de modular o sistema imunológico.

Melina Bonato explanou sobre imunonutrição
A zootecnista Melina Bonato, doutora em Produção e Nutrição Animal, mostrou estudos sobre a interação entre nutrição e imunidade em aves e exemplos práticos de como a nutrição pode influenciar no custo metabólico dos animais e nos ganhos de desempenho.
Melina explicou que o sistema imunológico tem prioridade na participação dos nutrientes e demanda um alto custo metabólico. “A imunonutrição é focada em fortalecer as respostas imunes quando o animal está sob desafio. Se o animal não tem nenhum desafio, só aquelas exigências nutricionais que nós já consideramos na formulação serão suficientes para suprir essa demanda, mas sabemos que não é o que acontece no nosso dia a dia”.
A aplicação da imunomodulação vem para contribuir com respostas imunes mais rápidas e fortes após esses desafios. “Ou seja, reduzirá o tempo de resposta, diminuindo os custos de um processo inflamatório prolongado. Esse é um conceito relativamente novo na nutrição animal e que faz muito sentido dentro da cadeia produtiva. A imunonutrição contribui para reduzir os efeitos negativos dos diferentes desafios sobre o ganho de peso e conversão alimentar, pois o custo metabólico da ave é menor. No fim, impactará diretamente em termos de investimentos, reduzindo custos, encerrou a zootecnista”, finaliza.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento






