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Estimativas da safra de verão para SC traz aumento na produção de milho e de soja

Santa Catarina deve produzir 51,2% a mais de milho grão em comparação com a safra passada

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Aires Mariga / Epagri

Se tudo correr bem e o clima ajudar, a safra de verão 2021/22 em Santa Catarina deve apresentar um bom resultado. O milho deve retornar aos patamares médios históricos, depois de uma forte quebra na safra passada. A soja segue no crescimento sistemático dos últimos anos, provocado pela ampliação constante da área plantada. O arroz permanece estável, com uma discreta perda de produção. A banana também tem expectativa de crescimento da produção, diante de problemas climáticos que atingiram os pomares e causaram perdas na safra passada. A produção de maçã permanece praticamente estável. Os números foram apresentados pela Epagri/Cepa em evento on-line realizado na segunda-feira (20).

Milho grão

No ciclo agrícola 2021/22 Santa Catarina deve produzir 2.720.516 de toneladas de milho grão na primeira safra. Este número é 51,2% superior à safra anterior, quando o Estado produziu 1.799.370 toneladas do cereal. “A estiagem e o ataque de pragas comprometeu fortemente a produção na safra 2021/21. Esse aumento projetado para a próxima safra de verão representa uma retomada aos patamares normais de produção do grão, caso tudo corra bem em relação ao clima”, explica Haroldo Tavares Elias, analista da Epagri/Cepa.

Milho silagem

A produção de milho silagem nesta safra de verão deve chegar a 9.246.058 toneladas, volume 61,4% maior do que na safra 2020/21, quando o Estado produziu 5.720.038 de toneladas. Caso as condições climáticas se mantenham apropriadas, a Epagri/Cepa estima uma produtividade média de 41.648 kg/ha, índice 61,9% superior ao ciclo agrícola 2020/21.

Soja

A soja é o grão que deve ter maior expansão de área plantada no Estado na safra 2021/22. Nesta safra de verão, Santa Catarina deve contar com 725.698 de hectares de lavouras de soja (primeira e segunda safras), contra 699.428 no ciclo anterior, um crescimento de 3,8%. Com esta área plantada e no cenário ideal de clima, os agricultores catarinenses devem colher 2.632.901 toneladas do grão ao final das duas safras. Esse número é 11,8% maior do que a safra anterior, quando no Estado produziu 2.354.121 toneladas de soja. A produtividade média vai ficar em 3.628 kg/ha.

Arroz

Com 39% da área plantada, o arroz é a cultura mais adiantada entre os grãos de verão em Santa Catarina. Segundo o levantamento da Epagri/Cepa, o Estado deve colher 1.222.102 toneladas de arroz nesta safra de verão, contra 1.248.852 toneladas produzidas no ciclo agrícola anterior, uma redução de -2,1%. As pequenas quedas na área plantadas (-0,4%) e na produtividade (-1,7%) justificam essa perda. “A safra anterior foi altamente produtiva, então essa queda de produtividade prevista não surpreende”, explica Haroldo.

Feijão

Segundo levantamento da Epagri/Cepa, Santa Catarina deve produzir 68.424 toneladas de feijão primeira safra, o que é 23% a mais na comparação com o período anterior, quando foram produzidas 55.636 toneladas. Esse crescimento se explica pelo aumento de 27,1% na produtividade, que deve saltar de 1.717 para 2.183 Kg/ha, entre as duas safras. A estiagem comprometeu a produtividade e a produção total no último ciclo de cultivo. A cultura vem constantemente perdendo espaço no Estado para soja. Para estra safra de verão o Estado deve plantar 31.333 de hectares com a leguminosa, área 3,3% menor do que no ciclo agrícola anterior.

Banana

Mantendo praticamente a mesma área plantada, o Estado deve produzir 725.217,8 toneladas de banana na safra 2021/22, o que é 48,2% a mais do que safra passada, quando se produziu 489.406 toneladas. A safra passada foi comprometida por ciclone que atingiu bananais. A expectativa da Epagri/Cepa é de que a produtividade média fique em 25.396,3 kg/ha, o que é 46% a mais do que na safra 2020/21.

Maçã

Para a safra 2021/22 a Epagri/Cepa estima que o Estado produza 592.726,1 toneladas de maçã, uma pequena queda (-0,6) em relação ao período anterior (596.117,8t). A produtividade média deve ser de 39.745,6 kg/ha, 1% maior do que no ciclo anterior, quando ficou em 39.345,1 kg/ha. A área plantada vai sofrer uma redução de -1,6%.

Outros produtos

A Epagri/Cepa também apresentou brevemente a expectativa de safra de verão para outras culturas do Estado, de menor relevância econômica. A batata deve ter o maior aumento de quantidade produzida (33%), seguida pelo fumo (6,1%) e mandioca mesa (3,8%). Já o tomate vai enfrentar queda de -5,9% na produção e a mandioca indústria deve produzir -2,7% a menos. Com exceção da batata, cuja área plantada vai crescer 13,7%, todas as outras sofrerão redução de espaço. A produtividade média aumenta em todas estas culturas, na comparação com a safra passada.

Fonte: Assessoria

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Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

Tratado deve ser assinado no Paraguai na próxima semana e ainda depende de aval interno dos países signatários.

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Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai.

O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo.

Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível. “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota.

Fonte: Agência Brasil
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IAT aplica 8,1 mil multas por crimes ambientais em 2025 no Paraná

Valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.

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Foto: IAT

O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), aplicou 8.184 multas por crimes ambientais no Paraná em 2025. O valor representa uma queda de 14,7% em relação às 9.602 multas aplicadas em 2024, reforçando a eficácia do trabalho desenvolvido pelo IAT no combate ao desmatamento criminoso no Estado. Os dados do Sistema de Informações Ambientais (SIA) do IAT revelam ainda que o valor total em autuações foi de R$ 231 milhões em 2025.

Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes, os números refletem os esforços do Estado em combater o desmatamento ilegal e outros crimes ambientais. “Desde 2022, o IAT vem reduzindo de forma significativa a supressão de vegetação nativa no Estado. E com esse trabalho de monitoramento e fiscalização já realizado, e que atualmente ainda vem sendo executado pelo órgão ambiental, a tendência é de redução do número de autos de infração ambiental”, diz.

O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

Um dos casos, por exemplo, aconteceu em Cruz Machado. O IAT multou em R$ 25 mil a prefeitura pela utilização irregular de equipamentos do município para a prática de crimes ambientais em Área de Proteção Permanente (APP). Foram dois Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos pelo escritório regional do órgão em União da Vitória contra o município: danificar área de APP de 1.800 metros quadrados mediante movimentação do solo (R$ 5 mil) e depositar resíduos e rejeitos também em local de proteção (R$ 20 mil).

Vigilância

Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. De acordo com levantamento da Plataforma MapBiomas, vinculada ao Observatório do Clima, a área desmatada caiu de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024. O estudo também aponta que 75% dos municípios paranaenses ampliaram suas áreas de mata nativa entre 2019 e 2023, enquanto 71% registraram desmatamento zero em 2024.

Dados do próprio IAT também apontam que o Paraná reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, de 6.939 hectares para 329 hectares. No mesmo período, o número de Autos de Infração Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252.

Em outubro de 2025 o Governo do Estado reforçou o compromisso com  ações de fiscalização e monitoramento ambiental do IAT, entregando 50 caminhonetes novas e renovando o contrato de locação de um novo helicóptero. Os investimentos somam R$ 63 milhões.

Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, os novos investimentos refletem o reconhecimento ao trabalho das equipes de campo e o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no Estado. “Isso é uma demonstração de respeito ao trabalho dos nossos fiscais, que atuam em todas as regiões do Paraná combatendo o desmatamento ilegal, o descarte irregular de resíduos e outras infrações ambientais. Com melhores condições de deslocamento e equipamentos adequados, vamos ampliar a presença do Estado em todo o território paranaense”, afirma.

Como ajudar

A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Ciclo 2025/26

Oferta global de trigo se recompõe e reduz risco de escassez

Com alta de 5% na produção global, os estoques voltam a crescer, enquanto o avanço da oferta na Argentina e na União Europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante da dependência brasileira de importações e da forte presença da Rússia nas exportações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado global de trigo entrou no ciclo 2025/26 com um quadro de recomposição de estoques, segundo o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA. A produção mundial foi revisada para 842 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior.

Foto: Divulgação

Entre os principais destaques está a Argentina, cuja produção foi elevada de 24 para 28 milhões de toneladas, resultado de ganhos expressivos de produtividade. O avanço fortalece a capacidade exportadora do país, com embarques estimados em 16 milhões de toneladas, ampliando a oferta para mercados tradicionais da América do Sul e Norte da África.

Na União Europeia, a produção foi mantida em 144 milhões de toneladas, número significativamente superior ao ciclo anterior, marcado por perdas climáticas. A recuperação europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo com a Rússia mantendo suas exportações em 44 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao relatório anterior.

O Brasil teve a produção revisada levemente para cima, de 7,7 para 8 milhões de toneladas, mas segue altamente dependente de importações, estimadas em 7,3 milhões de toneladas, sobretudo da Argentina. Apesar da melhora de produtividade, a redução de área limita uma expansão mais significativa da oferta doméstica.

Os estoques finais globais foram ajustados para 278 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior, elevando a relação estoque/consumo para 34%. A China continua concentrando grande parte desses estoques, com uma relação estoque/consumo superior a 80%, enquanto outros países operam com margens mais estreitas.

Foto: Divulgação/Freepik

No conjunto, o balanço de trigo indica um mercado mais bem abastecido, com menor risco de choques de oferta no curto prazo. Ainda assim, o fluxo das exportações russas e eventuais adversidades climáticas seguem como variáveis-chave para a formação de preços ao longo de 2026.

Fonte: O Presente Rural
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