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Estimativa de produção de carnes ultrapassa 29 milhões de toneladas e atinge maior nível na série histórica

Conab também prevê recorde para as exportações, ultrapassando os 9 milhões de toneladas. Mesmo com a alta nos embarques, a disponibilidade de carnes no mercado doméstico deve ser elevada em 2,4%, prevista em 20,44 milhões de toneladas, a segunda maior da série.

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Foto: José Fernando Ogura

“O aumento na quantidade de carnes produzidas no país é um dos fatores que sustenta a tendência de queda nos preços ao consumidor. Muito da deflação registrada vem da carne, que está mais barata para o consumidor”, destaca o presidente da Companhia, Edegar Pretto.

O recorde esperado é puxado pelos suínos. Em 2023, a expectativa é que a produção chegue a 5,32 milhões de toneladas, alta de 2,7% se comparado com o ano passado. O volume é o maior registrado no país. A maior quantidade de carne produzida possibilita uma alta nas exportações na ordem de 10,1%, estimada em 1,22 milhões de toneladas, sem impactar a disponibilidade interna, que tende a apresentar um leve incremento de 0,6%, atingindo 4,12 milhões de toneladas.

“As vendas externas têm crescido, ao mesmo tempo em que há uma redução na dependência do mercado chinês, o que demonstra que o Brasil tem conquistado novos mercados. Se em 2020 mais de 50% da carne suína exportada teve a China como destino, neste ano, considerando o primeiro semestre, esse percentual caiu para 37%”, ressalta o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello. Hong Kong, Filipinas, Chile e Cingapura têm aumentado o percentual de participação entre os principais compradores da carne suína brasileira. “As aberturas dos mercados do México e do Canadá para a carne suína brasileira permitem novas oportunidades para os exportadores brasileiros”, reforça.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

A produção de bovinos representa cerca de nove milhões de toneladas. O aumento já era esperado devido ao ciclo pecuário, quando há maior abate de fêmeas e uma consequente elevação na oferta de carne no mercado. As exportações estão projetadas em 2,91 milhões de toneladas, uma redução de 3,3% se comparado com o registrado no ano passado, impactado pelos embarques mais lentos no início de 2023.  Já a disponibilidade do produto no mercado doméstico apresenta um incremento de 8,6%, chegando a 6,23 milhões de toneladas.

Para aves a estimativa é de uma produção de 15,21 milhões de toneladas, a segunda maior da série.  A boa produção e os registros de gripe aviária em países da Europa, Japão e Estados Unidos, por exemplo, aumentam a procura pela carne brasileira. “Foram detectados casos de influenza aviária no Brasil, mas apenas em aves silvestres e não em aves comerciais”, pondera Rabello. Diante desse cenário, as exportações devem crescer em torno de 10,2%, atingindo um volume de 5,12 milhões de toneladas, um novo recorde. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apenas nos 15 primeiros dias úteis de julho foi registrado um aumento de 10% nas vendas ao mercado externo.

Já com relação ao quadro de suprimento de ovos, a estimativa da Conab é que a produção para 2023 deve atingir um novo recorde e chegar a 40 bilhões de unidades de ovos para consumo. “A produção é recorde, se considerarmos a expectativa do ano, mas é um volume bem próximo ao registrado em 2022. O alto custo de produção nos últimos anos fez muitos avicultores descartarem as matrizes de postura. Isso permite que em alguns momentos, o aumento na oferta ocorra em uma velocidade diferente do incremento na demanda possibilitando maiores oscilações de preços. Além disso, por se tratar de uma atividade de ciclo longo, as distorções entre oferta e demanda levam certo tempo para equalização”, explica o gerente da Conab. No mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, a influenza aviária está entre os principais motivos para a elevação das cotações.

Dados de população

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no final do mês junho deste ano o censo referente a 2022, registrando cerca de 203 milhões de habitantes no país. Diante desta publicação, a Companhia ajustou a informação sobre a população brasileira entre os anos de 2010 a 2021 conforme a progressão disponibilizada pelo Instituto. O mesmo índice foi aplicado para a perspectiva populacional em 2023.

Outras informações sobre o panorama de mercado para carnes bovinas, suínas e aves estão disponíveis na edição de julho do boletim AgroConab. O documento também traz o cenário para arroz, feijão, milho, soja e trigo. Já o quadro de suprimentos de carnes e ovos atualizado pode ser acessado ao clicar aqui.

Fonte: Assessoria Conab

Notícias Em Dubai

Exportações de proteína animal impulsionam presença do Brasil na Gulfood 2026

Ação levará dezenas de agroindústrias para promover negócios e fortalecer laços durante uma das maiores feiras de alimentos do mundo

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Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 22 agroindústrias brasileiras à Gulfood, uma das maiores feiras internacionais de alimentos do mundo, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Focada em promover imagem, novos negócios e fortalecer as relações comerciais com mercados do Oriente Médio, em um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal, a ação organizada pela ABPA e ApexBrasil contará com a participação da Ad’oro Alimentos, Avenorte, Avine Alimentos, Avivar Alimentos, Bello Alimentos Ltda, BFB Foods, C.Vale Cooperativa Agroindustrial, Coasul Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GT Foods, Jaguá Frangos Ltda, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos S.A, Pif Paf Alimentos S.A., Somave – Cooperativa Agroindustrial, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil Alimentos Ltda e Zanchetta Alimentos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin:  “A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões” – Foto: Divulgação/Alimenta

A ABPA contará com um estande exclusivo com 432 metros quadrados, que foi projetado para apoiar as agendas comerciais das empresas, promover encontros com importadores, distribuidores e operadores do food service, além de reforçar o posicionamento institucional do setor brasileiro.

Um dos destaques do estande será o espaço de degustação, instalado na área central, com oferta de shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, valorizando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.

Em 2026, a Gulfood será realizada simultaneamente em dois centros de exposições: o Dubai World Trade Centre e o Dubai Exhibition Center, ampliando a área do evento e a circulação de compradores internacionais.

“A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras, com o apoio da ApexBrasil, fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, com produção alinhada aos mais altos padrões sanitários e às demandas dos mercados internacionais”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A participação integra o calendário de ações internacionais da ABPA e da ApexBrasil voltadas à promoção das exportações brasileiras de proteína animal, com foco em mercados estratégicos e no fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e de qualidade.

Emirados Árabes Unidos

País-sede da Gulfood, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango de 2025. Ao todo, o país importou 479,9 mil toneladas, volume que superou em 5,5% o total exportado em 2024 – o que gerou uma receita de US$ 937,2 milhões no ano passado.

Fonte: Assessoria ABPA/ApexBrasil
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Gargalos logísticos ameaçam oportunidades do acordo Mercosul-UE ao agro brasileiro

Expansão do comércio bilateral deve elevar o volume de cargas e pressionar corredores logísticos já operando no limite.

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Foto: Claudio Neves

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul surge como um dos movimentos mais relevantes para redefinir o mapa das exportações brasileiras na próxima década. Ao ampliar o acesso a mercados e estimular o fluxo bilateral de mercadorias, o tratado abre espaço para o crescimento das vendas externas de commodities brasileiras e para a entrada de produtos industrializados europeus no país. No entanto, o avanço comercial pode expor, de forma ainda mais evidente, os gargalos crônicos da infraestrutura nacional.

Na avaliação da Macroinfra, o acordo funciona como um verdadeiro teste de estresse para o sistema logístico brasileiro. Sem investimentos consistentes em portos, rodovias e ferrovias, o risco é que a expansão do comércio se traduza em congestionamentos, atrasos e aumento de custos. “O risco é ver o ganho competitivo conquistado nas negociações se perder nos atrasos e custos adicionais”, afirma o empresário Olivier Girard.

Empresário Olivier Girard: “A infraestrutura do país está preparada para essa nova realidade ou veremos os ganhos do acordo se perderem nos gargalos dos portos e das estradas e ferrovias?”

A perspectiva de um aumento expressivo no fluxo de mercadorias recoloca no centro do debate a capacidade do país de sustentar esse crescimento. A questão, segundo Girard, não é apenas produzir mais, mas conseguir escoar com eficiência. “A infraestrutura do país está preparada para essa nova realidade ou veremos os ganhos do acordo se perderem nos gargalos dos portos e das estradas e ferrovias?”, questiona.

Um estudo realizado pela Macroinfra traça um diagnóstico detalhado dos desafios da logística brasileira no agronegócio, especialmente no transporte de produtos em granéis. O levantamento aponta que o Brasil deve passar a exportar cerca de 58,8 milhões de toneladas adicionais de granéis agrícolas nos próximos dez anos, o que traz implicações diretas sobre a necessidade de investimentos em transporte e logística. “O país está cada vez mais exportando, em um cenário de crescimento incessante, seja por ferrovias, hidrovias, rodovias e portos. Mas, ao mesmo tempo, a velocidade de investimento nos projetos existentes de novos corredores logísticos não está acompanhando a dinâmica do crescimento de produção e exportação do setor”, ressalta Girard.

Segundo o estudo, a pressão sobre a infraestrutura já é uma realidade. A demanda por exportação de granéis agrícolas deve atingir a capacidade atual dos principais portos exportadores até 2028.

Em alguns casos, esse limite já foi superado, ultrapassando o patamar de segurança operacional de 85%. “Já existe uma série de projetos em desenvolvimento, tanto portuários quanto ferroviários, porém muitos ainda estão na fase embrionária e precisam ser acelerados para terem mais chances de sair do papel e se tornarem realidade até 2033”, explica o empresário.

Foto: Geraldo Bubniak

Os impactos do acordo entre União Europeia e Mercosul tendem a se manifestar primeiro nos pontos mais sensíveis do sistema. Portos do Sudeste e terminais estratégicos do Arco Norte devem sentir a pressão imediata do aumento no volume de contêineres e granéis. As rodovias e ferrovias que alimentam esses corredores, muitas vezes já operando no limite, correm o risco de enfrentar congestionamentos crônicos, com reflexos diretos sobre custos e prazos de entrega.

Girard enfatiza que sem uma agenda consistente de investimentos e planejamento de longo prazo, o chamado “Custo Brasil” logístico pode consumir parte relevante da vantagem competitiva obtida nas mesas de negociação. “O acordo abre portas, mas a capacidade de atravessá-las dependerá, cada vez mais, do que acontece fora da porteira e ao longo dos corredores logísticos do país”, pontua.

Fonte: O Presente Rural com Macroinfra
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Preços dos fertilizantes se estabilizam no início de 2026, aponta Itaú BBA

Nitrogenados ensaiam recuperação, enquanto fosfatados e potássicos seguem praticamente inalterados.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Após as quedas registradas ao longo de 2025, o mercado de fertilizantes iniciou 2026 com preços mais estáveis. A ureia apresentou reação no começo de janeiro, enquanto MAP e KCl permaneceram praticamente inalterados. Os dados de importação indicam avanço do sulfato de amônio, retração do MAP e volumes menores de fosfatados e potássicos, mantendo o abastecimento relativamente ajustado, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

No segmento de nitrogenados, os preços recuaram em dezembro, com a ureia cotada a cerca de US$ 395 por tonelada. Já no início de janeiro, o produto voltou a subir e alcançou US$ 412 por tonelada. Entre os fosfatados, o MAP seguiu estável em torno de US$ 640 por tonelada, enquanto os potássicos registraram leve alta, com o KCl negociado próximo de US$ 360 por tonelada. Após as quedas do segundo semestre de 2025, o mercado passou a mostrar maior estabilidade, embora o cenário ainda possa sofrer alterações diante de eventos observados no início de 2026.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

As importações de nitrogenados trouxeram um dado inédito em 2025. O volume de sulfato de amônio importado alcançou 7,8 milhões de toneladas, superando pela primeira vez as importações de ureia, que somaram 7,7 milhões de toneladas. Apesar de o SAM ter preço inferior ao da ureia, sua concentração de nitrogênio também é menor. Considerando as concentrações de 46% de nitrogênio na ureia e 20% no SAM, o volume total importado de nitrogênio chegou a 5,1 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. O resultado afasta a preocupação de redução no volume de nutrientes importados, mesmo com a maior participação de produtos de menor concentração.

No caso dos fosfatados, as importações somaram 8,2 milhões de toneladas em 2025, queda de 4% na comparação anual. Houve aumento nas compras de produtos com menor concentração, como o superfosfato simples, com alta de 22%, e o superfosfato triplo, com avanço de 12%. Em contrapartida, as importações de MAP recuaram 25%. Ao considerar o volume equivalente de fósforo, o total importado caiu 11% no ano. A retração está relacionada, em parte, aos preços elevados dos fosfatados, inclusive quando comparados aos demais nutrientes.

Já as importações de potássicos seguiram concentradas no cloreto de potássio. Em 2025, o volume importado de KCl recuou 2,5%, totalizando 13,7 milhões de toneladas.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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