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Notícias Segundo IBGE

Estimativa de julho prevê safra recorde de 256,1 milhões de toneladas em 2021

Plantio tardio do milho 2ª safra e falta de chuvas durante o ciclo da cultura afetaram produtividade das lavouras do cereal

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A estimativa para a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2021 foi reduzida pelo quarto mês consecutivo, mas se mantém em nível recorde, devendo chegar a 256,1 milhões de toneladas até o final do ano. O plantio tardio do milho 2ª safra e a falta de chuvas durante o ciclo da cultura afetaram a produtividade das lavouras do cereal que é uma das principais commodities da agricultura brasileira. Já a produção de soja continua a elevar seus recordes. Somados ao arroz, esses dois produtos representam 92,4% da safra.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na terça-feira (10) pelo IBGE. A estimativa para 2021 chegou a atingir 264,9 milhões de toneladas na informação de março, mas vem sofrendo reduções desde abril. Contudo, ainda se mantém 0,8% superior à obtida em 2020, que já havia sido recorde, de 254,1 milhões de toneladas.

“O milho é plantado depois da soja e, como a soja atrasou, a janela de plantio do milho ficou menor. Já tendo sido plantada fora da época ideal e ainda tendo chovido menos do que o esperado no período do cultivo, a safra de milho foi bastante afetada pelos fatores climáticos. O rendimento médio do cereal apresenta um declínio de 16,7%”, explica Carlos Barradas, gerente da pesquisa.

A estimativa de produção para o milho declinou 3,6%, totalizando 91,6 milhões de toneladas. Em relação a 2020, a queda é de 11,3%, embora a área plantada tenha aumentado 6,6%. A primeira safra chegou a ter aumento de 2,4% em sua previsão em relação ao mês anterior, mas a segunda, que é a principal, acabou com um declínio de 5,9%. Em relação ao ano anterior, a estimativa para a segunda safra encontra-se 15,0% menor, apesar da área plantada ter aumentado 8,2%.

Por outro lado, a colheita da soja de 2021 já foi concluída e a commodity alcançou seu melhor resultado na série histórica do LSPA, totalizando 133,4 milhões de toneladas, 9,8% acima da produção de 2020, o equivalente a 11,9 milhões de toneladas.

“A cultura se desenvolveu de maneira satisfatória na maioria das unidades produtoras. O Rio Grande do Sul recuperou a sua produção, que foi muita afetada pela estiagem em 2020, resultando em um crescimento de 80,6% e, atingindo um recorde de 20,43 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 3.341 quilos por hectare”, ressalta o pesquisador.

Com essa produção, o estado torna-se o segundo maior produtor nacional de soja, ultrapassando o Paraná, onde a cultura foi afetada pela estiagem, que reduziu sua produção em 4,7% em relação a 2020. Outros estados, porém, apresentaram queda no rendimento médio das lavouras, devido aos problemas climáticos, como foi o caso do Mato Grosso (-3,5%), do Paraná (-6,7%) e de Goiás (-2,4%). Na região composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como MATOPIBA, apenas o Tocantins apresentou redução na produção (-6,3%). E a Bahia apresentou a maior produtividade média do Brasil para o grão: 4.020 kg/ha.

Já a estimativa da produção do arroz foi de 11,5 milhões de toneladas, aumento de 2,6% em relação ao mês anterior e 4,1% superior a safra de 2020.

“Essa produção será suficiente para abastecer o mercado brasileiro, possibilitando maior equilíbrio nos preços do cereal, que alcançou patamares históricos em 2020, em razão do aumento do consumo interno e das exportações devido ao estímulo cambial”, ressalta Carlos Barradas.

A estimativa para o feijão, no entanto, foi reduzida em 1,6%, mas ainda deve ficar 0,5% acima da safra de 2020. Segundo Barradas, a produção, se se mantiver dentro do esperado, apesar de apertada, também deve ser suficiente para atender ao consumo dos brasileiros, não havendo, portanto, a necessidade de importações e alta de preços.

Produção do Centro-Oeste deve cair 4,6% frente à do ano anterior

As regiões Sul (7,5%), Nordeste (4,9%), Sudeste (3,4%) e Norte (0,9%) tiveram altas em suas estimativas. A primeira deve produzir 78,6 milhões de toneladas (30,7% do total nacional); a segunda, 23,7 milhões de toneladas (9,3% do total); a terceira, 26,6 milhões de toneladas (10,4% do total), e a quarta, 11,1 milhões de toneladas (4,3% do total).

Por outro lado, para o Centro-Oeste, que é a maior produtora (45,3% do total nacional), foi estimada uma queda de 4,6% frente a 2020, devendo produzir 116,1 milhões de toneladas em 2021.

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 27,7%, seguido pelo Paraná (14,6%), Rio Grande do Sul (13,7%), Goiás (9,1%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,4%), que, somados, representam 79,8% do total nacional.

Fonte: IBGE
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Notícias Mercado

SC amplia a exportação de carnes e ultrapassa US$ 2 bilhões de faturamento em 2021

De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% a quantidade de carnes exportadas

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Maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina amplia os embarques internacionais e o faturamento já passa de US$ 2 bilhões em 2021. De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% a quantidade de carnes exportadas, gerando uma alta de 10,3% nas receitas geradas. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio catarinense não para de crescer. A avicultura e a suinocultura são os principais produtos da pauta de exportações de Santa Catarina e seguimos batendo recordes de venda mundo afora. Temos muito a comemorar, porque esses números se traduzem em geração de emprego e desenvolvimento econômico, além de demonstrar a  qualidade da produção catarinense, que atende aos mercados mais exigentes do mundo”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Os embarques de carne de frango seguem em alta e este ano são 661,5 mil toneladas vendidas ao Exterior – 0,7% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento ultrapassa US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 11,8%. Santa Catarina responde por 24% do total exportado pelo país e os principais mercados são Japão, China e Arábia Saudita. Segundo o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, a carne de frango segue ainda com demanda elevada no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da descapitalização dos consumidores, que buscam opções mais econômicas.

Carne suína

De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina ampliou em 24,7% o faturamento com os embarques de carne suína, superando US$ 945,8 milhões, com mais de 380 mil toneladas exportadas.  Os principais mercados são China, Chile e Hong Kong. “É importante observar que outros países têm ganho importância relativa no ranking de exportações de Santa Catarina, como é o caso do Chile, Argentina, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Esse processo é importante pois, no médio prazo, diminui a dependência excessiva da suinocultura catarinense em relação aos chineses”, destacou Alexandre Giehl.

Diferenciais da produção catarinense

O Estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

População ocupada no agronegócio cresce e recupera perdas causadas por covid-19

Frente ao primeiro trimestre deste ano, o avanço no número de ocupados é de 3,6%

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A evolução no número de pessoas ocupadas no agronegócio no segundo trimestre deste ano evidencia uma recuperação frente à forte diminuição observada no mesmo período de 2020, quando a pandemia de covid-19 no País começava a se acelerar com força e a causar reduções nos postos de trabalho – no caso do agronegócio, naquele período, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram no ramo agrícola, seja na agricultura dentro da porteira ou na agroindústria.

Cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que, de abril a junho de 2021, eram 18,04 milhões de pessoas atuando no agronegócio, contra apenas 16,73 milhões no mesmo período de 2020, ou seja, recuperação de 7,9% (o equivalente a 1,319 milhão de pessoas). Frente ao primeiro trimestre deste ano, o avanço no número de ocupados é de 3,6% (ou de 628 mil pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea, todos os segmentos apresentaram crescimentos no número de ocupados entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano, com destaque para a agropecuária (+4,2% ou de quase 353 mil pessoas). Na comparação entre os segundos trimestres de 2020 e de 2021, o destaque novamente foi para a agropecuária (+12,07% ou mais de 940 mil pessoas).

Participação do agronegócio no Brasil

Com essa recuperação no segundo trimestre de 2021, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro avançou um pouco, sendo de 20,55%, contra 20,33% no primeiro trimestre deste ano e 20,07% de abril a junho de 2020, ainda conforme cálculos do Cepea.

Escolaridade e gênero

Os principais aumentos em termos de ocupações foram verificados para trabalhadores com ensino fundamental ou médio. Quanto ao gênero, o aumento relativo das ocupações foi superior para as mulheres.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Exportações do Agronegócio em agosto de 2021 são 26,6% maiores que no mesmo período do ano passado

No acumulado do ano até o momento, o agronegócio totalizou USD 83,7 bilhões de exportações, 20,8% acima do mesmo período do ano passado

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O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio - Foto: O Presente Rural

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou as exportações do agronegócio de agosto/21 que somaram USD 10,9 bilhões, 26,6%superior em relação à agosto de 20. No acumulado do ano até o momento, o agronegócio totalizou USD 83,7 bilhões de exportações, 20,8% acima do mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento da Radar Agro, consultoria agro do Itaú, o complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio, e no acumulado do ano até agosto somou o valor de USD 38,1 bilhões, alta de 24,7% comparado com o mesmo período de 2020. A alta nos valores exportados é proveniente da combinação do aumento dos preços e volumes comparados com 2020. Em agosto os três principais produtos do complexo apresentaram crescimentos de volume frente à agosto do último ano, sendo a soja em grãos (+11%), farelo de soja (+137%) e óleo de soja (+9%). Com relação aos preços, os aumentos foram de 37%, 94% e 26%, respectivamente, quando comparado ao embarcado há um ano.

Já no complexo de proteínas animais, a carne bovina in natura apresentou alta de 11,3% e a carne de frango in natura alta de 3,5% no volume exportado comparado com agosto/20. Por outro lado, a carne suína in natura embarcou volume menor neste período em 7%, porém no acumulado a variação é positivaem12,6%.

Lácteos

Ai segunda a Radar Agro, os lácteos continuam com a maior variação no volume acumulado do ano até agosto com 38% acima do mesmo período de 2020, e preços com variação positiva em 12,4%. Ainda assim, vale destacar que o trade de lácteos é pequeno relativamente ao tamanho da produção e o saldo comercial do setor é negativo já que as importações são ainda maiores.

Fonte: O P Rural /Radar Agro
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