Notícias
Estiagem no Rio Grande do Sul afeta produtores de 332 municípios
Dentre os problemas registrados está o grande impacto no milho, na soja, prejuízos aos animais e também à população local.

Quando o assunto é agronegócio, o produtor rural responsável precisa ficar atento às condições climáticas. Esse monitoramento é vital para o planejamento da safra e cuidado dos animais. No Rio Grande do Sul, o fenômeno La Niña – que é o resfriamento das águas no Oceano Pacífico – vem trazendo grandes prejuízos.
O problema da falta de chuva no estado não é novidade e vem ocorrendo consecutivamente há três verões. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Ronaldo Santini, 332 munícipios gaúchos estão em estado de emergência por conta da estiagem.
Um dos problemas registrados é o grande impacto no milho, na soja, prejuízos aos animais e também à população local. Os rios e as barragens estão com níveis abaixo do normal e em Bagé, na fronteira com o Uruguai, os moradores estão ficando cerca de 12 horas por dia sem água nas torneiras.
Já para os moradores de Santa Cruz do Sul, região central do estado, o abastecimento só ocorre com caminhão pipa. Para o produtor é vital ter um capital de giro, que ajudará tanto na vida profissional como na pessoal, remanejando as contas e negociando, minimizando assim os prejuízos, evitando que tenham que abandonar as atividades.
“Foi justamente pensando em situações como essas, que idealizamos a Sonhagro”, conta Romário Alves, diretor da rede de franquias especializada em crédito rural. “Nesse momento difícil, o produtor conta com um aporte financeiro que é o pré-custeio, que tem sido disponibilizado para algumas atividades rurais nesse próximo mês , valor que facilita a antecipação da compra de insumos, garantindo menores preço, o que minimiza os prejuízos gerados pela seca ou qualquer outro tipo de imprevisto”, afirma o empresário.
“O governo está intensificando os diálogos com a principais lideranças no estado à procura de medidas emergenciais para diminuir as consequências da estiagem. Enquanto isso, principalmente os pequenos produtores, podem contar com os créditos do Pronaf, facilmente intermediados por nós, que temos parcerias com as principais instituições financeiras do país”, finaliza Romário.

Notícias
Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
Notícias
Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
Notícias
Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





