Notícias No Rio Grande do Sul
Estiagem é tema de reunião da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa
Constantes períodos secos, dificuldade de acesso a seguro agrícola e a frustração de plantação sem resultados satisfatórios foram temas centrais discutidos pelos representantes do Governo gaúcho.

Representantes do Governo gaúcho participaram, nesta quinta-feira (23), de reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. Na pauta, a estiagem que atinge o Rio Grande do Sul há anos e as ações em andamento no Estado para mitigar os efeitos. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Feltes, esteve presente ao lado do presidente da comissão, deputado Luciano Silveira, do secretário adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marcelo Camardelli, e do diretor geral da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Cristiano Cantanden.
As contínuas estiagens, a dificuldade de acesso a seguro agrícola e a frustração de plantação sem resultados satisfatórios foram citados pelo secretário Feltes como fatores que geram desânimo aos produtores. Mas reforçou que o governo vem seguindo a linha de construir políticas que tenham continuidade, na medida que a gente sabe que a seca vai nos assolar mais uma vez ali na frente.
Também destacou que sabe que os processos burocráticos e de segurança jurídica para execução de medidas são um tanto demoradas no poder público, mas que todos os atores do governo estão empenhados para dar mais celeridade. “O Estado perfurou com equipamentos e equipes próprias cerca de 300 poços no ano, propiciando água para o consumo humano e para os animais. Também devemos publicar o edital para que os municípios possam se habilitar para perfurar poços artesianos, por meio de recursos do Avançar. Além disso, está em andamento o projeto de implantação das cisternas e a Secretaria já repassou a verba para cerca de 250 municípios para fazerem a escavação de micro açudes”, afirmou.
O gestor da Agricultura também destacou que o governo vem trabalhando em um projeto para subvenção de linha de crédito para irrigação e que este deve ser a base para um grande projeto na área a ser estruturado pelo governo.
O secretário adjunto da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marcelo Camardelli, destacou que o governo está atuando em ações emergenciais e de médio e longo prazo que vão se transformar em políticas estruturantes para mitigar os efeitos da estiagem. “São medidas que preparam o Estado para as questões de estiagem e a reservação de água é um pontos essenciais. Instituímos uma força-tarefa para a análise dos processos de outorga. Estamos atualizando o mapa hídrico do Estado e revisando, no âmbito do Consema, a Resolução que trata dos critérios do licenciamento para a irrigação. Também já está em andamento o Termo de Referência para a contratação de um Plano de Segurança Hídrica para o RS e estamos buscando recursos para ampliar o programa Revitalização de Bacias Hidrográficas, que visa a recuperação dos nossos mananciais e nascentes”, pontuou Camardelli.
O secretário também citou o Monitor da Estiagem, a Sala de Situação e o Simagro, que são ferramentas que fazem o monitoramento dos recursos hídricos e apresentam um panorama do clima para uma melhor preparação aos eventos climáticos.
Estiveram presentes os deputados Adão Preto Filho, Adolfo Brito, Gaúcho da Geral, Paparico Bachi, Pepe Vargas e Professor Bonatto.

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Regulamentação dos defensivos ganha força no agro
Representantes do setor defendem regras claras para acelerar registros e ampliar a segurança jurídica.

A regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e os desafios para sua implementação foram tema de audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. O debate, promovido por requerimento do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, discutiu a aplicação da Lei nº 14.785/2023, alterada pela Lei nº 15.070/2024, que estabelece novas regras para pesquisa, registro, produção, comercialização e fiscalização de defensivos agrícolas no Brasil.

Deputado Rafael Simões: “Não é possível sermos competitivos enquanto levamos oito anos para aprovar uma molécula que já foi aprovada e utilizada em outros países. Precisamos que os órgãos caminhem juntos para garantir eficiência e segurança jurídica ao produtor rural.”
Durante a audiência, Bagattoli afirmou que a legislação busca tornar o processo regulatório mais eficiente, reduzindo a burocracia e ampliando a segurança jurídica, sem alterar os critérios de proteção à saúde e ao meio ambiente. O senador também manifestou preocupação com a demora na regulamentação da norma e defendeu que o processo de registro de novos insumos seja mais ágil.
Representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lígia Aranha Lenat destacou que a lei trouxe maior previsibilidade ao setor ao estabelecer critérios técnicos mais modernos para o registro de defensivos agrícolas e bioinsumos. Segundo ela, a regulamentação é importante para evitar interpretações divergentes que possam afetar a competitividade da agropecuária.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, afirmou que o novo marco legal torna o sistema mais eficiente sem reduzir as exigências relacionadas à saúde e ao meio ambiente. Ele informou que o Brasil leva, em média, cerca de sete anos para aprovar novas moléculas, enquanto em outros países esse processo dura aproximadamente quatro anos.
A gerente-geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Cássia de Fátima Rangel Fernandes, também defendeu a regulamentação da lei. Segundo ela, a medida deve reduzir divergências entre os órgãos responsáveis, aumentar a previsibilidade do processo e garantir maior segurança jurídica. A representante informou ainda que a Anvisa vem reduzindo o número de análises pendentes.
Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Grilli Felizardo afirmou que a regulamentação é necessária para garantir estabilidade regulatória, previsibilidade aos investimentos e maior integração entre os órgãos responsáveis pelo processo.
O deputado Rafael Simões (União-MG), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, também participou da audiência. Produtor rural, ele defendeu a regulamentação da lei e afirmou que a demora na aprovação de novas moléculas pode reduzir a competitividade do Brasil em relação a outros países.
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Trigo disponível no mercado segue valorizado
De acordo com o Cepea, vendedores com estoques mantêm preços mais altos, especialmente em São Paulo, enquanto compradores priorizam a nova safra.

A oferta restrita de trigo continua sustentando as cotações no mercado spot brasileiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, a liquidez permanece baixa nesta época do ano, com poucas negociações no mercado.
Segundo o Cepea, as indústrias moageiras estão abastecidas e, por isso, não demonstram necessidade de comprar grandes volumes no curto prazo. A prioridade tem sido a negociação de lotes da nova safra, com entrega prevista entre setembro e outubro de 2026.
Ainda conforme o Cepea, os produtores e vendedores que mantêm estoques, especialmente no estado de São Paulo, onde a disponibilidade do cereal é mais limitada, seguem ofertando o trigo a preços mais elevados, o que mantém as cotações sustentadas no mercado paulista.
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Superávit da balança comercial alcança US$ 2,27 bilhões na primeira semana de julho
Resultado foi impulsionado pelo crescimento de 40,6% das exportações na comparação com o mesmo período de 2025.

Na primeira semana de julho de 2026, comparada a julho do ano de 2025, as exportações cresceram 40,6% e somaram US$ 5,89 bilhões. As importações cresceram 10,4% e totalizaram US$ 3,62 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,27 bilhões, com crescimento de 149,0%, e a corrente de comércio aumentou 27,3%, alcançando US$ 9,51 bilhões.

Foto: Claudio Neves
No acumulado entre janeiro até a primeira semana de julho deste ano, em comparação a janeiro/julho de 2025, as exportações cresceram 11,8% e somaram US$ 190,66 bilhões. As importações cresceram 5,4% e totalizaram US$ 146,03 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 44,63 bilhões , com crescimento de 39,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,9%, atingindo US$ 336,70 bilhões.
Até a primeira semana de julho, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 1,5% em agropecuária, que somou US$ 0,95 bilhões; crescimento de 81,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,76 bilhões e, por fim, crescimento de 39,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,17 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.






