Empresas
Esteja atento à etapa de nascimento para garantir qualidade de rebanho
Com cuidados e equipamentos adequados disponíveis na propriedade auxiliam na manutenção de baixas taxas de mortalidade de bezerros.

As bezerras e bezerros são o ápice da genética de qualquer propriedade. Garantir sua boa saúde, desde os primeiros minutos de vida, é fundamental para que o animal inicie bem sua vida produtiva (seja de leite ou de corte). Para isso, é importante que estejam asseguradas baixas taxas de mortalidade e morbidade.
Portanto, a atenção deve ser desde o pré-parto, quando é pensado na alimentação, bem-estar e calendário de vacinação das mães, como também, durante o manejo de nascimento com calma e agilidade. Após o nascimento do bezerro é essencial uma atenção especial a sua saúde, principalmente em seus primeiros 60 dias de vida. O desenvolvimento das futuras vacas ou touros, depende essencialmente dessas etapas. Vamos falar sobre cada uma delas?
Parto
O cuidado com os bezerros recém-nascidos precisa começar antes do nascimento, no momento pré-parto. As vacas devem ter suas ‘maternidades’, locais separados dos demais animais, limpo, seco e com sombreamento.
A fazenda também deve estar preparada com equipamentos adequados para auxiliar a vaca, no parto, se necessário. Caso tenha problema para parir o bezerro, existe no mercado o fórceps bovino, cuja função é facilitar a retirada do animal com rapidez e agilidade, sem machucá-lo.
Com a colocação correta e ajuste na catraca do equipamento, o animal é retirado sem muito esforço físico de quem está fazendo o procedimento, e o mais importante, da forma correta (FOTO). Os equipamentos devem ser usados sempre com a supervisão de um médico veterinário.
Cura do umbigo
A cura de umbigo deve ser feita imediatamente após o nascimento do bezerro, fazendo a imersão do cordão umbilical no iodo durante 30 segundos. Esse procedimento deve ser feito 2 vezes por dia, até a secagem do umbigo, fazendo assim com que ele se desprenda do abdômen ao secar.
Uma cura mal feita do umbigo, resulta em animais fracos, podendo até levar a morte.
Se o bezerro tem contato com um local infectado e o umbigo mal curado, a fonte de infecção por essa via é muito grande, sendo assim, a bactéria pode alcançar rapidamente todo seu organismo através do umbigo.
Limpeza
Após garantir um local limpo e seco para a vaca e sua cria, é importante que seja feito um acompanhamento para garantir que a mãe faça a limpeza correta de todos os fluídos no recém-nascido. Esta limpeza vai garantir que o neonato consiga fazer a ingestão correta do colostro sem dificuldades.
Porém, se a mãe não conseguir fazer essa limpeza de um modo eficiente, a aspiração do líquido amniótico das vias aéreas do filhote deve ser feita manualmente, e o quanto antes, com equipamentos apropriados para esse processo, para isso existe o respirador para bezerros neonato que sugará toda essa secreção.
Ingestão do colostro
O colostro, que é o primeiro leite produzido pela vaca, possui um alto valor nutritivo, é rico em proteínas, lipídeos, vitaminas, minerais e enzimas. Ele deve ser o primeiro alimento a ser consumido pelo bezerro nas primeiras 12 horas de vida. A função é ajudar a aumentar os anticorpos que são essenciais para garantir a imunidade do bezerro recém-nascido.
A placenta dos bovinos protege o bezerro contra a maioria das infecções bacterianas ou virais, mas ao mesmo tempo, impede a passagem de proteínas séricas e principalmente imunoglobulinas. Por esse motivo, que ao nascer, o animal não apresenta imunidade adequada, tornando-o dependente da transferência passiva de imunoglobulinas maternas através do colostro.
Caso o bezerro não queira mamar nas primeiras horas de vida, é necessário a utilização de mamadeiras para alimentação forçada para aleitamento, elas devem estar disponíveis na fazenda e bem higienizadas, pois o leite é um ótimo meio de cultura de bactérias.
Vermifugação e vacina
Os bezerros devem ser vermifugados aos dois, quatro e seis meses de idade, com vacinadoras adequadas, de acordo com o calendário sanitário da propriedade. Em seguida, após a desmama devem entrar no programa de vermifugação estratégica e vacinação adotados na propriedade.
Com todos esses cuidados sanitários e com a utilização dos equipamentos adequados para tais procedimentos, com certeza a fazenda terá um rebanho de melhor qualidade.
Autora: Giana Hirose.
Médica Veterinária e gerente nacional de vendas da Agrozootec

Empresas Conhecimento técnico
Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo
Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.
A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.
Aviagen oferece suporte prático no manejo
Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.
O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.
Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.
Impulsionando resultados por meio da colaboração
Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.
O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.
Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.
Empresas
Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados
A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.
Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.
Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.
A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.
Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.
Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.
Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.
Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.
O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.
Empresas Soluções responsáveis
Agrifirm reúne sua equipe da América Latina para impulsionar soluções sustentáveis que transformam a produção animal e elevam a rentabilidade do campo
Encontro anual reuniu representantes do Brasil, Uruguai, Paraguai e Colômbia em Toledo (PR) para alinhar estratégias comerciais e técnicas

A Agrifirm realizou seu Encontro Anual de Vendas entre os dias 3 e 5 de março, em Toledo, no Oeste do Paraná, berço de grandes cooperativas e da produção nacional de proteína animal. O foco do encontro foi centrado no fortalecimento das soluções responsáveis, ou seja, soluções que promovem uma produção animal sustentável, eficiente e rentável, que respeitam o meio ambiente, garantem o bem-estar animal e geram resultados econômicos concretos para o produtor.
O evento reuniu equipes do Brasil, Uruguai, Paraguai e Colômbia e refletiu um alinhamento estratégico com as exigências do mercado nacional e internacional, cada vez mais orientado por protocolos de produção sustentável e por resultados concretos e consistentes para os clientes.
Estratégia orientada por quatro pilares

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM
Sob o tema “A Bússola das Soluções Responsáveis”, o encontro organizou suas discussões em torno de quatro eixos: tecnologia aplicada ao campo, capacitação técnica das equipes, qualidade no atendimento e proximidade com o produtor.
Para Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM, a metáfora da bússola traduz bem o momento da empresa. “As soluções responsáveis já fazem parte do nosso portfólio, mas o objetivo agora é intensificar sua aplicação e consolidar a Agrifirm como parceira estratégica, não apenas como fornecedora de produtos”, afirma Miguel.
Foco em resultado econômico para o produtor
Um dos eixos centrais do encontro foi a chamada “venda de valor”: a capacidade das equipes comerciais de demonstrar, com dados concretos, o retorno técnico e econômico que as soluções da Agrifirm proporcionam ao produtor.

Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil
Segundo Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil, a abordagem foi ilustrada com casos reais.
“Apresentamos casos práticos que mostram, em números, os benefícios produtivos e financeiros das nossas soluções. O objetivo é que o cliente perceba o valor antes de discutir o preço”, explica Mariane Pfeifer.
Além disso, os times da LATAM visitaram o complexo fabril da Agrifirm em Maripá, onde são produzidas soluções nutricionais e aditivos tecnológicos. A unidade é a única da Agrifirm fora da Europa dedicada à produção de aditivos e conta com certificações que habilitam a fabricação de tecnologias responsáveis com padrão global.
O evento contou também com a participação de clientes convidados que, guiados pelos valores de união e intercooperação, demonstraram na prática como construir uma verdadeira parceria de valor. A presença deles reforçou o caráter aplicado do encontro, aproximando as discussões estratégicas da realidade do campo e mostrando que os resultados nascem quando cooperação e prática caminham juntas.

