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Estefanofilariose em vacas leiteiras: prevenção, diagnóstico e tratamento

Doença, que ocorre com mais frequência no verão, é responsável por provocar lesões cutâneas nas vacas, com destaque para a região do úbere, o que reflete na produção leiteira.

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Fotos: Divulgação/J.A Saúde

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, totalizando 34 bilhões de litros por ano. Esses dados revelam que a cadeia produtiva do leite e seus derivados apresenta grande relevância econômica e social, considerando ainda a geração de empregos. No entanto, para garantir uma atividade leiteira eficiente e sustentável, é essencial que haja atenção quanto à saúde e o bem-estar das vacas. Dentre as principais doenças que acometem esses animais é importante citar a mastite, as doenças metabólicas, as doenças respiratórias e as parasitoses, com destaque para a Estefanofilariose.

O que é a Estefanofilariose?

Também conhecida como úlcera de verão, úlcera da lactação ou úlcera do úbere, a Estefanofilariose consiste em uma parasitose cutânea causada por nematódeos do gênero Stephanofilaria sp. A doença apresenta distribuição mundial, podendo acometer diversas espécies, inclusive os humanos, sendo considerada uma zoonose. A transmissão ocorre através de moscas, como por exemplo a Hematobia irritans e a Musca conducens, que inicialmente se contaminam com animais infectados e em seguida depositam as larvas em outros hospedeiros, disseminando a doença entre outros animais da propriedade. Cabe ressaltar que a Estefanofilariose é mais comum no verão, justamente pela estação favorecer uma maior proliferação das moscas, porém como o Brasil é um país tropical, há regiões que apresentam o problema praticamente o ano todo. Nos bovinos as lesões decorrentes da doença podem ser encontradas em regiões como cabeça, escápula, teto, jarrete, cauda, garupa, coxa, quartela e principalmente no úbere.

Sinais Clínicos

A Estefanofilariose provoca dermatite com erupções papulares que podem evoluir para nódulos, além de outros sinais como alopecia e úlceras crostosas. Como consequência disso é comum que os animais acometidos apresentem coceira. Cabe ressaltar que as lesões provocadas pela doença podem atrair moscas, o que contribui para o surgimento de miíases e quando estão próximas do teto favorecem o desenvolvimento da mastite.

Diagnóstico, prevenção e tratamento

O diagnóstico da Estefanofilariose é obtido a partir da história clínica dos animais, do exame físico e da resposta ao tratamento. Para confirmar a presença do parasita pode ser realizado exame histopatológico de tecidos coletados através de biópsia feita na borda da lesão. Além disso, podem ser feitas impressões com lâminas nas feridas que contenham exsudato ou raspados de pele com esfregaços corados com os corantes Giemsa ou Vermelho Congo (que permitem a visualização das microfilárias).

Juliana Ferreira Melo

Doenças como o Eczema de Úbere, a Dermatofitose, a Dermatofilose e outras dermatites devem ser incluídas no diagnóstico diferencial. Quanto ao tratamento da Estefanofilariose, o uso de produtos tópicos até a completa cicatrização da lesão deve ser associado ao uso sistêmico de anti-helmínticos específicos contra as estefanofilárias, como por exemplo a Ivermectina, sendo assim possível obter bons resultados. Endectocidas à base de Eprinomectina também são excelentes opções de tratamento, tendo em vista que a Eprinomectina é a molécula mais moderna do grupo das Avermectinas, apresentando menor resistência parasitária, portanto maior eficácia parasiticida em comparação com outras moléculas do grupo.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: juliana.melo@jasaudeanimal.com.br.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital de Bovinos, Grãos e Máquinas. Boa leitura!

Fonte: Por Juliana Ferreira Melo, jornalista e médica-veterinária na J.A Saúde Animal

Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços da arroba e da carne bovina seguem pressionados

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A demanda pós-carnaval não reagiu, e as cotações tanto dos animais quanto da carne seguem pressionadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns frigoríficos com escalas mais alongadas estiveram até mesmo fora das compras no início desta semana.

Nesse cenário, os preços maiores foram deixando de ser praticados, e as médias regionais foram sendo reajustadas negativamente.

No front externo, as exportações de carne bovina in natura registraram ritmo forte nos primeiros 10 dias úteis de fevereiro.

De acordo com dados da Secex, os embarques diários registram média de 10,49 mil toneladas, totalizando 104,91 mil toneladas já embarcadas em fevereiro.

No mesmo mês do ano passado, o volume diário foi de 7,02 mil toneladas, somando 126,39 mil toneladas no período.

Se mantido esse ritmo até o final do mês, as exportações podem se aproximar das 200 mil toneladas em fevereiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Exportações de 873 mil doses foram destaque do mercado de sêmen em 2023, aponta ASBIA

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses

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Aron Sardela Ferro, Giovanni Penazzi, Cristiano Botelho, Ricardo Abreu, Ana Karla, Luis Adriano Teixeira, Eduardo Cavalin, Sérgio Saud e Thiago Carvalho.Foto e texto: Assessoria

Mais de 14 milhões de fêmeas de corte e 5 milhões de fêmeas leiteiras (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) do rebanho bovino nacional foram inseminadas com genética melhoradora em 2023, aponta o Índex ASBIA, relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) sobre o desempenho do setor no ano passado.

O balanço de 2023 também destaca a consolidação do investimento em genética bovina no rebanho nacional, além das exportações crescentes de sêmen para corte e leite. Enquanto as exportações de corte atingiram 462.837 doses, a genética leiteira embarcou 410.837 doses do material genético para outros países. Ambos foram responsáveis pela venda externa de 873 mil doses, volume 70% maior do que o praticado antes de 2020.

“Esse crescimento sólido é ainda mais evidente se compararmos ano após ano. Em 2018, a exportação de doses de sêmen para leite não chegava a 200 mil; em 2019/20 não passaram de 235 mil. O mesmo para o corte, que de 2018 a 2020 exportou menos de 283 mil doses por ano. A partir de 2021, ambos os segmentos reagiram com comercialização externa superior a 400 mil doses por ano. Essa consolidação reforça o aumento do interesse internacional pela qualidade da nossa genética bovina”, explica Cristiano Botelho, executivo da ASBIA.

A venda total no mercado interno (corte e leite) foi de 22,496 milhões de doses – redução de 3% ante 23,141 milhões de doses de 2022.

Em vendas para cliente final – quando as empresas de genética comercializam o material diretamente para os pecuaristas –, mais de 17 milhões de doses para corte foram negociadas. Já as doses de sêmen com aptidão para leite obtiveram um aumento de 6% comparado a 2022 – totalizando 5,4 milhões.

A prestação de serviço de empresas para coletar e industrializar o sêmen de animais de fazendas gerou pouco mais de 1,7 milhão de doses de animais de leite e de corte.

“Em quatro anos, o mercado de sêmen no Brasil cresceu 6 milhões em volume vendido internamente. Isso evidencia a profissionalização do pecuarista e o compromisso de agregar genética melhoradora na produção de carne e de leite. De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 23% das fêmeas de corte no Brasil foram inseminadas. Na pecuária leiteira, esse percentual é de 12%. Ou seja, temos grande potencial para otimizar ainda mais a produtividade e levar o Brasil ao patamar mais alto de fornecedor de alimentos para o mundo”, finaliza Botelho.

O executivo da ASBIA pontua que com “a divulgação do Index de forma gratuita no site (www.asbia.org.br) a entidade democratiza o acesso à informação e compartilha conhecimento para que cada vez mais pecuaristas invistam em genética para melhoria da produtividade e rentabilidade, fortalecendo de forma consistente a pecuária e proporcionando segurança alimentar para cada vez mais pessoas”.

O Index ASBIA está acessível de forma gratuita no site da Asbia: https://asbia.org.br/index-asbia/

Fonte: Assessoria
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Omã abre mercado para bovinos vivos do Brasil

Os animais poderão ser comercializados ao país do Oriente Médio para abate e engorda.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Brasil conquistou o mercado de Omã para exportação de bovinos vivos para abate e engorda. A aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio. Essa conquista veio após uma reunião entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e o subsecretário do Ministério da Agricultura de Omã.

Aprovação sanitária foi oficializada na quinta-feira (22), durante a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária ao país do Oriente Médio – Foto: Divulgação/Mapa

Somente em 2023, o Brasil exportou ao mundo US$ 488 milhões em bovinos vivos, num total de 23 países. No ano passado, o agro brasileiro exportou cerca de US$ 330 milhões para Omã, um aumento de 70% em comparação com 2022.

As carnes foram o produto de maior destaque, representando 55% do total exportado, com a carne de frango correspondendo a 97% desse segmento. “Este novo mercado soma-se aos outros 14 abertos neste ano, totalizando 93 desde o início do ano passado, durante o terceiro mandato do presidente Lula. A pedido do ministro Carlos Fávaro seguimos com nossa missão no Oriente Médio visitando alguns países com o objetivo de ampliar o comércio agrícola brasileiro, abrir novos mercados, obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais) e negociar a importação de fertilizantes nitrogenados”, destacou o secretário Roberto Perosa.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores.

Cooperação mútua

Ainda em Mascate, capital da Omã, com representantes dos Ministérios da Agricultura de ambos os países, os dois lados enfatizaram o interesse em ampliar a cooperação governamental e as parcerias comerciais. Foram identificadas sinergias entre o plano “Visão 2040” de Omã, que inclui a segurança alimentar, e o programa brasileiro de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis. Também foram discutidas possibilidades de parcerias nos setores de fertilizantes, açúcar, grãos para alimentação animal, animais vivos, carne de frango e pescados.

Outra importante reunião ocorreu com a subsecretária de Promoção de Investimentos do Ministério do Comércio, Indústria e Investimentos de Omã, Ibtisam Ahmed Said Al Farooji. Ela apresentou o programa omanita que visa ampliar os investimentos em Omã e no exterior, focando na segurança alimentar e no interesse do país em se tornar um hub para a região e, ainda, destacou a neutralidade e estabilidade de Omã, mencionando que o Brasil pode ser um grande parceiro.

Durante o encontro, Perosa também enfatizou as boas relações e a complementaridade entre os países, afirmando que o Brasil poderia contribuir ainda mais para a segurança alimentar de Omã e incentivar empresas brasileiras a processarem seus produtos no país, como é o caso das carnes de frango e bovina. Nesse contexto, mencionou que o programa de conversão de pastagens degradadas em áreas agricultáveis representa uma grande oportunidade para fortalecer essa parceria, incluindo também a possibilidade de aquisição de fertilizantes nitrogenados de Omã. O lado omani acolheu positivamente a ideia e disse que, conjuntamente com a Autoridade de Investimentos de Omã e o Nitaj, irá auxiliar na construção da estratégia de parceria entre os dois países.

Fonte: Assessoria Mapa
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