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Estaria o estado do Mato Grosso à venda?

Com grande número de propriedades rurais anunciadas, alguns municípios matogrossenses chegam a ter cerca de 30% do território disponível para compradores interessados.

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Fotos: Shutterstock

O Mato Grosso tem chamado a atenção por conta da quantidade de anúncios de fazendas à venda, o que sinaliza aumento de oferta em áreas tradicionalmente de pecuária de corte e corrobora com as mudanças no mercado de terras. A tendência foi verificada pelo Chaozão, portal especializado em anúncios de propriedades rurais.

Segundo levantamento feito pela agrotech, alguns municípios do Estado exibem um número elevado de ofertas de fazendas. Dentre eles, se destaca Cocalinho, que conta com 16.538,832 km², e está com 30% do seu território anunciado na plataforma para venda. As fazendas são de aptidão para pecuária de corte. Outro é Primavera do Leste: 23% do município de 5.472,207 km² está pronto para receber novos proprietários. Em terceiro lugar fica Paranatinga, com 13% dos seus 24.177,568 Km² na mesma situação. Neste caso, as fazendas são de dupla aptidão (pecuária e/ou lavoura).

“O movimento está relacionado às significativas mudanças na dinâmica do mercado de terras no Estado, sejam por conta dos tipos e formas de explorações agropecuárias, do movimento de sucessões familiares a até da ‘saúde’ da propriedade rural”, afirma a engenheira agrônoma Renata Apolinário, diretora Operacional do Chaozão e responsável pela pesquisa.

Ela explica que nessas regiões as características de solo, regularidade de chuvas, aptidão e questões ambientais limitam o uso da propriedade rural. “O Mato Grosso possui diversos tipos de solo e perfis de exploração para agropecuária. Existem ótimas regiões em termos de produtividade e desenvolvimento, mas também outras com muita areia e mais isoladas, com poucos recursos e estrutura”, observa.

No caso do Pantanal, a compra e venda de propriedades rurais se limita ao povo local, que já conhece o sistema e o manejo.

Com a pressão por aumento de produtividade diante de um mercado cada vez mais competitivo, não há mais espaço para terras de pastagens degradadas ou mal manejadas. Ainda mais diante da crescente concentração de terras nas mãos de grandes grupos e fundos de investimento, buscando explorar o potencial da agricultura em escala. Assim, a tendência é de que terras de pecuária menos produtivas sejam vendidas por pequenos e médios pecuaristas que não conseguem competir com esses grandes investidores, ou que preferem capitalizar suas propriedades para outros fins.

A agricultura, especialmente a produção de grãos, tem avançado sobre áreas antes dedicadas exclusivamente à pecuária. “Aquelas que apresentam menor capacidade de suporte animal e baixo retorno financeiro, são colocadas à venda por proprietários que não conseguem ou não querem investir na recuperação dessas áreas. Assim, terras que não têm viabilidade imediata para esse tipo de transição, ou que requerem altos custos para adequação, acabam sendo colocadas à venda por valores mais acessíveis”, explica o especialista em Pecuária, Rostyner Pereira Costa.

Outro ponto importante é que assim como a oferta tem sido crescente, a demanda tem se tornado mais seletiva, pois investidores e possíveis compradores de terras estão cada vez melhor assessorados na escolha de uma propriedade rural. São estudados todos os fatores do imóvel, tais como o solo, clima, benfeitorias, região, tipo de exploração, logística e valorização do patrimônio imobilizado, para definir uma compra. “Todo comprador quer terra com solo saudável, com água disponível, com aptidão estruturada e pronta para produzir. Em cenário ideal, por exemplo, os agricultores querem solo com 40% para mais de argila, índice pluviométrico de 1.800 para mais e regularidade nas chuvas, topografia plana e alta produtividade. O que não está tão disponível no mercado”, alerta Renata.

O especialista em Pecuária destaca ainda a questão da sucessão no agronegócio e a necessidade de reestruturações financeiras que intensificam a onda de vendas. “Terras de pecuária de qualidade mais baixa são as primeiras a serem negociadas. Devemos ainda lembrar que vivemos um cenário de alta taxa de juros e incerteza econômica e política, o que provoca a fuga de muitos investidores do Brasil”, afirma Costa.

Fonte: Assessoria

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Assembleia Geral do Sistema Faep destaca conquistas e prega união para 2026

Com participação de deputados ligados ao agro, reunião contou com mais de 110 participantes de dezenas de sindicatos rurais.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

A Assembleia Geral do Sistema Faep, realizada nesta segunda-feira (02), em Curitiba, reuniu lideranças rurais de todas as regiões do Paraná e parlamentares ligados ao setor para fazer um balanço das ações realizadas em 2025 e alinhar estratégias para 2026. Os deputados federais Pedro Lupion, Ricardo Barros, Tião Medeiros e Sérgio Souza e a deputada estadual Maria Victoria estiveram no evento para compartilhar as ações realizadas em prol do setor rural em âmbitos estadual e nacional. No total, mais de 110 participantes de dezenas de sindicatos rurais participaram das discussões.

Na abertura do encontro, o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância da articulação permanente com o Legislativo. “Esses deputados estão juntos do Sistema Faep e dos nossos sindicatos, ouvindo as demandas na ponta e nos ajudando em um momento de dificuldades para o agro”, afirmou.

Meneguette ressaltou que 2025 foi um ano marcado por desafios, mas também por conquistas relevantes, reunidas no relatório anual entregue às lideranças. Entre os principais avanços, destacou a derrubada do projeto que aumentaria de forma expressiva as custas cartoriais no Paraná. “Conseguimos travar e arquivar um projeto que previa aumento de até 532% para averbação sem valor econômico e subindo mais de 351% a emissão de certidões. Um impacto enorme para os produtores, especialmente em um período de dificuldades climáticas e renegociação de dívidas”, disse.

Outro ponto envolve a taxação da importação de tilápia e a retirada da proposta que classificava o peixe como espécie invasora. “Essa medida prejudicaria diretamente o Paraná, maior exportador de tilápia do Brasil, e responsável por mais de 70% das exportações nacionais”, reforçou o presidente.

Entre as preocupações, o presidente do Sistema Faep destacou o veto presidencial ao dispositivo que impedia o contingenciamento de recursos para o seguro rural. “Esse veto tem impacto direto na produção do Paraná. Em 2025, contratamos 19,5 mil apólices do total de 46,9 mil. Isso representa, em números macro, 944 mil hectares, no valor de R$ 4 bilhões”, pontuou.

A crise no setor leiteiro também esteve no centro do debate como um fator de preocupação. “Temos uma grande preocupação, principalmente porque a produção leiteira está presente nos 399 municípios do Paraná. Estamos trabalhando para buscar mecanismos de controle, mesmo sabendo que não é fácil. No Paraná, conseguimos implementar uma lei que proibiu a reconstituição de leite em pó e seus derivados importados no Estado”, afirmou.

Atuação parlamentar

Deputada estadual Maria Victória: “É um orgulho ver essa atuação firme em defesa do agro”

Durante o encontro, parlamentares federais e estaduais destacaram a importância da união do setor e da atuação coordenada no Congresso Nacional.

 

A deputada estadual Maria Victoria elogiou a gestão de Meneguette à frente da entidade. “O Ágide Eduardo está fazendo um trabalho maravilhoso, com sabedoria e discernimento. É um orgulho ver essa atuação firme em defesa do agro”, afirmou. A parlamentar também ressaltou a mobilização da Faep contra o aumento das custas cartoriais e o apoio a pautas sociais, como portadores de doenças raras e projetos educacionais.

O deputado federal Tião Medeiros

Deputado federal Tião Medeiros: “É um ano de escolhas, em que vamos definir os rumos do país”

Em sua fala, o deputado federal Tião Medeiros parabenizou Meneguette por ter assumido a liderança do G7, que reúne as sete principais entidades representativas dos setores produtivos do Paraná. “Isso só aumenta o desafio de fazer com que as entidades do Paraná sejam ouvidas”. Na sequência, o parlamentar destacou que 2026 será um ano decisivo. “É um ano de escolhas, em que vamos definir os rumos do país. Temos inúmeros desafios, como os vetos ao seguro rural, a questão da faixa de fronteira, o marco temporal e a escassez de mão de obra no campo”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado federal Sérgio Souza reforçou que os principais entraves ao agro estão “da porteira para fora”. “O produtor sabe produzir, sabe plantar e colher. O problema está nos custos, nos entraves regulatórios e nos vetos a conquistas aprovadas no Congresso. Por isso, precisamos continuar unidos”, afirmou.

Deputado Federal Sérgio Souza

Deputado federal Sérgio Souza: “O produtor sabe produzir, sabe plantar e colher”

O deputado federal Ricardo Barros, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados, destacou o papel estratégico do Brasil na produção de alimentos e alertou para os impactos das mudanças climáticas sobre o setor. “O debate é como o mundo vai se alimentar. Água e comida são os grandes valores do futuro, e o Brasil tem território, clima e tecnologia para cumprir esse papel”, afirmou. Barros também ressaltou a importância da ciência para o avanço do agro brasileiro. “A Embrapa viabilizou o cultivo em áreas antes consideradas improdutivas. Investir em tecnologia é garantir competitividade e segurança alimentar”, completou.

 

O deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), apresentou um panorama das principais pautas em debate no Congresso Nacional que impactam diretamente o setor produtivo. Entre os temas destacados estiveram o acordo Mercosul–União Europeia, a derrubada de vetos ao seguro rural, a defesa agropecuária, a modernização da legislação de cultivares, a tabela de frete, a escassez de mão de obra e a proposta de alteração da jornada de trabalho 6×1. “Precisamos garantir segurança jurídica, acesso à tecnologia e condições reais de produção. Sem isso, o produtor perde competitividade e o país compromete sua capacidade de produzir alimentos”, afirmou, reforçando a importância de representação técnica e diálogo permanente em defesa do setor.

Kit digital

Na sequência, o presidente do Sistema Faep apresentou as propostas para 2026, reforçando o planejamento e a transparência na gestão. Como parte dos investimentos anunciados nos últimos anos, Meneguette realizou a entrega de um kit digital a cada sindicato rural, composto por um notebook e um telefone celular. Essa ação busca fortalecer a estrutura, a comunicação e a atuação das entidades sindicais em todo o Paraná.

Reforma Tributária

Deputado Federal licenciado e secretário de Estado de Indústria e Comércio do Paraná, Ricardo Barros

Deputado Federal Ricardo Barros: “O debate é como o mundo vai se alimentar”

A Reforma Tributária, em vigor desde 2 de janeiro, foi o tema de palestra para orientar os produtores rurais sobre o cenário e o cronograma de implementação das mudanças, que afetam o setor de forma progressiva, reforçando a importância da preparação imediata. Para apoiar os agricultores e pecuaristas, a palestra destrinchou a cartilha sobre o tema produzida pelo Sistema Faep justamente para traduzir a complexidade da nova legislação, com orientações claras e práticas para o dia a dia da propriedade rural, auxiliando no planejamento e no cumprimento das novas obrigações. O guia completo já disponível gratuitamente. Ao final da apresentação, produtores rurais puderam sanar dúvidas específicas sobre suas realidades.

 

SENAR em números

Deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (à direita)

Deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (à direita)

O presidente do Sistema Faep destacou os resultados operacionais alcançados em 2025, reforçando o compromisso com a base sindical e a capacitação técnica. A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) registrou 14.713 visitas, atingindo 6.397 propriedades rurais em 253 municípios paranaenses, crescimento que reflete a prioridade no fortalecimento direto das unidades produtivas.

 

Paralelamente, a Formação Profissional Rural (FPR) teve crescimento de 7% em relação ao ano anterior, com 11.273 cursos realizados que capacitaram 237 mil pessoas. Esses números, somados aos 2.483 cursos de Promoção Social (os), beneficiaram 34.298 participantes, demonstram a atuação do sistema sindical no Paraná.

Avanços institucionais complementam esse cenário, com a implementação inédita de Agentes de Desenvolvimento Rural (ADRs) em todas as regionais do Sistema Faep, reforço para ampliar a mobilização sindical local. Em infraestrutura, Meneguette destacou a construção do Centro de Excelência do Leite, projeto pioneiro no país, que já teve o terreno adquirido e está em fase de homologação para ofertar cursos especializados reconhecidos pelo MEC, com previsão de entrega para o início de 2027.

“Esses resultados mostram o fortalecimento do Sistema Faep junto aos produtores rurais por meio dos cursos e da ATeG. Sempre trazendo melhoria contínua, de qualidade, aperfeiçoamento e gestão aos nossos agricultores e pecuaristas”, afirmou Meneguette.

Atuação em prol da agropecuária

A assembleia ainda contou com a apresentação do gerente do Departamento Técnico e Econômico (DTE), Jeffrey Albers, que detalhou as principais ações, conquistas e desafios monitorados pelo Sistema Faep. Entre os temas de atuação contínua destacam-se a defesa da classificação do tabaco na propriedade rural, a vigilância sanitária para manter o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e as tratativas sobre as salvaguardas do acordo do Mercosul-União Europeia.

Outro ponto de relevância envolve o planejamento da viagem técnica internacional para os Estados Unidos, focada em inovação e inteligência artificial aplicada ao agronegócio. O roteiro, ainda em definição, deverá ocorrer ao longo de 12 dias, com o objetivo de visitar centros de pesquisa e propriedades que utilizem tecnologias de ponta, como equipamentos autônomos, sensores para bem-estar animal e sistemas avançados de classificação e armazenagem de grãos.

Albers também fez um balanço dos eventos técnicos realizados em 2025, que fortaleceram a cadeia produtiva e abriram mercados, como a segunda edição do Prêmio Queijo do Paraná, o Prêmio Qualidade Café do Paraná, o Ideathon nos colégios agrícolas e a participação em eventos nacionais como o Canacarne, em Minas Gerais.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Soja encerra janeiro com preços mais fracos no mercado brasileiro

Expectativa de safra recorde, demanda interna limitada e valorização do real influenciam as cotações, segundo o Cepea.

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Foto: Divulgação

Os preços da soja em grão seguiram enfraquecidos no mercado brasileiro no encerramento de janeiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, a desvalorização do grão esteve associada às expectativas de oferta recorde no Brasil, à fraca demanda doméstica e à valorização do Real frente ao dólar.

Esse movimento cambial reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, afastando parte dos demandantes internacionais em favor da soja norte-americana. No campo, as atividades de colheita avançam gradualmente no Brasil.

No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea apontam que os níveis de umidade do solo permanecem abaixo do ideal em áreas do Sul, especialmente em lavouras semeadas mais tardiamente, mantendo os produtores em estado de alerta. As previsões indicam chuvas mais abrangentes nos próximos dias, que, se confirmadas, tendem a melhorar o balanço hídrico e trazer alívio às lavouras.

Segundo a Conab, a colheita da soja atingiu 6,6% da área nacional até 24 de janeiro, acima dos 3,2% observados no mesmo período da safra passada. Mato Grosso segue liderando os trabalhos, com 19,7% da área colhida, contra 3,6% há um ano.

Fonte: Assessoria Cepea
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Show Rural Coopavel deve receber delegações de todos os continentes

Produtores, técnicos e executivos de multinacionais do agronegócio estarão em Cascavel entre 09 e 13 de fevereiro para conhecer tecnologias e inovações do setor.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Produtores rurais, técnicos e diretores de empresas multinacionais do agronegócio estarão em Cascavel, de 09 a 13 de fevereiro, para prestigiar o 38º Show Rural Coopavel. “Temos a confirmação de várias delegações que se deslocarão até aqui para conhecer e ter contato com as tecnologias e inovações que os 600 expositores, nacionais e estrangeiros, apresentarão nesta edição”, comenta o presidente Dilvo Grolli.

O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, diz que, pelo número de confirmações, esse poderá ser o ano com recorde no número de recepções a caravanas, tanto nacionais quanto de países de todos os continentes. “O Show Rural é uma referência no mundo e essas visitas comprovam isso”, afirma ele.

Países

Entre os países com delegações já confirmadas, estão: Alemanha, França, Itália, Espanha, Moçambique, Estados Unidos, Paraguai, Argentina, China, México, Japão e Austrália. “E também receberemos delegações de praticamente todo o Brasil. Exemplo disso é uma comitiva formada por produtores e líderes do setor agropecuário de estados do Nordeste, que todos os anos há mais de duas décadas se deslocam a Cascavel para aprofundar conhecimentos sobre o agronegócio”, comenta o presidente Dilvo.

Com o tema A força que vem de dentro, o Show Rural Coopavel espera receber, em cinco dias, entre 360 mil e 400 mil visitantes. Entre os diferenciais do evento estão a não cobrança de ingresso para acessar o parque e gratuidade pelo uso de vagas do estacionamento.

Fonte: Assessoria Coopavel
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