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Avicultura Voz do Cooperativismo

“Estamos aproveitando as oportunidades, como a aquisição ou incorporação de novas cooperativas e também a expansão de área”, revela presidente da Cooperalfa

Voz do Cooperativismo conta em seu novo episódio as estratégias que a Alfa usou e usa para continuar se agigantando entre as cooperativas agropecuárias do Brasil.

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Fotos: O Presente Rural

Quando uma ou mais pessoas sonham em abrir uma empresa, não basta ficar apenas sonhando, é necessário muito trabalho e dedicação. Esses atributos podem ser observados na trajetória da Cooperalfa, uma cooperativa gigante, com mais de 22 mil cooperados, fundada em 1967 por pessoas que tinham o mesmo propósito e que, a partir de suas demandas iniciais, lá nos primeiros anos, fez surgir outra gigante do setor, a Aurora Coop. A matriz da Cooperalfa está localizada em Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina, para onde a Reportagem do Jornal O Presente Rural viajou para entrevistar o presidente da Cooperalfa, Romeo Bet. No programa Voz do Cooperativismo, que você pode acompanhar em vídeo ou podcast, Bet falou sobre os principais desafios que já foram superados nessa trajetória, destacou as inúmeras conquistas que tornaram a Cooperalfa uma das cooperativas mais importantes e pujantes do Brasil, contribuindo para o crescimento sólido e eficiente do setor. Confira.

Voz do Cooperativismo: Conte um pouco sobre sua trajetória e envolvimento com o cooperativismo. Como chegou à posição que ocupa na Cooperalfa?

Presidente da Cooperalfa, Romeo Bet

Romeo Bet: Contar uma história de 56 anos em alguns minutos é um grande desafio. Pois bem, a trajetória da Cooperalfa teve início no dia 29 de outubro de 1967, quando 39 produtores rurais sentiram a necessidade de criar uma cooperativa para comercializar a produção que era produzida aqui na nossa região. Naquela época, a principal fonte de receita dos nossos produtores era a cultura do feijão. Além disso, praticamente todas as propriedades contavam também com a criação de suínos. O problema é que em muitos momentos não encontrava-se compradores para essa produção e quando encontravam os compradores, eram esses comerciantes que faziam o preço, o que nem sempre era vantajoso para os pequenos produtores. Desta problemática surgiu a oportunidade de criar uma cooperativa. Desta forma iniciamos um trabalho de fomento, de associação e fomos ganhando forma e crescendo em nossa atuação. De início verificamos a importância de edificar uma estrutura física para receber a produção e começamos construindo armazéns.

Em apenas dois anos da formação já sentimos a necessidade de iniciar com a parte industrial, com o recebimento dos suínos que eram produzidos pelos nossos cooperados. Encontramos um frigorífico que estava desativado e pela iniciativa de oito cooperativas, formamos a Cooperativa Central Oeste Catarinense. Adequamos às instalações daquele frigorífico que estava parado e então começamos o abate de suínos. Foi assim que começou a Cooperalfa e a Aurora. Tudo isso foi bastante difícil, passamos por muitos desafios, porque iniciamos os trabalhos sem dinheiro para investir, sem capital de giro. Desta maneira, trabalhamos na conscientização e na importância de unir forças e fomos aumentando o número de cooperados. Dia após dia ganhamos novos cooperados e assim fomos crescendo e chegamos a este tamanho que estamos hoje. Somos 22.370 famílias associadas e 4.020 colaboradores. Com esta crescente e conseguindo bons negócios fomos incorporando outras cooperativas e assim fomos aumentando em tamanho.

Voz do Cooperativismo: Esse montante de 22.370 famílias são no campo, na indústria e na cidade?

Romeo Bet: Não. Todos esses são produtores rurais, são associados da Cooperalfa. É claro que algumas famílias moram na cidade, mas todas possuem propriedades no campo e desenvolvem lavoura e/ou pecuária.

Voz do Cooperativismo: Para o senhor, qual é a importância do cooperativismo no agropecuário?

Romeo Bet: Isso depende muito de cada região, pois o nosso país é muito grande. Na nossa região Sul e principalmente o estado de Santa Catarina temos pequenos produtores. Então eu vejo que o cooperativismo agrícola aqui tem uma importância muito grande, porque ele oferece uma excelente assistência técnica, bem como a segurança com relação à comercialização, pela agregação de valor que você tem. Então, eu diria assim, que o cooperativismo em Santa Catarina teve um papel muito importante, principalmente no Oeste catarinense. Depois que surgiu a Cooperalfa, novas cooperativas foram sendo criadas, a Aurora também foi criada contribuindo para que a parte industrial de frangos, suínos e leite fossem sendo produzidas. Desta forma, as cooperativas trazem uma confiabilidade e segurança aos produtores, pois auxiliam na comercialização, na produção, na agregação de valor e ofertam um preço justo para quem produz.

Voz do Cooperativismo: O senhor pode explicar como a Cooperalfa trabalha para agregar valor e também nos falar sobre os diversos setores nos quais a cooperativa atua?

Romeo Bet: A Cooperalfa atua em vários ramos. Com relação a carne e leite somos sócios da Aurora. Contamos com um número grande de cooperados que produzem suíno, frango e leite e então, a Aurora é a responsável por fazer a industrialização e a comercialização desses produtos, nossa participação na Aurora é bastante expressiva. Além disso, a Cooperalfa também atua na industrialização de soja, trigo, fábricas de ração, linha de supermercados e lojas agropecuárias, e também atuamos no mercado de insumos. Ou seja, realizamos uma diversidade muito grande de atividades, o que propicia a sustentação da nossa cooperativa. Ter esta diversificação é muito importante porque uma ajuda a sustentar a outra, como por exemplo, quando não temos uma safra muito boa, temos outras linhas que ajudam na sustentação de toda a cooperativa, contribuindo para atuar com o princípio de cooperar. Desta forma, os supermercados e as lojas agropecuárias, bem como a parte industrial, tanto de soja, quanto de trigo, como as fábricas de ração são muito importantes para agregar valor e dar segurança para o produtor.

Voz do Cooperativismo: Para onde é direcionada toda a produção da Cooperalfa e quais são os produtos que vão para a Aurora?

Romeo Bet: Praticamente toda a soja é direcionada às nossas indústrias. Alguma coisa excedente a gente faz a exportação. O milho é utilizado praticamente todo na fabricação de ração, e um pouco de excedente normalmente é comercializado. Para a Aurora, a gente mando o frango, o suíno e o leite e também fornecemos farelo de soja e de milho.

Voz do Cooperativismo: Como é a relação da Cooperalfa com seus associados e a cooperativa tem auxiliado no trabalho de planejar a sucessão familiar nas propriedades rurais?

Romeo Bet: A relação dos cooperados com a cooperativa é muito próspera. Nossos associados possuem muita confiança na Cooperalfa. Realizamos trabalhos com jovens, com casais líderes, bem como com grupos de mulheres. Os resultados não são visíveis de forma imediata, pois é um trabalho de formiguinha que realizamos. É importante destacar que nossos cooperados enxergam isso com bons olhos e observamos uma mudança na postura de muitos jovens. Há quatro ou cinco ano, por exemplo, o índice de saída dos jovens do campo era bem alto. Hoje, este cenário está diferente, pois eles estão enxergando mais oportunidades no campo. Então muitos agricultores mandam seus filhos estudar algo relacionado ao campo e muitos voltam e aplicam o aprendizado em sua propriedade. Isso está contribuindo para melhorarmos os índices de jovens que estão atuando nas propriedades rurais. É claro que existem vazios, ainda vivemos a tendência de termos cada vez menos agricultores no campo, um dos fatores que contribuem para isso é o número de filhos que nossos produtores estão tendo, que são números bem parecidos com os da cidade. A maioria tem dois ou três filhos, bem diferente da realidade de antigamente, quando era comum que os agricultores tivessem mais de 8 filhos. Desta forma, a permanência no campo também depende de oportunidade de trabalho.

Voz do Cooperativismo: Quais são os principais projetos que a Cooperalfa tem para os próximos anos?

Romeo Bet: Em todos os anos nós temos projetos para executar. Temos um planejamento macro até 2030 de crescimento. Estamos aproveitando as oportunidades que surgem, como a aquisição ou incorporação de novas cooperativas e também a expansão de área, como é o caso mais recente de Mato Grosso do Sul, que estamos entrando com atividade de suínos para abastecer o frigorífico de Aurora, lá em São Gabriel do Oeste. Nós temos a necessidade de aumentar a nossa capacidade de armazenagem. Também almejamos aprimorar o leque de negócios nos supermercados e lojas agropecuárias, além de estarmos observando algumas áreas na nossa região sul, como o Rio Grande do Sul, iniciamos um crescimento lá e percebemos que temos muitas oportunidade de negócio para avançar. Também planejamos aumentar nosso parque industrial.

Voz do Cooperativismo: O senhor pode nos adiantar se existe a previsão da incorporação de alguma cooperativa ou empresa nos próximos meses?

Romeo Bet: Momentaneamente não, mas sempre existe a possibilidade. A Alfa cresceu aproveitando boas oportunidades, incorporando, comprando ou alugando, como a Cooperchapéco, Cooperxaxiense, Cooper São Miguel, Coopercanoinhas. Em 2014, levamos a nossa cooperativa para o Mato Grosso do Sul e, em 2017, para o Rio Grande do Sul. Em todas estas regiões temos uma atuação muito forte. Então essas foram algumas das aquisições que conseguimos e a expansão na parte industrial sempre está presente. Temos um projeto para aumentar a capacidade de suínos em Mato Grosso do Sul e por consequência disso temos uma necessidade de construir uma fábrica de ração lá, mais especificamente em Sidrolândia. Ou seja, estamos sempre observando as oportunidades que surgem, desta forma não temos nada no radar hoje, mas pode ser que logo consigamos uma nova oportunidade. Estamos sempre olhando para frente.

Voz do Cooperativismo: O senhor falou bastante sobre suínos. É este o ramo que vocês estão colocando mais incentivos?

Romeo Bet: Eu não diria que nós estamos empenhando mais força, mas, sim, é uma oportunidades de mercado que observamos. A Aurora está aumentando a capacidade de abate do frigorífico de São Gabriel do Oeste de 3.500 para 5 mil suínos. Como aqui em Santa Catarina não temos condições de aumentar, estamos construindo essa nova granja para suprir a necessidade que a Aurora tem lá no Mato Grosso do Sul.

Voz do Cooperativismo: Como a Cooperalfa tem lidado com os temas atuais como bem-estar animal, práticas ESG, a integração da tecnologia. Como a Alfa tem desenvolvido estas implementações e melhorias na produção?

Romeo Bet: A Alfa tem uma equipe técnica de muita qualidade, são agrônomos e veterinários que acompanham a evolução tecnológica. Nossa instrução é para que eles assimilem as novidades e sempre estejam preparados para levar os novos conhecimentos para a criação de suíno, frango e mesmo de leite, bem como na agricultura. O mercado sempre oferece novos produtos e por isso, é primordial ter uma equipe bem preparada para acompanhar essa evolução tecnológica, para manter um padrão elevado de qualidade e sempre atualizado.

Voz do Cooperativismo: Isso tem se traduzido em um melhoria de mais produção e mais produtividade?

Romeo Bet: Sem sombra de dúvida. Se nós olharmos dez anos atrás, qual era a média que se produzia por hectare de milho? Era cento e poucas sacas, às vezes chegávamos em 180. Hoje já passamos das 200 sacas de milho por hectare e já temos produtores colhendo 300. Da mesma forma verificamos avanços significativos na produção de frango e suíno. Se antigamente precisávamos de três a quatro quilos de ração para produzir um quilo de carne, hoje conseguimos produzir com cerca de 2,8 quilos. Esses números são o resultado da evolução tecnológica e de uma equipe comprometida em levar o melhor para os produtores. Desta forma, quem trabalha com a produção de alimentos precisa acompanhar as evoluções, para continuar competitivo no mercado.

Voz do Cooperativismo – Explique como os produtores da Alfa conseguem chegar a uma média alta de 32 suínos desmamados ao ano?
Romeo Bet – É uma média alta e nós queremos mais. Veja bem, há cerca de 15 anos achávamos que era impossível produzir esta quantidade. Mas, hoje, já temos a meta de produzir ainda mais, estamos produzindo cerca de 33 e 34 suínos desmamados ano por leitoa, mas queremos chegar aos 40 suínos. Então percebam que melhorar a produtividade é uma evolução constante.

Voz do Cooperativismo: Com relação ao faturamento da Cooperalfa, como deve encerrar 2023?

Romeo Bet: No final do ano passado nós planejamos chegar em R$ 10 bilhões de faturamento em 2023. Essa expectativa era por conta do cenário bastante favorável que tínhamos naquela época. Entretanto, com a mudança de comportamento, por exemplo, na parte de mercado, principalmente das commodities, acreditamos que não conseguiremos alcançar esta meta inicial e estamos observando que devemos chegar aos R$ 9 bilhões de faturamento. Esse número menor está muito relacionado com a queda dos preços das commodities, principalmente milho e soja, e o próprio suíno, bem como o dólar que também caiu, mas estamos trabalhando o máximo para chegar bem próximo dos R$ 10 bilhões.

O Presente Rural: Como o senhor enxerga a importância da intercooperação entre a Cooperalfa e a Aurora?

Romeo Bet: Eu vejo que a intercooperação é muito importante. É claro que cada empresa busca os seus interesses e negócios, mas em todas as oportunidades que podemos trabalhar em conjunto estamos trabalhando e isso contribui para o crescimento dos nossos negócios. A prova de que a intercooperação é benéfica está na composição da Aurora, pois hoje somos 13 cooperativas que trabalhamos juntas e a partir de outubro seremos 14 cooperativas integradas a Aurora. Além disso, temos mais três cooperativas que vão se integrar, pois a Aurora adquiriu um frigorifico no Paraná – que era mantido por três cooperativas: Capal, Frísia e Castrolanda. Esse frigorifico ainda não entrou em operação com a marca Aurora, mas em breve vai entrar. Desta maneira, essas três cooperativas também vão fazer parte da Aurora.

Voz do Cooperativismo: Quais são os principais desafios enfrentados pela Cooperalfa atualmente e quais estratégias estão sendo adotadas para superá-los?

Romeo Bet: O grande desafio é a insegurança econômica e política. Esses são dois grandes desafios que precisam ser enfrentados. Claro que nós vamos ter que “dançar conforme a música toca”. Veja bem, é muito complicado de se fazer um planejamento hoje para ser realizado no próximo ano, pois existem muitas variáveis, a insegurança é bastante e ela inibe a gente de fazer um passo a mais do que deveria, ou seja, é preciso manter os pés no chão para evitar maus negócios. Veja bem, temos a gripe aviária que está rodando o mundo, caso ela chegue a algum plantel comercial aqui no Brasil teremos problemas que ainda não podem ser calculados, uma emergência sanitária dessas pode alterar de forma das nossas exportações. Sabemos que quando os produtos de exportação sobram eles precisam ser consumidos pelo mercado local, e aí impactamos em problemas que temos dentro do nosso país, que é o poder aquisitivo do povo brasileiro ser baixo. Caso este cenário se confirme em nosso país, isso será um grande caos para as nossas agroindústrias, cooperativas e todo o nosso país.

Voz do Cooperativismo: O senhor acredita que o Brasil tem trabalhado bem a questão da biosseguridade, já que ainda estamos livres da gripe aviária nos planteis comerciais? Podemos creditar isso a biosseguridade?

Romeo Bet: Não tenho dúvida de que isso ajuda e previne muito. A recomendação técnica continua para que todos protejam as granjas. Não é momento de receber gente estranha para dentro das propriedades, precisamos evitar de todas as formas a entrada de outros animais, mantendo o local bem isolado. Executando uma boa biosseguridade estaremos contribuindo para que a doença não chegue em nossas propriedades. Por outro lado, mesmo com uma excelente biosseguridade é possível de sermos atingidos por esta enfermidade, ou seja, não estamos totalmente livres deste mal. Desta forma, todos precisam fazer a sua parte e trabalhar de forma eficiente para que não tenhamos nenhuma propriedade contaminada.

Voz do Cooperativismo: Com relação ao futuro, como a Cooperalfa enxerga as oportunidades para os próximos anos?

Romeo Bet: Bem, a história da Cooperalfa é marcada por grandes conquistas. O início foi muito difícil, pois não tínhamos nada de estrutura física. Porém, todas as dificuldades foram superadas com sabedoria. Neste momento atual de muitas inseguranças e incertezas vamos manter os mesmos moldes que sempre trabalhamos. Continuamos com os pés no chão, dando passos dentro daquilo que a gente tem certeza que vai conseguir cumprir, vamos continuar trabalhando para crescer nas oportunidades que tivermos, buscando ter sabedoria em todos os momentos. Podemos andar devagar, mas continuamos crescendo. Nos últimos anos crescemos cerca de 15% ao ano, e neste ano acreditamos que não conseguiremos este número, mas devemos crescer aproximadamente 10%. Isso já é uma conquista, por conta de todas as dificuldades que passamos. Estamos felizes com este crescimento, pois acreditamos que quando uma empresa não cresce, pelo menos acima da inflação, ela está fadada a quebrar, porque os custos operacionais sobem todos os dias e não conseguimos repassar ao consumidor este aumento e aí perdemos a competitividade. Desta maneira, para continuar bem no mercado é preciso aumentar o leque de negócios para poder se tornar competitivo. E é isso que estamos fazendo e desta maneira continuamos atuando de forma bastante forte no mercado brasileiro.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária

Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

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Foto: Divulgação/Asgav

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.

As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.

A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.

De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Painéis e debates técnicos compõem programação do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26). Evento acontece entre os dias 07 e 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

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SBSA reúne especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva em abril, na cidade de Chapecó (SC) - Fotos: Divulgação/MB Comunicação

Um dos principais encontros técnicos da avicultura latino-americana já tem data marcada e programação definida. O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) ocorrerá de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva. As inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26).

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o SBSA contará com programação científica e a realização simultânea da 17ª Brasil Sul Poultry Fair, um espaço estratégico para atualização técnica, networking e geração de negócios. O investimento para o primeiro lote é de R$ 600,00 para profissionais e R$ 400,00 para estudantes. O acesso à Poultry Fair é de R$ 100,00.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias

Reconhecido como referência na disseminação do conhecimento e na promoção da ciência aplicada ao campo, o SBSA reúne médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos, produtores, pesquisadores e empresas para discutir temas que impactam diretamente a competitividade da avicultura. A programação científica da edição de 2026 foi estruturada em painéis temáticos que abordam gestão, mercado, nutrição, manejo, sanidade, sustentabilidade e cenários globais, sempre com foco na aplicabilidade prática.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o Simpósio mantém o compromisso de alinhar conhecimento técnico às demandas do setor. “O SBSA é espaço de atualização profissional e troca de experiências. Buscamos uma programação que integre o que há de mais atual e relevante, mas, principalmente, que leve aplicabilidade real ao dia a dia da produção avícola”, afirma.

A realização do Simpósio ocorre em um momento de constante transformação da avicultura brasileira, setor que mantém protagonismo no agronegócio nacional, com crescimento produtivo, fortalecimento das exportações e desafios sanitários e logísticos que exigem qualificação técnica permanente. Nesse contexto, médicos-veterinários e zootecnistas desempenham papel estratégico na garantia da saúde pública, da produtividade e da sustentabilidade da atividade.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias voltadas à avicultura, fortalecendo o intercâmbio entre indústria e produção.

As inscrições podem ser realizadas através do clicando aqui.

Programação geral

•  26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

•  17ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Rosalina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

  17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Argentina confirma novo surto de gripe aviária em aves comerciais

SENASA detectou a doença em um estabelecimento de linhagens genéticas na cidade Ranchos, na província de Buenos Aires, ativando imediatamente seu Plano de Contingência.

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Foto: Ilustrativa/Divulgação Governo da Argentina

Por meio de diagnóstico laboratorial, o Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) confirmou um caso positivo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) H5 em aves de produção comercial, na província de Buenos Aires. O foco foi identificado após a análise de amostras coletadas em um estabelecimento localizado na cidade de Ranchos.

A notificação ao órgão sanitário ocorreu depois da observação de sinais clínicos compatíveis com a doença e de elevada mortalidade no plantel. Veterinários oficiais realizaram a coleta das amostras, que foram encaminhadas ao Laboratório Oficial do Senasa, em Martínez, responsável por confirmar o resultado para IAAP H5.

Foto: Shutterstock

Após a confirmação, o Senasa ativou o plano de contingência e determinou a interdição imediata do estabelecimento. Conforme o protocolo sanitário, foi instituída uma Zona de Controle Sanitário, composta por uma área de perifoco de 3 quilômetros ao redor do foco, com reforço nas medidas de contenção, biosseguridade e restrição de movimentação, além de uma zona de vigilância de 7 quilômetros, destinada ao monitoramento e rastreamento epidemiológico.

Entre as medidas previstas, o órgão supervisionará o despovoamento das aves afetadas e a destinação adequada dos animais, seguidos por procedimentos de limpeza e desinfecção no local.

O Senasa comunicará oficialmente o caso à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Com isso, as exportações de produtos avícolas para países que mantêm acordo sanitário com reconhecimento de livre da doença serão temporariamente suspensas. Ainda assim, a Argentina poderá continuar exportando para os países que reconhecem a estratégia de zonificação e compartimentos livres de IAAP.

Caso não sejam registrados novos focos em estabelecimentos comerciais e transcorridos ao menos 28 dias após a conclusão das ações de abate sanitário, limpeza e desinfecção, o país poderá se autodeclarar livre da doença junto à OMSA e restabelecer sua condição sanitária, permitindo a retomada plena das exportações.

A produção destinada ao mercado interno seguirá normalmente, uma vez que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos.

Medidas preventivas

Foto: Adapar

Para reduzir o risco de disseminação da IAAP, os estabelecimentos avícolas devem reforçar as práticas de manejo, higiene e biosseguridade previstas na Resolução nº 1699/2019. Entre as orientações estão a inspeção periódica das telas antipássaros, a verificação da correta lavagem e desinfecção de veículos e insumos, a intensificação da limpeza em áreas com acúmulo de fezes de aves silvestres e a eliminação de pontos com água parada que possam atrair outros animais.

Criadores de aves de subsistência também devem manter os animais em locais protegidos, evitar o contato com aves silvestres, utilizar roupas exclusivas para o manejo, higienizar regularmente as instalações e restringir o acesso de aves silvestres às fontes de água e alimento.

Fonte: Assessoria Governo da Argentina
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