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Estado entrega 236 equipamentos agrícolas para fortalecer a agricultura familiar catarinense

Serão 109 beneficiados, principalmente nas regiões Oeste, Meio-Oeste e Extremo Oeste. Entre os equipamentos repassados estão distribuidores de água, carreta basculante, balança bovina, perfurador de solo, grade aradora, distribuidor de adubo, ensiladeira, entre outros.

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Fotos: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

O Governo de Santa Catarina segue ampliando os investimentos para fortalecer o agronegócio catarinense. Mais de 130 municípios tiveram sua frota de equipamentos agrícolas renovada, com 236 implementos cedidos na quarta-feira (08) pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. A ação contou com investimentos de R$ 7,9 milhões em recursos próprios do Estado e emendas parlamentares.

“Essa é uma grande demonstração de união da Bancada do Oeste, dos 40 deputados estaduais e do Governo do Estado, que construíram uma grande força e viabilizaram recursos para a aquisição desses equipamentos. São mais de 130 municípios beneficiados, com quase R$ 8 milhões em investimentos. E esse investimento multiplica o potencial do agronegócio catarinense. Estamos juntos para fazer Santa Catarina cada vez mais forte, com mais empregos, mais desenvolvimento econômico e, principalmente, apoiando a agricultura, que é o pilar da economia catarinense”, destaca o secretário da Agricultura Altair Silva.

Entre os equipamentos repassados aos municípios estão 109 distribuidores de água, que foram adquiridos via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e fazem parte das ações do Governo do Estado para minimizar os impactos da estiagem. Serão 109 beneficiados, principalmente nas regiões Oeste, Meio-Oeste e Extremo Oeste. Ainda com recursos próprios da Secretaria da Agricultura, foi comprado um trator que será destinado à Polícia Militar Montada de São José.

Mais 126 municípios receberão equipamentos como carreta basculante, balança bovina, perfurador de solo, grade aradora, distribuidor de adubo, ensiladeira, entre outros. O maquinário foi adquirido com recursos de emendas parlamentares dos deputados estaduais Altair Silva, José Milton Scheffer, Marlene Fengler, Neodi Saretta, Padre Pedro Baldissera e Volnei Weber.

Representando os municípios atendidos, o prefeito de São Domingos, Márcio Luiz Bigolin Grosbell, salientou a importância desta ação para a cidade, em que o principal motor econômico é o agronegócio. “O que nós queremos fazer é melhorar a vida dos agricultores e os serviços prestados pela prefeitura. Esses equipamentos irão ajudar muito porque estarão a serviço dos agricultores e da população. São Domingos, recentemente, sofreu bastante com a questão da estiagem, foram transportados mais de 3 milhões de litros de água para os agricultores. E esse tanque irá nos auxiliar justamente no transporte de água. Todos nós sabemos da importância do agricultor porque se hoje nós temos alimento na mesa, é fruto do trabalho e esforço dos nossos agricultores”, comemora.

Representando o governador Carlos Moisés no ato, o chefe da Casa Civil, Eron Giordani, anunciou novos investimentos do Governo do Estado para a agricultura catarinense. “Nós temos muitas outras novidades para a agricultura. Estamos tratando da tramitação de um importante projeto que é levar internet ao campo, teremos uma nova parceria do Estado com o homem do campo, que precisa ter essa tecnologia para acompanhar a evolução dos tempos e modernizar a sua propriedade. Do mesmo modo, a Celesc irá investir R$ 60 milhões para a implantação de energia elétrica trifásica no interior. Ações importantes do Governo, olhando para esse segmento que é tão importante e gera tanta riqueza ao estado”, ressaltou.

Confira os municípios beneficiados:

Distribuidores de água:  Abdon Batista; Abelardo Luz; Agrolândia; Agronômica; Água Doce; Águas de Chapecó; Águas Frias; Alto Bela Vista; Anchieta; Arabutã; Arroio Trinta; Arvoredo; Bandeirante; Barra Bonita; Belmonte; Bom Jesus; Bom Jesus do Oeste; Campo Erê; Capinzal; Caxambu do Sul; Chapecó; Concórdia; Cordilheira Alta; Coronel Freitas; Coronel Martins; Cunha Porã; Cunhataí; Descanso; Dionisio Cerqueira; Entre Rios; Herval do Oeste; Erval Velho; Faxinal do Guedes; Flor do Sertão; Formosa do Sul; Galvão; Guaraciaba; Guarujá do Sul; Guatambu; Ibicaré; Iomerê; Ipira; Iporã do Oeste; Ipuaçu; Ipumirim; Iraceminha; Irani; Irati; Itá; Jaborá; Jardinópolis; Lageado Grande; Laguna; Lindóia do Sul; Macieira; Maravilha; Marema; Modelo; Mondái; Monte Carlo; Nova Erechim; Nova Itaberaba; Novo Horizonte; Ouro Verde; Paial; Palma Sola; Palmitos; Paraíso; Passos Maia; Peritiba; Pinhalzinho; Pinheiro Preto; Planalto Alegre; Ponte Serrada; Presidente Castello Branco; Princesa; Quilombo; Riqueza; Romelandia; Saltinho; Salto Veloso; Santa Helena; Santiago do Sul; São Bernardino; São Carlos; São Domingos; São João do Oeste; São José do Cedro; São Lourenço do Oeste; São Miguel da Boa Vista; São Miguel do Oeste; Saudades; Seara; Serra Alta; Sta Terezinha do Progresso; Sul Brasil; Tigrinhos; Tijucas; Treze Tílias; Trombudo Central; Tunápolis; União do Oeste; Urupema; Vargeão; Xanxerê; Xavantina; Xaxim e Zortéa;

Equipamentos agrícolas:  Abelardo Luz; Alfredo Wagner; Alto Bela Vista; Arvoredo; Barra Bonita; Belmonte; Bom Jesus do Oeste; Bom Retiro; Campo Erê; Chapadão do Lageado; Cocal do Sul; Coronel Freitas; Cunhataí; Descanso; Entre Rios; Erval Velho; Frei Rogério; Galvão; Guaraciaba; Guarujá do Sul; Ibiam; Iporã do Oeste; Ipuaçú; Ipumirim; Irani; Itá; Jaborá; Jacinto Machado; Jardinópolis; Jupiá; Leoberto Leal; Marema; Matos Costa; Modelo; Mondaí; Monte Carlo; Nova Erechim; Ouro; Ouro Verde; Palma Sola; Paraíso; Passos Maia; Pinheiro Preto; Ponte Alta do Norte; Ponto Serrada; Pouso Redondo; Presidente Getúlio; Rio do Campo; Rio Negrinho; Saltinho; Santa Terezinha do Progresso; São Bernardino; São Cristóvão do Sul; São José do Cedro; São Lourenço do Oeste; São Miguel do Oeste; Saudades; Seara; Tangará, Treviso; União do Oeste, Vargem Bonita e Xavantina.

Trator: Polícia Militar Montada de São José.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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