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Estação de nascimento exige planejamento para garantir bezerros saudáveis e produtivos
Cuidados com a vaca no pré-parto e atenção redobrada nos primeiros dias de vida do bezerro são decisivos para prevenir perdas na fase mais crítica da criação.

A estação de nascimento é considerada uma das etapas mais delicadas da pecuária de cria. É nesse período que se define a saúde dos bezerros, sua capacidade de ganho de peso e, consequentemente, o sucesso da próxima desmama. No entanto, ainda é comum que propriedades enfrentem surtos de diarreia, pneumonia e infecções umbilicais por falhas no planejamento sanitário — problemas que podem ser evitados com protocolos simples e eficazes, iniciados antes mesmo do parto.
O médico-veterinário e mestre em clínica e reprodução animal, João Paulo Lollato, que é gerente de Produto & Trade da Biogénesis Bagó, alerta que a preparação para uma boa estação de nascimento começa no terço final da gestação. “As vacas precisam estar em bom estado corporal e devem receber vacinas específicas no pré-parto, especialmente contra Escherichia coli J5, Rotavírus e clostridioses. Isso garante um colostro mais rico em imunoglobulinas, essencial para transferir imunidade passiva ao bezerro logo nas primeiras horas de vida”, explica.
Lollato destaca que o fornecimento adequado de colostro — preferencialmente nas primeiras seis horas após o nascimento — é um dos principais fatores que definem a resistência do animal contra infecções nas primeiras semanas. “A vaca não transfere anticorpos pela placenta, então todo o sistema imunológico do bezerro depende da ingestão do colostro. A qualidade desse primeiro leite está diretamente ligada à vacinação da mãe”, reforça.
Primeiras 48 horas são determinantes
Além da colostragem, outros cuidados essenciais devem ser adotados nas primeiras 24 a 48 horas de vida do bezerro, como a cura correta do umbigo com iodo 10% e repelente (Galmetrin Spray), além da aplicação de antiparasitário injetável. “O umbigo é uma porta de entrada para várias infecções. Se o manejo for negligenciado, o risco de miíase e onfaloflebite aumenta, comprometendo a saúde do bezerro e exigindo tratamentos posteriores que poderiam ser evitados”, afirma Lollato.
O veterinário lembra da importância das rondas no pasto maternidade e da manutenção de um banco de colostro para casos emergenciais, como fêmeas com mastite ou baixa produção de leite. Segundo ele, o ambiente também precisa ser adequado: limpo, com sombra, água fresca e livre de acúmulo de lama.
“O sucesso da estação de nascimento depende de detalhes, como: o local do parto, a condição da vaca e a velocidade do atendimento ao recém-nascido. É nessa fase que começa o verdadeiro potencial produtivo do bezerro. Se errar agora, o prejuízo pode se arrastar por todo o ciclo”, resume Lollato.
Para reforçar a proteção dos recém-nascidos contra os principais agentes causadores de diarreia neonatal, como rotavírus e E. coli, Lollato recomenda o uso de soluções que complementem os protocolos de vacinação e colostragem. “Uma ferramenta bastante eficaz nesse contexto é a Rotatec J5, uma vacina desenvolvida especificamente para bezerros recém-nascidos. Ela contém cepas atenuadas de rotavírus e E. coli J5, uma cepa que protege contra as toxinas de todas as bactérias gram negativas, não apenas da E. coli., que estimulam a imunidade ativa do animal logo nos primeiros dias de vida”, detalha.
Segundo o especialista, a Rotatec J5 deve ser aplicada na vaca no pré-parto. Caso seja primovacinação, 2 doses com intervalo de 30 dias antes do parto ou caso seja uma fazenda que já utiliza esta ferramenta, apenas uma dose na fase que antecede o parto, ajudando a prevenir os principais quadros entéricos responsáveis por altas taxas de morbidade e mortalidade nos rebanhos de cria. “É uma solução prática, segura e com eficácia comprovada, que reduz consideravelmente os casos de diarreia neonatal e melhora os índices de sobrevivência e desempenho dos bezerros”, finaliza.

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Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira
Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).
Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.
“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves
Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.
O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.
O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.
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Ceva Saúde Animal anuncia Nivaldo Grando como novo Vice-Presidente de Operações Comerciais no Brasil
Executivo assume a liderança com foco em crescimento sustentável, fortalecimento comercial e integração das equipes no país.

A Ceva Saúde Animal anuncia a nomeação de Nivaldo Grando como Vice-Presidente Brasil. O executivo chega à companhia com ampla experiência no agronegócio e no setor de saúde animal, trazendo uma trajetória consolidada em liderança estratégica e gestão de negócios em mercados nacionais e internacionais.
Com formação em Engenharia Agronômica, Nivaldo construiu sua carreira em empresas de relevância global, com passagens em empresas como Monsanto Brasil e Boehringer Ingelheim, onde ocupou posições em áreas de vendas, Marketing e Gerência Geral no Brasil, em países da américa do sul e Europa.
Sua experiência internacional proporcionou uma visão global dos negócios, profundo conhecimento dos mercados regionais e sólida atuação junto a parceiros e stakeholders na América Latina e na Europa.
Na Ceva, Nivaldo terá a missão de fortalecer o desempenho do negócio, impulsionar talentos e o crescimento sustentável, além de consolidar a sinergia entre as equipes locais. Sua atuação será fundamental para assegurar a solidez da operação e o alcance dos objetivos estratégicos da companhia focado na proximidade com produtores e clientes em um momento relevante para o mercado brasileiro.
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Jyga Technologies anuncia a abertura de uma quarta filial, agora no Brasil

A Jyga Technologies amplia sua presença global com a abertura da Jyga Tech Brasil, nova subsidiária na região do Paraná. Impulsionada pela forte demanda de produtores brasileiros, a empresa decidiu estabelecer uma presença local que permitirá a nacionalização de seus produtos e fortalecerá sua posição em um dos principais mercados para a suinocultura mundial.
Nos últimos dez anos, os sistemas de alimentação eletrônicos de precisão GESTAL foram adotados por operações brasileiras focadas em desempenho e bem-estar animal. Ampliando a estratégia, iniciada em 2025, com a adição de um novo Gerente de Desenvolvimento de Negócios para o Brasil, Vinicius Espeschit de Morais, a Jyga consolida agora mais uma etapa nesta estratégia de expansão, reforçando o compromisso da empresa com as pessoas, com a proximidade do mercado e com as parcerias de longo prazo.
Maior acesso às soluções Gestal
A criação da Jyga Tech Brasil permitirá que produtores brasileiros adquiram produtos GESTAL fabricado no Brasil, aumentando sua acessibilidade financeira e possibilitando o acesso a linhas de financiamento locais. A nova entidade também oferecerá suporte técnico e pós-venda local, alinhado às realidades das granjas brasileiras. A operação deverá atingir plena capacidade antes do final do terceiro trimestre de 2026.
Investindo em pessoas, investindo no Brasil
A Jyga Technologies tem orgulho de investir em talentos locais, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional e reforçando seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro.
“A abertura da Jyga Tech Brasil é mais do que uma expansão; ela reflete nosso compromisso de estar presente, ouvir de perto e construir parcerias duradouras com aqueles que confiam em nossas soluções”, afirmou Natalia Rimi Heisterkamp, Vice-Presidente Executiva da Jyga Technologies e brasileira nata.



