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Essencial à imunidade, Bolsa de Fabricius requer cuidados específicos

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Todo produtor já ouviu falar da doença de Gumboro, mas pouco se fala de um órgão tão importante relacionado a essa doença e outras virais que refletem em perdas produtivas na avicultura: é a Bolsa de Fabrícius (BF), que é muito importante para o sistema imune das aves. Quem explica a sua importância é o reponsável técnico para América Latina da Ceva Saúde Animal, o PhD em Medicina Veterinária, Luiz Sesti. Ele descreve que, durante os 21 dias de desenvolvimento do embrião da ave (dentro do ovo em incubação), a Bolsa de Fabrícius é formada no dorso da parte final do trato intestinal da ave (bastante próximo à cloaca). Durante sua formação, a BF é colonizada por células do sistema imune chamadas linfócitos B imaturos. Estes linfócitos B colonizam e amadurecem na BF. “Uma vez que estão maduros, depois de transformações genéticas, estarão prontos para produzir anticorpos quando as aves forem desafiadas por qualquer microorganismo, patogênico às aves ou não, durante toda a sua vida”, descreve.
Quando a ave nasce (eclode do ovo), estas células irão migrar (somente durante as duas primeiras semanas de vida de ave) da BF para todos os outros órgãos do sistema imune da ave (baço, trato intestinal, fígado, etc …). Assim, sempre que a ave for desafiada por qualquer tipo de microorganismo (vírus, bactéria, fungo, etc …), este microorganismo será identificado pelo sistema imune como não pertencente à ave. Então, os linfócitos B que emigraram da BF serão estimulados a produzir anticorpos contra o microorganismos em questão para neutralizá-lo. Um detalhe importante, menciona Sesti, é que a BF é importante para o sistema imune da aves apenas durante as primeiras duas a três semanas de vida. Depois, desta idade, a BF pode ser até mesmo extirpada cirurgicamente da ave sem que haja a ocorrência de qualquer efeito negativo/detrimental no sistema imune da ave.
Proteção
Embora tenha papel fundamental na proteção da saúde da ave, a BF pode ser acometida por algumas patogenias. A mais grave delas é a doença de Gumboro. Segundo Luiz Sesti, algumas outras enfermidades causadas por vírus, bactérias, parasitas e substâncias tóxicas podem afetar a BF, porém isto ocorre em uma pequena incidência na moderna indústria avícola.
Para não expor a BF e, consequentemente a ave ao vírus causador da Doença de Gumboro, Sesti expõe que é essencial fazer-se uso da vacina contra esta enfermidade, bem como prover uma excelente biosseguridade ao sistema de produção.
De acordo com Luiz Sesti, as aves submetidas a qualquer tipo de estresse e/ou situação de manejo e meio-ambiente não apropriadas às suas necessidades responderão metabolicamente a estas agressões com uma maior produção de hormônios e outros mensageiros bioquímicos. Estes, por suas vez, diminuem a capacidade de resposta do sistema imune destas aves a qualquer agressão/infecção por um microrganismo. Ou seja, estarão imunodeprimidas. “Por isso, todo o esforço das empresas da moderna avicultura industrial se resume em oferecer às aves o mais apropriado ambiente, manejo e nutrição. E, desta maneira, preenchendo todos os pré-requisitos de bem-estar e boas práticas de produção animal exigidos hoje em dia em todo em mundo”, enfatiza.
Cama
A reutilização sistemática da cama do aviário e intervalos curtos entre o alojamento dos lotes podem facilitar s estabelecimento de uma alta concentração na superfície da cama de vírus e bactérias que estejam circulando no sistema de produção. Este é o caso do vírus de campo causador da Doença de Gumboro. “No entanto, quando os lotes de aves são vacinados com vacinas contra Gumboro contendo um vírus vacinal mais invasivo, está provado que a prática de reutilizar a cama é um excelente modo de manter o vírus vacinal na cama e não permitir que vírus de campo possam estabelecer-se no ambiente do galpão. E assim, auxiliando a proteção dos lotes seguintes”, expõe o profissional da Ceva, ao esclarecer que a prática de reutilização de cama, quando bem conduzida, pode ser bastante benéfica ao controle da Doença de Gumboro e muitas outras condições patogênicas das aves industriais.
(Leia a reportagem completa na edição impressa de O Presente Rural, ou na edição online:

Fonte: Luciany Franco – O Presente Rural

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Avicultura

Frango perde competitividade para carne suína e ganha frente à bovina

Queda de preços das carnes em janeiro reflete a menor demanda interna típica do início do ano e o excesso de oferta no atacado.

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Foto: Jonathan Campos

A competitividade da carne de frango apresentou comportamentos distintos frente às principais proteínas concorrentes no início de 2026. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que, em janeiro, a proteína avícola perdeu espaço em relação à carne suína, mas ganhou competitividade frente à bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

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De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi resultado de uma desvalorização mais acentuada da carne suína quando comparada à avícola. Ambas as proteínas registraram queda de preços ao longo do mês, porém a retração mais intensa da suinocultura reduziu a vantagem relativa do frango na disputa pelo consumidor.

Na contramão desse cenário, a carne bovina apresentou leve valorização no período. As altas observadas até a metade de janeiro foram suficientes para elevar a média mensal dos preços no atacado, o que favoreceu a posição competitiva do frango frente à proteína de maior valor. Segundo o Cepea, o ritmo de negócios com carne bovina, no entanto, perdeu fôlego a partir da última semana do mês.

Os pesquisadores explicam que a pressão baixista sobre as carnes de frango e suína é característica do primeiro mês do ano, quando a demanda interna costuma estar mais enfraquecida. Esse comportamento sazonal tende a gerar uma situação de oferta elevada no atacado, dificultando a sustentação dos preços no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Ventania causa destruição em aviários no interior do Paraná

Rajadas de vento atingiram a Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, destelhando estruturas e provocando prejuízos materiais. Não houve registro de feridos.

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Foto: Reprodução

Uma ventania intensa e de curta duração provocou danos significativos em aviários na Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, no Oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (29). O fenômeno chamou a atenção pelo caráter repentino e  localizado: enquanto duas estruturas foram severamente atingidas, propriedades vizinhas, a cerca de 500 metros, não registraram qualquer dano.

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Segundo relato do produtor, o vento surgiu de forma inesperada, mesmo com apenas alguns pingos de chuva no momento do ocorrido. Em questão de segundos, as rajadas ganharam força suficiente para arrancar telhas e comprometer partes importantes das construções, especialmente os aviários da propriedade. “O vento foi muito forte e aconteceu muito rápido. Só vi telhas voando para todos os lados e ouvi o barulho intenso. Fiquei paralisado e precisei orientar minha filha pequena a se proteger”, contou.

De acordo com o produtor, ao menos dois aviários foram atingidos. Um deles sofreu os danos mais severos, com destelhamento completo na parte central e destruição de estruturas laterais e do fundo.

O outro também teve prejuízos, embora em menor proporção. Apesar da proximidade, outros aviários da região, inclusive alinhados na mesma área, não foram afetados. “Não tem muita explicação, só vendo de perto para entender a força do vento”, comentou.

A avaliação reforça a percepção de que a ventania atingiu uma faixa específica, característica comum de

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fenômenos meteorológicos localizados, como microexplosões ou rajadas descendentes, embora não haja, até o momento, confirmação técnica sobre a natureza do evento.

Não houve registro de feridos, apenas prejuízos materiais. O caso chama atenção pela violência do vento em um curto intervalo de tempo e pela ausência de outros danos relevantes em Santa Helena e região, contrastando com o impacto concentrado observado na propriedade atingida.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
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Avicultura

Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

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Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
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