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Espécies nativas impulsionam crescimento da piscicultura maranhense

Produção de 42,7 mil toneladas mostra força do setor, que também inclui tilápia e outras espécies.

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Foto: Siglia Souza

O Maranhão se consolidou como um dos principais protagonistas da piscicultura no Nordeste, destacando-se pela extensa área dedicada à produção em viveiros escavados, modelo tradicional e eficiente na região. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o estado produziu cerca de 59.600 toneladas de peixes em 2025, das quais 90% foram cultivadas em tanques escavados, reforçando a relevância dessa técnica para a produção local.

O município de Matinha lidera o ranking estadual, com 982 hectares de viveiros, seguido por Bom Jardim (872 hectares), Vitorino Freire (638 hectares), Arari (533 hectares) e Bom Lugar (480 hectares), mostrando a distribuição do cultivo em diferentes regiões do estado.

A produção maranhense concentra-se principalmente em espécies nativas, que totalizam 42.700 toneladas, mas também inclui tilápia (5.800 toneladas) e outras espécies cultivadas (11.100 toneladas), refletindo a diversidade e a adaptação dos produtores às demandas de mercado. O crescimento do setor vem acompanhado de investimentos em infraestrutura de viveiros, manejo técnico e programas de regularização ambiental, medidas que proporcionam maior segurança jurídica e produtiva aos piscicultores e contribuem para a sustentabilidade do segmento.

Além disso, especialistas destacam que o fortalecimento da piscicultura no Maranhão representa uma oportunidade para geração de emprego e renda em áreas rurais, consolidando o estado como referência regional no setor.

Fonte: O Presente Rural

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Exportações da piscicultura brasileira caem no 1º trimestre de 2026

Apesar do resultado negativo no trimestre, exportações ganham força no fim de março com retomada do mercado norte-americano.

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Foto: Divulgação/OPR

O comércio exterior da piscicultura brasileira registrou queda no primeiro trimestre de 2026. As exportações somaram US$ 11,2 milhões entre janeiro e março, recuo de 39% em relação aos US$ 18,5 milhões registrados no mesmo período de 2025. Em volume, a retração foi de 41%, passando de 3.900 toneladas para 2.300 toneladas.

Foto: Divulgação/C.Vale

Apesar do resultado negativo no acumulado, os embarques começaram a reagir ao longo do trimestre. Em janeiro, foram exportadas 592 toneladas, com receita de US$ 3 milhões. Em fevereiro, o volume subiu para 711 toneladas, com US$ 3,1 milhões. Já em março, as exportações достигiram 1.006 toneladas e US$ 5,1 milhões.

A recuperação coincide com a redução da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos no fim de fevereiro, que caiu de 50% para 10%. Com isso, exportadores brasileiros voltaram a embarcar pescado, principalmente filés frescos de tilápia.

Segundo o pesquisador Manoel Pedroza, da Embrapa Pesca e Aquicultura, explica que “A derrubada do tarifaço no mês de fevereiro 2026 permitiu que o Brasil voltasse a exportar pescados para os Estados Unidos com uma tarifa de 10%, o que permitiu aos exportadores brasileiros retomarem os embarques – principalmente de filés frescos de tilápia”.

Outro destaque do período foi o aumento das importações de tilápia do Vietnã. Até o fim de 2025, apenas Santa Catarina e São Paulo compravam o produto. Em fevereiro, Minas Gerais e Rio de Janeiro passaram a importar, seguidos por Pernambuco e Maranhão em março.

Pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Pedroza – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

De acordo com Pedroza, a entrada do produto estrangeiro levanta preocupações sanitárias e econômicas. Há risco de introdução de doenças ainda inexistentes no país e pressão sobre os preços, já que a tilápia vietnamita chega ao Brasil com valores inferiores ao custo de produção nacional. O filé congelado importado tem preço médio de cerca de R$ 21,00 por quilo, sem incluir frete e seguro, favorecido também por subsídios no país de origem e, em alguns estados, isenção de ICMS.

Diante desse cenário, o setor busca diversificar mercados. Países como México e Canadá têm ampliado as compras de tilápia brasileira. A estratégia visa reduzir a dependência dos Estados Unidos, principal destino das exportações, e deve ganhar força nos próximos anos.

Os dados fazem parte do Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, divulgado trimestralmente pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). A publicação reúne informações sobre o desempenho das exportações e importações do setor no país.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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CNA pede suspensão de pescado do Vietnã por risco sanitário

Entidade cita presença de doenças não notificadas e solicita medida preventiva ao Mapa.

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Foto: Divulgação/OPR

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado do Vietnã e a continuidade da restrição já aplicada ao Equador. O pedido foi formalizado em ofício enviado na última sexta-feira (17).

Segundo a entidade, a solicitação tem caráter preventivo e busca proteger a aquicultura brasileira diante de possíveis riscos sanitários. O documento aponta a existência de doenças relevantes nesses países que, de acordo com a CNA, não foram devidamente notificadas à Organização Mundial de Saúde Animal, o que levanta preocupações sobre a confiabilidade dos sistemas de vigilância.

Foto: Jonathan Campos

Entre as enfermidades citadas estão o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador. De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Francisco Farina, essas doenças têm alto impacto produtivo, com taxas elevadas de mortalidade e prejuízos econômicos significativos.

A confederação também destaca a falta de planos de contingência e de protocolos consolidados no Brasil para enfrentar eventuais casos dessas enfermidades, caso sejam introduzidas no país. Para a entidade, isso reforça a necessidade de medidas preventivas mais rigorosas.

A CNA afirma que o objetivo não é restringir o comércio internacional, mas garantir que as importações atendam aos mesmos padrões sanitários exigidos dos produtores brasileiros. O pedido ainda será analisado pelo Mapa, que deve avaliar os aspectos técnicos e estratégicos envolvidos.

Fonte: O Presente Rural com informações CNA
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Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram produção de tilápia no Brasil

Na lista dos dez principais produtores, o Maranhão foi o estado com o maior índice de crescimento devido ao novo arranjo produtivo local.

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Foto: Shutterstock

Polo produtor de tilápia brasileiro, o Paraná registrou 273,1 mil toneladas em 2025. Esse desempenho representou um crescimento de 9,1% em comparação ao ano anterior e colocou o estado no topo da lista de produção. Esses dados são da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, diz o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado  – Foto: Divulgação/Peixe BR

Em seguida, São Paulo aparece em segundo lugar na lista. Em 2025, a região totalizou 93,7 mil toneladas, volume 54% maior em relação ao ano anterior. Logo depois, vêm Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O estado nordestino ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking. “O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, realça Medeiros.

Nesse grupo, Santa Catarina e Minas Gerais também tiveram aumento relevante, com 7,28% e 6,46%, respectivamente. Em termos de aumento de produção, destaque para o Ceará, que avançou 29,3% e, de novo, ganhou uma posição (18º).

Fonte: Assessoria Peixe BR
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