Peixes
Espécies nativas impulsionam crescimento da piscicultura maranhense
Produção de 42,7 mil toneladas mostra força do setor, que também inclui tilápia e outras espécies.

O Maranhão se consolidou como um dos principais protagonistas da piscicultura no Nordeste, destacando-se pela extensa área dedicada à produção em viveiros escavados, modelo tradicional e eficiente na região. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o estado produziu cerca de 59.600 toneladas de peixes em 2025, das quais 90% foram cultivadas em tanques escavados, reforçando a relevância dessa técnica para a produção local.
O município de Matinha lidera o ranking estadual, com 982 hectares de viveiros, seguido por Bom Jardim (872 hectares), Vitorino Freire (638 hectares), Arari (533 hectares) e Bom Lugar (480 hectares), mostrando a distribuição do cultivo em diferentes regiões do estado.
A produção maranhense concentra-se principalmente em espécies nativas, que totalizam 42.700 toneladas, mas também inclui tilápia (5.800 toneladas) e outras espécies cultivadas (11.100 toneladas), refletindo a diversidade e a adaptação dos produtores às demandas de mercado. O crescimento do setor vem acompanhado de investimentos em infraestrutura de viveiros, manejo técnico e programas de regularização ambiental, medidas que proporcionam maior segurança jurídica e produtiva aos piscicultores e contribuem para a sustentabilidade do segmento.
Além disso, especialistas destacam que o fortalecimento da piscicultura no Maranhão representa uma oportunidade para geração de emprego e renda em áreas rurais, consolidando o estado como referência regional no setor.

Peixes
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Peixes
Por que o tucunaré virou um dos peixes mais cobiçados dos rios brasileiros
Além das cores marcantes, espécie chama atenção pelo comportamento reprodutivo e pela resistência como predador.

Encontrado em rios, lagos e áreas alagadas de diferentes regiões do Brasil, o tucunaré conquistou um lugar de destaque entre os peixes de água doce mais conhecidos do país. A combinação entre cores vibrantes, comportamento de caça e características reprodutivas únicas transformou a espécie em uma das mais cobiçadas por pescadores esportivos e admiradores da biodiversidade brasileira.

Foto: Divulgação
A aparência é um dos primeiros fatores que chamam atenção. Dependendo da espécie, o tucunaré pode apresentar tonalidades de amarelo, verde, azul e vermelho, além de diferentes padrões de manchas pelo corpo. Uma característica comum entre as espécies é o ocelo, uma mancha arredondada próxima à cauda que auxilia na identificação do peixe.
Mas a popularidade do tucunaré vai além da aparência. A espécie apresenta um comportamento pouco comum entre os peixes de água doce: o cuidado com a própria prole. Após a reprodução, o casal permanece próximo ao ninho, protegendo os ovos e, posteriormente, os alevinos contra possíveis predadores.

Foto: Divulgação
Esse cuidado parental aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes e diferencia o tucunaré de muitas outras espécies encontradas nos ambientes aquáticos brasileiros.
Diversidade nos rios brasileiros
Atualmente, são reconhecidas 16 espécies de tucunaré, sendo 14 delas encontradas no Brasil. Embora apresentem diferenças de coloração, tamanho e padrões corporais, todas compartilham características que ajudam na adaptação aos ambientes onde vivem.
Com hábitos diurnos, o tucunaré ocupa principalmente lagos, lagoas e regiões de remanso dos rios, locais com menor correnteza. Predador ativo, alimenta-se principalmente de peixes menores e camarões, utilizando sua agilidade para capturar as presas.
A espécie também ganhou destaque na pesca esportiva pela resistência e pelo comportamento durante a captura,

Foto: Divulgação
sendo considerada uma das principais espécies-alvo dessa atividade, segundo o banco de dados da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).
Um símbolo dos rios brasileiros
A presença do tucunaré em diferentes regiões e sua capacidade de adaptação fizeram da espécie um dos símbolos da biodiversidade dos ambientes de água doce do Brasil.
Além de representar um atrativo para a pesca amadora e esportiva, o peixe também desperta interesse pelo comportamento biológico, especialmente pela estratégia de proteção da prole, uma característica que ajuda a explicar sua permanência e importância nos ecossistemas onde está presente.
Peixes
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Medida autoriza financiamento para exportadores da pesca e aquicultura atingidos por instabilidades internacionais e aumento de tarifas comerciais.











