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Notícias Após enchentes

Especialistas lançam série de publicações com recomendações para recuperação de solos agriculturáveis no Rio Grande do Sul

Documentos foram elaborados em conjunto por profissionais da UFRGS, Seapi e Emater-RS/Ascar.

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Fotos: Fernando Dias/Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Solos da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estão lançando, em conjunto, a primeira de uma série de publicações com recomendações para a recuperação de solos agriculturáveis no Rio Grande do Sul, após as enchentes de maio de 2024. A Nota Técnica nº 1 já está disponível para download e aponta algumas ações iniciais de recuperação.

“A produção dessas notas técnicas possibilitará o embasamento científico e a divulgação do conhecimento na área, visando nortear técnicos, produtores e entidades ligadas à produção agropecuária para o restabelecimento do solo agrícola e das bases dos sistemas produtivos afetados pelas enchentes e extremos climáticos no Rio Grande do Sul’, afirma o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti.

O chefe do Departamento de Solos da Faculdade de Agronomia da UFRGS, professor Élvio Giasson, destaca o papel da Universidade na busca de soluções para esta problemática. “É uma situação nova, o pessoal do campo está querendo orientações sobre como agir, e fomos buscar na literatura internacional casos semelhantes para nos ajudar nestas soluções”. Segundo ele, a novidade desta enchente foi a formação de grandes áreas de sedimentação nas áreas planas.

O maior desafio, apontam os pesquisadores que organizaram o documento, é trazer as terras afetadas de volta aos níveis de produção pré-existentes.

“Surpreende a diversidade de situações que encontramos, muitas vezes dentro da mesma propriedade. São situações inéditas, por exemplo: das análises preliminares de solo observamos aumento no pH, o que uma tentativa de aplicação de calcário, sem embasamento de recomendação pela análise, incorreria em agravamento da situação”, destaca o diretor do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, Caio Efrom.

Recomendações da Nota Técnica:

“Estas terras agrícolas precisam de reparos biológicos, físicos e químicos, para recuperar a fertilidade do solo antes de retornar à produção”, aponta o documento. Entre as práticas recomendadas estão:

  • remoção de detritos orgânicos;
  • remoção de depósito de sedimentos;
  • realização de amostragem e análise química do solo contemplando acidez e disponibilidade de macro e micronutrientes;
  • reparo de sulcos de erosão e voçorocas;
  • compactação superficial do solo.

E a indicação geral para os produtores é o adequado planejamento do uso das terras, já que estes fenômenos, como aponta a ciência, devem ser cada vez mais frequentes. “Este planejamento deve considerar não somente a organização das propriedades agrícolas, mas também a integração com propriedades vizinhas e dentro das bacias hidrográficas, considerando os fluxos e disponibilidade de água para se adequar a períodos de excesso e falta de água”, afirma Giasson. Segundo ele, “a água não respeita cercas, passa de uma propriedade para outra, por isso a necessidade de ações conjuntas”.

A Emater-RS/Ascar, que fez o cadastro das propriedades atingidas no Rio Grande do Sul pelas enchentes de maio, o levantamento das perdas, a distribuição de produtos como ração para os produtores, participa agora da elaboração deste documento sobre solos e das visitas técnicas para aferição dos danos. “É muito importante os órgãos estarem trabalhando em conjunto na busca de soluções para os produtores. Nós já estivemos no Vale do Caí, no Vale do Taquari, e agora vamos ver a situação na Serra e nas Terras Baixas para fazer estas análises”, destaca o gerente técnico estadual da Emater-RS/Ascar, Marcelo Brandoli.

Plano ABC+

O coordenador do Plano ABC+, pesquisador do DDPA, Jackson Brilhante, entende que a recuperação dos solos atingidos pelas enchentes passa pela adoção de tecnologias do plano agricultura de baixa emissão de carbono (Plano ABC+RS) como o sistema de plantio direto, utilização de bioinsumos, a integração lavoura pecuária floresta, as florestas plantadas e as práticas de recuperação de pastagens degradadas. “Essas tecnologias promovem a melhoria da qualidade do solo, como, por exemplo, o aumento nas taxas de infiltração de água no solo”, destaca. Segundo Jackson, o Plano ABC+RS é hoje a política pública de adaptação às mudanças climáticas no setor agropecuário gaúcho.

Próximas publicações

As próximas Notas Técnicas deverão tratar de recuperação da fertilidade do solo, recuperação de áreas atingidas por voçoroca, tipo de mecanização a ser utilizada na recuperação de áreas e na remoção de sedimentos, entre outros assuntos. “Ainda não há uma definição sobre o número de publicações, mas a ideia é ter entre quatro e seis, com textos curtos, de fácil leitura para produtores e extensionistas”, destaca Giasson.

Fonte: Assessoria Seapi

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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