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Especialistas garantem: manejo sanitário adequado contra a circovirose suína traz ganhos produtivos e econômicos à granja

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A suinocultura enfrenta uma série de desafios sanitários em todo o mundo para obtenção de elevados índices de produtividade. No Brasil isso não é diferente. Entre as doenças de maior impacto econômico nas granjas, a circovirose destaca-se como um obstáculo difícil, exigindo do suinocultor atenção redobrada para o seu controle.
 
Porém, de acordo com o médico veterinário Edson Bordin, gerente técnico da Merial Saúde Animal, existem soluções eficazes para a prevenção e o controle da circovirose suína.
 
Para o especialista, o uso da vacina Circovac®, da Merial, proporciona resultados práticos e consistentes na proteção contra a circovirose, devido ao elevado nível de carga antigênica do produto, evitando perdas no plantel e gerando ganhos significativos de produtividade nas granjas. 
 
Bordin elenca diversos benefícios da vacinação com Circovac® para o controle da doença e destaca a proteção contra o PCV2 (vírus da circovirose) como objetivo principal do produto, proporcionando: diminuição acentuada da viremia, proteção dos órgãos linfoides o que conduz à redução do índice de mortalidade, diminuição significativa da refugagem, redução do uso de antibióticos, entre outros benefícios de grande impacto. “Todos esses fatores proporcionam ganhos econômicos indiscutíveis aos produtores”, resume o especialista da Merial. 
 
Atualmente, Circovac® detém importantes e consistentes resultados em inúmeras granjas brasileiras sob as mais diversas realidades. “Anos de trabalho junto aos produtores, nos possibilitou identificar e vivenciar os resultados do produto nas mais diversas realidades das granjas em todo o país. Sempre focados na necessidade de cada cliente, seja no manejo da aplicação como nos desafios a serem superados.” “Circovac® é o principal aliando do produtor no desafio diário da suinocultura moderna.” Comenta, Ernesto Neto, gerente de produtos e canais da Merial.
 
A Merial, identificando o potencial do mercado de suínos no Brasil e todo o impacto causado pela circovirose foca em soluções e investimentos para a área. Segundo o diretor da unidade de negócios para grandes animais da empresa, Pedro Bacco, a Merial investe pesado em tecnologia e inovação focando a lucratividade dos produtores. “Circovac® é a solução Merial mais pesquisada e testada em todo o mundo. Sua segurança e benefícios são comprovados em todo o mercado”, enfatiza.
 
Sobre a Merial
Merial é uma empresa líder mundial em saúde animal voltada para a inovação, fornecendo uma gama completa de produtos para melhorar a saúde, o bem-estar e o desempenho de várias espécies de animais. Merial emprega aproximadamente 6.000 pessoas e opera em mais de 150 países ao redor do mundo. Seu faturamento em 2012 ultrapassou US$ 2,8 bilhões. Merial é uma empresa Sanofi.

Fonte: Ass. Imprensa da Merial

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Notícias Aumento de 10%

Safra de grãos 2021/2022 no Paraná pode chegar a 36,9 milhões de toneladas, aponta Deral

Se confirmada a estimativa da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o volume representa um aumento de 10% em relação à safra 2020/2021, que foi bastante afetada pelo clima.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O volume produzido pelos agricultores paranaenses na safra de grãos 2021/2022 pode somar 36,86 milhões de toneladas em uma área de 10,9 milhões de hectares, segundo relatório mensal divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Se confirmado, o volume representa um aumento de 10% em relação à safra 2020/2021, que foi bastante afetada pelo clima.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca que, em que pese os problemas climáticos, como frio, granizo e seca em alguns locais, o Paraná mantém a estimativa de uma boa safra de milho safrinha, estimada em 16 milhões de toneladas. “Essa produção é importante para estabelecer um bom nível de oferta no Brasil, equilibrar os preços e também exportar”, diz.

Com relação à soja, o ciclo foi concluído com 12 milhões de toneladas, quebra de 43% em relação à estimativa inicial.

O relatório deste mês ainda não mostra impactos significativos das geadas das últimas semanas nas lavouras, apenas problemas pontuais em regiões mais frias do Estado que cultivam feijão e milho, explica o chefe do Deral, Marcelo Garrido. “Num primeiro momento, não temos reflexos generalizados. Só será possível avaliar a situação com mais exatidão no momento da colheita”, aponta.

Milho 2ª safra

O relatório do Deral indica aumento de 9% na área plantada de milho na comparação com a safra anterior, somando 2,7 milhões de hectares. Essa área deve gerar produção de 16 milhões de toneladas – 180% maior comparativamente ao ciclo 20/21, que havia sido prejudicado pelas condições climáticas.

O Norte do Paraná é a região que mais plantou milho nesta segunda safra, segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio. Foram 981 mil hectares, representando 36% do total. Já a região Oeste tem 817 mil hectares (30%). As condições de lavoura apresentam-se boas para 84% da área, 14% têm condição mediana e apenas 2% estão ruins. Em relação às fases das lavouras, 14% estão na final, 59% em frutificação e 27% divididos nas demais fases.

Os preços sofreram uma redução de 10% comparativamente ao ano passado. Na última semana, os produtores paranaenses receberam, em média, R$ 82,69 pela saca de 60 kg. Gervásio explica que esse cenário refletiu no abastecimento e inclusive nos preços da carne suína no varejo no primeiro quadrimestre deste ano, que também reduziram. “Provavelmente isso se deve ao custo menor do milho para o produtor, já que o grão é elemento fundamental na cadeia de proteínas animais”, destaca.

Feijão 2ª safra

As condições climáticas da última semana estão favorecendo a colheita de feijão, que atingiu 39% da área nesta semana. O restante deverá se prolongar durante a primeira quinzena de junho, segundo o economista Methodio Groxko.

O Paraná cultivou nesta safra uma área de 303 mil hectares, 11% superior à de 2021, quando foram cultivados 272,3 mil hectares. A colheita está mais adiantada nos núcleos regionais de Guarapuava, que tem 38% da área colhida; Irati (60%); Pato Branco (50%) e Ponta Grossa (60%).

Na segunda safra, ao contrário de outros anos, os produtores paranaenses apostaram mais no feijão tipo preto. Assim, a menor oferta de feijão tipo cores provocou aumento nos preços recebidos pelos produtores nos últimos 15 dias. Já o feijão-preto sofreu uma considerável queda e chegou ao patamar mais baixo no mesmo período.

Na última semana, o produtor recebeu, em média, R$ 410,00/sc de 60 kg pelo feijão-carioca, aumento de 22% frente ao período anterior, e R$ 208,00/sc de 60 kg pelo feijão tipo preto, com aumento de 1% comparativamente à semana passada. “Com o avanço da colheita e o aumento da oferta de ambos os tipos, os agentes de comercialização observam que o consumidor final começa a migrar para o feijão-preto. Essa pequena alteração no consumo já freou a subida do feijão-carioca e, ao mesmo tempo, estagnou a redução dos preços do feijão-preto”, explica Groxko.

Espera-se a produção de 601,9 mil toneladas de feijão no Paraná, 110% mais do que no ano passado, quando o Estado teve uma safra prejudicada pela seca e as geadas, quando foram colhidas 286 mil toneladas.

Trigo

Aproximadamente 53% da área de trigo no Paraná está semeada. Grande parte dos municípios do Norte do Estado concluíram o plantio, confirmando uma redução média de área de praticamente 10% na região, em função da concorrência com o milho. A região Oeste também está com a semeadura avançada e vivenciou situação semelhante, com uma retração de área ainda mais expressiva, superior a 20%.

“A partir de agora, os trabalhos devem se intensificar nas regiões mais frias, Sul e Sudoeste, onde a frequência das geadas inibe a presença de uma segunda safra de milho e, consequentemente, o trigo deve ter um aumento superior a 5% na área a ser plantada”, explica o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, essa expectativa de incremento não é suficiente para compensar as retrações observadas em outras regiões, e a área tritícola paranaense deve recuar 4% com relação à safra passada, de 1,22 milhão para 1,17 milhão de hectares.

De acordo com o agrônomo, em função das lavouras não terem atingido as fases reprodutivas, as geadas da semana anterior não foram prejudiciais. Assim, a expectativa de produção permanece em 3,9 milhões de toneladas, volume 21% superior ao obtido em 2021, quando a seca prejudicou as lavouras e foram colhidas 3,2 milhões de toneladas.

Os triticultores paranaenses receberam, em média, R$ 100,00 pela saca de 60 kg na última semana, valor 18% superior ao que recebiam no ano passado. Com preços em patamares altos e chuvas nos momentos ideais para o desenvolvimento do cereal, os produtores têm expectativa de uma safra positiva, ainda que a alta nos custos de produção – especialmente nos fertilizantes – possa gerar preocupação.

Mandioca

Os números do Deral indicam redução na oferta de mandioca no Paraná. Para esta safra, a expectativa é de que sejam produzidos 2,87 milhões de toneladas em uma área de 130 mil hectares. O volume é 6% menor do que na safra 20/21, enquanto a área é 3% menor. As regiões de Paranavaí e Umuarama, principais produtoras, representam, juntas, 65% da produção estadual.

Já os preços estão aquecidos. Os produtores estão recebendo, em média, R$ 751,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria, um aumento de 60% comparativamente ao mesmo período do ano passado, quando recebiam R$ 469,00. Esse valor é satisfatório para os agricultores, embora o custo de produção tenha subido significativamente. A qualidade do produto também apresentou melhora, segundo o economista Methodio Groxko.

Fonte: AEN Paraná
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Notícias Região Nordeste

Mais 16,3 mil toneladas de milho são destinadas ao ProVB em cinco Estados

Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco são os Estados que estão recebendo milho destes contratos e as unidades que já tem estoque disponível já podem ser acessadas para a aquisição do produto.

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Divulgação/Mapa

Unidades armazenadoras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em cinco Estados nordestinos já começaram a receber o milho contratado em leilões de frete da Companhia (em um total de 16,3 mil toneladas) para abastecer o Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco são os Estados que estão recebendo milho destes contratos e as unidades que já tem estoque disponível já podem ser acessadas para a aquisição do produto. Os preços da saca de 60kg variam quinzenalmente, de acordo com a localidade onde é comercializada. Consulte aqui os preços do milho nas unidades de venda.

O ProVB tem como objetivo permitir aos pequenos criadores (pecuaristas e avicultores) o acesso aos estoques públicos de milho, garantindo uma regularidade no suprimento de ração animal, com preços mais acessíveis que os praticados no mercado varejista.

O criador que desejar participar do Programa deve realizar previamente seu registro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (SICAN). Também deve encaminhar a uma das unidades armazenadoras da Companhia uma cópia do Cadastro Ambiental Rural (CAR), RG, CPF, Ficha de Vacinação do rebanho contra a febre aftosa e documento que comprove a propriedade ou posse da terra.

Fonte: Conab
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Notícias Avanços

Um ano de zona livre de aftosa sem vacinação: saiba o que mudou para os produtores gaúchos

Além da comercialização de animais e envio de genética gaúcha para o Estado vizinho, a nova condição sanitária viabilizou a integração dos criadores em feiras e exposições.

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Família Betti inaugurou granja de suínos, em 2021, e prevê novos investimentos diante da perspectiva de ampliação de vendas - Foto: Divulgação/Seapdr

mMédico-veterinário Gilson Barreto Hoffmann, que administra a Cabanha Santa Lúcia – Foto: Fernando Dias/Seapdr

No dia 27 de maio de 2021 o Rio Grande do Sul conquistava o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). E o que mudou para os produtores gaúchos durante esse período, que tem significado o início da expansão de novas fronteiras? “Em janeiro deste ano, já vendemos um touro para São Joaquim (SC), depois de mais de 20 anos. Ele foi comercializado por R$ 18 mil”, comemora o médico-veterinário Gilson Barreto Hoffmann, que administra a Cabanha Santa Lúcia, localizada no município gaúcho de André da Rocha, junto com a mãe, Soely, de 86 anos, e a ajuda da esposa, da irmã e do irmão.

A cabanha foi fundada em 1935, por seu avô materno, Amantino Barreto da Costa, quando iniciou o plantel de gado Devon. Atualmente, na propriedade de cerca de 470 hectares, a família trabalha principalmente com melhoramento genético de gado da raça Devon, além de plantar soja, milho, aveia e azevém. São 70 hectares de campo nativo melhorado. Possui 450 exemplares, entre machos e fêmeas. “Produzimos uma média de 50 touros por ano. Quanto às fêmeas, a gente vende alguma coisa de genética também. Atuamos com comercialização de reprodutores (machos e fêmeas); temos uma parceria na venda de sêmen com uma empresa com sede em Porto Alegre, cuja matriz é nos Estados Unidos. Hoje, todos os touros da raça Devon que a empresa tem no Brasil são dessa parceria”, destaca Hoffmann.

O pecuarista foi supervisor regional da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) nos municípios de Nova Prata e Lagoa Vermelha, e servidor do órgão de 1982 a 2017, e hoje coordena a Câmara Setorial da Pecuária de Corte. Ele conta que, na década de 1940, o avô começou a participar das exposições do Menino Deus, de onde surgiu a Expointer. “De lá pra cá a família sempre participou ininterruptamente”, diz com orgulho. “Além disso, meu pai e meu avô sempre compareciam às exposições de Santa Catarina (em Lages, Chapecó, Bom Jardim da Serra, São Joaquim). E tivemos que parar em 2000, por conta do foco de aftosa que ocorreu em Joia, aqui no Estado”.

Durante esses mais de 20 anos, como a família não podia vender animais em pé para o estado vizinho, porque ele era livre de febre aftosa sem vacinação e o Rio Grande do Sul não, comercializou sêmen e embriões. “Antes a gente tinha um mercado muito bom em Santa Catarina, vendia muitos touros, e quando ele ficou em um status diferente (há 15 anos, reconhecido pela OIE), a gente perdeu esse mercado”, explica. “Mas agora, felizmente, voltamos a negociar com os catarinenses. Pra nós foi uma grande felicidade, inclusive já tem mais gente interessada nos nossos animais. Agora, as coisas vão melhorar muito”, acredita.

“Outra grande alegria nossa é poder voltar às feiras que participávamos. Pretendemos fazer isso ainda este ano”, promete Hoffmann. “E tenho ouvido manifestações de que mais criadores de Santa Catarina vão participar da Expointer este ano. É um avanço muito grande”.

Com novo status, cabanha quer exportar sêmen e embriões

 

Os primeiros animais da cabanha foram importados da Inglaterra. “Também adquirimos sêmen importado da Nova Zelândia, Austrália Estados Unidos e Inglaterra até hoje, principalmente quando surge a oferta de novas linhagens”, diz Hoffmann, que também é diretor comercial da Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon (ABCDB). Conforme ele, em 2017 o presidente da Associação Britânica de Criadores de Devon, John May, em visita à propriedade, manifestou vontade de adquirir o material genético. “Ele afirmou que o Devon que viu no Brasil é um dos melhores do mundo e que eles tinham muito interesse em comprar principalmente sêmen daqui”, comenta. “O que não era possível antes da conquista do novo status. Era um impeditivo para exportar sêmen para a Inglaterra. Agora vamos poder retomar as negociações de exportar material genético, como sêmen e embriões. Inclusive elas já iniciaram”, fala com satisfação.

A Santa Lúcia possui um banco de sêmen de mais de 20 touros de diferentes países: Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e Inglaterra. “Temos touros de mais de 50 anos no banco de sêmen e de até 12 anos trabalhando como reprodutores a campo. A longevidade é outra característica da raça Devon. A gente começa a comercializar os touros com a idade de dois anos”, afirma Hoffmann. “Os últimos que a gente congelou estão também habilitados para exportação para o Mercosul. E agora, o fato de o Rio Grande do Sul ser zona livre de febre aftosa sem vacinação vai facilitar muito a exportação de sêmen”, espera.

Ele também tem boas expectativas para a comercialização durante o período mais aquecido de venda dos animais. “A partir de agosto, é que vamos ver se o faturamento poderá aumentar devido à conquista do novo status”, esclarece Hoffmann.

Cabanha Gema voltou a fazer vendas para criadores de Jersey de Santa Catarina

Outra produtora que celebra o novo status sanitário é Ângela Maraschin, que administra a Cabanha Gema, de Santa Rosa, com tradição na criação de bovinos de leite da raça Jersey desde 1961. Para ela, a conquista significou a “quebra de barreiras” de trânsito animal com Santa Catarina, estado que tinha condição sanitária diferenciada do Rio Grande do Sul até maio de 2021.

Durante a Fenasul, a produtora Ângela vendeu a terneira Jersey para um criador catarinense -Foto: Cíntia Marchi

Para a Cabanha Gema, o novo status já tem possibilitado novos negócios. Ângela conta que, em novembro do ano passado, vendeu nove terneiras para um criador de Vargeão, no Oeste catarinense. Durante a Fenasul Expoleite, em Esteio, na semana passada, outra terneira foi comercializada para Praia Grande, Sul de Santa Catarina. A fêmea, com título de bezerra menor no julgamento da raça, embarcou no último domingo (22/5) direto para a fazenda do novo dono.

“A conquista do novo status foi essencial para que o Rio Grande do Sul não ficasse isolado e pudesse avançar no intercâmbio com os criadores de Jersey de Santa Catarina”, avalia Ângela, que também possui, em sua propriedade, a certificação livre de brucelose e tuberculose, situação que permite o ingresso de animais no estado vizinho sem a necessidade de testagens prévias.

Além da comercialização de animais e envio de genética gaúcha para o Estado vizinho, a nova condição sanitária viabilizou a integração dos criadores em feiras e exposições. Ângela diz que a Cabanha Gema está programando a participação em eventos em Santa Catarina, como na exposição que ocorre em Braço do Norte, Sul catarinense, em julho. “Essa cidade é a capital nacional do Jersey, e a nossa presença lá é importante, seja para a troca de informações com os produtores catarinenses, seja para mostrar a qualidade dos nossos animais”, afirma a produtora de leite.

Com perspectiva de ampliação nas exportações, suinocultores investem em novas granjas

A nova condição sanitária também gera reflexos positivos para a cadeia da suinocultura, uma vez que os suínos são suscetíveis à febre aftosa. “Embora a conjuntura de mercado global e os altos custos de produção não tenham favorecido o nosso setor, o novo status tornou-se um carimbo no passaporte que nos apresenta para o mundo com uma condição bastante avançada, e isto é muito relevante. A sanidade é a primeira porta de entrada para os mercados importadores”, avalia o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador.

Para o suinocultor Reginaldo Betti, de Rodeio Bonito (município que lidera a produção de suínos no Estado), o novo status de febre aftosa incentiva indústrias frigoríficas a expandir suas vendas, o que gera impulso para produção de mais suínos localmente. Em parceria com dois irmãos, Betti vem ampliando a estrutura na propriedade para aumentar o tamanho do seu plantel, driblando as dificuldades que se apresentam para o setor, como os preços elevados da ração animal e de insumos.

Até 2020, a família tinha uma Unidade Produtora de Leitões Desmamados (UPD). De lá para cá, injetou recursos na construção de outra granja que entrou em operação no ano passado. A previsão, para 2023, é investir em uma terceira granja, desta vez, para terminação de suínos. Os novos planos se alicerçam em perspectivas de bons negócios daqui para frente. “Eu trabalho no sistema de integração para uma empresa que é grande exportadora. E quanto mais ela conseguir vender carne suína, mas vai precisar do campo”, diz Betti. “Nossa região vive da suinocultura e, há um ano, quando recebemos a notícia do novo status comemoramos, porque veio para abrir novas portas, agregar mais emprego e renda tanto para o suinocultor, quanto para o frigorífico, para o transportador, para o comércio, para todo o Estado”.

Fonte: Assessoria
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