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Notícias Durante Mercoagro Talks

Especialistas enfatizam protagonismo do Brasil no mercado global de proteína animal

Evento online reuniu o presidente da ABPA, Ricardo Santin, e o secretário-adjunto do Mapa, Marcel Pinto, em debate sobre produção, sanidade e comércio internacional.

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Evento online reuniu o presidente da ABPA, Ricardo Santin, e o secretário-adjunto do MAPA, Marcel Pinto, em debate sobre produção, sanidade e comércio internacional.

O Brasil tem papel estratégico na segurança alimentar global e se consolida como líder na produção e exportação de proteína animal. Essa foi a principal mensagem da terceira edição do Mercoagro Talks, realizada na terça-feira (16), com transmissão ao vivo pelo YouTube. O evento faz parte da programação da Mercoagro 2026, feira internacional que ocorrerá de 17 a 20 de março, em Chapecó (SC).

É possível acessar o conteúdo por meio do link, clicando aqui.

A palestra contou com a participação do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo João Santin, e do secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcel Moreira Pinto. Com diferentes visões sobre o mesmo setor, ambos apresentaram dados atualizados, destacaram conquistas recentes e alertaram sobre os principais desafios que o Brasil precisa enfrentar para manter sua competitividade no cenário global.

Durante sua apresentação, Ricardo Santin frisou que o país é o maior exportador mundial de carne de frango, o segundo em carne bovina e o quarto em carne suína. Além disso, o Brasil ocupa posição de destaque na produção de tilápia e ovos. Segundo ele, 38,6% das exportações mundiais de carne de frango são brasileiras, com produção estimada em 15,4 milhões de toneladas em 2025.

Entre os pontos de atenção, Santin citou a influenza aviária, que já atinge 59 países. No Brasil, o único caso registrado em aves comerciais foi rapidamente contido. Ele reforçou a importância da biosseguridade nas granjas e apresentou inovações tecnológicas aplicadas à inspeção sanitária, como sistemas de inteligência artificial que garantem mais precisão e eficiência nas linhas de produção.

O secretário Marcel Moreira Pinto complementou a análise com foco na atuação internacional do governo brasileiro. Segundo ele, desde o início da atual gestão, foram abertos 435 novos mercados para produtos agropecuários, sendo 84 voltados à proteína animal.

Acrescentou ainda a criação de ferramentas como o AgroInsights e o Passaporte Agro, que ajudam exportadores a entender exigências sanitárias, oportunidades comerciais e mecanismos para acessar novos destinos. Ele defendeu que exportar fortalece o mercado interno, gera escala, competitividade e melhora a renda do produtor.

Os dois palestrantes também chamaram atenção para obstáculos logísticos, questões ambientais e tensões geopolíticas. Apesar disso, mantêm uma visão otimista sobre o futuro. “O mundo não vai parar de comer”, afirmou Santin, citando projeções de crescimento populacional até 2050, especialmente na Ásia e na África. Para ele, o Brasil está preparado para atender essa demanda de forma sustentável.

Ao final da iniciativa, o coordenador operacional da feira da Mercoagro, Nadir José Cervelin, reforçou o convite para a feira em 2026. Segundo ele, mais de 240 expositores já estão confirmados para o evento, que terá novidades em tecnologia, inovação e um salão exclusivo para startups do setor.

Mercoagro 2026

A Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro) será realizada entre os dias 17 e 20 de março de 2026, no Parque de Exposições Valmor Ernesto Lunardi – Efapi, em Chapecó (SC). Considerada a maior feira da América Latina voltada à cadeia da proteína animal, o evento é promovido pela Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) e reúne empresas, autoridades e profissionais do setor cárneo nacional e internacional.

Fonte: Assessoria Mercoagro

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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