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Especialistas discutem novas tecnologias na avicultura no SBSA

Bloco Manejo contou com a apresentação de especialistas trazendo atualizações sobre as tecnologias no setor avícola

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O frango moderno tem grande diferenças se comparado ao frango de 50 anos atrás. Foi sobre este novo animal que os palestrantes falaram durante o bloco manejo neste último dia do Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Os congressistas falaram sobre a utilização de novas tecnologias na produção avícola, além dos pontos, especialmente em manejo dentro do galpão com as aves, que o produtor deve se atentar.

O evento iniciou com o médico veterinário e supervisor Regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Rodrigo Tedesco, abordando a forma como as novas tecnologias que existem no sistema produtivo ajudam o produtor no trabalho e a ave a atingir seu total potencial genético. “O frango de 2025 está sendo trabalhado nesse momento pelas empresas de genética”, comenta. Para o profissional, fala sobre novas tecnologias é fácil. Mas o importante é entender a parte técnica, para que então os agentes do setor sejam mais hábeis e mais assertivos na tomada de decisão.

Ele ainda comentou sobre algumas novas tecnologias que existem para ajudar o avicultor na produção. “Existem painéis inteligentes para fazer gestão em tempo real para que possamos reduzir perdas e melhorar a eficiência”, comenta. De acordo com Tadesco, estas tecnologias permitem ao avicultor uma melhor gestão, melhor análise de dados e tomada de decisão.

Porém, para ele, ainda há muito no que evoluir quanto a estas novas tecnologias. “Precisamos aproveitar elas para utilizá-las de forma mais objetiva e menos braçal para alcançar um desempenho superior”, diz. Tadesco explica que a ave precisa estar na sua total zona de conforto para que ela tenha um melhor desenvolvimento. “E com aviários com novas tecnologias, conseguimos manter o animal durante sua vida produtiva, na zona de conforto, que vai resultar em menor mortalidade, melhor requisito de bem-estar animal e melhor ganho de peso diário”, afirma.

Dessa forma, para chegar a estes melhores resultados, é preciso algo muito importante: capacitação da mão de obra. “É um ponto fundamental. Trabalhar e entender as novas tecnologias, capacitar a mão de obra que está acostumada com algo mais simples e fazer com que as pessoas passem a entender a função de cada tecnologia. É preciso desenvolver as habilidades desse trabalhador, para que eles sejam bom manejadores”, conta. “É preciso capacitar a mão de obra para conseguirmos extrair todo o potencial dessas novas tecnologias”, diz.

Na sequência, o médico veterinário e doutorando em Nutrição Animal, Roberto Yamawaki, falou sobre a evolução das aves e como extrair ao máximo o que a tecnologia da climatização oferece frente ao desempenho do frango moderno. O profissional apresentou alguns dados da diferença do frango de 1925 e o de agora. De acordo com ele, em relação a conversão alimentar, neste período de 100 anos houve uma evolução de 261%, passando de 4,7 para 1,8. Outro indicador que ele mostrou foi quanto a idade de abate, que em 1925 o frango demorava cerca de 110 dias para chegar a 1 kg, e atualmente a ave fica aproximadamente 47 dias no campo para chegar nesse mesmo peso.

Ainda de acordo com Yamawaki, em 1925 a ave demorava cerca de 200 dias para atingir o peso de 2,5 kg, já em 2019 o animal atinge esse mesmo peso em pouco mais de 40 dias. “São vários os fatores que proporcionaram esses melhores resultados, como o melhoramento genético, a nutrição, sanidade, manejo e as novas tecnologias que existem no mercado”, afirma.

O último a falar no painel Manejo foi o médico veterinário e especialista de frangos de corte e suporte em ambiência para América do Sul da Cobb-Vantress, José Luiz Januário. Ela falou sobre os conceitos básicos de manejo para criação do frango de corte: Atualizações/Novidades em ambiência e manejo para o melhor desempenho do frango de corte atual. Ele trouxe na apresentação algumas das tecnologias que existem, especialmente quanto a ventilação e vedação, em países da Europa e América do Norte. Para ele, não será tão cedo que as tecnologias que são utilizadas por lá sejam aderidas nos galpões latino americanos, especialmente pela questão custo.

Além disso, ele ainda trouxe atualizações quanto a como são os galpões em outros locais do mundo e aqui no Brasil.

O SBSA continua ainda com o Bloco Nutrição.

Fonte: O Presente Rural
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Departamento de Agricultura dos Estados Unidos destaca investimentos de SC para ampliar produção de grãos

O documento destaca o investimento de R$ 24 milhões da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

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Julio Cavalheiro/Arquivo Secom

Novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que orienta lideranças e monitora as safras do mundo todo, ressalta os esforços de Santa Catarina para aumentar a produção de grãos. O documento destaca o investimento de R$ 24 milhões da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural a fim de incentivar o cultivo de milho e cereais de inverno.

“Santa Catarina é um estado com vocação para o agronegócio, 30% do nosso Produto Interno Bruto vem do setor produtivo e 70% das nossas exportações têm origem no agro. E o milho é um insumo fundamental para que essa engrenagem continue girando. Estamos reforçando os investimentos para que os produtores tenham acesso à tecnologia e possam ampliar a produção de grãos, investindo também na produção de cereais de inverno”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

O relatório cita os esforços da Secretaria da Agricultura para reduzir o deficit de grãos, que neste ano deve chegar a 5 milhões de toneladas devido à quebra na safra catarinense. Os investimentos do Governo do Estado estão concentrados em duas frentes: apoio para aquisição de sementes de milho e pesquisa para ampliar a produção de cereais de inverno.

Com o Programa Terra Boa, o Exceutivo estadual irá incentivar a aquisição de 200 mil sacas de semente de milho em todo o estado. Serão R$ 23 milhões em recursos para disponibilizar sementes de médio a altíssimo valor genético, que geram um rendimento maior por hectare plantado.

Santa Catarina irá investir ainda R$ 1 milhão em pesquisas para ampliar a área plantada com grãos de inverno (trigo, triticale, aveia e cevada), em uma parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Epagri. As estimativas são de que o estado tenha 600 mil hectares de área potencial para a produção desses cultivares.

O relatório do USDA está disponível neste link.

https://apps.fas.usda.gov/newgainapi/api/Report/DownloadReportByFileName?fileName=Grain%20and%20Feed%20Annual_Brasilia_Brazil_04-01-2021

Safra de milho em Santa Catarina

A cigarrinha-do-milho e a estiagem causaram estragos nas lavouras de Santa Catarina. O estado, que esperava colher 2,9 milhões de toneladas, terá uma redução de 20% na produção esperada. Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), os produtores catarinenses deixarão de colher mais de 800 mil toneladas de milho, principalmente nas regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste.

Fonte: Assessoria
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Setor de biogás cresceu 27% em 2020 com incentivo de cooperativas agropecuárias e empresas

A expectativa da associação é que o mercado siga em expansão pelos próximos anos

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Divulgação / Créditos: Pixabay

O setor de biogás encerrou 2020 com 69 novas usinas de geração de energia elétrica em operação no país e um crescimento de 27%, segundo a gerente executiva da Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Tamar Roitman. A informação foi prestada em entrevista ao site BiomassaBR.

A expectativa da associação é que o mercado siga em expansão pelos próximos anos diante do cenário favorável à diversificação da matriz elétrica nacional, o que inclui a realização de investimentos para o fomento da atividade.

As novas usinas foram instaladas, em sua maioria, por empresas e cooperativas agropecuárias que perceberam a oportunidade de diversificar a produção e aumentar a renda a partir da reutilização de resíduos. Os empreendimentos representam incremento de 50 megawatts (MW) da capacidade instalada, o que elevou a potência total do sistema para 200 megawatts (MW).

Na avaliação do vice-presidente da Abiogás, Gabriel Kropsch, o crescimento em meio aos desafios impostos pela realidade da Covid-19 consolidou a força do setor no Brasil. “A pandemia causou uma redução muito forte no consumo de energia. Então, o apetite por novos projetos, não apenas de biogás, mas de todas as fontes, foi postergado”, analisa, em entrevista para o site da associação. “Mas, curiosamente, apesar da postergação, vimos alguns projetos, inclusive de grande porte, que já estavam empenhados, saindo do papel e entrando em operação.”

Em 2021, a previsão para o setor de biogás segue positiva, tendo em vista que o debate energético tem ganhado força neste primeiro trimestre. Além de vislumbrar oportunidades na atividade industrial, o setor de transporte se apresenta como um potencial nicho a ser explorado. Os consecutivos reajustes no valor do diesel realizados pela Petrobras, um total de cinco desde janeiro, também podem favorecer o aumento da participação do biogás no mercado.

De acordo com Kropsch, o biometano tem potencial de substituir até 70% da demanda por diesel no Brasil. A substituição acarretaria em economia e impactos positivos ao meio ambiente.

Investimentos

A longo prazo, as perspectivas incluem os resultados de investimentos e medidas de fomento ao setor, como o recém-criado programa BNDES Gás, anunciado no final de fevereiro.

A iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) prevê soluções financeiras para os interessados em investir em biogás e gás natural. Além de linhas de crédito, é oferecido apoio para o lançamento de debêntures de infraestrutura para financiamento de projetos.

Mas, afinal, o que é biogás?

O biogás é o gás bruto naturalmente produzido pela decomposição de resíduos de origem vegetal ou animal. Já o biometano, também chamado de gás natural renovável, é o resultado da purificação do biogás.

A produção pode ser realizada por meio de usinas sucroenergéticas, cadeia de proteína animal, produção agrícola, estações de tratamento de esgoto (ETE) e resíduos sólidos urbanos (RSU).

Na prática, um biodigestor realiza a digestão anaeróbia dos resíduos. A decomposição da energia química geradora do gás é transformada em energia mecânica, responsável por ativar um gerador que produz a energia elétrica.

Por ser uma fonte de energia limpa e renovável, o gás natural apresenta muitas vantagens para o meio ambiente, além de impactos econômicos positivos. Dentre os principais desafios para a ampliação da sua participação na matriz elétrica nacional estão a necessidade de um ambiente regulatório e o incentivo ao aproveitamento de coprodutos do setor agropecuário e de saneamento.

Fonte: Assessoria
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Corte orçamentário afeta prioridades da agropecuária, alerta a Faesp

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Arquivo / OP Rural

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) explica que a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021 – PLN nº 28/20, aprovada no final de março pelo Congresso Nacional, não foi bem recebida pelo setor. Houve corte de R$ 2,75 bilhões nos recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afetando diversas linhas de crédito rural que têm juros menores do que os de mercado.

No projeto original do governo (PLOA 2021), a Pasta contaria com dotação orçamentária de R$ 11,9 bilhões. Após os cortes do relator-geral, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), o texto-base aprovado destina apenas R$ 9,15 bilhões. Trata-se de redução de 23%, que atinge projetos muito importantes para a agropecuária: o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural contará com menos R$ 84,2 milhões (-8%); as operações de crédito da agricultura familiar uma perda de R$ 1,35 bilhões (-35%); as de investimento, custeio e alongamento de dívidas para os médios e grandes produtores com menos R$ 1,25 bilhões (-28%); e os programas de apoio à comercialização um volume menor de recursos de R$ 68,6 milhões (-7%).

A situação é muito preocupante, pois os cortes comprometem tanto a execução da etapa final do Plano Safra 2020/21, que vai até 30 de junho, quanto a sua próxima edição. A paralisação do que está em curso poderá resultar na interrupção imediata de linhas de financiamento rural. Isso vai na contramão das reais necessidades do setor, que já estima aumento da demanda por crédito subvencionado em 15%, como reflexo dos aumentos dos custos de produção, da taxa básica de juros e da área plantada, esta última estimulada pelos preços mais atrativos das commodities.

A Faesp está empenhada em sensibilizar as autoridades quanto à necessidade de recursos adicionais por ocasião do lançamento do Plano 2021/22. “Não se pode admitir retrocessos, principalmente para as ações estratégicas ligadas à agricultura familiar, seguro rural, defesa, assistência técnica e pesquisa agropecuária”, pondera o Presidente da entidade, Fábio Meirelles. Ele reitera a importância da rápida reconstituição do orçamento da agropecuária, visando garantir a execução da etapa final do Plano 2020/2021, bem como para permitir a elaboração de uma edição robusta para o próximo período.

“Nesta conjuntura de pandemia, a agropecuária brasileira tem respondido com aumento de produção para o abastecimento do Brasil e do mundo, gerando empregos e renda. A Federação acredita que este é um momento propício para apoiar o crescimento do setor, com a oferta adequada de instrumentos de crédito e seguro rural”.

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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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