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Especialistas discutem manejo da cama e problemas locomotores

Abordagem multidisciplinar para prevenir problemas locomotores e manejo da cama impactam no bem-estar animal e na produtividade da avicultura industrial.

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Problemas locomotores provocam grandes perdas para a avicultura industrial, afirma doutora em Zootecnia, Jovanir Inês Müller Fernandes 

Os problemas de locomoção e artrite têm crescido na avicultura com o passar dos anos e provocam graves reflexos econômicos, por impactarem no desempenho das aves. A doutora em Zootecnia, Jovanir Inês Muller Fernandes, explicou como os fatores nutricionais, genéticos e de manejo interferem diretamente na incidência dessas anomalias. A palestra integrou a programação científica desta quinta-feira (11), último dia do 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA).

Doutora em Zootecnia, Jovanir Inês Muller Fernandes palestrou sobre os problemas de locomoção e artrite – Fotos: Divulgação/MB Comunicação

As aves que sofrem com essas condições não conseguem se locomover bem, comem menos, não bebem de maneira adequada e, consequentemente, crescem aquém do esperado. “Os prejuízos são enormes, pois também temos como reflexo uma descaracterização desses produtos. Há perdas na carcaça, decorrentes de problemas de pele, nos pés e isso leva a diversas consequências operacionais, provocando até mesmo a redução na velocidade de abate dos frangos.”

A especialista chamou a atenção para a preocupação com a influência no bem-estar dessas aves, uma vez que essas anomalias causam dor aos frangos de corte. “O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e exporta para países com regras rígidas de bem-estar. Então nós precisamos discutir formas para amenizar esses problemas. Afinal de contas, esse alimento não pode ser produzido com sofrimento animal”

Tanto as artrites como as dificuldades locomotoras são provocadas por multifatores. A exemplo do crescimento rápido dos frangos, ação de agentes infecciosos e questões nutricionais. “Esse frango que cresce muito ano após ano, fica mais sensível, produz mais calor, bebe mais água. Por gravidade os ossos acompanham o crescimento corporal, mas o processo de mineralização ainda não é completo, o que pode favorecer a incidências das artrites e disfunções locomotoras.”

Boas práticas de manejo são cruciais para prevenir anomalias locomotoras e artrites, reforça a doutora em Zootecnia, Jovanir Inês Muller Fernandes

Jovanir, no entanto, ressalta que a genética não é primordial para desencadear esse problema, mas sim o manejo. Ela apresentou diversos estudos sobre o tema e contextualizou fatores que podem levar ao agravamento dessas condições. Sob o ponto de vista nutricional, é preciso ter atenção com o fornecimento adequado de cálcio, especialmente na fase inicial de desenvolvimento das aves. Os programas vacinais devem ser bem controlados para garantir que os pintinhos estejam protegidos contra patógenos. Ainda devem receber atenção o manejo do incubatório; o conforto térmico, que será essencial para a saúde óssea do pintinho; e a umidade da cama, que pode aumentar a carga microbiana e contribuir para lesões e artrites.

“Há várias maneiras para melhorarmos a resposta das aves aos problemas locomotores. Em primeiro lugar, temos que aprender a identificar e a reconhecer a magnitude dessa situação.Treinar pessoas para saber detectar e elencar fatores de risco, considerar a importância da nutrição para o crescimento ósseo e trabalhar com uma base de dados. Os números podem trazer informações biológicas importantes, ajudar a reconhecer padrões e gerar informações específicas de como se deve agir em cada situação. Lembrando que o manejo da cama é sem dúvida o maior desafio”, destacou.

Manejo de cama

A produtividade e o desempenho da cadeia produtiva de frangos de corte passam por um manejo eficiente do ambiente. Um deles é a cama aviária, que exerce uma influência relevante para melhorar o bem-estar animal e a qualidade da carne.

Doutora Connie Mou trouxe experiências de como é feito o manejo da cama dos aviários nos Estados Unidos

A gerente Técnica de Serviços na Danisco Animal Nutrition and Health (IFF), Connie Mou, trouxe experiências de como é feito o manejo da cama dos aviários nos Estados Unidos (EUA). Ela desenvolveu uma pesquisa com produtores norte-americanos para entender como é realizada a gestão da cama, identificar possíveis falhas e buscar o aprimoramento desta etapa.

A cama é responsável por incorporar dejetos, proporcionar isolamento térmico e fornecer uma superfície confortável para aumentar os índices de bem-estar das aves e reduzir a incidência de lesões, além de interferir na proliferação de microrganismos.

Segundo Connie, a umidade é um fator fundamental para o manejo correto da cama e o nível de umidade ideal está entre 20% e 25%. A doutora em manejo ambiental explicou o protocolo adotado nos EUA para reduzir a umidade, que costuma abranger três métodos: físico, químico e biológico.

O manejo físico envolve questões estruturais, como o uso de ventiladores responsáveis por movimentar o ar para ajudar a secar a cama, e o tratamento das camas durante o intervalo entre lotes. Já o manejo químico faz uso de ácidos para controlar a amônia e a carga de bactérias. E há ainda o método biológico, que utiliza microrganismos para baixar os índices de contaminação.

Connie Mou destacou que umidade é um fator fundamental para o manejo correto da cama: métodos físico, químico e biológico são utilizados para controlar a umidade da cama

“A movimentação do ar é uma das principais ferramentas para manter a umidade ideal da cama. O ar deve ser movimentado continuamente. As granjas nos Estados Unidos que implementaram a movimentação adequada do ar, reduziram o tempo de secagem da cama ao menos pela metade. Outra ferramenta importante é fazer uso de um sensor para medir a umidade relativa do ar. As ferramentas e métodos para melhorarmos a qualidade da cama existem, mas precisamos usá-las”, frisou.

Apoio

O 24º SBSA teve apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria SBSA

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Coopavel acelera os preparativos do 38º Show Rural

Agendado para o período de 09 a 13 de fevereiro, o Show Rural Coopavel terá a participação de 600 expositores e expectativa de público superior a 360 mil visitantes, do Brasil e do exterior.

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Foto: Coopavel

À medida que o início da 38ª edição se aproxima, é maior o número de pessoas envolvidas na operação de organização do evento e mais intenso é o movimento e o ritmo de trabalhos no parque que abriga uma das maiores feiras tecnológicas do agronegócio mundial.

Agendado para o período de 09 a 13 de fevereiro, o Show Rural Coopavel terá a participação de 600 expositores e expectativa de público superior a 360 mil visitantes, do Brasil e do exterior. “Já temos um grande contingente de pessoas trabalhando na estruturação de uma mostra de tecnologia criada com o propósito de transmitir inovações e conhecimentos para melhorar a performance do campo”, diz o presidente Dilvo Grolli.

Empresas nacionais e estrangeiras apresentam novidades em produtos e soluções desenvolvidas para assegurar mais produtividade e qualidade com contrapartida de diminuição de custos ao produtor. “É impressionante perceber o quanto as tecnologias do agro avançam em espaços de tempo tão curtos. A mudança é visível e impressionante mesmo de um ano para o outro. Por isso, todos que querem seguir competitivos e conectados à agropecuária do futuro precisam investir tempo em informação e novos conhecimentos”, destaca o coordenador geral, o agrônomo Rogério Rizzardi.

Novidades

Para que produtores rurais, técnicos, mulheres e filhos de agricultores, acadêmicos, diretores e representantes de empresas aproveitem a experiência de visitar o Show Rural da melhor maneira possível, várias obras estão em construção no parque. Áreas estratégicas estão em ampliação, como o Espaço Impulso e o galpão da agricultura familiar (parcerias com o Itaipu Parquetec e a Itaipu), bem como o estacionamento e novas vias pavimentadas e cobertas, além de mudanças na área de recepção de máquinas e equipamentos.

Estacionamento e acesso gratuitos

“Quem vier à 38ª edição vai se surpreender, porque teremos inúmeras novidades, sempre de olho no conforto e na potencialização de resultados de cada visita”, afirma Rizzardi. Com o tema A força que vem de dentro, o Show Rural Coopavel 2026 abrirá o calendário oficial das grandes feiras técnicas brasileiras. Para visitar o evento e ter acesso às milhares de tecnologias em exposição não é necessário pagar estacionamento nem comprar ingresso para acessar o parque.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Notícias No Oeste do Paraná

Biometano ganha protagonismo em debate nacional no 8º FSBBB

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre em abril de 2026 em Foz do Iguaçu, reúne especialistas para discutir produção, políticas públicas, mercado e os desafios de expansão do biometano no Brasil.

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Foto: Divulgação

“Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído”. Esse é o tema do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril de 2026. Diversos painéis temáticos na programação do evento vão apresentar diferentes aspectos a respeito da produção, de políticas públicas, mercado de certificados, da mobilidade com o uso do biometano, de investimentos na cadeia de produção, a relação com o gás natural e oportunidades e desafios setoriais.

Realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), o evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas em primeiro lote até o dia 16 de janeiro, acesse clicando aqui, ou enquanto durarem as 100 unidades disponíveis nesse lote.

Potencial e oportunidades

O coordenador geral do Fórum, diretor presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques, destaca que o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024. O marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição. Temos muito a crescer se soubermos aproveitar essa oportunidade”, antecipa Felipe.

O avanço no potencial de mercado traz também desafios, como a qualidade empregada na produção, a necessidade de ampliação do volume gerado e das redes de distribuição. O biometano tem sido usado, por exemplo, em frotas de caminhões e em processos industriais, em substituição aos combustíveis fósseis, como parte do processo de descarbonização.

O volume de biometano produzido já deu um salto em 2024, em relação a 2023. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil de 2024, publicação do CIBiogás, o aumento foi de 58%. Também expandiu o número de plantas de biometano em processo de autorização na Agência Nacional do Petróleo em comparação ao levantamento anterior.

Esses novos contextos estarão norteando os debates no 8º FSBBB. Além das plenárias temáticas com a participação de especialistas que são referência na área, o evento incluirá o Espaço de Negócios, a presença de startups, a premiação Melhores do Biogás e cinco roteiros de Visitas Técnicas a plantas produtoras, entre outras agendas na programação.

Visitas Técnicas

A região Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil, com unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. Os participantes do 8º Fórum terão a oportunidade de conhecer, na prática, o funcionamento de unidades geradoras de biogás e biometano, no último dia do evento, dia 16 de abril, durante as Visitas Técnicas, que são opcionais e contratadas separadamente ao ingresso para o Fórum.

Cinco opções de roteiros mostram experiências que envolvem o aproveitamento de diferentes tipos de resíduos para obtenção de biogás destinado a aplicações energéticas (energia elétrica, térmica e biometano).

Fonte: Assessoria
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Rio de Janeiro reforça controle do uso de agrotóxicos com regulamentação da aplicação por drones

Estado avança na fiscalização ambiental e sanitária ao estabelecer regras para uso da tecnologia, com foco em segurança, rastreabilidade e proteção à saúde da população.

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Foto: Divulgação

No Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destaca o fortalecimento das ações de fiscalização e controle do uso de agrotóxicos com a regulamentação da aplicação por drones no Estado do Rio.

A medida estabelece regras claras para o uso dessa tecnologia na agricultura, com foco em segurança, transparência, responsabilidade ambiental e proteção à saúde da população, ampliando o monitoramento das atividades no campo. “O Governo do Estado tem o compromisso de conciliar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental. Essa regulamentação garante que o uso de drones na agricultura ocorra de forma segura, com controle rigoroso e respeito ao meio ambiente e à saúde da população”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Com a resolução, publicada em fevereiro de 2025, tornou-se obrigatório o cadastro das empresas prestadoras de serviços de aplicação de agrotóxicos com drones no Sistema de Controle Informatizado de Monitoramento de Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta permite o acompanhamento detalhado das operações, fortalecendo as ações de fiscalização e da Defesa Sanitária Vegetal.

A norma define os procedimentos para o registro e a operação das empresas, incluindo exigências como licenciamento ambiental, indicação de responsável técnico habilitado e cumprimento das boas práticas na aplicação de agrotóxicos. Outro ponto importante é a obrigatoriedade de que todas as operações realizadas com drones sejam registradas no sistema da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal em até 72 horas após a aplicação, garantindo rastreabilidade e maior controle das atividades. “O uso de drones na aplicação de agrotóxicos já é uma realidade no campo. Com essa regulamentação, avançamos no controle sanitário e asseguramos que essa tecnologia seja utilizada de maneira responsável, protegendo o produtor rural, o meio ambiente e a sociedade”, destacou o secretário interino de Agricultura, Felipe Brasil.

Descarte de agrotóxicos

O regulamento também estabelece obrigações relacionadas às boas práticas no uso e no descarte de agrotóxicos, determinando que as empresas mantenham responsável técnico habilitado, garantam a capacitação dos operadores e possuam credenciamento para o recebimento e a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias.

Essas informações devem constar em um projeto técnico, que orienta os usuários quanto ao uso correto e seguro dos produtos e incentiva a devolução adequada das embalagens. “Estamos unindo inovação, fiscalização e sustentabilidade. Essa regulamentação reforça o compromisso do Estado com uma agricultura moderna, segura e ambientalmente responsável”, ressaltou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Ilso Lopes.

Fonte: Assessoria Governo Rio de Janeiro
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