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Especialistas apontam inimigos invisíveis que desafiam a imunidade e o desempenho dos suínos

Microbiota e micotoxinas são apontadas como fatores-chave para o desempenho e bem-estar dos suínos.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

A relação entre a microbiota intestinal e a imunidade dos suínos foi o foco da palestra de abertura do bloco Proteger – Imunidade, no 2º SSIN. A doutora em Medicina Veterinária Ana Paula Peconick apresentou um panorama científico do que já se sabe sobre a influência da microbiota no desenvolvimento do sistema imunológico e no desempenho zootécnico dos animais.

Segundo a especialista, a imunocompetência, que é a capacidade do sistema imunológico de montar uma resposta apropriada frente a um desafio, é influenciada por diversos fatores, como ambiente, manejo, nutrição, vacinação e biosseguridade. Nesse contexto, a microbiota intestinal exerce um papel fundamental, atuando na modulação da resposta imune e na saúde geral do organismo. “A microbiota benéfica contribui para o fortalecimento da barreira epitelial, o amadurecimento do sistema imunológico, melhor aquisição de nutrientes e aumento dos índices produtivos. Além disso, animais com microbiota equilibrada apresentam melhor eficiência alimentar, menor incidência de doenças e resposta vacinal mais eficaz”, evidenciou.

Doutora em Medicina Veterinária Ana Paula Peconick: “Estratégias que promovam a manutenção de uma microbiota saudável, aliadas às práticas de biosseguridade, são fundamentais para otimizar a saúde e o desempenho dos suínos em todas as fases da produção”

Por outro lado, desequilíbrios na microbiota, mesmo em animais aparentemente assintomáticos, podem alterar marcadores imunológicos, reduzir a diversidade bacteriana e comprometer a saúde intestinal, elevando os riscos de doenças, mortalidade e perdas econômicas.

Ana Paula apresentou estudos que evidenciam como a nutrição pode modular a microbiota e impactar de forma positiva a imunidade dos suínos. Entre os efeitos observados estão o ganho de peso diário, a melhora da digestibilidade, o aumento de citocinas anti-inflamatórias, a redução de citocinas pró-inflamatórias e a melhora da função da barreira intestinal. A fermentação microbiana também foi apontada como estratégica no aprimoramento do perfil nutricional.

Ana Paula também reforçou que a microbiota intestinal evoluiu em simbiose com seu hospedeiro ao longo do tempo e atua como imunomodulador, exercendo efeitos benéficos ou maléficos de acordo com seu equilíbrio. “Estratégias que promovam a manutenção de uma microbiota saudável, aliadas às práticas de biosseguridade, são fundamentais para otimizar a saúde e o desempenho dos suínos em todas as fases da produção”, ressaltou.

Ameaça invisível à saúde dos suínos

Na sequência, o médico-veterinário e doutor em Imunopatologia Álvaro Menin apresentou uma análise detalhada sobre a resposta de diferentes espécies animais às principais micotoxinas presentes no ambiente. Segundo o estudo, os suínos são altamente sensíveis a todas as toxinas avaliadas – zearalenona (ZEA), fumonisinas (FUM), aflatoxinas (AFLA), desoxinivalenol (DON) e tricotecenos do tipo T-2.

Impactos das micotoxinas em suínos

Focando nos efeitos tóxicos específicos em suínos, Menin frisou que as micotoxinas podem comprometer diversos sistemas do organismo. “As fumonisinas, por exemplo, são hepatotóxicas, imunossupressoras e provocam edema pulmonar, além de disfunções intestinais. A zearalenona também afeta o fígado e os rins, tem ação estrogênica e causa necrose epitelial, levando a diarreia, perda de peso, abortos e leitegadas pequenas”, explicou.

Médico-veterinário e doutor em Imunopatologia Álvaro Menin: “Para as agências regulatórias, a presença de micotoxinas é uma questão de saúde única. Por isso, adotar estratégias de mitigação é inegociável”

Já as aflatoxinas apresentam efeitos severos, como hepatotoxicidade, imunossupressão, diarreia, perda de peso e até morte súbita. A ocratoxina compromete o sistema renal e imunológico, enquanto os tricotecenos do tipo T-2 e o DON causam necrose epitelial, distúrbios reprodutivos e gastrointestinais.

 

Além dos danos diretos aos órgãos, Menin alertou para o impacto das micotoxinas na imunidade dos suínos. “A imunossupressão generalizada, causada pelas toxinas FUM, AFB, OCRA, ZEA, T-2 e DON, reduz a atividade celular, prejudica a imunidade inata entérica e pulmonar e compromete tanto a resposta imune adaptativa humoral quanto a celular. Com isso, os animais ficam mais suscetíveis a infecções entéricas e respiratórias, além de apresentarem alterações em parâmetros hematobioquímicos”, pontuou.

As consequências incluem ainda problemas circulatórios e pulmonares, como edema e disfunções cardíacas, lesões hepáticas e renais, além de graves alterações reprodutivas, como abortos, leitegadas pequenas e anomalias genitais em machos e fêmeas. “As micotoxinas representam um desafio silencioso global”, alertou Menin, acrescentando: “Não existe tratamento. Quando os sinais clínicos aparecem, as perdas econômicas já estão garantidas”.

Imunidade e produtividade comprometidas

O especialista destacou que as micotoxinas afetam tanto a imunidade inata quanto a resposta imune adaptativa, o que agrava quadros infecciosos, especialmente os de origem entérica e respiratória. “Para as agências regulatórias, a presença de micotoxinas é uma questão de saúde única. Por isso, adotar estratégias de mitigação é inegociável”, afirmou Menin.

Doutora em Ciência Animal e consultora técnica nacional de Aditivos da Cargill, Thays Quadros: “Leitões de creche são mais vulneráveis aos efeitos do DON devido a uma microbiota intestinal imatura. Em contrapartida, animais adultos possuem microbiota capaz de degradar parcialmente a toxina, reduzindo seus impactos”

Complementando essa análise, a doutora em Ciência Animal, Thays Quadros, abordou em sua palestra o impacto das micotoxinas sobre a imunidade e o desempenho animal. “Os impactos nos animais dependem do tempo de exposição e da interação entre diferentes micotoxinas”, explicou Thays, ressaltando o efeito sinérgico dessas substâncias. “Uma micotoxina potencializa a outra e agrava outros problemas”.

 

Prevalência e concentração de micotoxinas

Dados de mais de 400 mil análises realizadas em 43 países mostram alta prevalência e concentração de micotoxinas em matérias-primas, rações, fazendas e locais de armazenamento. Em especial, a fumonisina liseia é a mais presente, o que se intensifica em países tropicais como o Brasil, devido às oscilações de temperatura e umidade.

Leitões são mais vulneráveis

Thays ainda demonstrou que leitões de creche são mais vulneráveis aos efeitos do DON devido a uma microbiota intestinal imatura. Em contrapartida, animais adultos possuem microbiota capaz de degradar parcialmente a toxina, reduzindo seus impactos.

Para minimizar os riscos, a especialista defendeu uma abordagem integrada de gestão, que inclua controle rigoroso da qualidade das matérias-primas, utilização de adsorventes eficientes e monitoramento contínuo dos animais. “Características essenciais de um adsorvente eficaz são a composição e tecnologia adequadas, alta velocidade de adsorção e segurança alimentar, com aplicação prática no campo”, reforçou.

Thays acredita que, no futuro, o foco deverá ser ampliado para avaliar o impacto das micotoxinas nos consumidores finais dos produtos de origem animal. “Até agora falamos apenas dos efeitos das micotoxinas no animal. Mas precisamos pensar também no que chega até nós”, expôs.

Mesa de debate

O bloco foi encerrado com uma mesa-redonda moderada pela médica-veterinária e mestre em Ciência Animal, Fernanda de Almeida Teixeira, que reuniu os três especialistas para responder dúvidas do público e debater estratégias práticas de controle e mitigação de micotoxinas.

O acesso à edição digital do jornal Suínos é gratuita. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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Foto: Shutterstock

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais

Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

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Foto: Divulgação

A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.

O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.

Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.

Fonte: O Presente Rural
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