Suínos
Especialistas apontam como garantir que a hiperprolificidade se traduza em produtividade real no campo
Com leitegadas cada vez mais numerosas e leitões mais leves, o desafio de transformar o potencial genético em desempenho produtivo sustentável tem mobilizado as principais empresas de genética suína no país.

Com leitegadas cada vez mais numerosas e leitões mais leves, o desafio de transformar o potencial genético em desempenho produtivo sustentável tem mobilizado as principais empresas de genética suína no país. A busca por soluções que aliem prolificidade, viabilidade e desempenho será o ponto central do painel Hiperprolificidade: como a genética está trabalhando para que o potencial genético aconteça no campo, um dos destaques da programação técnica do 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que acontece nesta semana em Chapecó (SC).
Em entrevista exclusiva ao jornal O Presente Rural, representantes das principais empresas de genética suína no Brasil detalharam os principais entraves e as estratégias adotadas para transformar os avanços obtidos com a seleção de fêmeas hiperprolíficas em maior número de leitões desmamados, com saúde, viabilidade e uniformidade. Durante o painel, os especialistas também vão apresentar como suas genéticas vêm trabalhando para garantir que as porcas mais produtivas também entreguem leitegadas de qualidade, sustentando essa eficiência ao longo de toda a cadeia de produção.

Médica-veterinária Amanda Pimenta Siqueira, e gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC: “A plena expressão do potencial das fêmeas exige uma atuação integrada entre genética, manejo, nutrição e ambiente” – Foto: Divulgação/Agroceres PIC
Para a médica-veterinária, doutora em Ciência Animal e gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, Amanda Pimenta Siqueira, os avanços genéticos têm gerado fêmeas mais produtivas e leitões mais vigorosos. “Essa evolução decorre do foco de seleção em características como prolificidade, peso ao nascimento e habilidade materna, elementos-chave para impulsionar produtividade, eficiência e rentabilidade”, enaltece.
Segundo dados do Benchmarking de Reprodução da empresa, em 10 anos a média de leitões nascidos totais por fêmea passou de 14,32 em 2015 para 16,73 em 2025; no mesmo período, o número de desmamados por fêmea ao ano aumentou de 30,94 para 35,39. Em granjas de alto desempenho, já se ultrapassam os 18 leitões por parto e 36 desmamados ao ano. “Todo esse progresso, no entanto, traz consigo novos desafios. A plena expressão do potencial das fêmeas exige uma atuação integrada entre genética, manejo, nutrição e ambiente”, afirma Amanda.
Segundo ela, a matriz hiperprolífica precisa ser tratada com um olhar mais individualizado. “É indispensável oferecer uma alimentação balanceada, água de boa qualidade, ambiência adequada, instalações compatíveis e equipes capacitadas para esse novo perfil de animal. A genética entrega, mas o resultado depende da eficiência do sistema como um todo”, salienta.
Atenção redobrada ao parto e colostro
Com foco no melhoramento genético realizado de forma balanceada, o zootecnista Marcos Lopes, doutor em Melhoramento Genético Animal e pesquisador do Centro de Pesquisa da Topigs Norsvin, na Holanda, destaca que se a seleção é feita com equilíbrio, não focando apenas em prolificidade, mas também em características complementares, o trabalho com fêmeas hiperprolíficas se torna mais previsível e manejável.
Para ele, a principal mudança está na forma de encarar esse novo animal. “A porca de hoje não é mais aquela que desmamava 20 a 25 leitões ao ano. Ela exige um programa nutricional específico e um ambiente preparado. É preciso abandonar a ideia de que o manejo tradicional serve para essa nova realidade. Desde o pré-parto até a ingestão do colostro, tudo precisa ser planejado. É nesse início de vida que se define boa parte do sucesso do leitão nas fases seguintes”, enfatiza.
Resultados x complexidade da produção
O médico-veterinário Geraldo Shukuri, diretor técnico da DanBred Brasil, lembra que, ao ultrapassar a média de 16 a 16,5 leitões nascidos vivos por parto, os desafios naturalmente se intensificam. Mas ele vê isso como oportunidade. “Com leitegadas volumosas, questões como uniformidade e vigor ao nascimento, habilidade materna e capacidade de produção leiteira da matriz se tornam ainda mais críticas. É aí que o trabalho conjunto entre genética e ambiente se torna indispensável”, ressalta.
Shukuri ressalta que avanços em nutrição, ambiência e sanidade têm sido fundamentais para melhorar o aproveitamento dos leitões. “O campo tem respondido bem. A troca de informações entre as áreas de manejo, nutrição e sanidade tem permitido ganhos consistentes, com mais quilos produzidos por matriz por ano e menor custo de produção”, afirma, acrescentando: “O desafio é dinâmico e o ajuste contínuo.”
Da prolificidade à hiperprolificidade
Para o médico-veterinário Thomas Bierhals, mestre em Reprodução Suína, diretor técnico e membro do Conselho de Administração da DNA South America, o cenário atual exige uma nova forma de mensurar o sucesso da genética. “Há 20 anos, tínhamos médias de 10 leitões nascidos vivos. Hoje, a média nacional já ultrapassou 14. Mas a partir de certo ponto, o benefício econômico de cada leitão adicional passou a cair, especialmente porque outras variáveis se tornaram limitantes”, explica.
Entre essas variáveis, Bierhals menciona a mão de obra especializada e a estrutura física das maternidades, duas exigências que nem sempre evoluíram na mesma velocidade do melhoramento genético. “Nasceu, mas não desmamou. Esse é o ponto crítico. Por isso, programas de seleção genética mais avançados começaram a ajustar os critérios. O conceito de hiperprolificidade expandida surge nesse contexto: trata-se de garantir o máximo de suínos abatidos com valor cheio, ao menor custo possível”, resume.
Genética em busca de equilíbrio

Médico-veterinário Geraldo Shukuri, diretor técnico DanBred Brasil: “O melhoramento genético tem mostrado que alguns paradigmas podem ser reavaliados e que o equilíbrio entre quantidade e qualidade é possível” – Foto: Divulgação/DanBred Brasil
A transformação da suinocultura passa pela busca incessante por equilíbrio entre o número de leitões nascidos e a sua viabilidade até o desmame. Se antes o foco principal era aumentar prolificidade, hoje os programas genéticos evoluíram para integrar, cada vez mais, critérios de qualidade, robustez e habilidade materna. A boa notícia é que esse equilíbrio já está em curso, segundo os especialistas ouvidos com exclusividade por O Presente Rural.
A doutora em Ciência Animal explica que, embora o índice de seleção da PIC sempre tenha valorizado o número total de nascidos, com ganhos médios recentes de 0,35 leitões por parto, o objetivo atual vai além da quantidade. “Desde a introdução da genômica, em 2012, intensificamos a seleção para características como peso ao nascimento e sobrevivência pré-desmame. Houve ganho médio de 260 gramas por leitão ao nascer e a taxa de leitões abaixo de 900 gramas caiu para 6%”, detalha Amanda, ressaltando que com isso nasceram leitegadas mais uniformes, com maior chance de sobrevivência e melhor desempenho nas fases subsequentes.
Na mesma direção, Shukuri destaca que a busca por esse equilíbrio é constante e vem se materializando com solidez. A DanBred Brasil incorporou, já em 2004, a característica LV5 (leitões vivos ao quinto dia), com o objetivo de aumentar nascidos e reduzir mortalidade na maternidade. “Durante anos, essa foi a característica de maior peso em nosso índice genético. A partir de 2022, intensificamos ainda mais a seleção para características de vigor e resistência dos leitões, que hoje representam 62% do peso do índice”, expõe o médico-veterinário.
O programa também introduziu a característica “ganho de peso da leitegada”, com foco na capacidade de amamentação e habilidade materna da matriz. “A evolução tem ocorrido de forma simultânea entre quantidade e qualidade, e esse equilíbrio já é possível no campo”, ressalta.
Esse alinhamento entre múltiplos objetivos genéticos também está no centro da estratégia da Topigs Norsvin. De acordo com o doutor em Melhoramento Genético Animal, o segredo está na seleção balanceada. “Incluir várias características nos objetivos de seleção pode tornar os avanços mais lentos, mas certamente mais sustentáveis. Trabalhamos para ampliar o tamanho da leitegada mantendo o peso médio ao nascimento, com alta uniformidade e excelente habilidade materna”, diz, enaltecendo que o resultado desse enfoque integrado é medido em produtividade real: “Hoje conseguimos desmamar mais de 300 kg de leitões fêmea ao ano por matriz”, afirma Lopes.
Já Bierhals, reforça que o equilíbrio está sendo construído com base em inovação e ciência. O programa da DNA South America passou a incorporar características como sobrevivência dos leitões, associação entre peso ao nascer e LV5, redução de defeitos genéticos (como hérnias e criptorquidismo), além de eficiência alimentar, tanto no pós-desmame quanto na fase lactacional, para garantir mais leite e menor necessidade de mães de leite. “A fêmea de hoje precisa produzir mais e melhor, por conta própria”, menciona.
Outro diferencial apontado por Bierhals é o uso de ferramentas tecnológicas como o software Matesel, que cruza informações sobre variabilidade genética, resistência a doenças e características produtivas. “É uma seleção baseada em matemática e ciência, não apenas na observação humana. Isso permite ganhos em múltiplas frentes simultaneamente”, evidencia.
Amanda também destaca o papel crescente dos dados de campo para retroalimentar os programas genéticos. “Desde 2018, o GNxBred Materno avalia mais de 200 mil fêmeas ao ano em granjas comerciais. Esses dados são incorporados ao programa de seleção, promovendo avanços consistentes sob condições reais de produção”, comenta.
Quando o campo precisa acompanhar o ritmo da genética

Médico-veterinário Thomas Bierhals, mestre em Reprodução Suína, diretor técnico e membro do Conselho de Administração da DNA South America: “A verdadeira expressão da hiperprolificidade expandida, aquela que se estende até o abate, só acontece com genética de qualidade aliada a campo bem estruturado” – Foto: Divulgação/DNA South America
Se o avanço genético aponta o caminho, é no campo que ele precisa se concretizar. Com fêmeas mais exigentes e leitegadas mais numerosas, a hiperprolificidade impõe uma nova rotina de cuidados e ajustes nas granjas, do tipo de dieta ao perfil da mão de obra. Nesse cenário, o diálogo entre genética, manejo, nutrição e ambiência se torna fundamental para que o potencial registrado nos índices se converta, de fato, em produtividade e retorno econômico.
Amanda ressalta que é a genética quem tradicionalmente lidera a transformação produtiva da suinocultura. “Ela aponta as tendências, induz a evolução e puxa as demais áreas – manejo, nutrição, gestão e ambiência – a novos patamares”, afirma.
Segundo a doutora em Ciência Animal, estudos da equipe técnica da Agroceres PIC projetam, para os próximos 10 anos, indicadores de desempenho ainda mais ambiciosos: 304,3 kg de leitão desmamado por matriz/ano, 19,1 leitões por leitegada e até 47 por fêmea/ano. Mas ela faz um alerta: “Nada disso se sustenta sem o suporte técnico adequado. A fêmea moderna exige dietas específicas, ambiência controlada, água de qualidade e mão de obra qualificada. É uma sinergia que precisa funcionar para que o que está no índice genético não se perca na prática”, evidencia Amanda.
Shukuri reforça essa necessidade de integração. “A genética precisa interagir com todas as áreas técnicas da cadeia. É um trabalho feito a várias mãos, em que a troca de informações entre pesquisadores, consultores e granjeiros permite ajustar os manejos e consolidar as práticas que realmente fazem o potencial genético se expressar no campo”, afirma.
Segundo o médico-veterinário, essa conexão entre pesquisa, campo e indústria tem gerado soluções práticas e uma perspectiva otimista de desempenho nas granjas brasileiras. “A interação técnica e a troca de informações com todos os elos da cadeia geram soluções personalizadas para cada realidade de produção”, reforça.
Lopes compartilha desta mesma opinião, enfatizando que o sucesso do sistema passa pela colaboração entre todas as áreas que atuam na suinocultura. “Genética, nutrição, sanidade e manejo têm um objetivo comum: o sucesso do produtor. E isso só é possível com diálogo. Eventos como o SBSS têm esse papel estratégico, compartilhar bons exemplos e integrar experiências entre diferentes elos da cadeia”, observa.
Já Bierhals, alerta para o risco de supervalorizar as melhorias de ambiente como únicas responsáveis pela performance. “Ganhos ambientais são importantes, mas são temporários. Quando o lote vai embora, o ganho vai junto. Já os ganhos genéticos são permanentes, uma vez incorporados, seguem com a população”, argumenta.
Para ele, o papel da genética vai além da seleção: está também em orientar, com base em dados concretos, o que cada sistema pode ajustar para extrair o máximo da fêmea hiperprolífica. “Chamamos isso de interação genótipo-ambiente. A genética observa os resultados nos mais diversos sistemas e ambientes e, a partir disso, indica quais condições favorecem a expressão do potencial dos animais”, detalha, emendando: “Isso inclui, por exemplo, alertas sobre aumento da duração gestacional com leitegadas maiores ou recomendações sobre o espaço físico necessário na maternidade.”
Além disso, Bierhals aponta que a seleção vem se concentrando cada vez mais em características robustas, que facilitam o manejo e reduzem a dependência de intervenção humana: resistência a doenças, maior peso ao nascer, menor incidência de defeitos congênitos, habilidade materna superior e eficiência alimentar por meio de maior consumo e conversão. “A verdadeira expressão da hiperprolificidade expandida, aquela que se estende até o abate, só acontece com genética de qualidade aliada a campo bem estruturado”, reforça.
Potencial genético pede estrutura e preparo

Zootecnista Marcos Lopes, doutor em Melhoramento Genético Animal e pesquisador no Centro de Pesquisa da Topigs Norsvin, na Holanda: “A suinocultura que queremos construir precisa manter o foco em eficiência, mas também em sustentabilidade. A genética pode e deve ser a força propulsora dessas transformações, sempre em sintonia com o campo, com responsabilidade e com os limites naturais da biologia” – Foto: Divulgação/Topigs Norsvin
A convergência entre genética e práticas de manejo não é mais uma opção, mas uma exigência da suinocultura atual. A fêmea hiperprolífica de hoje é mais produtiva, mas também mais exigente, e isso demanda um novo olhar sobre todo o sistema produtivo. “As práticas que funcionavam no passado já não dão conta de explorar todo o potencial das fêmeas de genótipo moderno”, frisa Amanda, destacando que para que o desempenho expresso nos índices genéticos se concretize no campo, é preciso adequar estrutura de granja, qualidade de ambiência, formulação das dietas, oferta de água, conforto térmico e, principalmente, capacitação das equipes. Só assim o potencial se transforma em resultados consistentes.
Na visão de Shukuri, a hiperprolificidade já não está mais vinculada, como antes, a leitegadas menos uniformes ou com baixa sobrevivência. “O melhoramento genético tem mostrado que alguns paradigmas podem ser reavaliados e que o equilíbrio entre quantidade e qualidade é possível. Os animais de hoje produzem mais, sobrevivem mais, desempenham melhor e certamente ainda haverá muitos avanços adiante”, aponta.
Mas essa evolução precisa andar lado a lado com responsabilidade e sustentabilidade. “Leitegadas numerosas acompanhadas de altas taxas de mortalidade pré-desmame ou de mortalidade de fêmeas não podem mais ser aceitáveis”, alerta Lopes.
De acordo com ele, matrizes com boa habilidade materna, alto número de tetos funcionais e produção de leite suficiente para seus próprios leitões são cada vez mais indispensáveis. O uso excessivo de mães de leite e práticas que extrapolam os limites biológicos das fêmeas colocam em risco a longevidade, o bem-estar e a eficiência do sistema. “Já atingimos esses limites biológicos? Acredito que não, e talvez nem os atinjamos algum dia, mas é fundamental que avancemos com responsabilidade”, afirma.
A genética, por sua vez, não atua isoladamente. Como destaca o mestre em Reprodução Suína, os ganhos genéticos são estáveis e permanentes, ao contrário dos ganhos obtidos apenas via manejo, nutrição ou ambiência, que se encerram ao fim de cada lote. Mas para que esses avanços genéticos se concretizem, é preciso reconhecer a importância da interação genótipo-ambiente. “É comum que as empresas de genética colaborem com técnicos, trazendo impressões e resultados observados em diferentes realidades. Assim, é possível identificar quais condições permitem aos animais expressarem seu melhor potencial”, explica Bierhals.

Ele lembra que essa interação se dá de diversas formas: por meio da geração de orientações técnicas atualizadas, do foco em características mais robustas, como resistência a doenças, maior peso ao nascer, menor taxa de defeitos congênitos, melhor habilidade materna e maior consumo alimentar, e da promoção de ajustes finos conforme as novas demandas produtivas. “O verdadeiro ganho vem da sinergia entre genética de qualidade e condições de campo adequadas, permitindo explorar ao máximo o valor econômico da hiperprolificidade expandida até o abate”, admite.
E se o presente já mostra saltos impressionantes de desempenho, com mais de 19 leitões por leitegada e mais de 47 leitões desmamados por matriz ao ano, o futuro exigirá ainda mais. “A suinocultura que queremos construir precisa manter o foco em eficiência, mas também em sustentabilidade. A genética pode e deve ser a força propulsora dessas transformações, sempre em sintonia com o campo, com responsabilidade e com os limites naturais da biologia”, enfatiza Lopes.
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Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Comércio global e segurança alimentar pautam abertura do SBSS 2026
Palestra de Marcos Jank vai analisar como a reorganização do cenário internacional afeta mercados, exportações e a competitividade da suinocultura brasileira.

As transformações no cenário econômico e político mundial e seus reflexos sobre a cadeia produtiva da carne suína estarão em destaque na palestra de abertura do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). No dia 11 de agosto, às 18h30, o professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia suinícola.

Professor e especialista em agronegócio Marcos Jank ministrará a palestra “A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas Proteínas Animais e na Suinocultura”, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC)
Reconhecido como um dos maiores especialistas brasileiros em agronegócio global, Jank abordará como as mudanças geopolíticas, as relações comerciais internacionais, a segurança alimentar e os novos mercados influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira, oferecendo aos participantes uma visão estratégica sobre o futuro do setor.
Professor sênior de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank coordena o centro Insper Agro Global e possui uma trajetória consolidada nas áreas de economia, comércio internacional e agronegócio. Além da atuação acadêmica, é escritor, conselheiro de empresas e palestrante, sendo uma das principais referências brasileiras na análise dos mercados globais de alimentos e das cadeias do agronegócio.

Foto: O Presente Rural
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a palestra de abertura foi escolhida para ampliar o olhar dos participantes sobre os desafios que ultrapassam os limites da produção dentro das granjas. “O SBSS busca oferecer uma programação que combine conhecimento técnico e visão estratégica. Iniciar o evento discutindo a nova geopolítica dos alimentos é proporcionar aos congressistas uma compreensão mais ampla do cenário internacional e dos fatores que influenciam diretamente a competitividade da suinocultura brasileira”.
O presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, ressalta que compreender o ambiente global tornou-se uma necessidade para todos os profissionais da cadeia produtiva. “A suinocultura está inserida em um mercado conectado. Questões relacionadas ao comércio internacional, às exigências sanitárias, à sustentabilidade e à segurança alimentar impactam diretamente o setor. A presença do professor Marcos Jank agrega uma visão estratégica que complementa toda a programação técnica do Simpósio”.
SBSS

Foto: Andressa Kroth/UQ Eventos
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programção geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



