Avicultura
Especialista vai ensinar como enfrentar surtos de laringotraqueíte infecciosa aviária no 25º SBSA
Com mais de 30 anos de experiência no setor avícola, Horácio Gamero trabalhou em toda a cadeia produtiva, desde a recria de reprodutoras, plantas de incubação, integração, fábrica de rações, laboratório e frigorífico.

Um evento para debater e moldar as diretrizes que regem o futuro da indústria. Esta é a definição do presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Tiago José Mores, que antecipa todas as novidades tecnológicas, avanços científicos e oportunidades de negócios aguardadas para se concretizarem no 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) e 16ª Poultry Fair, programados para 08 a 10 de abril no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. Com 16 palestras, eventos paralelos e networking, o Simpósio recebe o palestrante doutor Horácio Gamero, no dia 10 de abril, às 08 horas.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Dentro do Bloco Sanidade, o professor Horário ministrará a palestra “Laringotraqueíte Infecciosa Aviária: como enfrentar os surtos?”. Esta doença viral altamente contagiosa afeta aves e exige atenção redobrada na prevenção, diagnóstico precoce e na implementação rigorosa de medidas de biossegurança. Além disso, o manejo sustentável é fundamental para minimizar os impactos da doença no setor avícola.
Horácio Gamero é médico veterinário formado pela Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional do Litoral, Argentina (2004). Em 2019, concluiu um Business Program na Universidad Torcuato Di Tella, Argentina, e em 2020, obteve o certificado de doutor em Medicina Avícola pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ao longo de 30 anos de experiência no setor avícola, Horácio trabalhou em toda a cadeia produtiva, desde a recria de reprodutoras, plantas de incubação, integração, fábrica de rações, laboratório e frigorífico. Atualmente, é detentor da HG Poultry Consulting, onde atua como assessor de produção, e promove consultoria integral em produção avícola, ao buscar oportunidades de melhoria no setor produtivo e de rendimentos para melhora na eficiência das empresas.
Sua experiência profissional inclui ainda atuação como docente e aluno pesquisador na cadeia de produção e doença das aves, e estágio no setor de pós-graduação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Horácio foi responsável pela sanidade na Granja Tres Arroyos S.A, em Entre Rios, Argentina. Atuou como assessor em sanidade e produção de frangos de corte na Granja Tres Arroyos, no Uruguai. Foi gerente de produção do departamento de criação da Granja Tres Arroyos, em Entre Ríos, e gerente de produção da Super SA.

Presidente do Nucleovet, Tiago José Mores: “Estamos muito felizes com a vinda do professor Horácio que vai compartilhar todo o seu aprendizado e experiência no estudo desta doença” – Foto: Débora Sberse
Gamero também foi assessor em sanidade e produção de frangos de corte na Avex S.A, em Córdoba, e responsável técnico do laboratório de Microbiologia do grupo GTA. Atuou como diretor técnico do frigorífico La China e Super SA, ambos do Grupo GTA. Também foi professor adjunto de Produção Avícola na Universidade Autónoma de Entre Ríos.
Fazer história
Conforme o presidente do Nucleovet, Tiago José Mores, um dos propósitos do Simpósio é garantir que o legado do SBSA continue a influenciar positivamente o setor. “Estamos muito felizes com a vinda do professor Horácio que vai compartilhar todo o seu aprendizado e experiência no estudo desta doença. Desejamos que o Simpósio seja um espaço de renovação de conhecimentos e de fortalecimento de laços entre todos nós que compartilhamos essa paixão pela Avicultura. Juntos, continuaremos a fazer história, para impulsionar o progresso e a inovação em nossa indústria. Aproveitem ao máximo cada momento do evento, e que ele seja um ponto de partida para novas oportunidades e sucessos”, convida o presidente.
Faça sua inscrição e confira programação completa, clicando aqui.

Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.
Avicultura
São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre
Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.
O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.
Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.
A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.
As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.
De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.
Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).




