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Avicultura Nutrição Animal

Especialista revela ações para melhorar qualidade física e nutricional do ovo

Para uma boa produção de ovos é fundamental que as poedeiras tenham um trato gastrointestinal sadio. O peso dos ovos depende do nível proteico da dieta.

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A qualidade dos ovos é determinada pela condição da casca, resistência à manipulação, idade das aves, nutrição, genética e condição sanitária dos animais e incluem um conjunto de características determinadas por aspectos internos, como albumina, gema, câmara de ar, cor, odor, sabor e manchas de sangue; e fatores externos, que estão relacionados à qualidade da estrutura da casca. Por isso, é tão importante as poedeiras terem uma alimentação balanceada, determinante para a qualidade física e nutricional do ovo.

No painel sobre Nutrição Animal, que integrou a programação da 3ª edição da Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), promovida em novembro pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Fernando Rutz, tratou sobre os fatores nutricionais que interferem na qualidade interna e externa dos ovos.

Pesquisador da Universidade Federal de Pelotas e da Alltech, Fernando Rutz – Foto: OP Rural

Para uma boa produção de ovos é fundamental que as poedeiras tenham um trato gastrointestinal sadio. O peso dos ovos depende do nível proteico da dieta. Rutz expõe que uma galinha poedeira de 60 semanas de idade, que consome 13% de proteína em uma dieta com 107 gramas ao dia, vai produzir um ovo com peso médio de 62 gramas. Já para uma outra ave que tem um consumo médio diário de 99 gramas de ração, sendo deste total apenas 9% de proteína, o peso médio do ovo será de 52 gramas.

Outro fator exposto por Rutz, é que para cada acréscimo de 0,05% de ração suplementada com enxofre (metionina + cistina) o peso do ovo aumenta 0,07 gramas. E ao adicionar a suplementação de 2% de óleo de milho à alimentação de galinhas poedeiras de 23 a 40 semanas de idade o peso do ovo é maximizado, passando de 55,2 gramas para 56,6 gramas em média.

Na formação do peso da gema, a exigência de ácido linoleico na ração para a galinha poedeira é de 1,21%, enquanto que para as matrizes é entre 1,58% e 2,10%.

Em poedeiras de idade mais avançada é recomendável reduzir o peso do ovo para melhorar a qualidade da casca. Segundo Rutz, é mais difícil reduzir o peso do ovo do que aumentá-lo.

Cor da gema

A coloração da gema pode variar de amarelo claro a laranja avermelhado. Sua cor não indica a qualidade nutricional, apenas seu aspecto visual, característica muito observada pelos consumidores. A cor da gema está relacionada aos carotenóides presentes na dieta das aves, que podem ser proeminentes de aditivos corantes ou de alimentos ricos em carotenóides.

O ovo

A formação do ovo é composta por 42% de gema, 55% de albúmen (clara) e 3% de casca. A viscosidade da gema é medida pela Unidade de Haugh, que determina a qualidade da proteína do ovo com base na altura de sua clara. Ao ficar por longo período de armazenamento sob condições inadequadas de temperatura e umidade a qualidade do albúmen pode deteriorar.

Formação da casca

A nutrição adequada da poedeira está intimamente ligada aos minerais envolvidos na formação da casca. Os principais minerais que devem estar incluídos na alimentação é o cálcio e o fósforo. Segundo Rutz, são necessários cerca de 4,5 gramas de cálcio ao dia para que a casca se forme de maneira adequada.

Razões para o consumo

Ainda em sua participação na Conbrasul, Rutz citou algumas razões para o consumo de ovos: “produto delicioso, prazeroso, barato, versátil, prático, apropriado para ser consumido como lanche, pode servir sem acompanhamento, é fonte de colina, luteína, selênio, ácidos graxos, vitaminas B12 e potássio; possui densidade nutricional e qualidade proteica”.

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março

Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos

Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.

Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.

Fonte: O Presente Rural
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