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Especialista norte-americano fala sobre importância de manejo pré-abate

Formado em Zootecnia pela Universidade de Purdue (EUA), com foco em Tecnologia da Carne, Brandon Fields é considerado um dos maiores especialistas mundiais no assunto

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A influência do manejo pré-abate na qualidade da carne suína foi o tema central da palestra que Brandon Fields, especialista em tecnologia de carnes da PIC América do Norte, ministrou durante o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura 2016, que aconteceu entre 09 e 11 de agosto, em Chapecó (SC). Formado em Zootecnia pela Universidade de Purdue (EUA), com foco em Tecnologia da Carne, Fields é considerado dos maiores especialistas mundiais no assunto.

Em sua apresentação, o especialista norte-americano focou em alguns dos principais pontos críticos do manejo pré-abate dos animais – como manejo e tempo de jejum dos suínos na granja, embarque, transporte, desembarque, período de descanso no frigorífico, etc. – mostrando como gerenciá-los adequadamente.

Realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), num dos maiores polos de produção suinícola do País, o Simpósio Brasil Sul é um dos principais eventos de atualização técnica da suinocultura brasileira.

Já Brandon Fields é formado em Zootecnia pela Universidade de Purdue (EUA), com foco em Tecnologia da Carne. Trabalhou por três anos como assistente de pesquisa estudando diferentes aspectos que influenciam a qualidade da carne. Atuou também na JBS/Swift e desde 1997 atua como Gerente de Tecnologia da Carne Aplicada da PIC em pesquisa e suporte.

O jornal O Presente Rural traz uma entrevista exclusiva sobre o manejo. Para Fileds, os segredos para um manejo correto são planejamento e paciência. “Nunca tente acelerar ou apressar os leitões. Isso, muitas vezes, causa problemas. Em vez disso, tenha um plano claro e mantenha uma pressão leve e calma, mas ao mesmo tempo firme, e eles se moverão com muito mais facilidade”.

O Presente Rural (OP Rural) – Que problemas físicos e químicos são causados se as etapas pré-abate forem feitas inadequadamente?

Brandon Fields (BF) – O manejo inadequado causa estresse e lesões nos animais. Do ponto de vista da qualidade de carne, o estresse provoca um aumento na produção de lactato e resulta em um produto com pH mais baixo. A carne com pH abaixo dos níveis normais é mais pálida, mais mole e mais exsudativa. Do ponto de vista da carcaça, qualquer dano resultante do manejo inadequado, como contusões, ossos quebrados, hematomas, é negativo não apenas para o bem-estar do animal, mas causa perdas para a indústria devido à diminuição do peso da carcaça, já que as áreas danificadas precisam ser removidas. E, além de tudo isso, alto estresse sobre o animal pode levar à morte, ou seja, à sua perda total.

OP Rural – Em que etapa (s) o produtor mais erra?

BF – O problema mais comum, no meu ponto de vista, é mover muitos animais ao mesmo tempo. O funcionário deve trabalhar com a quantidade de animais que ele consiga alcançar. Se um trabalhador estiver movendo 20 animais, ele não consegue alcançar o primeiro animal, se este parar, não conseguirá controlar o movimento do animal com a mesma eficácia que o faria se estivesse trabalhando com um grupo menor. Recomenda-se um grupo de 5-6 animais por pessoa.

OP Rural – Esse manejo varia de região para região, dependendo de variáveis como temperatura e relevo, por exemplo?

BF – Definitivamente, existem diferenças decorrentes do clima e outras condições. Os animais não gostam de se mover durante o mal tempo, por exemplo. Além disso, os animais não gostam de se deslocar da luz para locais escuros, contra o vento e sombras em corredores podem causar dificuldades. Deve-se estar atento ao cuidado com essas questões e, em alguns casos, o horário para carregamento dos animais para o abate precisa ser ajustado de acordo com o clima, posição do sol ou até mesmo ser adiado em função do clima.

OP Rural – Qual a melhor forma de atingir um bom padrão de manejo pré-abate?

BF – A melhor maneira de definir e atingir bons padrões é o treinamento de funcionários. Na maioria das vezes, os funcionários não cometem erros com os animais propositadamente. Eles, simplesmente, nunca foram treinados em relação ao manejo correto dos animais. Compreendendo-se os princípios básicos de um bom manejo e incorporando esses conhecimentos a um programa de treinamento contínuo para todos os funcionários, é possível criar e manter uma cultura de altos padrões.

OP Rural – Como o senhor avalia a suinocultura brasileira em relação a outros países produtores, como Estados Unidos e China?

BF – O Brasil é um importante player internacional no mercado de suínos. Os produtores brasileiros têm uma boa compreensão dos princípios fundamentais da produção de leitões e da fase de crescimento. Há oportunidades de melhorias nas áreas de manejos de carregamento e abate para garantir a mesma qualidade do produto in natura que é visto em outros países. Os números de produção já são bons. Fazendo os ajustes necessários para melhorar a qualidade e a validade da carne, o Brasil conseguirá concorrer com qualquer outro país no mercado global de carne suína fresca e de alta qualidade.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2016 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Núcleo da suinocultura do Paraná reage à autorização para recolha de suínos mortos

Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais reafirmam a manutenção dos protocolos sanitários atuais e rejeitam a retirada de carcaças das propriedades, sob argumento de proteção da biosseguridade e do mercado exportador.

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Imagem: Giuliano De Luca/O Presente Rural/ChatGPT

A autorização inédita concedida no Paraná para recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos em propriedades rurais provocou reação no centro da suinocultura estadual. Após a formalização, pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do primeiro credenciamento para esse tipo de operação, Frimesa e Coopavel divulgaram comunicados nos quais informam que não adotam a retirada de suínos mortos das propriedades e defendem a manutenção dos procedimentos sanitários já em vigor. A Adapar oficializou o credenciamento da A&R Nutrição Animal, de Nova Aurora, com base na Portaria nº 012/2026.

Na comunicação assinada pelo presidente executivo Elias José Zydek, a Frimesa informa que o Conselho de Administração decidiu “manter os procedimentos sanitários atuais, dentre os quais, a não retirada dos suínos mortos das criações nas propriedades rurais”. No mesmo texto, a cooperativa afirma que “a sanidade e as normativas de biossegurança no Sistema de Integração Suinícola das Cooperativas Filiadas e Frimesa deverão ser cumpridas em conformidade com a legislação vigente, bem como para garantir as habilitações para as exportações”.

A Coopavel adotou tom ainda mais direto. Em comunicado, a cooperativa afirma que “não autoriza e não adota a prática de recolhimento de carcaças”. Na sequência, lista os motivos para a posição institucional. Segundo o texto, a coleta “facilita a disseminação de vírus e bactérias entre as propriedades”, aumenta o risco sanitário dos plantéis, pode comprometer o status sanitário da região e afeta diretamente a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva suinícola”. A orientação da cooperativa é para que “carcaças de suínos devem ser destinadas corretamente na própria propriedade, seguindo as orientações técnicas da Coopavel”.

Resistência

A manifestação das duas cooperativas expõe que, embora o credenciamento tenha sido autorizado pela Adapar, sua adoção prática encontra resistência justamente entre agentes de peso da cadeia integrada de suínos no Paraná. Na prática, o que está em disputa não é a existência do ato regulatório, mas a aceitação, dentro dos sistemas de integração, de um modelo que envolve circulação externa para recolhimento de animais mortos.

Com os comunicados de Frimesa e Coopavel, o tema passa a ter uma nova dimensão. O credenciamento existe, está formalizado e tem respaldo normativo. Ao mesmo tempo, cooperativas centrais da suinocultura paranaense deixam claro que, em seus sistemas, o protocolo permanece sendo a destinação dos animais mortos dentro da própria propriedade, sob a justificativa de biosseguridade, proteção sanitária e preservação das condições exigidas pelos mercados exportadores.

Compostagem

A própria Adapar afirma que a retirada de animais mortos por terceiros continua proibida, sendo permitida apenas para empresas credenciadas, e reforça que o principal destino dos suínos mortos “ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”. O órgão também destacou que o manejo dentro da propriedade reduz riscos sanitários e advertiu que empresas credenciadas não devem adentrar áreas limpas das granjas, para evitar contaminação cruzada.

A autorização concedida pela Adapar prevê que a empresa credenciada poderá recolher, transportar, processar e destinar animais mortos e resíduos da produção pecuária no Estado, com validade de três anos. A portaria também veda o recolhimento de carcaças oriundas de outros estados e proíbe o uso dos produtos gerados no processamento na fabricação de alimentos para consumo animal ou humano. Segundo a publicação, o material processado tem como destino biocombustível, indústria química e fertilizantes.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

ABCS reúne produtores para discutir integração na suinocultura

Encontro online marca início de agenda voltada ao fortalecimento da relação com agroindústrias.

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Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, na última quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.

A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.

“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.

Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica

A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.

A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.

A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.

Fonte: Assessoria ABCS
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Startup desenvolve tecnologia inédita para reduzir natimortalidade na suinocultura

Equipamento em fase de protótipo auxilia o parto e busca reduzir perdas nas granjas.

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Fotos: Pigma Desenvolvimentos

A Pigma Desenvolvimentos, startup com sede em Toledo, desenvolveu uma cinta massageadora voltada a matrizes suínas para auxiliar no trabalho de parto.

O projeto, chamado PigSave, utiliza estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, contribuindo para a redução dos índices de natimortalidade. O equipamento também busca diminuir o estresse e a dor dos animais, além de aumentar a produção de colostro. A proposta é substituir ou otimizar a massagem que normalmente é realizada de forma manual durante o parto.

Segundo o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o desenvolvimento da solução passou por um processo de reestruturação, com foco no aprimoramento do produto e na validação por meio de pesquisa aplicada. A iniciativa tem como objetivo ampliar o bem-estar animal e melhorar a usabilidade da tecnologia no campo.

O equipamento ainda está em fase de prototipagem, com ajustes e testes para mensurar os resultados. A empresa também mantém parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao projeto.

Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos atua na criação de soluções tecnológicas voltadas a demandas industriais e do agronegócio, com foco em automação e ganho de produtividade. Seus projetos integram hardware e software para atender necessidades específicas de produtores e empresas do setor.

Fonte: AEN-PR
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