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Especialista internacional em patologia veterinária destaca biossegurança para prevenção de PEDv em palestra no SBSS

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Biossegurança é palavra-chave para a prevenção e controle de doenças emergentes apontam os especialistas. Para debater sobre o tema, a APC traz para o VII Simpósio Brasil Sul de Suinocultura a Dra. Tanja Opriessnig, que abordará Diagnóstico, prevalência, modo de transmissão e prevenção da Diarreia Epidêmica Suína (PED). O debate será na sala Agostinho Duarte, no dia 6 de agosto, das 16h30min às 18h30min, e terá acesso gratuito.
A especialista em patologia veterinária e fisiologia animal reforçará a programação paralela com o tema que tem deixado toda cadeia de proteína animal em alerta. De acordo com Tanja, o intervalo entre a infecção de uma população de suínos com uma doença emergente e o reconhecimento do agente patogênico é determinante para o sucesso do controle e erradicação da enfermidade.
 “O maior fracasso em biossegurança é a movimentação não controlada de pessoas entre países e continentes ou entre granjas em determinadas regiões. A maioria dos países que são livres de certos patógenos têm sistemas de vigilância estabelecidos e são conduzidos testes de rotina de amostras de matadouros. Os esforços de prevenção concentram-se também em não trazer patógenos infecciosos para um país através de importação de suínos vivos, carne suína ou subprodutos suínos”, alerta.
A pesquisadora destaca que problemas de biossegurança também estão relacionados ao tamanho da propriedade e a proximidade entre elas. Manter uma granja livre de um patógeno pode ser bastante complicado se o vizinho estiver infectado, complementa.
Tanja recomenda uma série de ações para proteger o país do PEDv: testes em materiais que são importados para o Brasil e que poderiam estar contaminados com o vírus, educação adicional nos aeroportos e nas granjas de suínos, monitoramento rigoroso de programas de vigilância sanitária em áreas de fronteira com outros países.
 
 

Especialistas reforçam programação paralela

Conforme Luís Rangel,  médico veterinário e Gerente de Vendas da APC do Brasil, a palestrante trabalha nos dois continentes e tem uma visão abrangente da suinocultura mundial. 
“Poucos pesquisadores carregam uma bagagem tão grande. Acreditamos que é importante viabilizar a vinda de pesquisadores como a Dra. Opriessnig para compartilhar suas experiências com os profissionais da área no Brasil e esclarecer com dados científicos os fatos que estão ocorrendo ao redor do mundo”.
Rangel destaca que a utilização  do plasma spray dried na suinocultura, especialmente na ração de leitões desmamados, promove aumento no consumo de alimento, crescimento e ganhos na produtividade, influenciando na sanidade geral do rebanho.
 “Os efeitos benéficos do plasma spray-dried são maiores em animais em condições de produção com alta exposição a patógenos, como ocorre habitualmente em granjas comerciais de produção intensiva. Daí o impacto na biosseguridade”, afirma Rangel.
O especialista em fisiologia animal e vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da APC, Dr. Javier Polo também é palestrante convidado no workshop e falará sobre a Inocuidade do Plasma Suíno Spray Dried em relação à Diarreia Epidêmica Suína (PED). 
Polo explica que os resultados de pesquisas e experimentos a campo indicam que o  PSD – Plasma Spray Dried é uma proteína natural segura e de alta qualidade, que prolonga a proteção do leite da porca para os leitões desmamados.
 “O PSD pode ser utilizado estrategicamente em outras etapas do processo produtivo, para melhorar a saúde e o bem-estar animal, permitindo explorar ao máximo o potencial de crescimento dos animais”, complementa.
Em sua 7ª edição, o SBSS conta com uma programação técnica que inclui mais de 10 palestras sobre sanidade, manejo, nutrição e bem-estar e qualificada programação paralela. Durante os três dias também ocorre a VI PIG FAIR, feira de produtos e serviços para a suinocultura com participação de empresas brasileiras e multinacionais que trazem soluções e tecnologias em equipamentos, diagnóstico, sanidade, nutrição e manejo.

Sobre o  Plasma Spray Dried

O plasma animal spray-dried é considerado um ingrediente fundamental em dietas de leitões jovens. Devido os efeitos sobre a redução da estimulação imune e da inflamação, seu uso é cada vez mais frequente em matrizes durante a gestação-lactação para melhorar o peso e a uniformidade da leitegada ao nascer e ao desmame, assim como melhorar a condição corporal de primíparas no final do desmame, reduzindo assim o intervalo desmame-cio.
Conforme Rangel, o plasma spray dried (atomizado em altas temperaturas) é uma fonte de proteína funcional, utilizada na alimentação de suínos principalmente durante as primeiras dietas de desmame, por fornecer imunidade passiva e proteger os leitões das condições de estresse naturalmente impostas aos animais nessa fase.
O ingrediente funciona como um “substituto” da porca durante duas ou mais semanas após o desmame. Ele pontua que o desmame é um período estressante na criação de suínos, no qual o leitão precisa se adaptar rapidamente a vários fatores, incluindo a separação da mãe e de seus irmãos. Além disso, os animais são submetidos a transporte e mistura com leitões de outras leitegadas, desafios ambientais, como mudanças de temperatura, mudanças de galpões e dieta.
 “Todos estes fatores de estresse ocorrem em um período crítico no desenvolvimento do intestino, resultando em danos permanentes nas propriedades de saúde e de defesa do animal. Aliadas às boas práticas de criação e gestão da saúde, intervenções nas dietas dos animais são formas viáveis e práticas de ajudar na adaptação dos suínos e na transição do desmame”, observa.
Leitões alimentados com plasma spray-dried em dietas durante as primeiras semanas pós-desmame apresentam ganho de peso diário e consumo de ração superiores a 20%, quando comparados a animais alimentados com várias outras fontes de proteínas.
Atualmente, o SDP é amplamente utilizado na Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Estima-se que mais de 100 milhões de suínos sejam anualmente alimentados com plasma no período pós-desmame, aproveitando as vantagens de crescimento e melhora da saúde e bem-estar associados ao consumo deste ingrediente.
O plasma atomizado ou spray-dried (SDP do inglês spray-dried plasma) é um ingrediente único em rações animais devido à sua alta qualidade proteica e funcional. Sua utilização é comum na suinocultura, especialmente na ração de leitões desmamados, melhorando seu consumo, crescimento e produtividade. Atualmente o produto é cada vez mais empregado nas fases de gestação e lactação devido aos seus benefícios na manutenção da condição corporal de matrizes e no peso de leitegadas, além da redução do intervalo desmame-cio, principalmente em primíparas.

Fonte: Ass. Imprensa da APC

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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