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Avicultura Produção de proteína animal

Especialista garante que DDG reduz custos sem comprometer desempenho zootécnico das aves

O que é novidade no Brasil, já é bastante usado pelo maior produtor de frangos do mundo: os Estados Unidos. Ideraldo Lima destaca que no Brasil essa é uma solução importante que chega para ajudar na produção de proteína animal.

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Doutor em Agronegócio Ideraldo Luiz Lima: "“A adoção da tecnologia de incorporação de DDGS e DDG HP no Brasil tem sido crescente pelo aumento da disponibilidade e conhecimento científico produzido no Brasil" - Foto: Arquivo pessoal

Para saber se as aves podem ser submetidas a dietas com DDG sem que percam o desempenho zootécnico, o Jornal O Presente Rural conversou com o doutor em Agronegócio Ideraldo Luiz Lima, com mais de 30 anos no sistema agroindustrial de aves e suínos e que tem dedicado boa parte de seus esforços para mensurar as vantagens do uso de DDG nas dietas animais. Ele é categórico ao comparar dietas com DDG e dietas compostas pelo milho: “Vindo de uma fonte confiável e com uma formulação de precisão não teremos diferenças nos dados zootécnicos dos frangos de corte”.

O especialista, que presta consultorias sobre o assunto, explica, no entanto, que é preciso levar em consideração algumas questões, como o tipo de DDG que pode ser oferecido para os frangos de corte e aves de postura.

“DDG são as iniciais para Dried Distillers Grain do inglês, que podemos traduzir para Destilado Seco de Grãos. Ele e produzido nas usinas de álcool de milho ou de sorgo, mas no Brasil temos somente o de milho. Dependendo da tecnologia utilizada na usina poderemos ter diferentes produtos com diferentes níveis nutricionais. Podemos, por exemplo, produzir o DDG com média de 28% de Proteína Bruta. No Brasil, a maioria das usinas produzem apenas este produto, além do óleo de milho destilado. Neste produto teremos a inclusão de todas as fases solúveis, por isso acrescemos o “S”. É o Chamado DDGS”, explica.

Ele destaca, no entanto, que é possível obter mais proteína bruta durante a fabricação do coproduto. “Utilizando-se de uma tecnologia mais sofisticada, algumas usinas produzem dois produtos, o DDG HP, com alta proteína – esse DDG tem no mínimo 40% de proteína bruta – e o farelo de milho, com 18% de proteína bruta. Ambos os produtos (DDGS e DDG HP) podem ser utilizados em avicultura, sempre levando em consideração sua composição precisa de nutrientes para uma nutrição de precisão”, orienta o profissional.

Ele destaca que a inclusão do DDG nas rações é fácil para as indústrias produtoras das dietas. “A incorporação nas tações é muito simples, pois não há necessidade de moagem, já que o produto sai moído da usina de etanol”, destaca.

Redução de custos

Usar o DDG no lugar do milho tem um objetivo básico: reduzir o custo das dietas. O especialista garante que o DDG reduz custos sem comprometer o desempenho zootécnico das aves. “Desde que venha de uma fonte confiável (usina) ele poderá reduzir o custo da formulação da ração e contribuir na manutenção dos índices de desempenho dos frangos de corte”, reforça o consultor.

Lima cita o avanço do etanol de milho como oportunidade para a avicultura reduzir seus custos de produção. “Acredito que seja a oportunidade para a indústria de aves baixar os custos da formulação das rações por conta da disponibilidade do produto. Devido ao crescimento do número de usinas e capacidade de processamento dessas usinas de álcool brasileiras, o DDG estará cada vez mais disponível”, sustenta.

Ele amplia, destacando que o uso começa a ganhar mais força com a realização de mais estudos sobre o tema. “A adoção da tecnologia de incorporação de DDGS e DDG HP no Brasil tem sido crescente pelo aumento da disponibilidade e conhecimento científico produzido no Brasil, além das experiências dos nutricionistas das empresas brasileiras”, destaca Lima.

Além de reduzir custos, para a indústria de ovos o DDG tem um benefício a mais. “Na produção de ovos, além dos aspectos nutricionais, poderemos ter uma melhora significativa na coloração da gema pela concentração dos pigmentantes naturais do milho que estarão concentrados de 3 a 4 vezes no DDGS e no DDG HP”, diz.

A grande novidade em macronutrientes

O que é novidade no Brasil, já é bastante usado pelo maior produtor de frangos do mundo: os Estados Unidos. Lima destaca que no Brasil essa é uma solução importante que chega para ajudar na produção de proteína animal. “No Brasil as usinas estão mais concentradas no Centro-Oeste e em número crescente de unidades. Já são 20 usinas em operação. Nesse cenário, a disponibilidade destas excelentes fontes de nutrientes tem crescido ano após ano. Nestes últimos 30 anos devo considerar que os DDGS e DDG HP são a grande novidade em macronutrientes para as rações de aves no Brasil. Como nossa produção é altamente competitiva em qualidade, teremos que incluir o DDG em nossas rações, sempre observando a fonte e a estabilidade de nutrientes destes produtos”, pontua.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

ILP lança nova edição do Relatório Latino-Americano de Carne de Frango com dados consolidados de 2025

Relatório do ILP aponta produção de 31,5 milhões de toneladas em 2025 e reforça protagonismo regional no comércio global da proteína.

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Foto: Shutterstock

O Instituto Latino-Americano do Frango (ILP), entidade vinculada à Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), lançou a edição 2026 do Relatório Latino-Americano de Carne de Frango, a principal publicação estatística regional dedicada ao acompanhamento da produção, do comércio e do consumo de carne de frango na América Latina e no Caribe.

O acesso ao relatório em espanhol e inglês pode ser realizado clicando aqui.

Foto: Shutterstock

Elaborado anualmente pelo ILP, o relatório consolidou-se como a referência oficial da ALA para a análise dos principais indicadores da cadeia avícola regional, reunindo informações fornecidas pelas associações nacionais afiliadas e complementadas por bases estatísticas e fontes internacionais.

A nova edição apresenta os dados consolidados referentes a 2025 de 25 países da região, incluindo indicadores de produção, exportações, importações, disponibilidade interna, consumo per capita e abate de aves, além de análises comparativas sobre a evolução do setor nos últimos anos.

Segundo o relatório, a América Latina e o Caribe produziram 31,5 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, volume que representa 29,4% da produção mundial e 57,6% de toda a carne de frango produzida nas Américas. O desempenho reafirma a posição da região entre os principais polos mundiais de produção de proteína avícola.

No comércio internacional, os países latino-americanos exportaram 5,74 milhões de toneladas de carne de frango durante 2025, equivalentes a 39,4% das exportações mundiais e a 64,6% dos embarques realizados pelas Américas. O relatório também registra um consumo regional de 27,4 milhões de toneladas, o que representa uma disponibilidade média próxima de 41 quilogramas por habitante ao ano.

A presidente da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), Maria del Rosario Penedo de Falla, destacou a importância da publicação para o fortalecimento institucional do setor avícola regional.

Foto: Ari Dias

“O relatório demonstra a dimensão da contribuição da avicultura latino-americana para a segurança alimentar mundial e reafirma a importância da cooperação entre os países da região. Trata-se de uma publicação que reflete, por meio de dados concretos, a relevância econômica, social e alimentar do nosso setor”, afirmou.

Para a diretora-executiva da ALA, Dania Ferrera, a publicação cumpre um papel estratégico para o planejamento e a integração da avicultura regional.

“Mais do que uma consolidação de números, este relatório constitui uma ferramenta de inteligência setorial construída de forma colaborativa pelas entidades que integram a ALA. A publicação permite acompanhar tendências, identificar oportunidades e compreender a evolução da avicultura latino-americana a partir de uma base de dados harmonizada e regional”, destacou.

O Relatório Latino-Americano de Carne de Frango 2026 está disponível para consulta e download gratuito por meio dos canais oficiais do Instituto Latino-Americano do Frango.

Fonte: Assessoria ILP/ALA
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Avicultura

Paraná conclui ciclo de vigilância sanitária em quase 500 granjas e reforça monitoramento contra Influenza aviária

Resultados das análises irão compor o conjunto de evidências utilizado para manutenção do status sanitário do Estado, condição estratégica para as exportações de carne de frango.

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Foto: Divulgação/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) concluiu nesta semana uma das principais etapas do monitoramento sanitário da avicultura estadual ao encaminhar a última remessa de amostras do ciclo 2025/2026 da Vigilância Ativa de Aves para análise laboratorial. O material foi enviado aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), responsáveis pelos exames que investigam a presença de enfermidades de relevância sanitária, entre elas a Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a Doença de Newcastle.

Foto: Divulgação/Adapar

A conclusão do ciclo ocorre em um momento de atenção permanente à biosseguridade avícola mundial. O monitoramento realizado pelo Paraná integra as estratégias nacionais voltadas à detecção precoce de enfermidades e à manutenção das condições sanitárias exigidas pelos mercados consumidores.

Ao longo do ciclo 2025/2026, equipes da Adapar realizaram ações de vigilância em 488 propriedades avícolas distribuídas em diferentes regiões do Estado. Durante as visitas, médicos-veterinários fiscais e assistentes de fiscalização coletaram amostras biológicas e levantaram informações epidemiológicas utilizadas para avaliar a situação sanitária dos plantéis.

O trabalho faz parte do Programa de Sanidade Avícola e tem como objetivo gerar evidências técnicas capazes de demonstrar a ausência de circulação de agentes causadores de doenças que podem comprometer a produção, provocar restrições comerciais e gerar prejuízos econômicos à cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/Adapar

Além da coleta de material para exames laboratoriais, as equipes verificaram informações relacionadas ao manejo, às condições de biosseguridade e aos fatores de risco para introdução e disseminação de enfermidades.

Ferramenta estratégica para preservar mercados

A vigilância ativa é considerada uma das principais ferramentas de defesa sanitária porque permite identificar rapidamente alterações no status sanitário dos plantéis e subsidiar medidas de contenção caso haja suspeitas de doenças de notificação obrigatória.

Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola (Disav), Pauline Sperka, os dados obtidos durante o monitoramento fortalecem a capacidade de atuação do serviço veterinário oficial. “Além de garantir a segurança sanitária da produção, as ações de vigilância são fundamentais para assegurar a confiança dos mercados consumidores nacionais e internacionais, contribuindo para a manutenção das exportações e da competitividade do setor avícola paranaense”, afirma.

O Paraná lidera a produção e as exportações brasileiras de carne de frango, condição que torna a manutenção do status sanitário um dos pilares da competitividade do setor. A comprovação

Foto: Divulgação/Adapar

contínua da ausência de enfermidades é requisito para acesso e permanência em diversos mercados internacionais.

Resultados passam por análise técnica

Com a conclusão da etapa de campo, os resultados laboratoriais serão consolidados e avaliados pela equipe técnica da Adapar. As informações obtidas integram o conjunto de evidências sanitárias utilizadas para embasar programas de certificação, ações de defesa agropecuária e estratégias de prevenção de doenças.

A Agência destaca que os resultados refletem uma ação conjunta envolvendo equipes técnicas dos escritórios regionais e locais, servidores da sede da instituição, profissionais do Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) e produtores rurais participantes do programa.

Foto: Divulgação/Adapar

A participação das granjas monitoradas é considerada essencial para ampliar a cobertura da vigilância e fortalecer os mecanismos de prevenção adotados pela cadeia produtiva.

Vigilância ocorre durante todo o ano

Embora o envio das amostras marque o encerramento do ciclo 2025/2026, o trabalho de vigilância sanitária não é interrompido. A atividade é permanente e integra a rotina da defesa agropecuária paranaense.

Por meio desse sistema, a Adapar acompanha a ocorrência de doenças de notificação obrigatória, fortalece sua capacidade de resposta a emergências sanitárias e produz informações que sustentam as ações de controle e prevenção.

A vigilância também funciona como instrumento de aproximação entre o serviço veterinário oficial e os produtores rurais. Durante as visitas técnicas são reforçadas orientações sobre biosseguridade, reconhecimento de sinais clínicos, comunicação de suspeitas e adoção de boas práticas de produção.

Mais do que gerar dados laboratoriais, o programa busca consolidar uma cultura de prevenção sanitária compartilhada entre produtores, agroindústrias e órgãos oficiais, considerada fundamental para preservar o patrimônio avícola do Paraná e a posição do Estado entre os principais exportadores mundiais de carne de frango.

Fonte: AEN-PR
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Avicultura

Fiscalização apreende 320 ovos embrionados trazidos de Portugal sem autorização sanitária

Material seria utilizado para formação de plantel de galinhas ornamentais em Minas Gerais; entrada irregular acende alerta para riscos de doenças como a Influenza aviária.

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Foto: Divulgação/Mapa

Auditores fiscais federais agropecuários apreenderam cerca de 320 ovos embrionados transportados irregularmente por um passageiro que desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O material havia sido trazido de Portugal sem a documentação sanitária exigida para ingresso no Brasil.

A interceptação foi realizada durante uma ação de rotina da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Parte dos ovos estava acondicionada na bagagem de mão do viajante.

Segundo informações prestadas às autoridades, os ovos seriam destinados à incubação em uma propriedade rural de Minas Gerais para formação de um plantel de galinhas da raça Serama, variedade ornamental criada principalmente para comercialização de aves de pequeno porte.

Risco sanitário

Embora o objetivo declarado fosse a criação de aves ornamentais, a entrada irregular de ovos embrionados é considerada uma das principais preocupações da defesa agropecuária por representar uma possível porta de entrada para doenças de impacto econômico e sanitário.

Entre os riscos está a Influenza aviária, enfermidade que continua sendo registrada em diferentes regiões do mundo e que exige vigilância permanente dos países importadores. O vírus pode ser transportado por aves, ovos e outros materiais de origem animal, o que torna obrigatória a adoção de protocolos sanitários rigorosos para movimentação internacional desses produtos.

A preocupação é ainda maior porque o Brasil possui uma das maiores cadeias avícolas do mundo, responsável por abastecer o mercado interno e exportar para mais de uma centena de países. A introdução de agentes patogênicos pode comprometer a produção, gerar restrições comerciais e provocar prejuízos econômicos significativos ao setor.

Controle nas fronteiras

O caso reforça o papel da fiscalização agropecuária nos aeroportos, portos e postos de fronteira do país. Para importar animais, ovos, material genético, produtos e subprodutos de origem animal, é necessária a apresentação de certificados sanitários emitidos pela autoridade veterinária oficial do país de origem, além do cumprimento das exigências estabelecidas pela legislação brasileira.

As barreiras sanitárias mantidas nos pontos de ingresso são consideradas estratégicas para preservar o status sanitário do país, proteger a produção pecuária nacional e reduzir o risco de introdução de enfermidades exóticas que possam afetar os rebanhos, a fauna silvestre e a saúde pública.

A apreensão ocorre em um momento de atenção redobrada das autoridades sanitárias internacionais diante da circulação global de focos de Influenza aviária em aves domésticas e silvestres, cenário que tem levado diversos países a reforçarem seus sistemas de vigilância e controle de fronteiras.

Fonte: O Presente Rural
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