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Avicultura

Especialista destaca importância do uso prudente de antimicrobianos na produção animal

Se por um lado ocorre melhorias significativas nos processos de produção, por outro existe uma preocupação acentuada com o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento na avicultura de postura.

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Foto: João Dionísio Henn

Para assegurar uma produção eficiente, segura e sustentável na avicultura de postura é fundamental a criação em ambientes de desafio controlado, com animais preparados fisiologicamente para resistir às pressões ambientais e sanitárias. No entanto, a melhora de produtividade deve ser acompanhada pelo aumento da qualidade do produto, fator esse que tem cada vez mais despertado atenção do mercado para a procedência dos alimentos oferecidos ao consumidor final.

Se por um lado ocorre melhorias significativas nos processos de produção, por outro existe uma preocupação acentuada com o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento na avicultura de postura.

Dentre alguns dos principais riscos associados a essa prática estão a resistência bacteriana, visto que o uso excessivo de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de bactérias resistentes, o que pode tornar o tratamento de doenças mais difícil e menos eficaz. A transferência de resíduos para alimentos é outra preocupação, porque os resíduos de antibióticos podem se acumular nos tecidos dos animais e serem transferidos para os alimentos que consumimos, representando um risco para a saúde humana, especialmente para pessoas com alergias a antibióticos ou para aquelas que já apresentam uma carga elevada de antibióticos em seu organismo.

Diretora de monogástricos no Brasil da Elanco, Deyse Fernanda Woerner Galle – Foto: Arquivo Pessoal

E ainda o uso excessivo de antibióticos pode afetar a saúde e o bem-estar das galinhas poedeiras, levando a uma redução na qualidade dos ovos e na vida útil das aves, além de acumular resíduos no solo e na água, afetando de forma negativa a qualidade dos recursos naturais. “Os riscos associados ao uso de antibióticos de crescimento na produção de galinhas poedeiras estão normalmente relacionados ao mau uso. Medicações usadas de acordo com as recomendações de bula – via de aplicação, dosagem, tempo de uso, fases de uso, finalidade de uso e período de retirada – têm eficácia e segurança atestadas pelos fabricantes”, afirma a diretora de monogástricos no Brasil da Elanco, Deyse Fernanda Woerner Galle.

Por essas razões, a profissional ressalta a importância de buscar alternativas ao uso de antibióticos, incluindo a adoção de práticas de manejo mais sustentáveis e o uso de produtos que não apresentem riscos à saúde humana ou animal. “Melhoradores de performance contribuem para melhorar a eficiência alimentar, consequentemente, auxiliam no alcance de melhores índices produtivos. No entanto, manter a integridade intestinal é vital para a manutenção da saúde dos animais, sendo assim, qualquer prática que favoreça a higidez intestinal vai contribuir para a saúde em geral”, expõe Deyse.
Ela também destaca que o uso prudente de antibióticos deve estar associado às medidas de prevenção, que incluem um programa de vacinação, biosseguridade, manutenção da integridade intestinal, boas práticas de manejo e ambiência, visando a preservação da eficiência das moléculas para uso em animais e em seres humanos.

“O uso responsável de antimicrobianos, não o seu banimento total, em situações para as quais as medidas de prevenção, por algum motivo não foram suficientes, é parte vital para que asseguremos a manutenção da eficiência das moléculas antimicrobianas, em uso humano e veterinário”, menciona.

Medidas de prevenção sem uso de antimicrobianos

Em relação as medidas que visem à prevenção da ocorrência de patógenos sem o uso de antibióticos de crescimento na produção de galinhas poedeiras, Deyse cita o controle de qualidade das matérias-primas, da qualidade da água, adoção de boas práticas de manejo e ambiência, medidas de biosseguridade, programas vacinais e programas que auxiliem na manutenção da integridade intestinal são indispensáveis e fundamentais para o sucesso do uso prudente de antimicrobianos. “Se não houver investimentos em práticas para prevenção da ocorrência de doenças, em biosseguridade, em boas práticas de manejo e ambiência e na manutenção da integridade intestinal, a retirada de antibióticos dos sistemas produtivos pode determinar perdas em saúde e econômicas”, frisa.

Entre as medidas de biosseguridade que podem ser adotadas para reduzir a necessidade de antibióticos de crescimento na avicultura de postura estão os processos acurados de limpeza e desinfecção, controle de vetores, restrição de fluxo nas unidades produtivas, controle da qualidade da água e da ração, esquemas vacinais eficientes, que contribuam para reduzir a pressão de infecção, reduzindo desta forma a possibilidade de ocorrência de enfermidades.

Outro ponto destacado pela profissional diz respeito à garantia da qualidade das matérias-primas e da ração. “Isso é primordial para garantir os índices produtivos esperados e para evitar contaminação direta das aves pela ingestão de agentes de doença. Alimento de qualidade contribui para a manutenção intestinal, logo, para a saúde dos animais”, salienta.

Setor pró-ativo

A determinação dos limites máximos de resíduos e as autorizações de produtos são deveres e atribuições de órgãos governamentais, normalmente seguindo diretrizes internacionais. “Importante o setor manifestar seus interesses através de associações ou outras entidades representativas, questionando ou deliberando sobre os impactos das regulações em suas atividades”, pontua.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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Foto: Shutterstock

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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