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Avicultura

Especialista destaca evoluções da vacinação na postura comercial

Em virtude do longo ciclo de vida das aves de postura comercial é fundamental preparar bem o sistema imune para que possam chegar ao final da vida com um bom status de saúde.

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A constante modernização da indústria avícola exige dos produtores atenção redobrada com a saúde dos plantéis, principalmente em razão da produção ocorrer em sistema intensivo com grande número de animais. A vacinação é uma das principais armas para evitar uma série de enfermidades que podem comprometer seriamente a produção.

Doutora em Medicina Veterinária, Lívia Soares: “Os desafios mais recentes estão ligados à adaptação a sistemas de produção alternativos e a ciclos de produção mais longos, para além de 90 ou 100 semanas” – Fotos: Divulgação

Na avicultura de postura as vacinas têm um papel indispensável na prevenção, controle e erradicação de doenças. Conforme a doutora em Medicina Veterinária, Lívia Soares, em virtude do longo ciclo de vida das aves de postura comercial é fundamental preparar bem o sistema imune para que possam chegar ao final da vida com um bom status de saúde. “Ou seja, produzindo bem e produzindo alimento seguro”, destaca a profissional.

Programa de vacinação

O programa de vacinação deve ser cuidadosamente pensado para cada granja, dependendo dos desafios, possibilidades de manejo e objetivos. Em postura comercial, o mesmo deve incluir o uso de vacinas vivas e inativadas por se tratar de um ciclo longo, além do que a imunidade sistêmica para algumas doenças e com impacto direto na proteção do trato reprodutivo da ave. “As vacinas vivas e inativadas continuarão sendo essenciais em um programa de vacinação devido a maneira de atuar no sistema imune”, explica.

As vacinas estão em constante atualização, seja no que diz respeito a antígenos, adjuvantes, processos de produção ou processos de aplicação.

De acordo com Lívia, o objetivo de tais evoluções sempre é atender a demanda das aves, por exemplo, com antígenos mais tecnológicos, maior duração da imunidade e/ou menor reação pós-vacinal. “Atualmente os lotes de aves estão com ciclo de vida mais prolongado, graças à evolução genética, produzindo bem e com qualidade”, pontua Lívia. Neste contexto, é essencial, segundo ela, ajustar os programas de vacinação. “Isso deve ocorrer desde o primeiro dia para acompanhar as mudanças e fazer o possível para que cheguem ao final da vida com bom status sanitário”, assegura.

Vacinas

As vacinas são formuladas para serem seguras e eficazes. O processo de vacinação, quando realizado de maneira correta, não causa nenhum impacto na produção, entretanto existe fatores que podem influenciar a experiência com as vacinas/vacinações: tipo de antígeno (bacterinas tendem a ser naturalmente mais reativas que vacinas víricas inativadas); grau de atenuação de vacinas vivas (podem causar mais ou menos reação secundária) e tipo de emulsão (emulsões duplas causam menos reação ao músculo da ave).

As vacinas vetorizadas ganham uma importância crescente, aponta Lívia, tanto como ferramenta estratégica para certas enfermidades como laringotraqueíte/mycoplasma, “ou então por proporcionar imunidade contra mais de um antígeno já na planta de incubação”, menciona.

Suporte tecnológico

Como em qualquer setor, a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento da prevenção animal. Ela está presente antes mesmo do início do processo de produção, com novas formas de produzir antígenos, tecnologias de adjuvantes mais avançadas, embalagens sustentáveis, sistemas de distribuição diferenciado, até a aplicação com equipamentos mais desenvolvidos.

A tecnologia está presente também no crescente controle da traçabilidade no processo de vacinação e, segundo Lívia, é uma das exigências em grandes cadeias de consumo. “No mercado já existem vacinas que possuem chips RFID e equipamentos que fazem a leitura dos mesmos, garantindo que esses dados possam ser rastreados”, ressalta.

Doenças

A epidemiologia das doenças, em qualquer produção animal, deve ser analisada localmente, afinal, conforme Lívia, existem enfermidades que são de relevância mundial e podem ser comentadas a nível generalista. “Quando falamos em postura comercial brasileira, os complexos respiratórios continuam demandando especial atenção e estratégias a médio/largo prazo, como a pneumovirose, bronquite e coriza”, explica. No entanto, segundo Lívia, não se pode negligenciar a saúde intestinal, a qual é altamente afetada por patologias como a coccidiose e salmonelose e “tem um impacto direto na performance de lotes que são mantidos por mais de 100 semanas de idade”, menciona.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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