Empresas
Especialista destaca as principais medidas de biosseguridade e diagnóstico para controle do vírus influenza em suínos
Gerente técnica da MSD Saúde Animal ressalta as questões sanitárias e a avaliação do perfil sorológico como meios de reduzir as perdas zootécnicas e promover o bem-estar integrado

Na quarta posição em relação à produção de carne suína mundial, conforme dados da Embrapa, o Brasil deve ter um crescimento de 6% em relação ao total produzido em 2020. No entanto, para manter as granjas com índices produtivos cada vez melhores, é necessário reforçar as medidas de biosseguridade, já que os riscos de introdução e disseminação de vírus dentro dos plantéis são uma realidade alarmante, e as infecções respiratórias são o principal problema sanitário a ser monitorado e controlado.
Com rápida transmissão, a influenza suína está no ponto de atenção e requer um esforço global para manter-se contida. Ela representa uma ameaça à economia e à saúde de humanos e animais no mundo todo e é causada por uma infecção pelo vírus influenza, um patógeno altamente infeccioso responsável por surtos de doença respiratória aguda. E, para a prevenção, Brenda Marques, gerente técnica da unidade de suinocultura da MSD Saúde Animal, afirma que a rotina de limpeza e a desinfecção de ambientes são práticas básicas, porém imprescindíveis.
“Medidas de biosseguridade são as mais importantes para o controle da influenza no rebanho e para a diminuição do impacto econômico negativo na produção de suínos. Sistemas de manejo associados a boas práticas de produção, como higiene, restrição de entrada nas granjas e ambiência adequada das instalações, são extremamente importantes para evitar a disseminação do vírus”, diz a especialista. Ainda segundo ela, outro aspecto fundamental é manter em dia a vacinação contra a gripe dos funcionários que trabalham diretamente com os suínos, “pois a transmissão do vírus homem-animal é significante”.
Os suínos mantêm variantes de influenza, uma vez que podem se infectar com vários subtipos virais, originários de diferentes espécies, como a humana, a aviária e a suína. No Brasil, estão presentes nos plantéis os subtipos H1N1, H1N2 e H3N2. Por isso, para um controle eficaz das doenças respiratórias, é preciso investir, além da biossegurança, no diagnóstico como ferramenta de gestão do status sanitário do rebanho.
“O produtor precisa ter o controle da carga viral no ambiente, fazer a avaliação do perfil sorológico da granja, para entender o que está acontecendo, os subtipos virais presentes e, então, poder tomar as medidas estratégicas”, orienta Marques.
E o sucesso do diagnóstico de influenza em suínos depende de alguns fatores: a seleção de suínos para análise, a colheita da amostra e o acondicionamento e envio para o laboratório. Segundo a gerente técnica da MSD Saúde Animal, são etapas decisivas para a correta conclusão do laudo. “Mas tem ainda outro ponto de alerta: saiba o que pretende com o laudo, se é definir a gravidade de um problema ou ter, de fato, um diagnóstico. Além disso, não tenha receio em discutir a abordagem diagnóstica com o laboratório.”
Sinais clínicos
O período de incubação do vírus influenza é muito curto, normalmente inferior a 48 horas, e a gravidade poderá variar de acordo com a estirpe do vírus, idade e status imunitário dos animais. Normalmente, apresenta alta morbidade e baixa mortalidade. Em sua forma clássica, o vírus atinge animais de creche e recria, que se apresentam saudáveis num dia e, no outro, estão prostrados, alimentando-se pouco e com dificuldade respiratória. A febre é um sinal importante em animais no quadro agudo da doença.
A influenza já possui condições de causar sozinha pneumonia grave, mas pode predispor os animais a outras infecções, em função de seu caráter imunodepressor. Em leitões de maternidade, isso é pouco frequente, provavelmente devido à imunidade conferida pelo colostro.
Estar atento aos sinais clínicos é mais um passo para um manejo adequado e o fomento do bem-estar animal. Diante desse cenário e com o intuito de impulsionar as melhores práticas nas fazendas, a equipe técnica da MSD Saúde Animal atua sempre com foco em contribuir para a geração de diferencial competitivo em seus clientes, auxiliando na identificação de melhorias e ajustes de processos. Com isso, também reforça o compromisso com a saúde única, incentivando a gestão e aplicação de iniciativas que consideram a sinergia das pessoas, animais e meio-ambiente para um ecossistema em equilíbrio.

Empresas
MiniEVO+ e Exaustor 55 Plus FV da Gallus Equipamentos elevam conversão alimentar e eficiência ambiental no aviário

A busca constante por melhores índices zootécnicos e eficiência energética conta com um importante aliado na avicultura e suinocultura brasileira. A Gallus Equipamentos, com sede em Marau (RS), apresenta algumas de suas soluções projetadas para melhorar a rentabilidade do produtor: o comedouro MiniEVO+ e o Exaustor 55 polegadas em Fibra de Vidro.
MiniEVO+: O prato que faz a diferença do primeiro ao último dia
Desenvolvido com projeto próprio, o MiniEVO+ foi desenhado especificamente para frangos de corte. Seu grande diferencial é o design inteligente, que permite o acesso dos pintinhos desde o primeiro dia de vida, mantendo a eficiência até o final do lote.
Com um sistema de higienização facilitado pela remoção rápida do fundo, o equipamento garante a sanidade das aves e evita o desperdício de ração. Além disso, suas características permitem que o prato seja adaptado a qualquer comedouro do mercado.
Pequeno no tamanho, gigante nos resultados – dizem os produtores
“O resultado nos impressionou. Desde o primeiro lote vem converter, não temos do que nos queixar!”, afirmam os produtores Lucas Ebeling e Ariane Rissi Menegussi, de Boa Vista do Sul (RS).
Para Tiago e Gislaine Frenhan, de Caarapó (MS), os resultados obtidos com o prato elevaram o status do aviário: “Hoje é considerado o melhor da unidade”.
A satisfação é tão grande para Fabiano Neis, produtor de Ipumirim/SC, que afirma: “Hoje não faria mais um, faria mais dois galpões com a Gallus”
Climatização de Alta Performance: Exaustor 55” FV
Para garantir o conforto térmico e a qualidade do ar, a Gallus lança os exaustores de 55 polegadas em fibra de vidro de alta densidade. Imune à corrosão por amônia e com proteção anti-UV, esses equipamentos são ideais para galpões de pressão negativa e sistemas de resfriamento.
A tecnologia Direct Drive (acionamento direto) elimina a necessidade de correias e lubrificação de rolamentos, reduzindo significativamente os custos de manutenção. Disponível nas versões Persiana(ideal para ventilação mínima) e Butterfly (foco em colocação hermética e economia), o modelo Butterfly chega a ser até 25% mais econômico em consumo de energia.
O Exaustor 55 FV da Gallus pode ser utilizado em avicultura de corte, matrizes (recriação e produção) ou em suinocultura, onde se diferencia ainda mais pela sua resistência e durabilidade, mesmo em ambientes altamente agressivos. Seu desempenho elevado é otimizado pelo cone de expansão, pelo acionamento com menos perdas e pela hélice com perfil aerodinâmico winglet. A combinação de projeto eficaz e um design inteligente reduz o número de equipamentos a serem instalados em cada galpão.
Empresas
Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena
Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.
Empresas
Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.








De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.