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Notícias IV Encontro Técnico Abraves – SP

Especialista defende necessidade de ampliar biosseguridade em caminhões sem suínos

Médico veterinário responsável pelos Serviços Veterinários da Abegs, Gustavo Simão, alerta para riscos de entrada de patógenos em transito de caminhões sujo sem suínos

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Um caminhão sujo que volta sem suínos é um dos riscos mais importantes na proteção do rebanho brasileiro, afirmou nesta manhã o médico veterinário responsável pelos Serviços Veterinários da Abegs (Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos), Gustavo Simão. “A tendência é reduzir os cuidados quando se está sem os animais. E, no entanto, mesmo assim é necessário estar atento à lavagem e vazio sanitário do caminhão”, alerta o especialista. Ele lembra que, preocupada com esta questão, a Abegs, lançou um documento para orientar os produtores sobre modelos de gestão de biosseguridade de caminhões.

Em um momento de expectativas positivas para aumento das exportações brasileiras de proteína animal com um cenário que combina tensão comercial entre Estados Unidos e China e surtos de Peste Suína Africana (PSA) em países da Ásia e Europa e a consequente alta da demanda, o Brasil precisa proteger seu plantel para realizar esta perspectiva. Simão acredita que as enfermidades que representam maior risco hoje são a Peste Suína Clássica (PSC), a Síndrome Reprodutiva e Respiratório dos Suínos (PRRS) e a Peste Suína Africana (PSA).

A PSC em primeiro lugar porque já está presente nos estados do Ceará e Piauí. Ele destaca que seu risco de entrada está sobretudo no meio de transporte dos animais. A PRRS está em segundo lugar porque está presente no rebanho do Uruguai, um país com fronteira com o Brasil. E aqui, o risco está especialmente nos insumos. E, apesar de não ser a doença que representa o maior risco de entrada hoje, a terceira enfermidade citada por ele é também a mais comentada do momento. A Peste Suína Africana (PSA), que vem dizimando rebanhos em países da Ásia e Europa.

Os principais riscos de entrada desta enfermidade estão nos restos de alimentos de passageiros de países com surto. “A PSA representa o terceiro maior risco porque é de transmissão intercontinental. Ela pode ir de um continente a outro com mais facilidade em função da resistência do vírus. Ela vem preocupando mais que outras doenças por causa da facilidade de disseminação aliada a dificuldade de controle e inexistência de vacina”, pontuou Simão que ministrou hoje a palestra “Programa de Biosseguridade: Trânsito internacional e nacional de animais”, durante o IV Encontro Técnico da Abraves – Regional São Paulo, que acontece no auditório do Instituto de Zootecnia (IZ), em Nova Odessa, no interior de São Paulo.

Contudo, ele salienta que existem normas muito rigorosas no Brasil para a importação de animais de reprodução, tanto para matrizes quanto para reprodutores. “Além de uma série de medidas rigorosas de biosseguridade, estes animais, quando chegam ao país, vão para a quarentena oficial do Mapa, a Estação Quarentenária de Cananeia (EQC), no estado de São Paulo. Então, podemos dizer que a importação de animais pelo Brasil é bastante segura, todas as empresas seguem a mesma legislação e ainda tem um grande diferencial, que é a EQC”, disse Simão.

Ele encerra dizendo que a Agroceres PIC lançou um guia de biossegurança desenvolvido para a rede de multiplicação e centrais de inseminação que pode ser usado pelo mercado. “É um material de consulta no que diz respeito a biossegurança de granjas de suínos. Este guia é resultado de três anos de trabalho de pesquisas e de análises de riscos”. O jornal O Presente Rural acompanha em tempo real as principais discussões deste encontro, que destaca biosseguridade com médicos veterinários, zootecnistas, produtores, pesquisadores e profissionais das principais empresas do setor.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Cooperativismo

AGO confirma 2019 como um dos melhores anos à Coopavel

Faturamento da Coopavel em 2019 foi de R$ 2,67 bilhões

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Se o ano de 2019 marcou o início de um aguardado e bem-vindo processo de recuperação da economia brasileira, para a Coopavel ele consolidou a força, o trabalho e a determinação de uma das maiores cooperativas do Paraná. O desempenho da Coopavel em 2019 foi apresentado na manhã de quarta-feira (22), durante Assembleia Geral Ordinária, no prédio Paraná Cooperativo, estrutura construída na área que de 3 a 7 de fevereiro abrigará a 32º edição do Show Rural. E os resultados do ano foram excepcionais, afirmou o presidente Dilvo Grolli.

A AGO contou com a participação de cerca de 500 cooperados e de líderes dos mais diversos setores, entre eles o prefeito Leonaldo Paranhos, o deputado estadual Coronel Lee e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “Os números são excelentes e fazem de 2019 um dos melhores anos da história da cooperativa, que em 15 de dezembro vai comemorar os seus 50 anos de fundação”, disse Dilvo. Alguns dados apresentados na Assembleia chamaram atenção, entre eles o que aponta para crescimento de 280% nos resultados financeiros no comparativo de 2018 a 2019.

O faturamento da Coopavel em 2019 foi de R$ 2,67 bilhões. Em 2018 foi de R$ 2,52 bilhões. Os investimentos cresceram significativamente, chegando a R$ 113,3 milhões enquanto que em 2018 somaram R$ 44,5 milhões. O lucro da cooperativa no exercício de 2019 foi de R$ 85,2 milhões. E em 2018 atingiu a cifra de R$ 22,4 milhões. “Esses números demonstram a força de uma cooperativa 100% paranaense”, ressaltou o presidente Dilvo Grolli.

“Temos quase cinco décadas de história, e sempre estivemos alinhados com os princípios do cooperativismo. Com coragem, determinação e trabalho, vencemos crises e hoje estamos entre as 12 maiores cooperativas brasileiras”, destacou o presidente. As sobras de 2019 repassadas aos cooperados chegam a R$ 30 milhões. Com isso, a saca da soja foi agregada em R$ 2, a do milho e trigo em R$ 1,50, o suíno terminado em R$ 7, o leitão entregue na cooperativa em R$ 1,50 e o frango em R$ 0,10 por ave.

Conselho e investimentos

A Assembleia aprovou por unanimidade a formação do novo Conselho Fiscal, que ficou assim constituído: Gustavo Riepenhoff, Ademir Sebold, Ênio Pereira da Silva, Francisco Leonel Ferreira, Luis Felipe Orsatto e Leonir Antônio Felini.

Os cooperados também aprovaram novos investimentos da Coopavel que incluem a aquisição de unidades da Sementes Guerra no Sudoeste. Com essa expansão, a cooperativa agrega capacidade de um milhão de toneladas na recepção de grãos. A AGO também apresentou estimativa de receitas e custos para 2020. O total das receitas deverá ficar em R$ 3 bilhões.

Os objetivos e metas para esse exercício são os seguintes: ampliação e melhorias de filiais do Oeste e Sudoeste, de agroindústrias de soja, trigo e rações, dos frigoríficos de aves e suínos, de matrizeiros e unidades de produção de leitões e ovos férteis e de unidades de produção de sementes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Preços do boi gordo seguem pressionados por menor demanda no Brasil

Pecuária de corte ainda se depara com intenso movimento de correção nos preços

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Arquivo/OP Rural

A pecuária de corte ainda se depara com intenso movimento de correção nos preços. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esta é uma situação natural, levando em conta a mudança do perfil de consumo no decorrer do primeiro bimestre.

“No geral, o consumidor médio está descapitalizado nesse período do ano estrangulando a demanda. É um perfil muito mais comedido se comparado ao período de festividades”, disse.

O analista destaca, ainda, a notícia de que a China pretende renegociar os contratos de importação de carne bovina brasileira. Para ele, isso justificaria o ritmo mais lento de compra no decorrer de janeiro, com exportações abaixo do esperado.

“Com o arrefecimento do consumo, tanto interno quanto externo, o escoamento da carne torna-se mais lento, levando os frigoríficos a testar o mercado de maneira mais enfática”, finalizou o analista.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 369,9 milhões em janeiro (14 dias úteis), com média diária de US$ 30,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 73 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.068,80.

Na comparação com dezembro, houve baixa de 13,8% no valor médio diário da exportação, perda de 14,2% na quantidade média diária exportada e alta de 0,4% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve ganho de 76,6% no valor médio diário, alta de 30,6% na quantidade média diária e ganho de 35,2% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Trigo tem negócios limitados por spread entre pedidas e oferta

Mercado brasileiro de trigo segue com firmeza nos referenciais de preços

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue com firmeza nos referenciais de preços. No interior do Rio Grande do Sul os negócios reportados saem por volta de R$ 850 por tonelada (t) no FOB. No Paraná negociado a R$ 980/t no CIF de Ponta Grossa.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, o ritmo dos negócios segue limitado devido ao spread largo entre as pedidas e as ofertas. Além disso, no Paraná os produtores começam a focar nos trabalhos de colheita e comercialização da safra de verão.

Ele destaca o anúncio da venda de estoques públicos no próximo dia 28. Serão ofertadas 1,2 mil t de trigo em grão melhorador (PH 82) da safra 2017 de Ponta Grossa/PR. O preço de abertura será definido pela Conab, em R$/kg sem ICMS, e divulgado na próxima sexta-feira (31).

“A depender desse preço estipulado como mínimo para a venda, a tendência é que o leilão seja bastante disputado. A venda de estoque por parte do governo ocorre em momentos de altas significativas do produto. No caso do trigo, os estoques em mãos do Governo neste momento são de apenas 2,849 mil t, volume que, mantidas as outras variáveis, não terá força para mudar o comportamento dos preços. A realização do leilão, no entanto, pode ser uma sinalização de que o governo está atento à escalada de alta das cotações”, explicou o analista.

Argentina

O Ministério da Agroindústria da Argentina estimou, em seu relatório de janeiro, que a área de trigo na safra 2019/20 do país deve ocupar 6,75 milhões de hectares, alta de 7,3% em relação aos 6,29 milhões de hectares plantados na temporada anterior. O Ministério informou ainda que a produção na temporada 2019/20 deve ficar em 19,5 milhões de toneladas, com avanço de 0,2% sobre o ano anterior, de 19,46 milhões de toneladas.

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério indicou que a colheita de trigo da safra 2019/20 do país somava 99% até o dia 23 de janeiro, da área total prevista de 6,759 milhões de hectares. Na semana anterior, a colheita estava em 98%. No mesmo período do ano passado, atingia 100% dos 6,287 milhões de hectares projetados para a temporada 2018/19.

Fonte: Agência SAFRAS
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