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Especialista debate relações entre nutrição, saúde e imunologia de suínos no VI CLANA

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As constantes transformações da cadeia de proteína animal mundial, com mudanças climáticas, novas exigências legais e de bem-estar e a questão da sustentabilidade de insumos serão debatidas durante o VI Congresso do Colégio Latino Americano de Nutrição Animal (VI CLANA), em Estância de São Pedro (SP), entre os dias 23 e 26 de setembro. Destaque na programação para a palestra do especialista em fisiologia animal e vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da APC, Dr. Javier Polo,     que apresenta o tema “Relações entre nutrição, saúde e imunologia de suínos”, no dia 25 de setembro, a partir das 14h, para congressistas de mais de 15 países, entre empresários, profissionais, acadêmicos e pesquisadores.

O pesquisador abordará os benefícios da introdução de ingredientes funcionais na dieta, como plasma, prebiótico, probiótico, leveduras e óleos essenciais.

“Junto com as boas práticas de criação, o cuidado com a dieta é uma opção viável para ajudar os leitões a se adaptar e superar a complexidade associada ao período de estresse e desmame. Os ingredientes funcionais têm efeitos sobre a resposta imune do intestino e  e auxiliam os animais a manter uma melhor função de barreira da mucosa intestinal, além de interferir no desempenho do crescimento dos animais”. 

A grande presença de micro-organismos no ambiente, como vírus, bactérias e parasitas, também são desafios para a sanidade dos animais. De acordo com Polo, os animais que crescem em um ambiente de baixa qualidade sanitária, e, portanto, têm o seu sistema imunológico ativado, crescem mais devagar e consomem menos alimento do que aqueles que estão em um ambiente saudável, com menor desafio.

“Durante o processo de infecção ou ativação do sistema imunológico, os nutrientes que devem ser utilizados para a síntese de proteínas no músculo esquelético são usados para suportar o sistema imunológico, uma vez que a luta contra os agentes patogênicos para manter a saúde é prioridade sobre o crescimento”, afirma.

Polo tem mais de 20 anos de experiência com proteínas sanguíneas, publicou mais de 50 artigos científicos relacionados à produção e aplicações de proteínas sanguíneas em humanos, animais e aplicações industriais. É co-autor de 13 patentes relacionadas à aplicação de proteínas de sangue.

Debate sobre PEDv e Inocuidade de Alimentos 
O pesquisador também participa da programação paralela no mesmo dia, das 17h30 às 18h30, com o debate "Plasma suíno spray dried e a relação com a Diarréia Epidêmica Suína (PED)”. A enfermidade tem deixado todo o setor em alerta por conta dos prejuízos sanitários e econômicos em planteis nos EUA, Canadá e mais recentemente na Colômbia.

A APC vem desenvolvendo diversos ensaios em reconhecidos institutos de pesquisa e universidades nos EUA e Europa que demonstraram que é o plasma é uma fonte de proteína natural segura e de alta qualidade. Atualmente, além do uso tradicional em dietas de leitões, o produto é cada vez mais empregado nas fases de gestação e lactação devido aos seus benefícios na manutenção da condição corporal de matrizes,no peso de leitegadas e redução do intervalo desmame-cio, principalmente em primíparas.

“O PSD pode ser utilizado estrategicamente em outras etapas do processo produtivo, para melhorar a saúde e o bem-estar animal, permitindo explorar ao máximo o potencial de crescimento dos animais”, complementa.

O ingrediente é utilizado na alimentação de suínos principalmente durante as primeiras dietas de desmame, por fornecer imunidade passiva e proteger os leitões das condições de estresse naturalmente impostas aos animais nesta fase.

“Além da comprovada biossegurança, o plasma spray dried é uma fonte de proteína que ajuda na adaptação dos suínos e na transição do desmame, funcionando como um “substituto” da porca durante duas ou mais semanas após o desmame, período apontado como um dos mais críticos na vida dos leitões", complementa Luís Rangel,  médico veterinário e Gerente de Vendas da APC do Brasil.

O desmame é um período estressante na criação de suínos, no qual o leitão precisa se adaptar rapidamente a vários fatores, incluindo a separação da mãe e de seus irmãos. Além disso, os animais são submetidos a transporte e mistura com leitões de outras leitegadas, desafios ambientais, como mudanças de temperatura, mudanças de galpões e dieta.

 
Sobre o Plasma Spray Dried
O plasma animal spray-dried é considerado um ingrediente fundamental em dietas de leitões jovens. Devido os efeitos sobre a redução da estimulação imune e da inflamação, seu uso é cada vez mais frequente em matrizes durante a gestação-lactação para melhorar o peso e a uniformidade da leitegada ao nascer e ao desmame, assim como melhorar a condição corporal de primíparas no final do desmame, reduzindo assim o intervalo desmame-cio.

Leitões alimentados com plasma spray-dried em dietas durante as primeiras semanas pós-desmame apresentam ganho de peso diário e consumo de ração superior a 20%, quando comparados a animais alimentados com várias outras fontes de proteínas.

Atualmente, o SDP é amplamente utilizado na Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Estima-se que mais de 100 milhões de suínos sejam anualmente alimentados com plasma no período pós-desmame, aproveitando as vantagens de crescimento e melhora da saúde e bem-estar associados ao consumo deste ingrediente.

Mais informações www.functionalproteins.com .

Fonte: Ass. de Imprensa APC do Brasil

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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