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Especialista dá dicas sobre análise de dados na suinocultura

Ao analisar e interpretar as informações do sistema de produção é possível identificar padrões e tendências ao longo do tempo e tomar decisões estratégicas para otimizar a produção, maximizar a saúde, além de prever e prevenir possíveis surtos de doenças no rebanho.

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A produtividade na suinocultura pode ser afetada por diversos fatores relacionados à tríade epidemiológica, que avalia a causalidade e evita a disseminação de doenças infecciosas. Tais fatores incluem características dos patógenos, animais e ambiente, cuja interação pode variar ao longo do tempo e impactar a eficiência produtiva do plantel.

A boa notícia é que a coleta de dados sobre esses fatores é amplamente registrada nos sistemas de produção de suínos, embora muitas vezes estejam espalhadas por diferentes softwares e não são consolidadas. Ao analisar e interpretar essas informações, é possível identificar padrões e tendências ao longo do tempo e tomar decisões estratégicas para otimizar a produção, maximizar a saúde, além de prever e prevenir possíveis surtos de doenças no rebanho.

Assistente de pesquisa de doutorado Edison Magalhães, da Universidade Estadual de Iowa, EUA: “Fazer essas análises de dados são cruciais para melhorar a eficiência e rentabilidade da produção suína” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Durante o 17º Encontro Regional da Abraves/PR, realizado em março, em Toledo, PR, o assistente de pesquisa de doutorado Edison Magalhães, da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, destacou a importância da análise de informações na gestão da produção suína. Ele ressaltou que a integração de fluxos de dados é essencial para a aplicação de inferência causal e predição, permitindo a promoção da saúde suína e o gerenciamento de produção de precisão. “A análise de dados em tempo real possibilita a identificação do impacto de fatores ambientais na performance dos animais e o monitoramento de indicadores de desempenho, como taxa de mortalidade, ganho de peso médio e custo por quilo de carne produzida. Essas informações permitem que os produtores tomem decisões estratégicas para otimizar a produção, maximizar a lucratividade e garantir a qualidade do produto final”, salientou.

Magalhães compartilhou alguns resultados de pesquisas realizadas nos Estados Unidos, onde atua como pesquisador, a fim de destacar as vantagens e mostrar os resultados da automação na integração de dados. “Automatizar e criar um banco de dados não é um processo fácil e requer um certo tempo. No entanto, uma vez que esteja pronto, é possível rodar o modelo diariamente com facilidade para realizar análises do sistema de produção”, relata.

Para revelar os principais fatores de risco que afetam o desempenho dos suínos, identificar possíveis efeitos causais e prever a produtividade dos fluxos de suínos desmamados recentemente, Magalhães coletou informações sobre saúde, infraestrutura, diagnóstico, manejo e ambiente em todas as etapas do processo de produção de suínos, incluindo a reprodução, maternidade, desmame, creche, terminação e abate.

A coleta destes dados foi realizada em múltiplas unidades de produção durante um período de um ano e meio, resultando na criação de um banco de dados que permitiu a criação de uma tabela mestra. “Nosso objetivo é integrar dados utilizando a tecnologia que chamamos de ‘ficha criminal’ de cada lote abatido. Dessa forma, podemos analisar e entender o histórico de vida de cada animal. No sistema de produção, os animais podem vir de diferentes origens e passar por diversas fases, como creche, terminação e abate. É comum haver mistura de lotes e origens neste processo, o que depende da infraestrutura disponível nas granjas. A ideia é integrar informações sobre o diagnóstico, infraestrutura da creche e terminação da UPL em qualquer uma dessas fases, para que se possa criar uma tabela mestra com a ficha criminal de cada lote abatido dentro do sistema. Após automatizar todo esse processo, podemos analisar e integrar esses dados de forma mais eficiente”, explicou o pesquisador.

Após a criação da tabela mestra, diversas análises podem ser realizadas. Conforme Magalhães, a primeira consiste em avaliar a performance dos suínos nos lotes abatidos nos últimos dois anos, identificando os fatores que impactaram a produção. Em seguida, é possível realizar uma análise causal, que controla outros fatores e avalia o impacto dessas variáveis na mortalidade dos animais, semelhante a um estudo experimental retrospectivo.

Por fim, é possível realizar uma análise de predição da produtividade, utilizando dados de mortalidade na creche e as condições de alojamento nessa fase para prever o desempenho futuro dos suínos. “Fazer essas análises de dados são cruciais para melhorar a eficiência e rentabilidade da produção suína”, evidencia Magalhães.

Métodos e resultados

A pesquisa foi conduzida com amostras de 2.568 lotes de suínos que foram abatidos durante um período de um ano e meio, totalizando cerca de quatro milhões de animais. Para essa amostra, foram coletadas diversas informações, como parâmetros de produção de Unidade Produtora de Leitão (UPL) e Unidade Produtora de Suínos Desmamados (UPD) no desmame, o status sanitário da UPL/UPD no desmame, resultados positivos PCR para os grupos de creche e terminação, DxCode (que consiste na submissão de tecidos para diagnóstico em laboratório), fatores de fluxo e manejo de suínos, dados de encerramento de lotes de suínos em crescimento e informações sobre carcaça. “Quando começamos a analisar esses dados ficou evidente que a UPD tem um impacto enorme, pelo menos nas condições de Estados Unidos, na mortalidade na creche e na terminação”, enfatizou o pesquisador.

Utilizando algumas variáveis que incluíam informações sobre a ordem de partos dos grupos e a taxa de mortalidade ocorrida na creche e na terminação para identificar os fatores de risco, Magalhães aponta que o estudo mostrou que há uma correlação de 82,6% em relação à mortalidade dos grupos.

Com a base de dados sobre a taxa de parto dos leitões em um grupo desmamado de 2.568 animais, o grupo de trabalho de Magalhães dividiu em subgrupos e categorizou os resultados em quatro categorias que representam a média ou um intervalo a fim de facilitar a análise desses dados. Cada grupo possui 25% dos 2.568 leitões. “Observamos que a taxa de parição dos leitões nos grupos desmamados com melhor desempenho foi acima de 88%, enquanto nas outras categorias variou entre 88 e 84%. E nos grupos com pior desempenho, a média de quartil de mortalidade pré-desmame foi de 24,8% ou abaixo. No entanto, quando analisado a mortalidade nas duas fases (creche e desmamados) juntas, alguns grupos que tiveram uma taxa de parição menor apresentaram pior mortalidade em comparação aos outros grupos. Por outro lado, na variável de mortalidade na maternidade, os grupos que apresentaram média de mortalidade acima de 24,8% tiveram uma taxa de mortalidade na creche de 10,3%”, sintetizou.

Em relação à idade média de desmame, Magalhães expõe que no grupo que apresentou a média dos 25% mais baixos, foram analisadas as médias de idade ao desmame aos 15,3 dias, 16,7 dias, 17,8 dias e 20,1 dias. Dentro de cada categoria, os animais foram divididos em três status para Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS): 0 para negativo, 1 para endêmico e 2 para epidêmico. “Observamos que quando a idade ao desmame é baixa e o grupo é classificado como categoria 2, ou seja, apresenta PRRS, há uma tendência de pior mortalidade de creche e na terminação. Por outro lado, quando aumentamos a idade ao desmame nessa população, a mortalidade tende a diminuir. Por sua vez, grupos que foram infectados com PRRS e desmamados em idades mais avançadas apresentaram a pior mortalidade em comparação aos outros dois grupos. No entanto, quando comparado com um animal recém-desmamado e infectado com PRRS esse é o pior cenário. Quando há um surto, aumentar a idade ao desmame para 25 ou 26 dias pode reduzir o impacto negativo no futuro. Essa tendência pôde ser observada na prática”, avalia.

Análise causal

Magalhães ressalta que é importante tomar cuidado ao analisar dados, principalmente evitando a comparação de médias sem uma análise mais detalhada. Por exemplo, ao comparar a mortalidade de um grupo com e sem influenza é necessário considerar outros fatores, como a presença de PRRS. “Quando quebramos essa informação por PRRS, percebemos que a mortalidade somente com influenza é de 9%, enquanto com PRRS é de 12,3%. Portanto, se tomarmos decisões com base apenas em um dado, podemos subestimar ou superestimar o impacto de determinado fator”, salienta, ampliando: “Isso pode ter consequências financeiras, como quando se decide implementar um protocolo específico para lidar com um problema, mas na verdade o efeito observado foi amplificado por outro fator. Neste caso a presença de PRRS teve um papel importante na mortalidade e não apenas a influenza. É fundamental considerar todos os fatores relevantes ao analisar os dados para tomar decisões embasadas e assertivas”.

Fica a dica

  • Plataforma de dados totalmente automatizada do sistema permite fazer a análise holística através da tabela mestra automatizada
  • Identificar e classificar os drivers de desempenho
  • Fazer a previsão da produtividade de suínos
  • Mensurar o índice de qualidade do desmame
  • Medir o impacto econômico de doenças e intervenções
  • Atualização constante do sistema de análise de dados

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Semana Nacional da Carne Suína amplia oferta de cortes e aposta em experiência de compra

Além de promoções, supermercados investem em ações educativas, receitas e comunicação voltada a diferentes ocasiões de consumo.

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Foto: Divulgação/ABCS

A Semana Nacional da Carne Suína segue mobilizando redes de varejo de todas as regiões do país com campanhas que vão muito além das ofertas. As ações desenvolvidas pelo Pão de Açúcar, Extra Mercado, Carrefour, Bretas, Prezunic, GBarbosa, Swift, Amigão, Boa, Compre Mais, Paraná Supermercados, Avenida, Confiança, Jaú Serve, Proença, Shibata, Pague Menos, Mix Mateus, Mateus Supermercados, Camino, Super Pão e Dom Olívio demonstram um esforço conjunto para dar protagonismo à carne suína e estimular novas ocasiões de consumo.

Foto: Divulgação/ABCS

Um dos principais destaques desta edição é a transformação dos espaços de venda. As redes investiram em materiais de ponto de venda e ambientação temática, criando verdadeiros festivais da carne suína dentro das lojas, e o enxoval está sendo utilizado para aumentar a visibilidade da categoria e conduzir o consumidor até os produtos.

As campanhas também mostram uma evolução importante na forma de comunicar a carne suína. Além de focar em preço, as redes passaram a trabalhar conceitos relacionados a sabor, versatilidade, rendimento e economia com forte presença visual em loja, materiais promocionais, tabloides exclusivos e mensagens destacando que a carne suína rende mais proteína, sabor e economia, reforçando atributos que dialogam diretamente com as necessidades do consumidor.

Outro aspecto valorizado foi o sortimento de diferentes cortes. As campanhas apresentam a carne suína de forma

Foto: Divulgação/ABCS

ampla, destacando produtos para diversas ocasiões de consumo. Cortes para o dia a dia, churrasco, refeições especiais e preparações rápidas ganharam espaço nas comunicações, ajudando a mostrar que a proteína está presente em muito mais momentos do que tradicionalmente se imagina.

Algumas redes trabalham uma comunicação focada em ocasiões de consumo, apresentando a carne suína como uma opção para o dia a dia, final de semana, churrasco, receitas especiais e preparações práticas.

A estratégia reforça a versatilidade da proteína e ajuda o consumidor a identificar facilmente como utilizar cada corte em diferentes momentos. Além disso, as redes participantes reforçaram seus estoques e aumentaram a variedade de produtos disponíveis, oferecendo desde cortes tradicionais até opções premium, produtos temperados, congelados, porcionados e itens voltados ao churrasco. Essa estratégia amplia as possibilidades de escolha e estimula a experimentação por parte dos consumidores.

As ações educativas também merecem destaque. Diversas redes incluíram conteúdos sobre cortes suínos, rendimento, preparo e benefícios nutricionais com mapa dos cortes, receitas, sugestões de preparo para air fryer e informações sobre características nutricionais da carne suína, contribuindo para ampliar o conhecimento do consumidor e desmistificar conceitos antigos sobre a proteína.

Foto: Divulgação/ABCS

No ambiente digital, a campanha ganhou força por meio de publicações nas redes sociais, vídeos, receitas, conteúdos com influenciadores e divulgação nos aplicativos das redes. Muitas redes integraram a comunicação online e offline, levando para os canais digitais as mesmas mensagens presentes nas lojas.

Receitas, dicas de preparo, sugestões de harmonização e informações nutricionais ajudaram a manter o tema presente durante todo o período da ação. Fique de olho nos perfis das redes participantes para conhecer essa comunicação!

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros” – Foto: Divulgação/ABCS

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as ações desenvolvidas pelas redes varejistas mostram que a carne suína vem ampliando seu espaço no mercado brasileiro não apenas pelo preço, mas também pela variedade de cortes e pelas diferentes possibilidades de consumo. “A carne suína é uma proteína moderna, versátil e adequada para diferentes perfis de consumo. Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros”, afirma.

A Semana Nacional da Carne Suína segue até sexta-feira (19) e reúne supermercados de diversas regiões do país. Além das promoções, a campanha tem apostado em ambientação temática nas lojas, ampliação do sortimento, divulgação de receitas e informações sobre cortes, rendimento e preparo dos produtos.

A iniciativa busca aproximar o consumidor da proteína e estimular novas ocasiões de consumo, em um momento em que a carne suína registra crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações e ganha participação cada vez maior na alimentação dos brasileiros.

Fonte: Assessoria ABCS
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O desafio da sucessão no agronegócio será debatido durante 18º SBSS

Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

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Rogério Facin ministra palestra sobre capital humano e sucessão familiar no dia 13 de agosto durante o Painel Pessoas - Gestão e Performance - Foto: Divulgação

A formação de lideranças, a retenção de talentos e o preparo das novas gerações para os desafios do agronegócio estarão em debate durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra “Capital Humano e Sucessão: preparando a próxima geração e as equipes de alta performance” será ministrada por Rogério Facin, no dia 13 de agosto, às 10h35, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Foto: Shutterstock

Em um cenário marcado pela transformação do mercado de trabalho, pela busca por profissionais qualificados e pelos desafios relacionados à sucessão nas empresas, o desenvolvimento de pessoas tornou-se um dos principais fatores para a sustentabilidade e a competitividade das organizações. A palestra trará reflexões sobre a preparação de equipes de alta performance e a construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.

Rogério Facin é graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) e possui MBA em Gestão de Pessoas. É cofundador da Go Winners, empresa especializada no desenvolvimento comportamental de jovens e na facilitação de sua inserção no mercado de trabalho, e da Indicação Consultoria, organização voltada à gestão de capital humano, desenvolvimento comportamental e projetos de remuneração, com forte atuação no agronegócio.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacional do setor de máquinas e equipamentos, além de ter atuado como coordenador do Grupo Regional de Remuneração DEASA e professor universitário na área de Gestão de Pessoas. Sua experiência une a visão corporativa à prática do desenvolvimento humano dentro das organizações.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que os desafios relacionados às pessoas estão entre os temas de destaque para o futuro da produção animal. “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem. Hoje, um dos grandes desafios das empresas é formar lideranças, desenvolver equipes e preparar as novas gerações para assumir posições estratégicas. Por isso, esse tema ocupa espaço de destaque na programação do SBSS”, afirma.

Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, discutir capital humano é tão importante quanto

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos” – Foto: Kroma Fotografiais

abordar temas técnicos ligados à produção. “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos. A sucessão, a formação de lideranças e a gestão de pessoas são assuntos cada vez mais presentes na rotina do setor e precisam ser debatidos com profundidade”, ressalta.

Participação 

As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Consumo de carne suína atinge 20 kg por habitante no Brasil

Marca histórica foi alcançada em 2025 e reflete a expansão do consumo doméstico em paralelo ao crescimento das exportações, que levaram o Brasil ao posto de terceiro maior exportador mundial da proteína.

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A carne suína alcançou um patamar inédito na mesa dos brasileiros. Em 2025, o consumo per capita chegou a 20 quilos por habitante ao ano, maior nível já registrado no país e um indicativo de que a proteína ganhou espaço definitivo na alimentação das famílias.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual

O dado, divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), coincide com outro marco importante para a cadeia produtiva. Após a consolidação dos números internacionais no início de 2026, o Brasil ultrapassou o Canadá e passou a ocupar a posição de terceiro maior exportador mundial de carne suína.

A combinação de um mercado interno mais robusto com exportações em ritmo recorde tem alterado o perfil do setor, que hoje depende menos de oscilações externas e conta com uma base doméstica mais sólida para sustentar seu crescimento.

Mudança de hábito impulsiona consumo

O consumo médio de 20 quilos por pessoa representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro. Historicamente, a carne suína ocupava espaço secundário em comparação com outras proteínas, mas, nos últimos anos, passou a ser incorporada com maior frequência ao cardápio das famílias.

Segundo a ABCS, a marca simboliza uma transformação cultural, na qual a carne suína deixa de ser um produto

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção” – Foto: Divulgação/ABCS

consumido ocasionalmente para se tornar uma opção cotidiana.

Para o presidente da entidade, Marcelo Lopes, o resultado reflete um trabalho de longo prazo realizado em diferentes frentes da cadeia produtiva. “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção, investindo em inteligência, sanidade, produtividade, tecnologia, genética e bem-estar”, afirma.

Ele acrescenta que houve também uma mudança na forma como a proteína passou a ser percebida pelos consumidores. “Isso reforça o trabalho que a ABCS tem feito para transformar a percepção da carne suína, para que ela se destaque lá fora e também dentro de casa”, diz.

Brasil supera Canadá e assume terceira posição

O fortalecimento do mercado interno ocorre em um momento de expansão das exportações. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil encerrou 2025 com embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock

O volume foi suficiente para superar o Canadá, que exportou cerca de 1,45 milhão de toneladas no mesmo período. A diferença de aproximadamente 50 mil toneladas garantiu ao Brasil a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos.

O resultado é atribuído a uma combinação de fatores, entre eles a diversificação dos mercados compradores, a competitividade dos custos de produção e o rigor sanitário, considerado um dos principais diferenciais da suinocultura brasileira.

Mercado interno reduz dependência externa

O novo cenário é visto pelo setor como um fator de equilíbrio para a cadeia produtiva. Com um mercado doméstico maior e mais consolidado, a suinocultura tende a ficar menos vulnerável a oscilações nas exportações, mudanças cambiais ou restrições comerciais impostas por países importadores.

Ao mesmo tempo, a demanda interna oferece maior previsibilidade para investimentos em tecnologia, genética e

Foto: Divulgação/Pexels

ampliação da produção.

Esse movimento reforça uma característica cada vez mais presente na suinocultura brasileira: a capacidade de crescer simultaneamente dentro e fora do país.

Se no exterior o Brasil ganha espaço entre os maiores exportadores do mundo, no mercado doméstico a marca de 20 quilos por habitante indica que a carne suína conquistou um espaço que parecia improvável há poucas décadas: o de proteína presente de forma permanente na rotina alimentar dos brasileiros.

Fonte: O Presente Rural com ABCS
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