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Avicultura

Especialista chama atenção ao risco da concentração de mercados

O Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, frequentemente figurando entre os principais líderes mundiais em diversas commodities agrícolas.

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Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

Com uma vasta extensão territorial, grande diversidade de climas e solos, aliada à abundância de recursos naturais, o Brasil oferece condições ideais para a produção agrícola em larga escala. Além disso, o país tem investido em pesquisa e tecnologia agrícola, resultando no desenvolvimento de variedades de culturas mais produtivas e resistentes, bem como na adoção de técnicas avançadas de produção. Com um mercado interno robusto e competitividade nos mercados globais, o Brasil se destaca como líder na produção e exportação de commodities agrícolas, contribuindo para a segurança alimentar mundial e impulsionando o crescimento econômico do país.

Diante deste contexto, a analista de Mercado Pecuário com ênfase nos mercados de suínos, aves e ovos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Juliana Ferraz, ressaltou a relevância do setor agropecuário no desempenho econômico do Brasil ao abrir o Painel sobre Economia/Meio Ambiente/Sustentabilidade da 4ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul), realizada de 18 a 20 de junho, em Gramado, RS. “Apesar de o Brasil não possuir uma influência significativa do ponto de vista geopolítico, quando o assunto é segurança alimentar, os olhos do mundo se voltam para o país”, afirmou.

Analista de Mercado Pecuário com ênfase nos mercados de suínos, aves e ovos do Cepea, Juliana Ferraz – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

De fato, o Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, frequentemente figurando entre os principais líderes mundiais em diversas commodities agrícolas. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país detém 72% da produção global de suco de laranja, 14% da produção de carne de frango, 42% da produção de soja, 18% da produção de carne bovina, 11% da produção de milho e 4% da produção de carne suína. “Esses números impressionantes colocam o Brasil como líder na exportação mundial de suco de laranja, carne de frango e carne bovina, além de segundo maior exportador de milho e o quarto maior exportador de carne suína”, exalta Juliana.

Um dado ainda mais impressionante, segundo a especialista, é que cerca de um terço de toda a carne de frango transacionada no mundo tem origem no Brasil. “Isso demonstra a força e a competitividade da indústria avícola brasileira, que se tornou uma das mais relevantes do mundo”, ressalta a especialista.

No entanto, Juliana afirma que é essencial que o país mantenha um olhar atento à sustentabilidade e ao meio ambiente. “O crescimento do setor agropecuário deve ser acompanhado de práticas responsáveis e sustentáveis, garantindo a preservação dos recursos naturais e a mitigação dos impactos ambientais. Somente assim o Brasil poderá continuar a desempenhar seu papel como superpotência agrícola, fornecendo alimentos de qualidade para o mundo inteiro”, salienta a analista de Mercado Pecuário, enfatizando a importância de uma estratégia de diversificação de mercado para os produtos brasileiros. “Nossas vendas estão muito concentradas em nosso maior parceiro comercial, que é a China. Precisamos estar muito atentos, pois qualquer freada nas importações do país asiático pode ter um impacto expressivo no mercado nacional”.

Atenção as mudanças

Para agregar valor aos produtos que são carro-chefe da economia brasileira e avançar em outras áreas, Juliana diz que é crucial estar atento às mudanças que estão ocorrendo no Brasil e ao redor do mundo. Diversos fatores podem contribuir para esse avanço, como a aplicação de tecnologias emergentes, incluindo a inteligência artificial, implementação de soluções de rastreabilidade, adoção de práticas sustentáveis, promoção de bem-estar animal e de sustentabilidade. “Os consumidores estão cada vez mais exigentes e desejam transparência na cadeia de suprimentos de alimentos, bem como informações detalhadas sobre a origem e as condições de criação dos animais. Investir em práticas que promovam o bem-estar animal e a adoção de sistemas sustentáveis de produção pode agregar valor aos produtos e atender às demandas do mercado”, aponta Juliana.

Exportações de ovos

No mercado de ovos, as exportações são menos expressivas, porém Juliana aponta que o padrão de vendas é similar as principais commodities brasileiras, estando concentradas em alguns poucos países. Cerca de 75% dos embarques de ovos têm como destino Japão (44%), Taiwan (21%) e Emirados Árabes Unidos (10%), enquanto 4% dos embarques são para os Estados Unidos, 3% para a China e outros 17% são enviados para destinos menos expressivos, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Juliana destaca a importância de analisar o tipo de produto exportado, observando que os produtos industrializados, que possuem maior valor agregado, correspondem a uma porção menor das vendas externas. No período de janeiro a abril deste ano, os ovos processados foram responsáveis por 32% das exportações, resultando em uma receita de US$ 4,3 milhões, enquanto os ovos in natura representaram 68%, gerando um faturamento de US$ 1,7 milhão. “Apenas 0,44% da produção brasileira de ovos é destinada ao mercado externo, enquanto os outros 99,56% são direcionados para o mercado interno”, menciona.

Valorização das proteínas

Em um contexto marcado pela escassez de oferta e alta demanda causada pela pandemia de Covid-19, as principais proteínas apresentaram uma valorização expressiva em 2020 em comparação com 2019. Houve um aumento significativo de 36% para carne bovina, 9% para carne de frango, 33% para carne suína e 22% para ovo. Contudo, a situação econômica da população brasileira sofreu um impacto negativo durante esse período, resultando em uma queda na distribuição de renda e, consequentemente, em uma redução do consumo per capita de alguns alimentos, embora outros tenham registrado uma leve alta. “Neste período o consumo de carne bovina registrou queda de 8,6%, uma vez que a população brasileira migrou para proteínas mais acessíveis, aumentando o consumo de carne de frango em 5,7%, carne suína em 4,6%, e ovos em 9,1%”, aponta Juliana.

De acordo com dados do USDA, em 2012, a Rússia importava 561 mil toneladas de carne de frango brasileira. No entanto, atualmente, suas importações desse produto diminuíram para 150 mil toneladas.
Quanto à carne suína, há 10 anos, a Rússia importava 957 mil toneladas, no último ano suas compras nesse segmento não passaram de 20 mil toneladas. “É importante considerar esses dados ao analisar as dinâmicas do mercado global de proteínas e as possíveis consequências para os principais fornecedores desses produtos”, pontua Juliana, enfatizando: “É fundamental estar atento a esse cenário, pois não é possível traçar estratégias e criar cenários futuros sem compreender o que está ocorrendo no presente”.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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