Notícias 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
Especialista apresentará visão estratégica da sanidade na produção suína

A saúde dos animais é um dos pilares para a eficiência e a sustentabilidade da suinocultura moderna. Com foco na integração entre biosseguridade, diagnóstico e manejo sanitário ao longo de todo o sistema produtivo, o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) receberá a palestra “Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)”, ministrada pelo médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann, no dia 11 de agosto, às 14h15, durante o Painel Produção – A Base, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
A apresentação abordará a importância da sanidade como elemento integrador do fluxo produtivo, destacando como as decisões tomadas em cada etapa da cadeia influenciam diretamente o desempenho dos animais, os índices produtivos e os resultados econômicos das granjas. Paulo Eduardo Bennemann é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde também concluiu mestrado e doutorado em Ciências Veterinárias. Ao longo da carreira, atuou em importantes empresas do setor, como BRF e Master Agroindustrial, além de ter exercido atividades como professor e pesquisador da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), integrando o curso de Medicina Veterinária e o Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal.

Atualmente, é diretor técnico para a América Latina da SAN Vet, onde atua no desenvolvimento de projetos inovadores voltados ao diagnóstico, biosseguridade e sanidade de suínos, além de coordenar equipes técnicas das áreas de suínos, aves e peixes.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que discutir sanidade é discutir competitividade. “O Brasil ocupa posição de destaque na produção e exportação de proteína animal, e manter elevados padrões sanitários é fundamental para sustentar esse protagonismo. O SBSS busca justamente trazer profissionais que vivenciam os desafios do setor e que possam compartilhar experiências e soluções aplicáveis à realidade das granjas”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra reforça a importância de enxergar a produção de forma integrada. “A sanidade não pode ser analisada isoladamente. Ela está conectada à nutrição, ao manejo, à biosseguridade e à gestão. Quando conseguimos compreender o fluxo produtivo como um sistema único, ampliamos nossa capacidade de prevenir problemas e melhorar os resultados da produção”, ressalta.
As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
TECNOLOGIA E NEGÓCIOS
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

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Soja rende US$ 6,3 bilhões ao Brasil e puxa alta das exportações do agronegócio
Valorização do grão, do farelo e do óleo compensou a desaceleração dos embarques após o pico da safra e ajudou o agro a exportar US$ 16 bilhões em maio.

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, resultado 8,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entre os principais responsáveis pelo desempenho esteve o complexo soja, que manteve forte participação na pauta exportadora brasileira e registrou aumento tanto no volume quanto na receita gerada pelas vendas externas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Os embarques de soja em grão somaram 14,8 milhões de toneladas no mês, crescimento de 5,1% em relação a maio de 2025. Apesar do avanço na comparação anual, o volume ficou 12% abaixo do registrado em abril, refletindo a redução natural do ritmo de escoamento após os meses de maior intensidade das exportações da safra.
Mesmo com a desaceleração dos embarques frente ao mês anterior, a receita obtida com as vendas externas da oleaginosa atingiu US$ 6,3 bilhões. O resultado foi sustentado pela recuperação dos preços internacionais. O valor médio de exportação chegou a US$ 425,3 por tonelada, aumento de 9% em comparação com maio de 2025.
Derivados ganham força
Além do grão, os derivados da soja apresentaram desempenho expressivo no mercado internacional.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
As exportações de farelo de soja totalizaram 2,5 milhões de toneladas em maio, volume 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O produto também foi beneficiado pela valorização dos preços, com cotação média de US$ 375 por tonelada, alta de 7,6% na comparação anual.
O avanço simultâneo de volume e preço reforça a demanda externa pelo derivado, utilizado principalmente na alimentação animal e considerado um dos principais componentes da cadeia global de proteínas.
No caso do óleo de soja, o crescimento foi ainda mais intenso. Os embarques alcançaram 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação a maio de 2025. O preço médio de exportação atingiu US$ 1.198 por tonelada, valorização de 15% sobre o mesmo período do ano passado.
O resultado mantém a trajetória de alta observada nos últimos meses para o óleo de soja, produto que vem encontrando suporte tanto na demanda da indústria alimentícia quanto no segmento de biocombustíveis em diversos mercados.
Preços sustentam receita
Os números de maio mostram que a valorização das commodities agrícolas continua desempenhando papel importante na geração de receitas para o setor exportador brasileiro.
No caso da soja em grão, o aumento de 9% no preço médio compensou parcialmente a redução do ritmo de embarques observada em relação a abril. Já nos derivados, o cenário foi mais favorável, com crescimento simultâneo dos volumes exportados e dos preços médios praticados.
O desempenho do complexo soja reforça sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro, especialmente em um período de intensa movimentação da safra e de demanda consistente por produtos ligados à cadeia global de alimentos e proteínas animais.
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Queda gradual de temperaturas marca transição para período seco no Brasil
Avanço do outono deve trazer noites mais amenas no Centro-Oeste e maior amplitude térmica no Sul e Sudeste, com impacto sobre lavouras mais tardias.

A reta final de maio segue marcada por incertezas climáticas para parte das regiões produtoras de grãos do Brasil. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, os mapas meteorológicos indicam grande variabilidade nas chuvas na região central do país, enquanto os maiores volumes de precipitação devem se concentrar nas regiões Sul e Sudeste.

Foto: IAT
Nas áreas produtoras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o cenário exige atenção. A segunda safra de milho ainda depende de chuvas regulares para garantir o enchimento dos grãos e, caso o padrão mais seco persista, permanece o risco de redução da produtividade.
Além das precipitações, as temperaturas também devem mudar ao longo das próximas semanas. A tendência é de queda gradual dos termômetros nas principais regiões agrícolas do país, acompanhando o avanço do outono e a aproximação do período seco.
No Centro-Oeste, as temperaturas devem permanecer dentro da normalidade, com noites mais amenas, mas sem ocorrência de frio capaz de limitar o desenvolvimento das lavouras. Já nas regiões Sul e Sudeste, a redução das temperaturas deve ser mais acentuada, com maior amplitude térmica e possibilidade de madrugadas frias, especialmente no Paraná, o que aumenta a atenção sobre as lavouras semeadas mais tardiamente.

Foto: Antonio Carlos Mafalda
Nos Estados Unidos, as condições climáticas continuam favoráveis para a safra de grãos. A previsão indica a ocorrência de chuvas em volumes suficientes para sustentar o avanço do plantio no Meio-Oeste, região que já registra ritmo acelerado de semeadura.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, esse cenário reduz os riscos de déficit hídrico nas fases iniciais de desenvolvimento do milho e da soja e reforça a expectativa de um bom estabelecimento das lavouras norte-americanas.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a possível formação do fenômeno El Niño. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam cerca de 61% de probabilidade de transição das condições neutras para El Niño entre maio e julho, com possibilidade de persistência até o fim de 2026.
A tendência indica um evento de intensidade moderada a forte, que historicamente está associado ao aumento das chuvas na região Sul do Brasil e à redução dos volumes precipitados nas regiões Norte e Nordeste.
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Geopolítica, novo governo e crédito estarão no centro dos debates do Congresso Brasileiro do Agronegócio
Evento promovido pela ABAG e B3 chega à 25ª edição reunindo lideranças do agro, indústria, mercado financeiro e setor público para discutir os desafios da competitividade brasileira.

As transformações no cenário político e econômico, os impactos da geopolítica sobre o comércio global e os desafios para financiar o crescimento do setor estarão entre os temas centrais da 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), marcada para o dia 10 de agosto, em São Paulo.
Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3, o encontro chega ao marco de 25 anos consolidado como um dos principais fóruns de discussão do agronegócio brasileiro. A expectativa é reunir autoridades, empresários, representantes do setor produtivo, indústria, mercado financeiro, pesquisadores e formadores de opinião para debater os rumos de uma cadeia que responde por parcela significativa da economia nacional. Para se inscrever clique aqui.

Foto: Gerardo Lazzari
Neste ano, o tema escolhido é “Agro & Indústria Integrando e Transformando o Brasil”, destacando a crescente conexão entre a produção agropecuária e segmentos industriais ligados à transformação de alimentos, biocombustíveis, insumos, logística, tecnologia e infraestrutura.
Geopolítica e novo governo entram na pauta
Entre os destaques da programação estão duas mesas-redondas que abordarão assuntos diretamente ligados ao ambiente de negócios do setor.
A primeira discutirá o papel do agronegócio em um cenário internacional marcado por disputas comerciais, tensões geopolíticas e mudanças nas relações entre países importadores e exportadores de alimentos.
Já o painel “Novo Governo: Prioridades e Compromissos” deve concentrar discussões sobre políticas públicas, ambiente regulatório e perspectivas para os próximos anos.
Crédito, investimentos e inovação
A agenda também inclui debates sobre financiamento e acesso a capital em um contexto de volatilidade econômica e

Foto: Divulgação/CBA
juros elevados.
O painel “Investimento e Financiamento em tempos voláteis” deve abordar alternativas para ampliar os recursos destinados ao setor, tema que tem ganhado relevância diante da crescente demanda por crédito e das restrições orçamentárias enfrentadas pelo governo.
Outro destaque será o painel “A indústria que revoluciona o agro”, voltado às inovações que vêm transformando a produção agrícola e pecuária, desde novas tecnologias até processos industriais capazes de agregar valor à produção brasileira.
Tendências para os próximos anos
Uma das novidades da edição será o lançamento do “Future Flash do Agro Brasileiro”, série de apresentações rápidas dedicadas a tendências e mudanças que poderão influenciar o agronegócio nos próximos anos.
A proposta é ampliar o debate sobre temas emergentes e antecipar movimentos que já começam a impactar a produção, os mercados e os consumidores.

Foto: Divulgação/CBA
O congresso também manterá a tradição de homenagear personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do setor por meio da entrega do Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio e do Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade.
Evento amplia alcance internacional
Além da participação presencial, o congresso contará com transmissão online gratuita mediante credenciamento prévio.
Pela primeira vez, os debates terão tradução simultânea para o inglês, iniciativa que busca ampliar o alcance internacional do evento e facilitar o acompanhamento por representantes de outros países.
Os organizadores destacam que o interesse pelo congresso tem crescido nos últimos anos. Na edição de 2025, o encontro reuniu mais de 800 participantes presenciais, aproximadamente 100 jornalistas e registrou mais de 3 mil acessos na transmissão online.
Os números refletem a importância do evento como espaço de diálogo entre representantes do setor produtivo, governo, indústria e mercado financeiro, em um momento em que questões como competitividade, sustentabilidade, financiamento e inserção internacional seguem entre os principais desafios do agronegócio brasileiro.



