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Suínos Integração do sistema produtivo

Especialista apresenta visão estratégica da sanidade na produção suína durante SBSS

Médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann evidencia a importância da sanidade como elemento integrador do fluxo produtivo, destacando como as decisões tomadas em cada etapa da cadeia influenciam diretamente o desempenho dos animais.

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Médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann ministra palestra “Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)” no dia 11 de agosto, em Chapecó (SC) - Foto: Divulgação

A saúde dos animais é um dos pilares para a eficiência e a sustentabilidade da suinocultura. Com foco na integração entre biosseguridade, diagnóstico e manejo sanitário ao longo de todo o sistema produtivo, o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) vai receber a palestra “Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)”, ministrada pelo médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann, no dia 11 de agosto, às 14h15, durante o Painel Produção – A Base, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A apresentação vai abordar a importância da sanidade como elemento integrador do fluxo produtivo, destacando como as decisões tomadas em cada etapa da cadeia influenciam diretamente o desempenho dos animais, os índices produtivos e os resultados econômicos das granjas.

Paulo Eduardo Bennemann é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde também concluiu mestrado e doutorado em Ciências Veterinárias. Ao longo da carreira, atuou em importantes empresas do setor, como BRF e Master Agroindustrial, além de ter exercido atividades como professor  e pesquisador da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), integrando o curso de Medicina Veterinária e o Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: ” O SBSS busca justamente trazer profissionais que vivenciam os desafios do setor e que possam compartilhar experiências e soluções aplicáveis à realidade das granjas” – Foto: Divulgação/Nucleovet

Atualmente, é diretor técnico para a América Latina da SAN Vet, onde atua no desenvolvimento de projetos inovadores voltados ao diagnóstico, biosseguridade e sanidade de suínos, além de coordenar equipes técnicas das áreas de suínos, aves e peixes.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que discutir sanidade é discutir competitividade. “O Brasil ocupa posição de destaque na produção e exportação de proteína animal, e manter elevados padrões sanitários é fundamental para sustentar esse protagonismo. O SBSS busca justamente trazer profissionais que vivenciam os desafios do setor e que possam compartilhar experiências e soluções aplicáveis à realidade das granjas”, afirma.

Presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca: “Quando conseguimos compreender o fluxo produtivo como um sistema único, ampliamos nossa capacidade de prevenir problemas e melhorar os resultados da produçã” – Foto: Divulgação/Nucleovet

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra reforça a importância de enxergar a produção de forma integrada. “A sanidade não pode ser analisada isoladamente. Ela está conectada à nutrição, ao manejo, à biosseguridade e à gestão. Quando conseguimos compreender o fluxo produtivo como um sistema único, ampliamos nossa capacidade de prevenir problemas e melhorar os resultados da produção”, ressalta.

As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios 

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

 

Fonte: Assessoria Nucleovet

Suínos

Transporte de suínos de genética ganha carroceria com ar condicionado e música clássica

Empresa especializada em cargas vivas colocou em operação um sistema de climatização, filtragem de ar, controle de temperatura, nebulização, bebedouros e som ambiente com música clássica.

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Fotos: Divulgação/CRJ Logística

O transporte de animais vivos passou a ocupar uma posição mais estratégica dentro da suinocultura. A etapa, até pouco tempo tratada apenas como operação logística, hoje interfere diretamente em bem-estar animal, desempenho produtivo, qualidade sanitária, mortalidade, perdas econômicas e imagem da cadeia perante o mercado. Hoje, as carrocerias têm até ar condicionado e música clássica.

No caso de animais de reprodução, o impacto é ainda mais relevante. São fêmeas de genética, marrãs destinadas à cobertura e à produção futura de leitões, com alto valor zootécnico e econômico. A forma como esses animais chegam às granjas pode influenciar não apenas a condição física no desembarque, mas também a eficiência do sistema produtivo que depende delas.

Proprietário da CRJ Logística e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Toledo e Região (Sintratol), Celso Antonio Rosa Junior: “Percebemos que existe uma tendência para que em um curto período se tenha mais caminhões de transporte com a carroceria climatizada”

É nesse ponto da cadeia que a CRJ Logística, de Toledo, no Oeste do Paraná, vem testando um novo modelo de transporte voltado ao bem-estar animal na prática. A empresa, especializada em cargas vivas, colocou em operação uma carroceria climatizada com sistema de ar-condicionado integrado, filtragem de ar, controle e registro de temperatura, nebulização, ventiladores, bebedouros e som ambiente com música clássica. O caminhão começou a rodar entre no fim de dezembro de 2025 e vem sendo utilizado no transporte de animais de reprodução na suinocultura.

De acordo com Celso Antonio Rosa Junior, proprietário da CRJ Logística e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Toledo e Região (Sintratol), o projeto nasceu da necessidade de reduzir o estresse térmico dos suínos durante o deslocamento. “Este caminhão foi projetado para melhorar as condições de transporte dos animais, reduzindo o estresse térmico durante o deslocamento”, afirmou em entrevista ao Jornal O Presente Rural.

A principal diferença do veículo está na capacidade de manter o ambiente interno da carroceria mais estável, especialmente em dias de calor intenso. Celso conta que estudos científicos indicam perda de rendimento dos suínos acima de 25°C e que os testes realizados com o caminhão têm mostrado redução entre 5°C e 7°C na temperatura interna da carroceria em comparação à temperatura externa.

A carroceria é fabricada 100% em alumínio e possui sistema de climatização direta, filtragem de ar, datalogger para registro e rastreamento de temperatura, bebedouros, nebulização e ventiladores. “Também conta com função fail-safe, que permite a operação como veículo convencional em caso de falha do sistema. Nosso objetivo é reduzir estresse térmico, desidratação, perda de peso, fadiga e perdas antes e depois do transporte”, detalha Celso.

Música para reduzir ruídos e estresse

Além da climatização, o caminhão incorpora som ambiente. Durante o deslocamento com os animais, são tocadas músicas clássicas selecionadas com apoio de especialistas. “A proposta é reduzir o efeito dos ruídos externos, como vento e movimentação do veículo, e manter os animais mais calmos durante a viagem”, enfatiza.

Tecnologia deve ganhar escala a médio prazo

Celso ressalta que a ideia da carroceria climatizada surgiu antes da Portaria nº 1.280 de 2025, proposta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em consulta pública para estabelecer novas regras de bem-estar no transporte de animais de produção, incluindo bovinos, suínos e aves. Segundo ele, parte do mercado associou a tecnologia a uma possível exigência legal, mas a empresa já trabalhava no conceito antes da discussão regulatória.

A avaliação do empresário é que a adoção desse tipo de tecnologia deve crescer no médio e longo prazo. “Percebemos que existe uma tendência para que em um curto período se tenha mais caminhões de transporte com a carroceria climatizada. Além deste veículo, temos outros com sistemas de resfriamento de carroceria, que estão rodando há mais tempo, e apresentam bom desempenho também”, salienta Celso.

Segundo ele, a incorporação dessas soluções tende a ocorrer de forma gradual dentro da cadeia. “Existe um cuidado inicial com o transporte de animais de reprodução devido ao alto valor. Também percebemos esse cuidado no transporte de leitões desmamados e de leitões descrechados”, destaca.

Porém, o empresário aponta um cuidado menor no transporte em relação ao bem-estar dos animais destinados ao abate. “A gente ainda sente uma carência nesse ponto. Muitos veículos de transporte ainda não dispõem de estrutura adequada para garantir que os animais cheguem em melhores condições ao frigorífico”, pontua.

Biometano como alternativa ao diesel

A CRJ também testa alternativas energéticas no transporte. A empresa opera um caminhão híbrido, movido a biometano e diesel, e adquiriu recentemente um caminhão totalmente movido a biometano, que começou a rodar em abril. No caso do híbrido, que já está em uso há mais tempo, Celso relata economia de cerca de 15% em relação ao gasto com diesel. “Acreditamos muito neste formato de transição energética. Primeiro por se tratar de um gás que também pode ser oriundo de dejetos da suinocultura, assim como resíduos industriais”, menciona.

Segundo o empresário, o Oeste do Paraná possui condições estratégicas para esse modelo, por concentrar produção de suínos e, consequentemente, matéria-prima para produção de biogás e biometano. “Caminhões de ração, leite, peixe, frango, pintinhos, leitões e suínos vivos circulam diariamente. Com polos de abastecimento próximos às rotas ou às propriedades, o biometano poderia reduzir a exposição do transporte rodoviário às oscilações do petróleo cotado em dólar”, ressalta, acrescentando: “Quando começamos a olhar para essa transição energética, falando especificamente do biometano, que está ao lado da nossa casa, a gente não teria essas variáveis externas para que pudessem interferir no nosso custo do transporte rodoviário”.

A operação da CRJ dá escala ao debate. O grupo soma mais de 41 anos de experiência no transporte de suínos vivos, movimenta diariamente 11 mil suínos e 14 mil leitões destinados às granjas, atua com abrangência nacional e internacional e percorre dois milhões de quilômetros por ano. Nesse volume operacional, tecnologias de climatização, monitoramento e combustíveis alternativos deixam de ser apenas diferenciais de frota e passam a representar uma possível mudança de padrão na logística animal.

A edição digital do jornal está disponível gratuitamente para leitura online no portal de O Presente Rural, acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Brasil registra melhor maio da história para exportações de carne suína

Volume embarcado pelo Brasil cresceu 8,8% em relação ao mesmo mês de 2025.

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Arquivo OP Rural

As exportações brasileiras de carne suína, considerando os produtos in natura e processados, atingiram em maio o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997.

Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína em maio. O volume ficou 7,5% abaixo do registrado em abril, mas superou em 8,8% o resultado observado no mesmo mês de 2025.

O desempenho reforça o bom momento das exportações do setor ao longo de 2026. Mesmo com oscilações mensais nos volumes embarcados, os resultados seguem acima dos registrados no ano passado, indicando manutenção da demanda internacional pela proteína brasileira.

De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor tem conseguido ampliar as vendas externas mesmo durante o primeiro semestre, período que tradicionalmente concentra menor movimentação no mercado internacional.

A avaliação é de que os embarques refletem os esforços da cadeia produtiva para diversificar mercados e ampliar a presença da carne suína brasileira no exterior, estratégia que vem sustentando os resultados positivos ao longo do ano.

O recorde para o mês de maio reforça a relevância das exportações para o setor, especialmente em um cenário de aumento da produção nacional e busca por maior equilíbrio entre a oferta interna e a demanda externa.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Brasil exporta mais carne suína, mas recebe menos pela tonelada vendida

Embarques cresceram 4,7% em maio e chegaram a 111 mil toneladas, enquanto o preço médio recuou 3,34% na comparação com o mesmo mês de 2025.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne suína mantiveram trajetória de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pelo aumento dos volumes embarcados. Os preços, porém, apresentaram recuo na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando um cenário distinto do observado em outras proteínas animais exportadas pelo país.

Foto: Shutterstock

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína totalizaram 111 mil toneladas em maio, volume 4,72% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O resultado confirma a continuidade da demanda internacional pela proteína brasileira e contribui para o desempenho positivo das exportações do agronegócio nacional, que somaram US$ 16 bilhões no período, alta de 8,2% em relação a maio do ano passado.

Ao contrário do que ocorreu com carnes bovina e de frango, os preços da carne suína apresentaram ligeira retração na comparação anual. O valor médio das exportações ficou em US$ 2.503 por tonelada, queda de 3,34% frente a maio de 2025.

Na comparação com abril de 2026, entretanto, os preços permaneceram praticamente estáveis, sinalizando um mercado externo sem oscilações significativas no curto prazo.

Foto: José Fernando Ogura

O desempenho de maio mostra que o crescimento das exportações da proteína foi sustentado principalmente pelo aumento dos volumes embarcados. Com preços relativamente acomodados, a expansão das vendas externas continuou dependendo da ampliação da demanda nos mercados compradores.

A carne suína segue entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro, com participação crescente em mercados da Ásia, América Latina e outras regiões importadoras. Os números de maio indicam que, apesar da pressão sobre os preços, o produto mantém competitividade suficiente para ampliar sua presença no comércio internacional.

Fonte: O Presente Rural
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