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Especialista aponta parâmetros essenciais para o sucesso da piscicultura brasileira

Profissional reforça que qualidade da água tem impacto direto na qualidade do produto final, influenciando o sabor, textura e cor do peixe.

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Foto: Divulgação/Arquivo/OPR

Investir em manejo e qualidade de água na piscicultura é essencial para garantir a saúde e bem-estar dos peixes, preservar o meio ambiente e oferecer um produto de alta qualidade. Produtores que adotam práticas responsáveis de manejo de água estão dando um importante passo rumo à sustentabilidade do negócio e contribuindo para a valorização da piscicultura como atividade econômica importante e promissora no Brasil.

O pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Giovanni Vitti Moro, enfatiza que a água é o principal meio de vida destes animais e qualquer desequilíbrio na qualidade pode afetar negativamente sua saúde e crescimento, além de aumentar o risco de doenças e mortalidade. “Diferente de outros animais terrestres, o peixe vive dentro da água, então tudo que acontece na água afeta diretamente sua saúde. Ele não obtém água apenas para se hidratar, é o ambiente onde ele vive”, pontua Moro, que tratou sobre os principais parâmetros da piscicultura no Inovameat Toledo 2023, realizado em meados de abril no Oeste do Paraná.

O manejo adequado da qualidade da água envolve uma série de práticas, como a medição regular de pH, temperatura, oxigênio dissolvido e amônia, além de ações para manter os níveis ideais de cada um desses componentes. Também é importante controlar a quantidade de alimento fornecido aos peixes, para evitar sobras e consequente contaminação da água. “A qualidade da água tem impacto direto na qualidade do produto final, influenciando o sabor, textura e cor do peixe. Peixes criados em ambientes com água de boa qualidade são mais saudáveis e saborosos, o que pode aumentar a satisfação dos clientes e a rentabilidade do negócio. Além disso, um bom manejo de água na piscicultura também ajuda a preservar o meio ambiente e garantir a sustentabilidade do negócio”, destaca o pesquisador.

Pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Giovanni Vitti Moro – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Durante a produção de peixes, é crucial prestar atenção em diversos parâmetros para garantir a saúde e o bem-estar dos animais. Um dos principais fatores a ser monitorado é a temperatura da água. Em regiões com invernos rigorosos, como o Oeste do Paraná, a temperatura pode cair drasticamente, afetando diretamente o metabolismo dos peixes. “Isso pode resultar em um crescimento mais lento, menor consumo de alimentos e menor desempenho zootécnico do animal”, ressalta Moro.

Outro aspecto importante é a transparência da água. A presença de sólidos em suspensão e o excesso de fitoplâncton podem prejudicar a qualidade da água e, consequentemente, a saúde dos peixes. Porém, a presença adequada de fitoplâncton é importante para o desenvolvimento da piscicultura. “Por isso é fundamental manter um equilíbrio saudável para garantir uma produção de peixes de qualidade. O manejo e a qualidade da água são elementos cruciais para o sucesso da piscicultura e devem ser tratados com a devida importância”, chama atenção Moro.

O terceiro aspecto crucial a se considerar é a quantidade de oxigênio dissolvido na água. Enquanto os humanos e outros animais obtêm o oxigênio do ar, muitas espécies de peixes precisam extrair o oxigênio da água por meio de difusão. “Por exemplo, tilápias e tambaquis precisam obter oxigênio da água. No entanto, a quantidade de oxigênio dissolvido na água é muito menor do que no ar. Por isso, a capacidade dos peixes em reter oxigênio é limitada, tornando-se esse um dos principais pontos a serem monitorados na produção de piscicultura”, afirma.

Outro fator importante é o pH da água, que varia em uma escala de 0 a 14. Um pH neutro é de 7, enquanto um pH acima de 7 é considerado alcalino e abaixo é ácido. Corpos hídricos apresentam diferentes níveis de pH, desde águas naturalmente com pH em torno de 10 até águas com pH 5,5. Moro diz que essa variação afeta os peixes, prejudicando as mucosas e brânquias, por exemplo. “Monitorar o pH da água é essencial para garantir a saúde dos peixes na piscicultura”, reforça o pesquisador.

O quinto aspecto importante é a dureza e alcalinidade, que estão intimamente ligados ao poder tampão do tanque de piscicultura. E por último os compostos nitrogenados, como a amônia, nitrito e o nitrato. “Os seres humanos excretam compostos nitrogenados através da ureia, enquanto os peixes excretam amônia, que é muito mais tóxica tanto para os peixes quanto para os humanos. Por isso, monitorar esses compostos é crucial para manter a qualidade da água e a saúde dos peixes”, frisa Moro, explicando porque os peixes excretam amônia em vez de ureia: “Isso ocorre porque a amônia é produzida a partir do metabolismo de proteínas com menor gasto energético, enquanto a conversão da amônia em ureia, que é menos tóxica, requer um maior gasto de energia. Como os peixes vivem na água, eles têm a vantagem de excretar a amônia diretamente no ambiente aquático, o que dilui o composto e evita problemas de toxicidade. Já os humanos precisam converter a amônia em ureia para armazená-la de forma menos tóxica no organismo, e excretá-la posteriormente na urina”.

Temperatura

A temperatura é um fator crítico para a sobrevivência e o desenvolvimento dos peixes, uma vez que eles são animais pecilotérmicos e não têm capacidade de controlar a temperatura corporal. Quando a temperatura da água fica muito alta, os peixes podem sofrer saturação e desequilíbrio das reações enzimáticas, o que afeta o metabolismo e pode levar a problemas de saúde. Por outro lado, temperaturas muito baixas podem causar estresse e doenças nos peixes, além de reduzir o metabolismo e a ingestão de alimentos.
Para espécies amazônicas, a temperatura ideal da água é em torno de 28ºC, mas elas podem suportar até 30ºC. Espécies da região Sul, como o jundiá, preferem temperaturas mais baixas, em torno de 25ºC a 26ºC. Já a tilápia, que veio da África para o Brasil, também é uma espécie de temperaturas altas, mas sua temperatura ideal é em torno de 25ºC a 26ºC. “Até 25ºC o desempenho zootécnico da tilápia não é muito afetado pela temperatura”, expõe Moro.

Cada espécie de peixe tem uma tolerância diferente em relação à temperatura da água. Enquanto a truta, que é uma espécie de água fria, começa a ter seu desempenho prejudicado acima de 20ºC, e pode até morrer em temperaturas em torno de 27ºC a 28ºC, por sua vez, o pirarucu já apresenta uma maior tolerância a temperaturas mais elevadas. “No entanto, em algumas de nossas experiências, constatamos que o pirarucu pode não suportar temperaturas extremas, como 24ºC, quando ocorreu mortalidade desses peixes. Por outro lado, há espécies que se adaptam bem a temperaturas mais elevadas, como é o caso de algumas que podem ser criadas em águas de até 32ºC. Portanto, é fundamental entender que a temperatura ideal da água varia bastante de espécie para espécie”, pondera Moro.

Problemas e soluções em temperatura

O especialista ressalta que quando os peixes são expostos a temperaturas inadequadas, eles tendem a ficar constantemente estressados, o que pode aumentar a incidência de doenças, principalmente durante o inverno. “Esse estresse crônico afeta o sistema imunológico dos peixes, prejudicando sua capacidade de combater doenças e tornando-os mais suscetíveis a infecções. Além disso, temperaturas acima do ideal podem levar a desarranjos metabólicos e mau funcionamento das enzimas, podendo até levar à morte dos animais”, sublinha.

Para garantir uma boa produção na piscicultura é fundamental conhecer os níveis adequados para cada espécie de peixe. Espécies de água fria, como a truta e o salmão, têm temperatura ideal mais baixa, enquanto as espécies tropicais, que são as mais produzidas no Brasil, se desenvolvem melhor em uma temperatura entre 24ºC e 28ºC. “É importante ressaltar que temperaturas abaixo de 24ºC diminuem o metabolismo do peixe, afetando seu consumo de alimento, e temperaturas acima de 28ºC podem causar problemas metabólicos e desnaturação de proteínas. Por isso é necessário monitorar e controlar a temperatura da água para garantir o sucesso da produção de peixes”, menciona.

Outros indicadores

Para uma piscicultura saudável, Moro diz que é importante manter a transparência da água entre 20 e 50cm, pois isso indica que a qualidade da água está boa. O nível de oxigênio dissolvido também é essencial e deve ser mantido acima de 3mg/L. “Embora o peixe possa sobreviver em águas com menos oxigênio ele não será capaz de desempenhar todo o seu potencial zootécnico e estará constantemente estressado. O ideal é manter o nível de oxigênio da água próximo da neutralidade, entre 6,5 e 8”, afirma o especialista.

Além disso, Moro ressalta que os níveis de nitrato devem ser mantidos abaixo de 1000mg/L, nitrito abaixo de 0,5mg/L e a amônia tóxica abaixo de 0,05mg/L. “É importante lembrar que o peixe excreta na forma de amônia, que as bactérias do corpo hídrico transformam em nitrito e outras bactérias em nitrato. Portanto, um alto nível de nitrato pode ser tóxico para os peixes, podendo chegar a ser entre 10 a 15 mil vezes mais alto do que o nitrito e a amônia na água”, detalha Moro.

Outro ponto importante é a dureza, que deve estar entre 20 a 120 mg/L, e a alcalinidade, que deve ser maior que 30mg CaCO3/L. “Manter esses parâmetros adequados é crucial para garantir a saúde e o bem-estar dos peixes em tanques escavados”, reitera.

Como fazer a aferição?

Moro diz que existem duas formas principais de medir a qualidade da água na piscicultura. A primeira e mais barata é através de kits colorimétricos, que custam entre R$ 500 e R$ 1 mil, dependendo da marca e das análises que o kit oferece. Esses kits são eficazes para análises de pH, amônia, nitrito e nitrato.

No entanto, ao analisar gases, como o oxigênio dissolvido ou o CO2 na água, Moro frisa que esses kits podem apresentar certa imprecisão devido à coleta, armazenamento e tempo necessários para análise, podendo, desta forma, os valores obtidos não serem tão precisos quando se trata de medições de gases. “Para garantir uma medição mais precisa, é recomendável que o produtor utilize equipamentos digitais, como um oxímetro, que varia entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil, dependendo da marca e da precisão dos dados. Um PHmetro é encontrado por cerca de R$ 2 mil e também é uma opção de equipamento digital para medição de pH na água”, enfatiza o pesquisador.

Um outro equipamento de medição importante na piscicultura é o disco de secchi. Para medir a transparência da água, Moro explica que o disco é dividido em duas partes, uma branca e outra preta, e é colocado na água. O disco é abaixado até que as duas partes não possam mais ser distinguidas e a profundidade é medida. Essa profundidade é uma medida da transparência da água. “Embora alguns produtores possam considerar os oxímetros e PHmetros caros, é importante ressaltar que esses equipamentos são extremamente importantes na monitoração da água. Ter esses instrumentos permite aos produtores detectar rapidamente problemas com a qualidade da água e tomar medidas preventivas para evitar a mortalidade dos peixes, o que pode resultar em prejuízos financeiros significativos”, salienta Moro.

Água totalmente transparente

Moro enfatiza que embora muitos piscicultores acreditem que uma água totalmente transparente seja o ideal para a criação de peixes, isso nem sempre é verdadeiro. Segundo ele, águas muito transparentes podem permitir a infiltração de raios UV, que são bastante prejudiciais para os peixes, especialmente durante períodos de alta incidência solar. Nesses casos, os peixes podem sofrer queimaduras.

Por outro lado, a transparência da água também pode ajudar a reter a incidência de luz solar, proporcionando um ambiente mais confortável para os peixes. “Quando os tanques têm uma transparência adequada, os peixes não conseguem enxergar as pessoas tão bem quanto em águas completamente transparentes, nas quais pode fazer com que os peixes fiquem assustados e parem de se alimentar adequadamente. Portanto, é importante encontrar um equilíbrio na transparência da água, de forma a garantir a saúde e o bem-estar dos peixes”, frisa Moro.

A segunda causa da turbidez da água em tanques de criação de peixes é a presença de algas, que podem levar à eutrofização. Moro afirma que para solucionar o problema da turbidez é possível utilizar tanto calcário quanto gesso agrícola, que ajudam a decantar os sólidos e deixam a água mais suspensa transparente. Porém, essa transparência pode gerar outro problema: a incidência direta de luz solar no fundo do tanque. “O que favorece a presença de algas filamentosas e plantas nativas, que dificultam o manejo e podem pesar na rede durante a despesca. Neste caso o recomendável é aplicar tanto gesso quanto calcário para diminuir a transparência da água. Em seguida, é necessário adubar o tanque para promover a produção de fitoplâncton e garantir que ele seja produzido na coluna d’água, evitando a incidência direta de luz solar”, expõe o pesquisador.

O especialista da Embrapa explica que a eutrofização é um fenômeno que ocorre quando há uma grande quantidade de nutrientes em um ambiente aquático, como nitrogênio, fósforo e potássio. Esses nutrientes são responsáveis pelo crescimento excessivo de fitoplâncton, que se acumula na superfície da água e pode causar problemas graves. “Quando a quantidade de fitoplâncton ultrapassa um nível ideal, a transparência da água começa a diminuir e o tanque fica com um excesso de alga, isso pode levar à formação de uma camada densa de algas na superfície, impedindo a penetração da luz e causando a morte do fitoplâncton na camada inferior, o que resulta em uma deterioração da qualidade da água e na redução da quantidade de oxigênio disponível”, detalha Moro.

Para resolver esse problema, o especialista aponta duas maneiras, sendo a primeira reduzir a quantidade de alimento que os peixes consomem e a segunda aumentar a renovação da água para eliminar parte dos nutrientes e do fitoplâncton acumulado. “É essencial medir regularmente a transparência da água para evitar a eutrofização e seus efeitos negativos”, lembra.

Peixe com gosto de barro

Você já ouviu falar de peixe com gosto de barro? Moro explica que isso acontece porque alguns tipos de algas produzem compostos que podem afetar o sabor da carne do peixe. Quanto mais algas houver no tanque, maior a chance de que o peixe tenha um sabor desagradável.

O especialista recorda que esse problema já causou muita resistência por parte dos consumidores, que costumavam associar o peixe de piscicultura a esse gosto ruim. “Essa situação melhorou com o tempo, graças a um melhor manejo dos tanques, à melhoria da qualidade da água e ao uso de rações de alta qualidade. Mas é importante lembrar que esse problema pode ser prejudicial para a cadeia de produção de peixes, já que o sabor ruim pode levar à perda de mercado e gerar uma reputação negativa para o setor. Por isso, é importante evitar a proliferação excessiva de algas nos tanques e garantir a qualidade da água para produzir peixes saudáveis e saborosos”, enfatiza Moro.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor aquícola acesse gratuitamente a edição digital de Aquicultura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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