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Especialista aponta fatores essenciais para controle efetivo de doenças

Profissional destaca a importância de entender que tudo está interligado e que é necessário uma visão abrangente do sistema de produção para obtermos bons resultados.

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O médico-veterinário e doutor em Reprodução de Suínos, Paulo Bennemann, levantou questionamentos importantes sobre a abordagem adotada em relação à sanidade animal durante o 7º Encontro Regional da Abraves-PR, realizado em março na cidade de Toledo, PR. O especialista indagou os participantes, público formado por profissionais que atuam na suinocultura, se estão realmente utilizando de forma adequada as ferramentas de diagnóstico disponíveis, se estão monitorando regularmente a saúde do plantel ou se apenas agem diante de um problema já existente. Ele ainda questionou se estão trabalhando nas causas ou nas consequências dos problemas de sanidade animal. Tais indagações evidenciam a necessidade de se repensar nessas práticas e de adotar medidas mais efetivas para garantir a saúde e o bem-estar dos animais.

Com diversas oportunidades para aprimorar o controle de doenças na suinocultura, Bennemann diz que embora o número de diagnósticos tenha aumentado, ainda a cadeia se concentra em suspeitas clínicas e não faz uso adequado do diagnóstico diferencial. “Isso nos impede de considerar outras possibilidades, pois coletamos material com base em nossas suspeitas iniciais. Precisamos nos questionar se estamos monitorando constantemente a saúde do plantel ou apenas coletando material quando ocorre um problema. Para um controle eficaz de doenças é crucial iniciar com um diagnóstico, um plano de ação e um plano de correção que garanta a monitoria adequada”, ressalta.

Médico-veterinário e doutor em Reprodução de Suínos, Paulo Bennemann – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Outro ponto importante a ser considerado, pontua Bennemann, é se o setor está lidando com a causa ou com a consequência do problema de sanidade. A multifatorialidade é a palavra-chave neste assunto. O especialista reforça que é necessário entender desde o agente causador até o que é primário ou secundário, o que é causa e o que é efeito. Para ilustrar isso, cita um exemplo prático relacionado à maternidade e à causa de morte por esmagamento. “O esmagamento é a causa ou a consequência de algo? Um leitão com frio, hipoglicemia ou debilidade pode ter sido esmagado por acaso, apenas por estar no lugar errado, na hora errada. Esse é um assunto bastante complexo que exige mais esforço da nossa parte para identificarmos a causa raiz e não apenas tratar os sintomas. Caso contrário, estaremos realizando um tratamento paliativo, que não resolverá o problema em sua essência”, enfatiza.

Controle efetivo

Para ter um controle efetivo de doenças na suinocultura, o primeiro passo é ter uma visão sistêmica do sistema de produção. O que acontece na Unidade de Produção de Leitões (UPL) afeta diretamente o resultado final na terminação. Entre outros fatores, a qualidade do leitão é determinada pela transferência de microbiota e qualidade de colostro que ele recebe. “Por isso, é importante entendermos que tudo está interligado e que devemos ter uma visão abrangente do sistema de produção para obtermos bons resultados”, expõe, ampliando: “É fundamental focar na causa dos problemas, porque se apenas tratarmos os sintomas, sem solucionar a causa raiz, vamos estar somente apagando ‘incêndios’. E o que acontece no início da vida do leitão vai resultar no desempenho futuro dele”.

O segundo passo para o controle efetivo de doenças é a redução da pressão de infecção, que pode ser alcançado através da implementação de medidas de biosseguridade, utilização de vacinas e, quando necessário, uso de antimicrobianos. “Não há problema em utilizar antimicrobianos, desde que seja feito de forma correta, com orientação técnica e baseado em diagnóstico adequado”, frisa Bennemann.

Equilíbrio sanitário é fator chave

Segundo o doutor em Reprodução de Suínos, para reduzir a pressão de infecção é necessário criar um ambiente favorável para o desenvolvimento dos animais, permitindo que eles atinjam seu máximo potencial, o que vai contribuir também para manter baixos níveis de desafio ao sistema imunológico, evitando uso de energia desnecessária para sua ativação, resultando em um melhor desempenho dos animais e, consequentemente, em uma produção mais eficiente e rentável. “A utilização de medidas de biosseguridade, vacinas e antimicrobianos de forma adequada e com critérios bem estabelecidos são importantes para alcançar o equilíbrio sanitário em uma granja”, pontua.

De acordo com o profissional, o sistema hepático gasta 16% de energia do metabolismo, o sistema imune 21% quando ativado e 16% em situações normais. “Isso representa um grande consumo de energia e se houver um desequilíbrio sanitário o sistema imunológico estará constantemente ativado. Cerca de 70% de todo o tecido linfoide está associado ao intestino e qualquer problema relacionado ao desequilíbrio da microbiota mantém o sistema imunológico ativo, o que resulta em gasto de energia. É crucial evitar desafios e gastos desnecessários de energia, caso contrário, o resultado na terminação será comprometido”, expõe.

Bennemann destaca que para se formar uma imunidade robusta nos animais é essencial reduzir a pressão de infecção por meio de práticas como limpeza, desinfecção e vazio sanitário. No entanto, a sanidade é complexa porque os agentes patogênicos podem ter múltiplas origens relacionadas à excreção, além de uma grande variedade de sorotipos. “Quando trabalhamos com múltiplas origens, aumentamos a pressão de infecção, o que torna o controle ainda mais desafiador”, constata.

Comumente, ocorrem co-infecções por diferentes agentes patogênicos, como influenza, vírus e micotoxinas. Por isso, o especialista diz que é difícil isolar apenas um agente em uma lesão ou em uma suspeita clínica, ressaltando a importância de entender as co-infecções para um controle mais efetivo das doenças no rebanho.

As variações de temperatura e umidade no ambiente e manejo dos animais também podem causar problemas sanitários. Segundo Bennemann, uma variação de 6º C já é suficiente para desencadear um problema. “Embora se fale muito sobre retirada de antimicrobianos, pouco se fala sobre a importância de trabalhar o ambiente. É possível reduzir o uso de antimicrobianos, mas isso só será viável se oferecermos boas condições para o desenvolvimento dos animais, que incluem água, comida e um ambiente seco para dormir. É fundamental trabalhar o ambiente para prevenir problemas de saúde e reduzir a necessidade de uso de antibióticos”, pontua.

A imunidade também um fator importante na produção de suínos, uma vez que animais com sistema imunológico forte e robusto são mais resistentes a doenças e infecções, o que pode reduzir a incidência de mortalidade e morbidade na granja. A imunidade dos suínos pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo a genética, nutrição, manejo, ambiente e desafios infecciosos. “Para promover uma imunidade saudável, é fundamental fornecer uma dieta equilibrada e adequada às necessidades dos animais, além de garantir um ambiente limpo e seguro, com boa ventilação e sem excesso de umidade”, acentua o especialista.

O equilíbrio sanitário de uma granja pode ser afetado ainda pelo estresse e a interação entre o agente e o hospedeiro. “Os agentes infecciosos podem modular o hospedeiro, criando condições favoráveis para sua multiplicação. A interação entre o agente e o hospedeiro é observada em diversos agentes, como a Escherichia coli, a Salmonella e o circovírus, que conseguem modular o organismo hospedeiro para garantir sua sobrevivência e multiplicação”, elenca.

Outro fator está relacionado a disbiose intestinal, condição na qual há um desequilíbrio da microbiota intestinal, ou seja, há alterações na quantidade ou qualidade de bactérias benéficas e patogênicas no trato gastrointestinal dos animais. A disbiose pode ser causada por diversos fatores, como uso excessivo de antimicrobianos, dieta inadequada, estresse e outros. E quando ocorre há uma diminuição da diversidade de bactérias benéficas e um aumento das bactérias patogênicas, o que compromete a função intestinal e a resposta imunológica do animal, levando a uma série de problemas de saúde, incluindo distúrbios gastrointestinais, como diarreia e constipação, além de problemas no sistema imunológico. Por isso é fundamental adotar práticas de manejo adequadas, oferecer uma dieta balanceada e usar antimicrobianos de forma prudente para manter uma boa saúde intestinal nos animais. “A interação entre microbiota e imunidade é fundamental. Qualquer alteração na microbiota impacta diretamente o sistema imunológico. Por isso existem diversas estratégias e aditivos disponíveis para modular a microbiota, como probióticos, prebióticos, simbióticos, ácidos orgânicos, entre outros produtos. Essas ferramentas podem ser usadas para manter uma microbiota saudável e equilibrada, promovendo uma resposta imune adequada e prevenindo problemas de saúde nos animais”, evidencia.

Bennemann lembra que não há um produto ou aditivo que seja perfeito em termos de especificidade, desempenho, controle de patógenos, efeitos nutricionais e imunomodulação, mas ressalta que o futuro do setor envolve o trabalho com associações de produtos visando a obtenção de um equilíbrio ideal de microbiota, com o objetivo de promover um bom desenvolvimento imunológico, uma boa formação e qualidade de colostro.

Três passos para ter colostro de qualidade

O controle efetivo da saúde passa necessariamente pela matriz, iniciando pela gestação. É difícil que uma matriz obesa produza um colostro de qualidade, da mesma forma que uma matriz magra não será capaz de fornecer um colostro adequado. Portanto, é fundamental cuidar da saúde das matrizes. Há três etapas para garantir a produção de um colostro de qualidade.
O primeiro passo para garantir a produção de colostro de qualidade é manter a saúde intestinal da matriz, que está diretamente relacionada à absorção de nutrientes, produção de leite e uniformidade da leitegada.

O segundo passo é preservar a diversidade da microbiota. Embora o uso de ácidos orgânicos na creche possa ser uma ferramenta útil para evitar problemas entéricos, é importante utilizá-los com critério, pois seu uso contínuo pode reduzir a diversidade da microbiota.

O terceiro passo é garantir uma boa imunidade, que envolve a qualidade e a quantidade de colostro produzido pela matriz. É fundamental garantir que o leitão recém-nascido receba um colostro de qualidade que proteja e melhore seu desempenho até o final da terminação.

Bennemann lembrou que “antigamente” o conceito de que o colostro era utilizado apenas para prevenir a diarreia na maternidade era bastante difundido. Atualmente, estudos demonstram que o colostro tem impacto significativo no ganho de peso dos animais. “Animais que recebem baixa quantidade de colostro apresentam ganho de peso reduzido, e as fêmeas que não recebem colostro suficiente podem apresentar atraso no início da puberdade, de até 7 a 10 dias. Isso mostra que a importância do colostro vai muito além do período de maternidade”, pontua.

É possível medir a qualidade de colostro?

Para saber a qualidade de colostro, Bennemann realizou a medição da qualidade do colostro em 35 granjas, coletando 609 amostras e determinando indiretamente a concentração de imunoglobulinas. Como resultado, notou-se que 43% das matrizes apresentaram colostro de qualidade inferior ou ruim. “O que merece nossa atenção. Será que não estamos causando um catabolismo intenso que esteja prejudicando a qualidade do colostro? Porque não basta apenas o leitão mamar no colostro, é necessário fazer uma conexão com o que está sendo observado no campo. As vezes a granja é excelente, mas a qualidade do colostro das matrizes é inferior. Será que é a granja que apresenta esse perfil inferior em termos de qualidade de colostro? Precisamos começar a juntar essas informações e interpretá-las corretamente para tomarmos decisões mais assertivas. Para isso é necessário iniciarmos esse trabalho a partir de um diagnóstico assertivo, interpretar esse diagnóstico, gerar dados e, com esses dados, tomarmos decisões”, sugere.

Assim como avaliou a qualidade do colostro, o especialista também mediu a transferência da imunidade passiva para os leitões. Em 244 leitões foram verificados o perfil das imunoglobulinas 24 horas após a ingestão do colostro. “Infelizmente constatamos que 7% dos leitões apresentam imunidade passiva insuficiente. Esse problema acarreta subpopulações vulneráveis, o que resulta em uma alta taxa de mortalidade de leitões devido à instabilidade e à desuniformidade na imunidade passiva. Controlar doenças nessa situação fica bastante difícil”, alerta.

Além disso, aponta que há mais um problema que precisa ser abordado, que é o uso de preventivos e antibioticoterapia no momento do nascimento dos leitões. “Prática que tem sido cada vez mais questionada e reduzida. No entanto, é necessário ter uma visão sistêmica do sistema de produção para melhorar a sanidade dos animais. Devemos pensar de forma mais cuidadosa sobre o uso prudente de antibióticos diante dos microrganismos”, adverte.

Visão sistêmica

Bennemann reforça que para alcançar um controle efetivo de doenças é fundamental que a cadeia produtiva adote uma visão sistêmica do sistema de produção. Isso implica em iniciar a promoção de uma imunidade robusta desde cedo, implantar programas de monitoramento e ferramentas de controle, garantir diagnósticos assertivos e constantes, além de monitorar o ambiente e a biosseguridade.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

 

Fonte: O Presente Rural

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Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
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Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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