Avicultura
Especialista aponta desafios e estratégias para reduzir condenações na indústria avícola
Condenação de carcaças é um dos maiores desafios enfrentados pela indústria avícola, comprometendo tanto a qualidade do produto final quanto a rentabilidade do setor.

A condenação de carcaças é um dos maiores desafios enfrentados pela indústria avícola, comprometendo tanto a qualidade do produto final quanto a rentabilidade do setor. De acordo com o engenheiro de produção e especialista em Engenharia da Qualidade, Ricardo Pivatto, diversas doenças, como aerossaculite, dermatite, contaminação gastrointestinal/biliar, ascite, artrite e septicemia/toxemia, estão entre as principais causas de condenações. “Essas doenças podem comprometer a segurança alimentar, afetando a qualidade do produto final e reduzindo seu valor comercial”, explica Pivatto, que é palestrante no 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontece nesta semana, em Chapecó (SC).
O manejo adequado das aves é essencial para reduzir a incidência de condenações. Aspectos como densidade populacional, ventilação eficiente e manejo adequado são fundamentais para evitar estresse e lesões.
Além disso, Pivatto salienta que uma alimentação balanceada e rica em nutrientes fortalece o sistema imunológico das aves, diminuindo a ocorrência de doenças que levam à condenação total ou parcial da carcaça.
Bem-estar animal e genética
A adoção de boas práticas de bem-estar animal é outra estratégia eficaz na redução de condenações. O especialista pontua que espaçamento adequado, acesso à água de qualidade, controle de temperatura e redução do estresse durante o transporte contribuem para minimizar condenações por injúrias e estresse calórico (mortalidade).
Paralelamente, o melhoramento genético tem sido um fator-chave na seleção de linhagens mais resistentes a doenças respiratórias e metabólicas, ajudando a reduzir perdas na produção.
Desafios da indústria avícola

Engenheiro de produção e especialista em Engenharia da Qualidade, Ricardo Pivatto: “A indústria avícola deve continuar investindo em inovação para otimizar processos e reduzir perdas, garantindo um produto final de alta qualidade para o consumidor” – Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Para minimizar condenações, a indústria tem investido em tecnologias avançadas, como sistemas automatizados de abate e evisceração, inspeção por imagem, sensores de detecção de contaminação e técnicas de escaneamento por infravermelho. “O uso de processos padronizados na indústria melhora a eficiência na detecção de anomalias”, destaca Pivatto.
Entre os principais desafios da indústria avícola, segundo Pivatto, estão a manutenção da biossegurança, resistência antimicrobiana, controle de doenças emergentes e altos custos com vacinas e alimentação de qualidade. “Esses fatores elevam os custos de produção e demandam investimentos contínuos para garantir eficiência e segurança alimentar”, ressalta.
Uma dieta balanceada, contendo proteínas, vitaminas, minerais e aditivos funcionais melhora a imunidade e reduz doenças metabólicas. “Suplementos como prebrióticos e probióticos contribuem para a saúde intestinal, minimizando problemas digestivos e reduzindo a taxa de condenação”, salienta o profissional.
Multifatorial
O profissional destaca que a capacitação técnica e a adoção de boas práticas de manejo têm demonstrado resultados positivos na redução de perdas e no aumento da rentabilidade das granjas.
O especialista enfatiza que a redução das condenações em carcaças de frango depende de um conjunto de fatores, incluindo manejo adequado, nutrição balanceada, melhoramento genético, uso de tecnologias avançadas e boas práticas de bem-estar animal. “A indústria avícola deve continuar investindo em inovação para otimizar processos e reduzir perdas, garantindo um produto final de alta qualidade para o consumidor”, reforça.
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Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




