Avicultura
Especialista aponta desafios e estratégias para o controle de ectoparasitas em granjas de postura
Para o controle eficaz de ectoparasitas em granjas avícolas, uma série de medidas coletivas devem ser adotadas para um controle eficaz em granjas avícolas.

Com o melhoramento genético, o aprimoramento de técnicas de produção e a melhoria dos sistemas de criação, que estão cada vez mais eficientes, o Brasil alcançou uma produção superior a 52 bilhões de ovos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Para atingir esse volume de produção, as linhagens de poedeiras produziram em média 500 ovos ao longo de 100 semanas de vida das aves. No entanto, para otimizar a mão de obra, as instalações e o custo de produção, se fez necessário o incremento na densidade de animais por galpão. Essa mudança, embora tenha proporcionado maior produtividade, também trouxe consigo desafios e preocupações, uma vez que criou um ambiente favorável à proliferação de ectoparasitas.

Médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e gerente técnico de Monogástricos – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Conforme o médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias e gerente técnico de Monogástricos, William Dick, o aumento de ectoparasitas como piolhos, ácaros e pulgas causa inúmeros problemas para as aves, entre os quais nervosismo e automutilação. “A sua presença provoca estresse, que associado à inflamação causada pela espoliação, leva a uma piora da conversão alimentar, redução da qualidade dos ovos, tanto interna como da casca, queda de produção, imunossupressão e, no caso de parasitos hematófagos, um quadro de anemia”, explicou Dick.
Além dos impactos diretos na saúde e na produtividade das aves, a piora do status sanitário pode resultar em um aumento na mortalidade e uma elevação nas taxas de aves infectadas, assim como os ectoparasitas também trabalham como vetores de muitos agentes, entre eles Salmonella e Escherichia coli. Dick lembra que os mesmos ectoparasitas que acometem as aves também representam uma ameaça para os colaboradores das granjas, podendo provocar lesões de pele e alergias.
De acordo com o mestre em Ciências Veterinárias, os principais ectoparasitas que acometem as poedeiras em granjas comerciais brasileiras são piolhos e ácaros. Ele explica que os piolhos são pertencentes à Ordem Phthiraptera e variam de 0,5 a 8 mm de cumprimento, tendo como seus hospedeiros aves e mamíferos. Dentre as espécies de piolhos que mais acometem aves de postura estão Goniocotes Gallinae piolho hematófago, Menopon gallinae, Lipeurus caponis e Menachantus sp. “A maioria das espécies de piolhos está associada a uma única espécie hospedeira. Eles podem ser exclusivamente hematófagos ou se alimentarem de penas, descamações, secreções, sangue exposto no hospedeiro ou outros artrópodes, como ácaros ou suas próprias exúvias”, expõe.
Já os piolhos mastigadores são pragas que acometem as aves domésticas, causando irritação, inquietação e feridas na pele. “Essas condições levam os animais a se alimentarem mal, o que diminuiu o ganho de peso da ave e sua produção de ovos”, menciona Dick, frisando que o ciclo biológico dos piolhos leva cerca de um mês, passando pelas fases de ovo, ninfa 1, ninfa 2, ninfa 3 até chegar a fase adulta.
Por sua vez, os ácaros pertencem à classe Arachinida e na fase adulta medem entre 0,25 e 0,75 mm de comprimento, embora existam espécies ainda menores. “No caso da avicultura temos duas espécies que são visíveis a olho nu e duas espécies que são praticamente invisíveis a olho nu. Eles podem ser exclusivamente hematófagos ou se alimentarem de descamações, secreções e pele”, afirma o médico-veterinário, acrescentando: “Os ciclos biológicos são muito variáveis de acordo com cada espécie, temperatura e umidade, porém todos são extremamente prolíficos e resistentes, podendo sobreviver sem alimentação por até oito meses nas instalações avícolas”.
Espécies que mais acometem as aves de postura
Dick destaca que entre as espécies de ectoparasitas que mais afetam as aves poedeiras, encontram-se o Allopsoroptoides galli, um ácaro que foi identificado pela primeira vez em 2013. Ele explica que este parasita se alimenta da pele e descamações das aves, causando prurido intenso. “Os sintomas geralmente se manifestam com a presença de exsudato e perda de penas, principalmente nas regiões ventrais das asas e próximas à cloaca. A dificuldade de visualização a olho nu torna o controle desse ácaro desafiador e seus danos podem ser significativos, impactando a produção de ovos das aves infectadas”, pontua.
Outra espécie é a Megninia cubitalis que, assim como anterior, se alimenta de pele e descamações das aves, o que resulta em um prurido intenso e, consequentemente, uma redução na produção de ovos. O ciclo de vida desse inseto varia de cinco a oito dias, o que acelera sua propagação dentro do galpão. “Essas duas espécies têm potencial para causar quedas acentuadas na produção de ovos, podendo chegar até a 50%”, evidencia Dick.
Enquanto os ácaros de coloração negra da família Ornithonyssus sp. se alojam na área da cloaca das aves, depositando seus ovos no canhão das penas. “Eles permanecem no corpo da ave ao longo de toda a sua vida, que varia entre cinco e sete dias. Esses ácaros têm uma alimentação exclusiva de sangue, o que resulta em uma série de problemas, incluindo anemia, prurido, queda na imunidade, redução no consumo, diminuição na qualidade dos ovos e na produtividade”, relata o médico-veterinário.
E os Dermanyssus sp. são ácaros de cor vermelha, que preferem viver nas instalações dos aviários, especialmente em frestas e locais onde podem se esconder de predadores. De hábito noturno, seu ciclo de vida varia de sete a 10 dias. Se alimentam exclusivamente de sangue, podendo causar anemia, prurido, queda na imunidade, redução no consumo, perda na qualidade dos ovos e na produtividade “A queda na produção provocada por esses dois ácaros pode variar de 3 a 4%, com oscilações na curva de produção”, afirma o profissional.
Medidas para controle de ectoparasitas

Para o controle eficaz de ectoparasitas em granjas avícolas, uma série de medidas coletivas devem ser adotadas para um controle eficaz em granjas avícolas, promovendo a saúde e a produtividade das aves de forma mais sustentável e segura. Dentre as estratégias estão a colocação do telamento nas unidades produtoras, o que é uma exigência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conformidade com a Instrução Normativa nº 8 de 2017. “Essa medida auxiliar a manter aves silvestres afastadas das instalações, uma vez que elas são hospedeiras naturais de muitos ectoparasitas. Embora o telamento não impeça completamente a entrada desses insetos, vai reduzir consideravelmente a presença deles”, destaca.
Além disso, é obrigatório o controle de roedores nas granjas, de acordo com a Instrução Normativa 56 do Mapa, visto que atuam como vetores de diversos patógenos. Assim como o controle de acesso de pessoas aos galpões, seja de funcionários ou visitantes, deve ser restrito ao mínimo necessário, uma vez que qualquer indivíduo pode servir como vetor para os ectoparasitas. “Chamo atenção para este cuidado pois as infestações por ectoparasitas em unidades produtivas não iniciam na totalidade de galpões e essa medida visa a redução de propagação no interior da granja”, enfatiza.
O profissional diz ainda que é importante controlar rigorosamente o tráfego de equipamentos e insumos para os galpões, pois ferramentas, vassouras, bandejas de colheita de ovos e carrinhos podem transportar ectoparasitas do ambiente externo para o interior dos galpões, bem como de um galpão para outro. “A monitoria regular dos galpões desempenha um papel vital na detecção precoce de focos de ectoparasitas. Isso deve ser feito semanalmente, buscando identificar os locais onde esses insetos habitam”, reforça Dick, frisando: “No caso de ectoparasitas que completam todo seu ciclo de vida nas aves é necessária fazer a apanha para inspecionar abaixo das penas ou raspado de pele, dependendo da espécie de ectoparasita, pois geralmente não é possível a visualização com as aves soltas ou nas gaiolas”.
A dedetização dos galpões é outra medida que deve ser tomada, mas apenas durante o período de vazio sanitário. No entanto, Dick reforça que a aplicação desse procedimento requer cuidados especiais na escolha do princípio ativo a ser utilizado. “É fundamental verificar se o princípio ativo possui indicação para uso em instalações avícolas, respeitando as regulamentações vigentes. Além disso, o período de residualidade do princípio ativo no ambiente deve ser compatível com o período de vazio sanitário, evitando intoxicações nas aves e resíduos nos ovos que possam restringir sua comercialização”, aponta.
Outro fator que deve ser levado em consideração, segundo o mestre em Ciências Veterinárias, é a seletividade do princípio ativo, que precisa preservar a fauna que atua como predadora de ectoparasitas, minimizando impactos ambientais indesejados, bem como sua aplicação deve ser realizada exclusivamente por equipes treinadas, para garantir a segurança dos funcionários da granja.
Devido à toxicidade dos princípios ativos sobre as aves, é necessário ter o cuidado para que as aves dos galpões adjacentes não sejam intoxicadas pelo produto. No que diz respeito a efetividade do princípio ativo, Dick relembra que o uso frequente de um mesmo produto químico pode, com o tempo, selecionar indivíduos resistentes até que o químico deixa de funcionar. “A escolha e a orientação dos princípios ativos são estratégias importantes para manter a eficácia da dedetização ao longo do tempo, visto que o controle de ectoparasitas é essencial para o bem-estar e a produtividade das aves, porém seu controle deve ser feito com responsabilidade, pois, dependendo da estratégia utilizada, podemos gerar quadros de intoxicações nas aves e nos consumidores devido a resíduos, tanto nas instalações como nos ovos”, afirma.
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Avicultura
Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos
Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.
O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.
Preço competitivo sustenta consumo
O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.
Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural
Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.
Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.
Custos seguem incertos
O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.
A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.
Avanço em programas sociais e políticas públicas
O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.
Combate à desinformação
A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.
Um setor mais organizado e unido
Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.
Avicultura
Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.
As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos
A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.
“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.
Avicultura
Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025
Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.
No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%). “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.



