Peixes
Especialista alerta sobre necessidade de implementar programas de biosseguridade na piscicultura
Essa lacuna representa um desafio para a cadeia produtiva, que precisa avançar na criação de um plano específico para proteger os plantéis e garantir a qualidade e sanidade da produção.

A biosseguridade, conjunto de medidas preventivas e de controle destinadas a evitar a entrada e disseminação de patógenos em sistemas produtivos, é fundamental para a sustentabilidade da piscicultura, especialmente na criação de tilápias, espécie mais produzida no Brasil. No entanto, diferentemente de outros setores do agronegócio, como a avicultura, o segmento aquícola ainda não conta com um programa nacional estruturado de biosseguridade. Essa lacuna representa um desafio para a cadeia produtiva, que precisa avançar na criação de um plano específico para proteger os plantéis e garantir a qualidade e sanidade da produção.
Durante o 3º Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná (Simpop), realizado em Toledo, o médico-veterinário Paulo Raffi, especialista em Economia, Políticas Estratégicas e Agronegócio, alertou para a importância da criação de um programa de biosseguridade no setor aquícola. “A biosseguridade é a maneira mais econômica de evitar a disseminação de enfermidades, porque além de proteger os animais, também melhora os índices de produção e reduz as perdas. Ao conhecer as condições locais, como clima e a propagação de doenças, os técnicos podem elaborar programas adequados para prevenir a introdução de patógenos
Entre as medidas essenciais para a criação de um programa de biosseguridade devem prever o isolamento da propriedade, controle de tráfego, higienização, quarentena, medicação e vacinação, monitoramento de doenças e auditoria técnica. Além disso, Raffi destaca a necessidade de educação continuada dos profissionais, registro de resultados e a criação de planos de contingência para situações de emergência.
Raffi também fez um paralelo com a avicultura, setor referência em biosseguridade no Brasil. Ele mencionou o Plano Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), implementado em 1994, como um marco na regulamentação do controle sanitário no país. Com foco no controle de doenças como salmoneloses e Micoplasma, o PNSA e a Instrução Normativa 56 (IN56), que entrou em vigor em 2007, estabeleceram normas rígidas para granjas de frango de corte e poedeiras, reforçando o uso de medidas profiláticas, como isolamento e desinfecção, na prevenção de doenças.
Segundo Raffi, o sucesso da biosseguridade depende do esforço conjunto de todos os envolvidos na cadeia produtiva. “É muito mais econômico prevenir do que remediar as perdas causadas por patógenos”, enfatizou, acrescentando: “O exemplo da avicultura serve como um exemplo para que a piscicultura brasileira adote medidas similares, garantindo assim um futuro mais seguro para o setor, porque a falta de um plano estruturado de biosseguridade deixa o setor vulnerável a perdas de plantéis devido à introdução de patógenos. Por isso é muito importante que todos os elos da cadeia produtiva estejam comprometidos em adotar medidas preventivas para garantir a sanidade dos plantéis”.
Por que a piscicultura precisa da biosseguridade?

Foto: Jonathan Campos
A biosseguridade na piscicultura é uma necessidade urgente, motivada principalmente pelas demandas dos clientes e exigências de mercado. Conforme explica o médico-veterinário, o primeiro requerimento vem dos consumidores, que buscam cada vez mais produtos livres de contaminantes. Raffi cita o exemplo recente da avicultura gaúcha, que enfrentou o surto de Doença de Newcastle. “A primeira medida tomada foi interromper as exportações, pois está no certificado sanitário internacional que o país deve ser livre dessa enfermidade”, destacou.
Além disso, há uma crescente regulamentação sobre alimentação e saúde, com consumidores cada vez mais interessados na origem e segurança dos produtos que consomem. “Em algumas regiões, o consumidor já consegue, por meio do código de barras, acessar toda a rastreabilidade de um produto”, exemplificou Raffi, reforçando a importância de atender a essas expectativas.
Outro ponto crítico é a drástica redução no número de medicamentos aprovados para uso, como antibióticos e antimicrobianos. A tendência é que o setor tenha cada vez menos opções de tratamentos, o que torna a prevenção ainda mais vital. “A cadeia produtiva precisa se antecipar ao problema, adotando medidas de biosseguridade para evitar o uso de antimicrobianos, assim prevenindo perdas de produtividade e de vendas”, reforça o especialista.
Para ele, esse cenário reforça a necessidade de um programa de biosseguridade sólido na piscicultura, que atenda às demandas do mercado, proteja a saúde dos animais e garanta a sustentabilidade do setor no longo prazo. “A implementação de um programa de biosseguridade representaria um passo decisivo na consolidação da aquicultura brasileira como uma das mais seguras e produtivas do mundo”, enaltece.
Fontes potenciais de disseminação de patógenos

Foto: Arquivo/OP Rural
A disseminação de patógenos na piscicultura pode ocorrer de várias formas, e Raffi diz que é importante entender as diferentes fontes para implementar um programa eficaz de biosseguridade. Segundo o médico-veterinário, diversos fatores contribuem para o risco de contaminação. “Devemos considerar desde a genética dos animais, a qualidade da água, até o nível microbiológico dos alimentos que fornecemos. Equipamentos transportados entre locais e o próprio pessoal que trabalha na propriedade também podem ser vetores de patógenos”, explica, ressaltando que os frigoríficos também podem atuar como concentradores e disseminadores de problemas sanitários.
Para evitar a propagação de doenças, Raffi enfatiza que um programa de biosseguridade deve funcionar como uma corrente, onde cada elo é essencial para a proteção do sistema produtivo. “Isolamento, controle de tráfego, higienização, quarentena, medicação, vazio sanitário entre lotes, monitoramento constante e registros precisos são fundamentais para reduzir a pressão de infecção no ambiente”, afirma.
Além disso, o monitoramento da sanidade dos animais por meio de amostragens e análises regulares é essencial. “É preciso ter um programa robusto de erradicação de enfermidades, combinado com auditorias frequentes. Se não mensuramos, não gerenciamos. Um dia o sistema pode parecer saudável, mas no outro não. Sem dados e análises constantes, não conseguimos tomar decisões eficazes”, reforça.
O treinamento contínuo dos trabalhadores também é uma peça-chave para garantir que todos estejam alinhados com as práticas de biosseguridade. “Enfermidades nos desafiam diariamente, e por isso precisamos estar sempre preparados”, enfatiza, reforçando a importância de planos de contingência para lidar com possíveis surtos e manter a saúde dos plantéis.
Aquicultura vulnerável
No Brasil, a ausência de uma Instrução Normativa específica para a sanidade na aquicultura é um dos principais desafios enfrentados pelo setor. O médico-veterinário ressalta que, ao contrário da avicultura, que já conta com o Plano Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), a aquicultura ainda carece de uma regulamentação clara sobre quais doenças devem ser controladas. “Sabemos que existe um manual de sanidade, mas ele não define as enfermidades prioritárias a serem combatidas. Na avicultura, por exemplo, foi estabelecido o controle de quatro tipos de salmonela e dois tipos de micoplasma”, compara Raffi.
Outro ponto destacado pelo especialista é a falta de uma Instrução Normativa que estabeleça diretrizes para a biosseguridade na aquicultura, contemplando desde o registro de estabelecimentos até a definição de parâmetros de biosseguridade estrutural, conceitual e operacional. Ele questiona: “Qual seria a estrutura ideal para a produção de tilápia em tanques escavados ou tanques-rede? Qual o melhor sistema? O setor precisa discutir essas questões e buscar melhorias para criar um sistema mais robusto”, frisa.
A criação de um plano de monitoramento contínuo para o controle de doenças, principalmente as de origem genética, também é uma necessidade urgente. “A genética tem que ser validada. Enquanto não há uma legislação específica para isso, precisamos de métodos que atestem a sanidade do material genético”, defende Raffi.

Médico-veterinário, especialista em Economia, Políticas Estratégicas e Agronegócio, Paulo Raffi: “Enfermidades nos desafiam diariamente” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Além disso, ele menciona outras medidas essenciais para a prevenção de enfermidades, como a quarentena de novos lotes, o controle da origem do material introduzido, a gestão do movimento de pessoas e equipamentos, e o monitoramento regular da saúde dos animais. “Não podemos supor que temos um problema sem realizar a coleta de amostras e análises detalhadas”, alerta Raffi, destacando a importância de um monitoramento laboratorial rigoroso, com atenção ao número de amostras, à frequência das análises e ao acompanhamento dos resultados.
O profissional faz um paralelo com o setor avícola, lembrando o tempo que levou para a implementação da IN56, que regulamenta as medidas de biosseguridade na avicultura. “O Brasil levou cinco anos para consolidar a IN56, após uma série de discussões. Sem essa regulamentação, hoje o país não seria o maior exportador de carne de frango”, afirma, advertindo que, com o crescimento acelerado da aquicultura, especialmente no Oeste do Paraná, onde a concentração de aves, suínos, gado de leite e tilápia é alta, é fundamental adotar medidas adicionais de biosseguridade. “Não estamos considerando o aumento da densidade de animais por quilômetro quadrado, e isso exige novas estratégias de mitigação de riscos”, salienta.
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Peixes
Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras
Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.
O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.
Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.
No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.
Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.
Peixes
Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca
Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.
O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves
Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.
Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.
O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.
Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Peixes
Ruído de embarcações compromete comunicação dos peixes, aponta estudo
Pesquisa da UFPE indica que a poluição sonora pode afetar alimentação, reprodução e defesa de território, com reflexos para a saúde dos recifes e da pesca.

O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.
A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Foto: MPA
Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.
De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.
Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana. “Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.
Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.
Praias turísticas
O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.
Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.
Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.
Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.
Forma de medição
Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.
Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.
Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.
Sons dos peixes
A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.
A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.

Foto: Divulgação
Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.
A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.
Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.
Consequências
O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares. “Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”
Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal. “Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.
Outras regiões
O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”. “Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.
“A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.
Limites sustentáveis
Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes. “Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.
Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.
O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades. “O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.
Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto. “Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”



