Suínos
Especialista alerta para pontos críticos e de maior atenção na limpeza e desinfecção
Profissional enaltece a importância destas etapas e reforça que elas podem ser grandes aliadas na prevenção e tratamento de doenças e no controle de pontos críticos da granja.

A suinocultura é uma atividade complexa, e a biosseguridade desempenha um papel crucial para manter a saúde dos animais e garantir o sucesso da produção. A médica-veterinária, mestra em Patologia Animal, Thaiane Kasmanas, enaltece nesta matéria a importância da temática “Limpeza, desinfecção e a pirâmide do bom senso”, apresentando contribuições significativas para esta etapa da produção, o que pode contribuir para a evolução e o aprimoramento contínuo da atividade.
De acordo com Thaiane, a limpeza e a desinfecção acabam sendo, no dia-a-dia da granja, atividades bastante operacionais. Ela enalteceu que muitas propriedades já possuem equipes que são responsáveis por fazer este serviço. “Meu objetivo hoje é mostrar a grande importância destas práticas que podem interferir em todo o processo produtivo da suinocultura. É preciso capacitar os profissionais”, recomenda.

Médica-veterinária, mestra em Patologia Animal, Thaiane Kasmanas – Foto: Divulgação/Pork Meet Rio Verde
A médica-veterinária distinguiu dois conceitos que muitas vezes acabam sendo confundidos como se fossem o mesmo: a biosseguridade e a biossegurança. Conforme ela, a biosseguridade são as práticas e medidas que visam minimizar os riscos sanitários em populações animais, já a biossegurança está relacionada com as normas e procedimentos que são realizados com os seres humanos. “Desta forma podemos dizer que a biosseguridade diz respeito aos animais e que ela está sendo melhorada a todo momento. Já a biossegurança, por se tratar de aspectos relacionados à saúde humana, é mais inflexível e muito mais rígida, sendo que muitas vezes uma medida de biossegurança pode ser tornar uma lei”, disse.
A profissional pontuou que embora as duas palavras sejam parecidas, elas possuem conceitos diferentes, enaltecendo que esta abordagem sobre limpeza e desinfecção vai focar o complexo programa de biosseguridade. “É claro que o programa de biosseguridade vai além da limpeza e desinfecção, ele engloba os controles de entrada e saída na granja, bem como auxilia a dificultar a entrada de patógenos, controla o nível de contaminação interna, busca evitar a disseminação de doenças, bem como reduz gastos com tratamento medicamentoso e aumenta a produtividade e qualidade do produto final”, observou.
Segundo Thaiane, a biosseguridade pode ser dividida em três grandes áreas: a bioexclusão, bio-manejo e bio-contenção. “Na bioexclusão temos as ações que a gente usa para prevenir a entrada de um patógeno na granja. No bio-manejo temos os aspectos operacionais padrões, além da implementação de processos para evitar a proliferação de doenças, como a vacinação, a limpeza e desinfecção. Já a bio-contenção é a parte mais complexa, ela precisa estar sempre no radar, já que ela trata do manejo de resíduos, de animais mortos, da composteira, do biodigestor e a própria água de lagoa”, observou.
Ela pontuou que é possível redividir a biosseguridade em três grandes componentes. Físico, químico e lógico. “As barreiras físicas são usadas para sinalizar o que é área limpa, o que é área suja, elas tratam das partes da estrutura. Já o componente químico é a utilização dos detergentes e desinfetantes. E a parte lógica é bastante curioso, porque ela abrange com que o conceito de biosseguridade seja assimilado por todos aqueles que fazem parte da propriedade. Assim, quando acontecer algum evento, todos saberão o que fazer para resolver aquele problema”, recomendou.
De acordo com ela, ter fluxo e estrutura facilita esta gestão, pois promove de forma eficiente e com clareza os procedimentos que devem ser feitos. “Saber o conceito, ter as condições de estrutura necessárias e realizar os procedimentos adequados é o que faz a diferença na biosseguridade”, pontua. Por outro lado, a médica-veterinária também reforçou que a biosseguridade não é só a limpeza e desinfecção e que a nutrição e a sanidade também fazem parte desta importante engrenagem.
Custos menores
A especialista também ressaltou uma notável mudança de perspectiva que tem se desenvolvido ao longo do tempo. Essa mudança está relacionada com a redução da dependência de antibióticos, seja no tratamento ou em doses reduzidas. Em vez disso, a ênfase está sendo colocada na prevenção, com destaque para práticas como vacinação, limpeza e desinfecção. “Essas abordagens emergentes desempenham um papel crucial na redução da necessidade de recorrer a antibióticos, reservando seu uso para situações pontuais. Além disso, essa mudança de abordagem demonstra benefícios econômicos e produtivos substanciais, uma vez que o investimento em limpeza e prevenção é notavelmente menor em comparação com os custos associados ao tratamento com antibióticos”, pontuou.

Outros pontos
“Todos estes pontos são críticos e merecem atenção. Mas ainda precisamos reforçar que existem pontos críticos que precisam de controle redobrado, como o isolamento, controle de vetores, limpeza e desinfecção, a monitoria da saúde dos animais, a verificação e a validação do sistema com auditoria”, frisou.
Foco na limpeza
A médica-veterinária enalteceu que apesar da etapa da limpeza ser uma ferramenta e um processo operacional, ela impacta diretamente na saúde dos animais. “Esta etapa representa 90% do sucesso, porque nenhum desinfetante consegue atuar em cima de matéria orgânica. Portanto, a ideia é que a gente sempre foque nossos esforços na limpeza e finalize com a cereja do bolo, que é a etapa da desinfecção”, recomendou.
De acordo com ela, o principal objetivo da limpeza é reduzir a pressão de infecção nas granjas, pois ela visa eliminar vírus, bactérias e fungos. “É importante reconhecer que não existe um produto mágico que serve para tudo, mas que é necessário utilizar o conjunto de ferramentas, pois é este conjunto que vai beneficiar a produção”, mencionou.
Reprodução, maternidade e creche
A médica-veterinária alertou sobre a importância do rigor sanitário ser ainda maior com os animais que participam da reprodução, tanto fêmeas como machos, já que eles são animais de alto valor agregado. No contexto da maternidade, ela apontou um desafio crítico relacionado à temperatura. Enquanto os animais mais velhos requerem ambientes com temperaturas mais baixas, os leitões necessitam de temperaturas mais elevadas. Essa disparidade térmica torna crucial o controle rigoroso da temperatura e a manutenção adequada da higiene do escamoteador. “A superfície do escamoteador, frequentemente feita de materiais porosos, como madeira, papelão ou plástico, apresenta desafios adicionais à limpeza e é suscetível à formação de biofilmes devido à variação de temperatura”, alertou.
Quanto à fase de creche, a especialista destacou que é um período particularmente crítico, exigindo um rigor sanitário extremo devido à introdução de animais jovens em um novo ambiente com diferentes condições. “Essa transição pode desencadear problemas significativos, incluindo episódios frequentes de diarreia, tornando a higiene e o manejo cuidadoso de extrema importância”, recomendou.
Com relação às etapas de crescimento e terminação ela afirmou que o ideal é que elas sejam as fases menos preocupantes. “É claro que isso só vai acontecer se eu tiver tido um manejo eficiente nas fases anteriores, pois assim eu terei menor preocupação nestas fases, já que a tendência é que os animais tenham menor intercorrências”, observou.
Biofilme
A especialista disse que o biolfilme é a primeira barreira física das bactérias contra a ação química e explicou que ele forma-se gradualmente devido a fatores como temperatura e qualidade da água, tornando-se uma película protetora para as bactérias. “Para quebrar esse ciclo, a limpeza adequada é essencial, pois as bactérias também podem criar biofilmes nas tubulações de água, muitas vezes invisíveis. A estratégia para eliminar esses biofilmes envolve uma variação de pH, começando com uma limpeza alcalina para remover gordura e alternando com detergentes ácidos, expondo as bactérias para a ação subsequente do desinfetante”, recomendou.
Além disso, a profissional afirmou que a limpeza com detergentes alcalinos é crucial para a remoção de resíduos de proteínas, gorduras e carboidratos de superfícies, sendo que esses detergentes estão disponíveis em versões com ou sem cloro. Ela também recomendou que o processo de limpeza siga o fluxo de cima para baixo e de cima para frente para evitar a contaminação cruzada de áreas já limpas.
A cereja do bolo: etapa da desinfeção
Após a limpeza tem-se o processo de desinfecção. A médica-veterinária enaltece que a escolha de um desinfetante químico eficaz é crucial. “É muito importante que os produtores evitem adquirir produtos não registrados, pois muitas vezes eles não cumprem o papel de desinfecção de forma adequada. A composição do desinfetante também deve ser criteriosamente avaliada, garantindo a presença dos elementos necessários para sua eficácia. Por outro lado, as formas de aplicação são bastante variadas e o produtor deve escolher aquela que melhor atende as demandas da sua granja”, assegurou.
Outra recomendação importante nesta etapa é o cuidado correto com a secagem adequada das áreas que foram desinfetadas. “Antes de reintroduzir os animais é necessário que tudo esteja bem seco, para garantir que a desinfecção desempenhe um papel fundamental na manutenção da biosseguridade nas instalações, protegendo a saúde dos animais em ambientes de produção”, ponderou.

Salas de reprodução e gestação
A profissional ainda fez um alerta a respeito das salas da reprodução e gestação que geralmente estão sempre ocupadas. “Essas são áreas que nunca estão vazias, por isso a limpeza deve sermpre ser feita no momento em que um animal sai”, pontuou, acrescentando que outro pontpo crucial é a utilização dos EPI´s que são necessários em cada uma destas etapas.
Tecnologia para facilitar e verificar
A profissional finalizou fazendo a recomendação para que os produtores utilizem as tecnologias que estão disponíveis no mercado e que auxiliam na verificação da limpeza realizada. “A leitura de ATP pode auxiliar muito, pois ela faz a detecção de matéria orgânica, isso contribui bastante, porque contribui para melhorar a eficiência, já que é possível fazer isto antes da etapa da desinfecção. Desta maneira, você pode utilizar inúmeras ferramentas que fazem uma varredura da limpeza, e quando o resultado mostra que está tudo certo, aí é só fazer a etapa da desinfecção”, sugeriu.
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.
Suínos
Suinocultura encontra na mão de obra estrangeira uma resposta à falta de trabalhadores
Alejandro atravessou sozinho a fronteira para trabalhar em granjas brasileiras. Hoje, a esposa cursa técnico em Enfermagem, a filha sonha com Medicina Veterinária e a família já fala em permanecer no Brasil.

Há quatro anos, quando deixou a Argentina para tentar a vida no Brasil, Alejandro Cardoso carregava mais dúvidas do que certezas. Veio sozinho, em busca de trabalho. A esposa, Marlene Cristina Costa, e as filhas Cintia e Guadalupe permaneceram no país de origem. Hoje, a família vive reunida em Iporã do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense, trabalha na suinocultura e já cogita um passo que parecia distante quando atravessou a fronteira: vender a casa na Argentina e construir uma nova vida definitivamente em solo brasileiro.
A história da família reflete uma realidade cada vez mais presente nas propriedades rurais do Sul do país. Diante da dificuldade de contratar trabalhadores brasileiros, granjas e agroindústrias passaram a contar com um número crescente de imigrantes para manter as operações.

Marlene Cristina Costa integra atualmente a equipe do setor de amamentação da Granja Barra Grande: “Estou feliz trabalhando na granja, mas gostaria de ser uma profissional da saúde”
Na Granja Barra Grande, integrada à Cooper A1, onde a família trabalha atualmente, seis dos 23 colaboradores são argentinos. “Se não fosse a mão de obra estrangeira, nós estávamos sem mão de obra aqui”, afirma o sócio da granja, o mestre em Administração e especialista em Agronegócio Milton Melz.
A propriedade possui uma Unidade Produtora de Desmamados (UPD) com duas mil matrizes e um crechário para nove mil leitões. Melz também é sócio da Granja Bom Plano, em Vista Gaúcha (RS), igualmente integrada à Cooper A1, que opera outra UPD com duas mil matrizes e mantém 19 funcionários.
Segundo ele, a presença de trabalhadores argentinos deixou de ser exceção e se tornou parte da rotina produtiva da região. “Essa é uma realidade não só da nossa granja. A maioria das granjas do Oeste catarinense está usando mão de obra argentina, principalmente”, ressalta.
Recomeço em outro país
Antes de chegar ao Brasil, Alejandro nunca havia trabalhado na suinocultura. Na Argentina, atuou em serralheria e em atividades rurais. Marlene trabalhou durante anos com venda de passagens e como secretária.
O primeiro contato com a atividade ocorreu já em território brasileiro, quando o casal começou a trabalhar em outra granja. Há quase um ano, ambos ingressaram na Granja Barra Grande. Hoje, Alejandro atua como tratador de animais. Marlene trabalha no setor de amamentação.

Alejandro Cardoso trabalha como tratador na Granja Barra Grande: “A minha adaptação e da Marlene foi rápida, diferente das nossas filhas, que tiveram inicialmente dificuldade com o português na escola”
A mudança foi motivada pela busca de condições econômicas mais favoráveis. Embora possuam casa própria na Argentina, o casal afirma que o alto custo de vida dificultava a construção de uma vida mais confortável. “Estamos muito felizes no Brasil. Eu vejo meus pais felizes, conseguem pagar as contas e ainda sobra dinheiro. Estamos vivendo melhor aqui”, relata a filha mais velha, Cintia, de 16 anos.
A adaptação, porém, não ocorreu sem obstáculos. Apesar de o casal já utilizar o chamado ‘portunhol’ no cotidiano, o idioma representou uma barreira importante para as filhas. A dificuldade foi tão significativa que as duas retornaram temporariamente para a Argentina e permaneceram cerca de um ano no país enquanto os pais continuavam trabalhando no Brasil. “Na Argentina a gente falava portunhol, então não tivemos problemas em nos comunicar aqui. A minha adaptação e da Marlene foi rápida, diferente das nossas filhas, que tiveram inicialmente dificuldade com o português na escola”, conta Alejandro.
Escola, trabalho e novas oportunidades
Com a família completa no Brasil, a rotina começou a se estabilizar. Cintia atualmente cursa o segundo ano do Ensino Médio em escola pública. A irmã Guadalupe, de oito anos, também está matriculada na rede de ensino.
A adolescente diz perceber diferenças significativas entre os sistemas educacionais dos dois países. “Eu vejo muita diferença nos estudos. Os professores têm paciência para nos entender e para explicar os mais diversas assuntos. Na Argentina é muito difícil que um professor explique bem, porque lá os professores faltam muito na escola. Às vezes ficam uma semana inteira sem dar aula”, relata.

Além do trabalho na suinocultura, a família argentina encontrou espaço para o lazer e faz das viagens uma forma de conhecer melhor a região onde decidiu construir uma nova vida
Ela também destaca aspectos práticos da rotina escolar. “Lá na Argentina tem que pagar o transporte e o lanche na escola. Aqui no Brasil é ofertado de forma gratuita”, conta, entusiasmada.
Animada com a nova fase, Cintia já traçou objetivos para o futuro. “Quero continuar estudando e fazer faculdade de Medicina Veterinária”, destacou.
A busca por qualificação também faz parte dos planos da mãe. “Estou feliz trabalhando na granja, mas gostaria de ser uma profissional da saúde”, menciona Marlene, contando que iniciou um curso técnico em Enfermagem e pretende continuar os estudos após a conclusão da formação. “Na Argentina eu já tinha feito curso de agente de saúde. Depois de concluir este curso, quero fazer faculdade de Enfermagem. Meu objetivo é seguir neste ramo”, enfatizou.
Reconhecimento e qualidade de vida
Na avaliação da família, a experiência na Granja Barra Grande trouxe mais do que estabilidade financeira. Eles destacam reconhecimento profissional, respeito nas relações de trabalho e melhores condições para planejar o futuro.
A jornada ocorre das 07 às 11 horas e das 13 às 17 horas. “É um horário bom de trabalhar. Sempre dá para a gente sair e conhecer lugares novos. Gostamos muito disso”, relata Alejandro.
O trabalhador lembra que uma das primeiras conquistas veio poucos meses após chegar ao Brasil. “Com três meses trabalhando aqui já consegui comprar um carro. Era simples, mas nos levava para todos os lugares”, relembra, contando que tinha um Gol e agora conseguiu trocá-lo por um Siena.
Além do salário, o casal recebe benefícios como vale-alimentação, almoço na granja, auxílio para combustível e participação a cada três meses nos resultados da atividade. “À medida que o resultado melhora, eles também ganham mais”, frisa Melz.
Integração além da porteira
Para Melz, a contratação de estrangeiros exige muito mais do que oferecer uma vaga de trabalho. “A gente tem que ter uma acomodação para eles, uma casa digna, inserir na sociedade”, pontua, ressaltando que a integração precisa envolver também o poder público e a comunidade local. “Estamos conversando com o governo municipal de Iporã do Oeste para estruturar uma formação para esses estrangeiros, até por uma questão de inserção social, tanto para quem é do município quanto para quem chega”, frisa.
Melz acredita que o acolhimento é um dos fatores que explicam a permanência de muitos trabalhadores. “São funcionários dedicados. Eles passaram muitas dificuldades. Hoje têm uma qualidade de vida melhor aqui no Brasil e uma educação melhor para os filhos”, salienta.
O incentivo à formação profissional também faz parte da estratégia adotada na propriedade. “Nós estimulamos todos a estudar. Temos colaboradores cursando Administração e Ciências Contábeis”, diz.
Planos para ficar
Mesmo sentindo saudades dos familiares que permaneceram na Argentina, Alejandro e Marlene enxergam o futuro cada vez mais próximo do Brasil. A principal preocupação ainda envolve a casa que possuem no país de origem. “Foi difícil conseguir comprar aquela casa. A economia está complicada e ela não está alugada”, relata Alejandro.
Por isso, a família já discute uma mudança definitiva. “Estamos gostando muito daqui. Estamos pensando em vender nossa casa na Argentina e comprar nossa casa própria no Brasil”, adianta Alejandro.
Para Melz, histórias como essa ajudam a explicar por que os trabalhadores estrangeiros passaram a ocupar papel relevante na sustentação das granjas da região. “É uma família com caráter, não são aventureiros. São pessoas que vestem a camisa e cumprem horário”, ressalta.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.







