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Espaço Impulso vai debater IA no campo, drones e agro de precisão durante Show Rural

A abertura da programação oficial será na segunda-feira (05), às 14 horas com a participação das diretorias da Coopavel e do Parque Tecnológico Itaipu, parceiros na estruturação desse ambiente de inovação.

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Foto: Divulgação/Show Rural

Hub de inovação para o agro inaugurado em fevereiro de 2022, o Espaço Impulso terá uma programação especial durante os cinco dias do Show Rural Coopavel 2024. A abertura da programação oficial será na segunda-feira (05), às 14 horas com a participação das diretorias da Coopavel e do Parque Tecnológico Itaipu, parceiros na estruturação desse ambiente de inovação. “Teremos atividades durante toda a semana e voltadas ao melhor da inovação às mais diferentes atividades rurais. Esse local é um retrato do que as tecnologias representam em termos de revolução para o campo”, diz o presidente Dilvo Grolli.

Segundo o diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu, Irineu Colombo, esse evento promete ser um marco na discussão sobre inovação no agronegócio. “O Espaço Impulso está pronto para debater temas cruciais como IA no campo, drones e agro de precisão, refletindo o papel das tecnologias em nossa agricultura. Juntos, vamos explorar as tendências e oportunidades para o futuro do setor” afirmou.

As primeiras palestras serão realizadas logo após a cerimônia de abertura abrangendo temas como “A união de tecnologias que impulsionam o agronegócio”, com Gustavo Alexandre Grossi, da Fienile, e Leonardo Luís Slaviero, da AgroMobility, além da colaboração do especialista Rafael Lima e “Drones de pulverização: futuro ou realidade?”, com Marcelo Berwanger de Oliveira, da ADS Drones. Às 15h30 o assunto será “Tendências ESG no Agro: Garantindo a sustentabilidade, segurança alimentar e inovação”, com Bruna Saara (Acic) e Fabiana Campos (Faep) e Poliana Corrêa (PTI).

As atividades da terça-feira vão iniciar às 9h30 com uma palestra sobre “Dados para tomada de decisão – O case Dairy Enteligen”, com Aniceli Ribeiro Bernardes, da Cargill. Em seguida, Rodrigo Azevedo, falará sobre Programa Oasis e às 10h30 o tema será “Os incentivos para startups e empresas inovarem”, com Marcus von Borstel, da Secretaria de Estado da Inovação. No fim da manhã, os presentes vão acompanhar a palestra Oportunidades tributárias para o agronegócio, com Luís Wuff, Ceo da Tax Group.

À tarde o assunto em pauta vai ser “Comunicação e vendas no agronegócio”, com Nathal Lima, do PPG Educação. Em seguida, Ismael Paiva e Robson Pessoa, da Coopersystem, ministram a palestra “Potencializando sua startup”, seguidos por Fernando Bayer, da HikMicro, Rogério Aver, da Coopavel, Rafael Marquez, da Ligga, e Felipe Fernandes, do PTI, que refletirão sobre “Transformação e conexão: aprimorando a conectividade na infraestrutura do agronegócio.”

Conectividade

Na quarta-feira, os primeiros assuntos da manhã serão “Central de Bioenergia de Toledo”, com Felipe Souza Marques, da CIBiogás, e “Tendências da agricultura de decisão”, com Pablo Carvalho, especialista em inovação no beOn. Depois, Rafael Marquez, da Ligga, abordará o tema “Conectividade e tecnologia das cooperativas para os cooperados”. Seguido de “Nutritalk: uma conversa sobre a produção animal, hábitos de consumo e saúde única” que será o assunto de um painel com profissionais da Alltech, Instituto de Medicina e Nutrição, Frimesa e Senai.

Na tarde da quarta, “A quarta revolução industrial na agroindústria” é o tema que retoma a programação, com Alex França, da Sismetro. Em seguida “Do solo ao satélite: otimizando a produtividade no campo com Starlink e 5G” é o título da palestra, com Lucas Vaz, da Venn Telecom. Lahys Diniz, da Cargill, falará na sequência sobre como a Inteligência Artificial pode otimizar a cadeia de rações. O painel Biomassa e biometano como opção sustentável em transição energética dá sequência à programação, com Felipe Marques, da Cibiogás, Eduardo Miranda, do PTI, Marcia Pessini, da Lar, e Leonel Rodrigues, do PTI.

Pitches

Já na quinta-feira, a atividade de abertura será com André Calazans, falando sobre “Finep – oportunidades para Startups”. A principal atração será o Super Pitch Day com banca da Finep, PTI e Ministério da Agricultura. No fim da tarde acontecerá o painel “Inovação aberta – Como grandes corporações se relacionam com hubs e startups”, com profissionais da Cargill, PTI, Finep e Cowmed. A última etapa será a premiação dos melhores pitches.

No último dia de atividades, 9, as palestras serão: “O cérebro por trás da Inteligência Artificial”, com Cristopher Gollmann (KoreData), “Ativos e oportunidades em inovação”, com o consultor de PDI do Senai-PR Andres Lens, e um painel com o título “Semeando inovação, a Sinergia entre Tecnologia, Equipamentos e Cooperativas”, com profissionais da John Deere, DSM, Cargill e AcicLabs.

Show Rural

Com previsão de público superior a 300 mil pessoas, o evento receberá de 5 a 9 de fevereiro empresas nacionais e estrangeiras que trazem o melhor do resultado de suas pesquisas para incrementar o desempenho e a produtividade no campo.

Fonte: Assessoria Show Rural

Colunistas

Quando uma empresa do agro se torna irrelevante

Fazer diagnóstico de comunicação e marketing é crucial para identificar problemas.

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Foto: Shutterstock

Certo dia, cheguei na agência, a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, e tinha um recado pra mim. O gerente de marketing de uma importante empresa de fertilizantes havia ligado e solicitava retorno. Olhei para o celular e vi que o mesmo profissional também havia me enviado uma mensagem por WhatsApp. Era realmente urgente. Ele estava com um dilema e precisava de ajuda.

A mensagem dele terminava de forma abrangente, talvez por entender que não havia uma fórmula mágica: “Capella, você é especialista em marketing para agronegócio. O que você recomenda que eu faça?”.

O dilema em questão era o fato de a empresa perder relevância no mercado. Ele citou o relatório de uma consultoria que apontava justamente para esse cenário. O problema existia e ele precisava resolver.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

Marcamos uma reunião online e o profissional me deu mais detalhes, informando que ano a ano a empresa perdia market share e não conseguia abrir novos mercados. Para ele, a conclusão era clara: a empresa precisava agir logo.

Orientei que o primeiro passo era fazer um diagnóstico de comunicação e de marketing. O que a empresa estava comunicando? Para quem? Com qual objetivo e frequência? Essas e outras perguntas precisavam ser respondidas o quanto antes.

Após algumas semanas, conversando com gerentes, diretores e outros profissionais-chave, percebemos que havia um grande descompasso dentro da empresa, sem ações planejadas e sem um objetivo claro. E pior: não havia um discurso padrão. Cada um denominava a empresa como bem entendesse, o que prejudicava diretamente as vendas.

Como próximo passo, estruturamos e aplicamos um treinamento para unificar as mensagens. Na sequência, elaboramos um planejamento, que englobou presença em eventos, assessoria de imprensa e estruturação de canais digitais.

Em um ano, a realidade da empresa já era outra. A visibilidade tinha aumentado e as vendas haviam subido.

Deste episódio, eu trouxe muitos aprendizados. O principal: uma empresa se torna irrelevante quando deixa de dialogar de forma precisa com o seu público. Nesse caso, identificamos que a comunicação precisava ser feita em eventos, por meio de assessoria de imprensa e em canais digitais.

Mas, e em sua empresa? A comunicação está realmente assertiva?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Corrente de comércio do Brasil atinge US$ 48,4 bilhões em fevereiro

País registra crescimento de 5,3% na corrente de comércio, com destaque para expansão das exportações e redução das importações.

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Nesta quinta-feira (05), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o recorde das exportações em fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, além do avanço da corrente de comércio e das iniciativas do governo para ampliar a inserção internacional do Brasil. Ele abriu a entrevista coletiva de apresentação dos dados da Balança Comercial.

“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, avaliou o ministro

Fotos: Claudio Neves

Em fevereiro de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões e as importações, US$ 22,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 51 bilhões e as importações, US$ 42,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 93,82 bilhões.

Fazendo a análise comparativa dos totais somente de fevereiro/2026 (US$ 26,31 bilhões), nas exportações, com fevereiro/2025 (US$ 22,75 bilhões), houve crescimento de 15,6%. Em relação às importações houve queda de 4,8% na comparação entre o mês de fevereiro/2026 (US$ 22,1 bilhões) com o mês de fevereiro/2025 (US$ 23,22 bilhões).

Assim, no mês de fevereiro/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 48,4 bilhões e o saldo foi de US$ 4,21 bilhões. Comparando-se este período com o de fevereiro/2025, houve crescimento de 5,3% na corrente de comércio.

Já comparando o valor das exportações de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 50,92 bilhões) com o de janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 48,15 bilhões) houve crescimento de 5,8%. Em relação às importações, houve queda de 7,3% na comparação do valor do período de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 42,9 bilhões) com janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 46,28 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 93,82 bilhões e apresentou queda de 0,6% na comparação entre estes períodos.

Exportações e importações por Setor

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,3 bilhão (6,1%) em Agropecuária; de US$ 2,37 bilhões (55,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,85 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,11 bilhão (20,0%) em Agropecuária; de US$ 0,11 bilhão (12,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,87 bilhão (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já com relação aos meses de janeiro/fevereiro 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,36 bilhão (4,2%) em Agropecuária; de US$ 1,85 bilhão (16,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,53 bilhão (1,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%) em Agropecuária; de US$ 0,45 bilhão (21,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,61 bilhões (6,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria MDIC
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Notícias Em Foz do Iguaçu

36º Congresso Brasileiro de Zoologia reúne 1,6 mil participantes no Oeste do Paraná

Evento aproxima ciência, indústria e poder público, com debates sobre biodiversidade, polinização, espécies invasoras e saúde pública.

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O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ), que teve início na última segunda-feira (02) e termina nesta quinta-feira (05), marca uma nova fase nos 66 anos do mais tradicional encontro da área no país, ao ampliar o diálogo entre ciência, indústria e poder público. Ao reunir cerca de 1.600 pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, e também do exterior, o evento fortalece parcerias institucionais e consolida a integração entre produção científica, setor produtivo e formulação de políticas públicas.

O congresso conta com apoios e parcerias da Petrobras, Itaipu Binacional, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma agenda que aproxima ciência, indústria e políticas públicas. Um dos temas centrais é a discussão sobre métricas de biodiversidade, ferramentas científicas que permitem mensurar e mitigar impactos ambientais de grandes empreendimentos, reforçando a busca por desenvolvimento com responsabilidade ambiental.

Zoologia no dia a dia das pessoas

Presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ, Luciane Marinoni: “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública” – Foto: Silvio Vera

Para além dos laboratórios e publicações científicas, a zoologia impacta diretamente a vida da população. O congresso traz debates sobre polinização, espécies invasoras, transmissão de doenças e manejo de fauna, temas que influenciam desde a produção agrícola até a saúde pública.

A preservação de abelhas e outros polinizadores, por exemplo, é fundamental para a segurança alimentar. Espécies exóticas invasoras, como o javali, já causam prejuízos à agricultura brasileira. Insetos transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, também fazem parte das discussões científicas. “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública. Nosso objetivo é mostrar que o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade da sociedade”, destaca Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ.

Ao longo do evento, serão realizadas cerca de 70 atividades formais. Também será apresentado um livro com aproximadamente 1.500 resumos de pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de todo o país, um retrato da produção científica nacional na área.

Foz do Iguaçu como território estratégico

A escolha de Foz do Iguaçu como sede do congresso reforça o simbolismo do encontro. A cidade reúne infraestrutura para receber um evento de grande porte e está localizada em uma das regiões de maior relevância ambiental do Brasil.

Com o Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas, o Parque das Aves, o AquaFoz e diversos projetos de conservação da fauna, o município se consolida como um território estratégico para discutir biodiversidade, sustentabilidade e convivência harmoniosa com a natureza. “Foz é um lugar com forte vocação ambiental, infraestrutura adequada e conexão direta com os temas que debatemos”, afirma Luciane.

Bióloga Yara Barros fez a palestra de abertura do 36º CBZ

Tradicionalmente, o Congresso Brasileiro de Zoologia também resulta na elaboração de documentos técnicos e recomendações construídas a partir de simpósios e mesas-redondas. Esses materiais são encaminhados a órgãos governamentais e ministérios, especialmente do Executivo Federal, como contribuição técnica da comunidade científica à formulação de políticas públicas.

A proposta é que a produção científica apresentada no evento ultrapasse os limites do ambiente acadêmico e contribua para decisões estratégicas em nível federal, estadual e municipal. “Precisamos trabalhar juntos, ciência, indústria e governos, para mitigar impactos e construir soluções sustentáveis para o país”, reforça a presidente da SBZ.

Voz feminina na ciência

A edição de 2026 também reforçou o protagonismo feminino na ciência. A palestra de abertura foi ministrada pela bióloga Yara Barros, vencedora do Prêmio Whitley 2025, conhecido como o “Oscar Verde” da conservação ambiental. Em vez de abordar apenas o projeto de conservação da onça-pintada, Yara compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação como bióloga até o reconhecimento internacional, e refletiu sobre a profissão de biólogo é necessária tanto para a conservação quanto para o mundo em transformação.

A fala prendeu a atenção de centenas de estudantes que lotaram a abertura do congresso, destacando a importância de referências femininas na ciência e inspirando novas gerações de pesquisadores.

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