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Espaço Digital Farming reúne startups da produção animal

Soluções de AgTechs para produção animal terão local específico durante a AveSui EuroTier South America 2019.

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A revolução silenciosa da agropecuária 4.0 será destaque na AveSui Eurotier South America 2019. O Espaço Digital Farming, uma das atrações mais esperadas do evento, está com inscrições abertas para startups e empresas com soluções inovadoras para a produção animal.

Na ocasião, o mercado de aves, suínos, peixes e pecuária leiteira poderá conhecer mais sobre o que as AgTechs têm a oferecer em redução de custos, ganhos de eficiência, elevação do bem-estar animal e tantos outros tópicos.  

O encontro, que ocorre em Medianeira (PR), entre 23 e 25 de julho, reúne expertises da principal feira do segmento no Brasil – a AveSui – e o maior encontro do planeta em inovação – a EuroTier, organizada a cada dois anos pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã).

“Não tenham dúvidas que as starups estão prontas para prestar um grande serviço ao setor de produção animal. Vejo ganho de eficiência e produtividade em geral, desde genética, conversão alimentar, bem estar food services e até fontes de energia. O ecossistema da inovação avança em todas as áreas”, pontua George Hiraiwa, ex-secretário de Agricultura do Paraná e facilitador do Espaço Digital Farming.

Para ele, vivemos um novo nível de tecnologia na humanidade, o que impacta desde a maneira como pegamos um taxi ou fazemos uma compra até, certamente, a maneira como produzimos, gerenciamos e comercializamos todo tipo produção no campo.

Segundo estudos publicados pelo Liga Insights em abril deste anos, o Brasil possui hoje mais de 300 AgTechs, ou seja, startups voltadas para o setor de agropecuária. No total, são 18 categorias de produtos e serviços que incluem desde Biotecnologia e Bioenergia, Sensores e IoT, Drones e Geoprocessamento até E-commerce, Big Data, IA e outras.

O Paraná tem um dos “hubs” de AgTechs mais ativos do Brasil com sede em Londrina e participação de empreendedores de dezenas de cidades e divesos estados. Algumas destas startups já confirmaram presença do Espaço Digital Farming.

“Vamos levar startups em diferentes estágios, desde aquelas que tem protótipos em início de comercialização até aquelas bastante consolidadas com impacto relevante no mercado. Será uma oportunidade imperdível para conhecer e entender como elas podem revolucionar a atividade”, completa George.

Para participar, as startups voltadas ao agronegócio deverão entrar em contato com a Gessulli Agribusiness no e-mail avesui@gessulli.com.br ou através do telefone 011 4013 1277 e solicitar uma proposta para expor suas novas tecnologias dentro do espaço Digital Farming, pagar a taxa de participação com direito a um espaço e balcão de atendimento. As vagas são limitadas.

Outro pilar para o lançamento do Espaço Digital Farming na AveSui EuroTier South America 2019 será o IV Congresso de Zootecnia de Precisão que trará importantes temas e discussões ligados ao tema Digital Farming ! Veja a programação completa no site https://www.avesui.com/seminarios/temario.

O que? AveSui EuroTier South America

Quando? 23, 24 e 25 de Julho de 2019

Onde? Medianeira – Paraná, a 30 min de Foz do Iguaçu

Por quê? Parceria de dois do maiores eventos de produção animal do mundo na região com maior densidade de produção de proteína animal do planeta.  

Inscrições? https://www.avesui.com/

 

Fonte: Assessoria

Notícias

Agro paranaense registra cenários distintos entre cadeias produtivas

Preço do leite cai, suinocultura atinge marcas históricas e colheita do milho avança na safra 2025/26, segundo o Deral.

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Foto: Shutterstock

O mercado agropecuário paranaense apresenta movimentos distintos entre cadeias produtivas, com queda nos preços do leite ao produtor, recordes na suinocultura e avanço da colheita de milho. As informações constam no boletim conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

No setor leiteiro, o preço pago ao produtor voltou a cair em fevereiro e foi cotado, em média, a R$ 2,11 por litro no Paraná. Na última pesquisa semanal de preços do Deral, realizada entre 23 e 27 de fevereiro, o valor pago pela indústria foi de R$ 2,13 por litro. No atacado, os derivados apresentaram comportamentos diferentes: o queijo minas recuou quase 4% em fevereiro, enquanto a muçarela registrou leve alta de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, ambos apresentam queda, de 20,09% e 12,68%, respectivamente.

Foto: Shutterstock

Na piscicultura, o destaque é o encerramento do período de defeso (Piracema) no Paraná, ocorrido em 28 de fevereiro. Durante o defeso há restrições à captura de espécies nativas para garantir a reprodução dos peixes. Já a pesca de espécies exóticas, como tilápia e carpa, permaneceu permitida ao longo do período.

A suinocultura brasileira encerrou 2025 com novos recordes de produção, exportação e disponibilidade interna. A produção total chegou a 5,598 milhões de toneladas de carne suína, crescimento de 4,5% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado pelo abate de 60,15 milhões de suínos, também o maior já registrado.

Do volume produzido, 1,471 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo, o equivalente a 26,3% da produção nacional, com alta de 12,7% nas exportações frente ao ano anterior. A disponibilidade interna atingiu 4,150 milhões de toneladas, o maior nível da série histórica. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com possibilidade de novos recordes, especialmente em produção e exportações.

Foto: Cleverson Beje

No cultivo de trigo, o Paraná perdeu nos últimos anos a liderança nacional para o Rio Grande do Sul, movimento associado ao avanço do milho segunda safra, que passou a ocupar áreas antes destinadas ao cereal, principalmente nas regiões Norte e Oeste do estado. Para a próxima safra de inverno, a expectativa é de nova redução na área plantada, que deve ficar abaixo dos 824 mil hectares colhidos no ciclo anterior.

Apesar da menor área cultivada, o estado mantém forte presença na indústria. O Paraná possui capacidade de moagem de cerca de 4 milhões de toneladas de trigo, segundo dados da Abitrigo, e utiliza grande parte desse potencial. Em 2025, o estado também registrou recorde de importações de trigo, com 879 mil toneladas, provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai, para suprir a demanda da indústria.

Foto: Divulgação/Seab

Já no milho, a colheita da primeira safra 2025/26 alcançou 54% da área estimada de 341 mil hectares, com produtividades consideradas dentro do esperado e, em alguns casos, superiores às projeções iniciais. Neste ciclo, a área plantada é 21,5% maior que a registrada na safra anterior.

A região Sudoeste apresentou a maior expansão, com aumento de 55,1% na área cultivada, passando de 48,8 mil para 75,7 mil hectares. Já a região Sul, principal produtora do estado na primeira safra, ampliou a área em 17,2%, totalizando 208,4 mil hectares, o equivalente a 61% da área plantada no Paraná.

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 também avança e já atinge 62% da área estimada de 2,86 milhões de hectares, com os trabalhos concentrados principalmente na região Norte do estado, onde o plantio ocorre tradicionalmente durante o mês de março.

Fonte: O Presente Rural com iformações Boletim de Conjuntura Deral
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Dois Master, dois Brasis

Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais.

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Foto: ChatGPT

O noticiário desta semana trouxe novamente à tona o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Polícia, investigação, disputas judiciais, cifras bilionárias bloqueadas. É o Brasil que costuma ocupar as manchetes: o das crises financeiras, das conexões políticas, das operações policiais.

Mas existe outro Master no país.

Fica a mais de mil quilômetros de Brasília, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, onde a política raramente chega às capas – mas de onde saem toneladas de proteína animal para o mundo. Ali opera a Master Agroindustrial, fundada pelo médico-veterinário Mario Faccin, filho de agricultores que se tornou o maior suinocultor independente do Brasil.

Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais. Hoje a empresa integra 350 produtores, emprega cerca de 2 mil pessoas e produz 1,1 milhão de suínos por ano, grande parte destinada à exportação.

São histórias que não têm qualquer relação entre si. Apenas compartilham o nome.

Mas a coincidência é reveladora.

O Brasil urbano e político costuma dominar o debate nacional com seus escândalos, crises institucionais e disputas de poder. Já o Brasil produtivo – espalhado por integradoras, cooperativas, agroindústrias e propriedades rurais – raramente vira manchete, embora sustente boa parte das exportações, da renda e da estabilidade econômica do país.
Um aparece nos autos.

O outro aparece nas planilhas de produção.

Um vive do ruído.

O outro, do trabalho.

No fim das contas, talvez a coincidência de nomes sirva apenas para lembrar que existem dois Brasis convivendo ao mesmo tempo.

Um produz manchetes.

O outro produz comida.

Fonte: Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Conflito no Oriente Médio eleva preço do petróleo e fertilizantes

Alta da energia encarece diesel e logística do agro e aumenta preocupação com custos da safra, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

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Foto: Claudio Neves

A escalada das tensões no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último fim de semana trouxe reflexos para mercados globais estratégicos, como energia, fertilizantes e alimentos, com possíveis impactos também para o agronegócio brasileiro.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o conflito ocorre em uma região considerada central para a economia mundial, por concentrar parte importante da produção e do transporte de petróleo, gás natural e insumos utilizados na agricultura. A intensificação das ações militares elevou o risco geopolítico e provocou volatilidade nos preços internacionais.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de volumes relevantes de gás natural. Após os ataques ao Irã, houve interrupções e restrições na navegação da região, o que levou empresas marítimas a evitarem o corredor e aumentou custos de frete e seguro. Como reação imediata do mercado, o petróleo tipo Brent registrou alta superior a 10%, ultrapassando US$ 80 por barril, nível que não era observado desde o início de 2025.

O encarecimento do petróleo tende a refletir diretamente no custo do diesel, combustível essencial para operações agrícolas, transporte interno e logística de exportação no Brasil. Como o país depende fortemente do transporte rodoviário, a alta do combustível pode pressionar as margens do produtor e aumentar os custos logísticos das exportações de grãos, carnes e açúcar.

Outro ponto sensível é o mercado de fertilizantes. O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia, além de ter participação relevante em amônia e fosfatados. O Irã está entre os principais produtores de fertilizantes nitrogenados e também fornece gás natural para outros países exportadores da região.

Foto: Divulgação/SAA SP

Com o aumento das tensões, fornecedores da região retiraram ofertas do mercado internacional à espera de maior clareza sobre preços e logística. Em poucos dias, a ureia registrou alta superior a 10%, com cotações no Egito passando de US$ 540 por tonelada. Ao mesmo tempo, os preços do gás natural, principal matéria-prima dos fertilizantes nitrogenados, subiram fortemente após a paralisação da produção em uma grande planta do Catar, atingida por ataque de drone.

Por que essa situação é relevante para o Brasil?

Para o Brasil, a situação é relevante porque o país importa cerca de 80% a 85% dos fertilizantes que consome, e aproximadamente um terço da ureia importada tem origem direta ou indireta no Oriente Médio. Em 2025, o Irã teve participação relativamente pequena nas importações brasileiras, mas exerce influência na formação de preços e no fornecimento regional de gás natural utilizado na produção de fertilizantes.

No curto prazo, o impacto sobre o produtor brasileiro tende a ser limitado, já que o país não está no período de pico de compras de fertilizantes nitrogenados. Para a segunda safra 2025/26, praticamente todo o volume necessário já foi adquirido. Já para a safra de verão 2026/27, as compras realizadas até agora representam cerca de 30% da demanda esperada, abaixo da média histórica de 40%.

Foto: Claudio Neves

A região do Oriente Médio também é um mercado importante para as exportações do agronegócio brasileiro. O Irã, por exemplo, foi responsável por cerca de 23% das exportações brasileiras de milho em 2025. Até o momento, analistas não projetam interrupções significativas no comércio, mas apontam possibilidade de aumento nos custos logísticos caso a instabilidade no Estreito de Ormuz persista.

Entre os fatores que podem reduzir parte dos impactos está a retomada parcial da produção de fertilizantes nitrogenados no Brasil, com a reativação de unidades industriais no Nordeste, além da possibilidade de diversificação de fornecedores e uso de fontes alternativas, como o sulfato de amônio.

Mesmo assim, o cenário exige atenção. A combinação entre tensões geopolíticas, volatilidade nos preços de energia e a elevada dependência brasileira de fertilizantes importados pode afetar o planejamento da próxima safra e os custos de produção nos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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