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ESG ganha força na suinocultura brasileira

A suinocultura brasileira está na vanguarda desse processo, desenvolvendo ações sociais, ambientais e éticas que ganham ainda mais força a partir de agora.

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A expressão ESG, relacionada às questões ambientais, sociais e de governança de uma empresa, tem tomado conta da pauta do agronegócio nos últimos tempos. Grandes investidores, consumidores e as legislações pressionam cada vez mais os setores produtivos a ter uma agenda verde, positiva aos consumidores e à sociedade e que seja ética.

A suinocultura brasileira está na vanguarda desse processo, desenvolvendo ações sociais, ambientais e éticas que ganham ainda mais força a partir de agora. As maiores indústrias, como JBS e BRF, já anunciaram publicamente que devem neutralizar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) nos próximos anos. Grandes cooperativas que representam boa parte do sistema produtivo de suínos no Brasil distribuem lucros a seus associados, disponibilizam crédito, desenvolvem projetos sociais de apoio às comunidades onde estão inseridas nas áreas de educação, meio ambiente, entre outras. A governança das maiores indústrias frigoríficas tem se aprimorado, tornando a suinocultura brasileira ainda mais competitiva.

Grandes produtores já reutilizam água da chuva nas fazendas de suínos para fazer a limpeza das instalações. Uma parcela considerável já utiliza o biogás para produzir energia elétrica e metano nas propriedades, por meio de biodigestores. O mais recente fenômeno é a produção de energia elétrica por intermédio da energia solar. O Brasil é um país tropical e subtropical (região Sul), favorece a geração de energia fotovoltaica.

A Frimesa, com sede no Estado do Paraná, é uma Central de cinco cooperativas (Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato) que envolve milhares de produtores de suínos. A cadeia de valor contribui para o desenvolvimento das atividades de produtores de grãos, fábricas de rações e transportadores, além da industrialização, da distribuição e do consumidor final. Em abril deste ano, recebeu o prêmio na categoria de Melhores Práticas ESG entre todas as cooperativas brasileiras do agro. O prêmio, um dos mais importantes e conceituados do país, é concedido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O título de empresa mais sustentável é fruto de um trabalho que começou há décadas e vem se aperfeiçoando.

Ações e compromissos da JBS

A líder global de produção de alimentos, com sede no Brasil, tem metas audaciosas em relação às ações ESG. “A JBS é líder global em produção de alimentos à base de proteína, com mais de 450 unidades produtivas e escritórios comerciais espalhados por mais de 20 países. A Companhia conta com mais de 250 mil colaboradores, sendo 145 mil somente no Brasil, e investe em ações concretas que envolvem aperfeiçoar a governança corporativa, preservar e proteger o meio ambiente, garantir o cuidado com animal e cuidar e desenvolver comunidades com as quais nos relacionamos. Em 2021, a JBS se tornou a primeira grande empresa global de proteínas a se comprometer com emissões líquidas zero até 2040, o compromisso mais ambicioso do gênero no setor. Na posição de uma empresa líder, a JBS reconhece a importância de reduzir o impacto e proteger o meio ambiente para combater as mudanças climáticas. Outras metas globais estão relacionadas às esferas social e de governança”, destacou a empresa em entrevista ao jornal O Presente Rural.

Entre as ações estão zerar o balanço líquido de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, reduzindo suas emissões diretas e indiretas e compensando toda a emissão residual até 2040. A empresa já investiu US$ 1 bilhão em projetos de redução de emissões das próprias instalações, US$ 100 milhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento, auxiliando os esforços de produtores para fortalecer e aumentar a escala de práticas de agricultura regenerativa, incluindo captura de carbono e tecnologias de mitigação de emissões na fazenda.

O compromisso da JBS é também a eliminação de desmatamento ilegal da cadeia de produção (incluindo os fornecedores dos fornecedores da companhia) na Amazônia e outros biomas brasileiros até 2025. Até 2030, a companhia pretende ter uma redução de 15% no uso de água por intensidade em relação a 2019 e usar 60% de toda sua energia elétrica de fontes renováveis.

No meio social, a JBS investe nas cidades em que atua, impulsionando o bem-estar dos colaboradores, suas famílias e comunidade. Desde 2020, investiu mais de R$ 3 bilhões no enfrentamento à Covid-19, tanto para proteger suas equipes e garantir o funcionamento das unidades, como para apoiar ações na área de saúde e no desenvolvimento das comunidades em que estão inseridos, no Brasil e na América do Norte. “Afinal, empresa nenhuma prospera se seu entorno não prosperar também”, destaca a Companhia.

“Somente no Brasil o programa Fazer o Bem Faz Bem impactou positivamente a vida de milhões de pessoas em mais de 300 cidades. Instituído em 2019, o Fazer o Bem Faz Bem é dedicado a promover ações para a transformação e apoio social nas comunidades em que a JBS está presente. A iniciativa incentiva o voluntariado entre os colaboradores”. Além disso, a empresa busca a “continuidade no fornecimento de oportunidades educacionais e de desenvolvimento para mudança de vida dos colaboradores e de suas famílias”.

Na área da governança, a JBS entende ética e compliance como ativos. Em 2017, foi instituída uma diretoria global de compliance, que se dedica ao tema de forma independente, com reporte direto ao Conselho de Administração. Uma série de atividades são realizadas segundo o programa “Faça Sempre o Certo” e com a participação de sete comitês de ética, um institucional e seis para cada Unidade de Negócio no Brasil.

Treinamentos para aplicação do Código de Conduta e Ética, due diligence de terceiros feita de forma automatizada, mapeamento de risco e uso da Linha Ética, canal para tratar de temas sensíveis com toda a segurança e confidencialidade, fazem parte do cotidiano da JBS. Tudo com auditoria externa.

 Fotos: Shutterstock

Ações e compromissos da BRF

Uma das potências globais em produção de alimentos, com mais de 100 mil colaboradores, espalhados por 117 países, atendendo milhares de clientes em todo o mundo, a BRF tem incorporado em seu DNA cada vez mais as práticas ligadas ao tripé ESG. Ações ambientais, sociais e de governança estão nos pilares da empresa, que aposta em produção sustentável do começo ao fim da cadeia. Desde 2013, a empresa lança o relatório de sustentabilidade, que pode ser acessado por qualquer pessoa pelo site da companhia.

Nas granjas de produtores integrados da BRF diferentes estratégias para conferir um ambiente mais agradável aos suínos ganham espaço constantemente. Garantir o bem-estar animal passa por disseminar conhecimento aos colaboradores, que, por sua vez, os repassam aos produtores integrados e os orientam – especialmente no caso dos extensionistas que estão a campo. Em 2021, a Companhia formou 208 novos oficiais de Bem-Estar Animal (BEA). Entre 2019 e 2020, outros 569 já haviam sido capacitados

No final de 2020, a BRF anunciou uma série de metas e compromissos públicos pelo bem-estar animal, que visa garantir melhor qualidade de vida dos suínos que fazem parte de sua cadeia produtiva.

Em 2021, a BRF se comprometeu em ser Net Zero até 2040, o que representa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e neutralizar as emissões residuais em todas as etapas de produção.

Em setembro de 2020, os produtores integrados da companhia já haviam recebido o Manual de Práticas Seguras para Granjas de Aves e Suínos na Agropecuária. O documento reforça o compromisso com a segurança nas operações dos integrados e busca consolidar os propósitos de sustentabilidade da empresa. Desta forma, a BRF estimula que todos os seus parceiros tenham sempre atitudes e comportamentos de prevenção e sustentáveis em todas suas atividades.

A produtora integrada da BRF Roseli Marcon participou de um dos painéis da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP26, que foi realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2021. Por meio de videoconferência direto de Capinzal, município do Meio Oeste de Santa Catarina, Roseli abordou sua experiência e cuidado ao produzir. Com propriedade em Luzerna, Roseli foi uma das produtoras pioneiras na instalação de painéis solares na região Sul do Brasil. Ela tem 364 placas de geração de energia solar que atendem toda a granja e proporcionam uma economia superior a US$ 2,4 mil por mês na conta de luz. “Além de obter redução nos custos, é uma energia mais limpa”, ressalta a produtora.

O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da companhia, completou 10 anos do seu Programa de voluntariado corporativo. A iniciativa promove a cidadania corporativa a partir de ações sociais e de campanhas anuais desenhadas pelo Instituto BRF e organizadas localmente pelos Comitês de Investimento Social, grupos voluntários de colaboradores nas unidades da BRF responsáveis por levar até as comunidades os temas e projetos desenvolvidos pelo Instituto BRF.

Em 2021, foram realizadas campanhas nos Dias Mundiais do Meio Ambiente e da Alimentação, além do Natal. Os comitês promovem também as chamadas “ações de solidariedade”, que surgem por demandas identificadas por eles ou pedidos recebidos de instituições, como doações de sangue, arrecadações de doações e mutirões para melhoria do espaço físico e do atendimento das organizações sociais. Nesses 10 anos de programa, o Instituto BRF expandiu sua atuação tradicional nas cidades que contam com unidades fabris e corporativas da BRF para cidades com centros de distribuição, escritórios administrativos e filiais de vendas, passando a fazer parte também dos Programas de Excelência da Companhia.

O Comitê de Capinzal, SC, um dos mais antigos e ativos, mantém há anos uma parceria com o Hemosc Joaçaba para doações de sangue periódicas. Já o Comitê de Mineiros, GO, comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente realizando limpeza na trilha do Homem Seco no Parque Nacional das Emas e no Parque Ecológico Canto do Cerrado. Em outubro de 2021, retomou o tema com o plantio de árvores na região do Pinga Fogo, na Serra dos Caiapós. Os comitês de Salvador, BA, e Fortaleza, CE, coordenaram iniciativas em conjunto com toda a equipe regional de vendas do Nordeste, centros de distribuição e escritórios, têm promovido arrecadações para contribuir com as necessidades de diversas entidades.

No fim de 2021, 40 mil refeições natalinas foram distribuídas em Curitiba, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro por meio da parceria entre Instituto BRF e o Programa Cozinhas Solidárias.

Fundado em 2012 pela BRF, o Instituto BRF é uma associação privada para direcionar de forma estratégica os investimentos sociais da companhia. O objetivo é dar suporte às iniciativas cidadãs que contribuem para o desenvolvimento das comunidades localmente. Desde a sua criação, por meio das ações de voluntariado e projetos de investimento direto, o Instituto BRF já impactou meio milhão de pessoas, mobilizou 30 mil voluntários e realizou mais de duas mil ações sociais em 60 cidades ao redor do país.

Brasil na vanguarda

O líder global de sustentabilidade de uma multinacional nas áreas de nutrição e saúde animal e vida sustentável, Carlos Saviani, explica que o Brasil está na vanguarda, desenvolvendo cada vez mais práticas relacionadas ao meio ambiente, às questões sociais e à governança. “ESG pode ser usado para dizer quanto que um negócio busca de diferentes formas minimizar os seus impactos no meio ambiente, como construir um mundo mais justo e responsável para as pessoas, para os seus funcionários, mas também para as pessoas que não são usuárias de seus produtos, e como que ela mantém os melhores processos de administração para que empresa não esteja envolvida em fraudes, não corra riscos administrativos e não comenta erros contábeis. Que seja uma empresa ética do ponto de vista administrativo, mas também cuidando de uma forma correta para a geração de lucro, para a geração de resultados, pois seus acionistas dependem dos resultados. ESG está relacionado à redução de riscos de maneira geral, tanto os riscos ambientais e sociais quanto os riscos relacionados ao negócio”, destaca Saviani.

“O ESG está sempre buscando os três Ps (people, planet, profit), que são pessoas, planeta e a lucratividade. Esses três andam sempre juntos e é onde o ESG se encontra com sustentabilidade. A sustentabilidade nada mais é do que a capacidade de uma pessoa ou de uma empresa se manter, se sustentar ao longo dos anos, das décadas, das gerações vindouras. É a capacidade que você, como uma empresa, tem de continuar existindo e continuar existindo de uma forma que se auto perpetue ao longo dos anos, tanto no lado ambiental e no lado social quanto na parte da lucratividade”, enfatiza.

“É uma é uma sigla relativamente recente que vem sendo adotada pelas empresas. A parte econômica, de governança e administrativa, não é segredo para ninguém que as empresas já estão atendendo há muitos anos. A parte social também já tem um pouco mais de tempo. Começou muito com as políticas internas de segurança no trabalho, de motivação e elevação da motivação dos funcionários, retenção de funcionários, e que vem se estendendo para as comunidades, para os usuários dos produtos ou mesmo para projetos sociais fora do escopo da empresa. E o mais recente é o lado ambiental, que foi o último que foi agregado. Por isso a sigla completa como ESG é relativamente recente, algo que começou nessa última década, porque o ambiental é o que está despertando mais interesse, mais preocupação nos últimos anos e é aonde mais desenvolvimento tem que ocorrer dentro dos três”, aponta.

Para ele, a produção de alimentos, depois do setor de energia e transporte, é o setor que está mais em foco em relação às pegadas ambientais. “Dentro do setor de produção de

alimentos, as fazendas, o setor produtivo, porque é onde grande parte dos impactos estão. Todas empresas, frigoríficos, empresas processadoras de carne, estão fazendo compromissos para reduzir suas pegadas ambientais no Brasil”, expõe Saviani.

A grande boa notícia da sustentabilidade, principalmente do ponto de vista ambiental, principal área foco no setor do agronegócio, é que na grande maioria dos casos existe uma correlação positiva entre reduzir pegadas ambientais e reduzir custos.

Ainda de acordo com ele, o principal desafio está na montagem de um plano estratégico. “A empresa, seja ela uma propriedade rural, uma produtor, uma fábrica processadora de alimentos, um frigorífico, precisa ter uma estratégia clara para mapear quais são os riscos principais da empresa na parte social ambiental e de governança, quais as áreas que precisam de melhorias, quais as áreas que precisam de medições para montar um plano. Esse é o primeiro passo”, sintetiza o profissional.

Fonte: O Presente Rural

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Mercado do suíno vivo segue firme, com ajustes pontuais nas cotações

Dados do Cepea indicam variações discretas no início do mês, sem mudanças expressivas nas principais regiões produtoras.

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O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apresentou estabilidade em parte das praças e leves altas em outras nesta segunda-feira (02).

Em Minas Gerais (posto), a cotação ficou em R$ 6,76/kg, sem variação no dia nem no mês. Em Santa Catarina (a retirar), o valor foi de R$ 6,51/kg, também estável.

Já no Paraná (a retirar), o preço atingiu R$ 6,60/kg, com alta de 0,15% no dia e no acumulado do mês. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação ficou em R$ 6,74/kg, com avanço de 0,15%. Em São Paulo (posto), o indicador registrou R$ 6,91/kg, elevação de 0,14%.

Os dados têm como base levantamento do Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea
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Carne suína encontra espaço para reposicionamento diante do consumidor híbrido

Para a Associação Brasileira de Criadores de Suínos, comunicação segmentada, conteúdo digital e valorização do perfil nutricional da proteína são caminhos para fortalecer a conexão com o novo comprador.

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carne suína

O consumidor brasileiro entra em 2026 vivendo uma combinação inédita de sofisticação digital, pressão econômica e forte carga emocional nas decisões de compra, é o que revela o novo relatório “O Consumidor Brasileiro em 2026”, da MiQ, uma empresa global de tecnologia especializada em publicidade e inteligência de dados. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) entende a importância de acompanhar as novas tendências de consumo, além de compartilhar esses aprendizados com toda a cadeia de produção, já que o novo perfil de consumo no país revela um comprador atento, comparativo e cada vez menos tolerante a atritos, alguém que decide com a mente, o bolso e o sentimento ao mesmo tempo, tornando-se essencial adequar a carne suína a este novo contexto. Veja os destaques da pesquisa!

Hiperconectividade e decisão de compra

Dados reunidos pela MiQ mostram que 74% das decisões de compra começam no smartphone, mesmo quando a transação final acontece no ambiente físico. O celular deixou de ser apenas um canal de acesso e passou a atuar como assistente pessoal, comparador de preços, carteira digital e principal mediador da jornada de consumo no Brasil. Não por acaso, o país se consolida como o ecossistema digital mais avançado da América Latina.

A pressão inflacionária e o cenário econômico instável mudaram a lógica de priorização de gastos. Segundo o levantamento, 72% dos consumidores latino-americanos comparam preços em pelo menos duas plataformas antes de comprar, e mais da metade afirma ter reorganizado seus hábitos de consumo nos últimos 12 meses. No Brasil, essa racionalidade não elimina o impulso, mas o torna mais calculado: promoções, cashback, pontos e benefícios imediatos funcionam como gatilhos decisivos.

Ao mesmo tempo, o entretenimento ocupa um papel central no comportamento do consumidor. Plataformas como YouTube, TikTok e Instagram deixaram de ser apenas espaços de lazer e passaram a moldar a descoberta, a validação e a decisão de compra. Seis em cada dez compras digitais na América Latina começam em uma rede social, e no Brasil o consumo de vídeo por hora é o mais alto da região. O conteúdo, especialmente em vídeo, tornou-se a principal ponte entre marcas e consumidores.

Esse movimento também redefine a confiança. A pesquisa mostra que o consumidor brasileiro de 2026 é desconfiado e exige provas reais. Avaliações, tutoriais, vídeos explicativos e recomendações de criadores têm mais peso do que a publicidade tradicional. A reputação da marca, a clareza das informações e a fluidez da experiência são fatores tão importantes quanto o preço.

Rapidez e personalização

Outro traço marcante é a intolerância ao atrito. Checkouts longos, processos confusos, falta de transparência ou opções limitadas de pagamento afastam o consumidor imediatamente. A popularização do PIX, utilizado semanalmente por mais de 80% dos brasileiros, elevou o padrão de expectativa por rapidez e simplicidade. Em um contexto de incerteza, reduzir o esforço tornou-se tão valioso quanto reduzir o custo.

O Brasil também se destaca pelo apetite por experiências personalizadas, desde que acompanhadas de práticas claras de privacidade. O consumidor quer relevância, mas exige controle e transparência no uso de seus dados. Esse equilíbrio entre personalização e confiança será decisivo para marcas que desejam manter competitividade.

Em síntese, o consumidor brasileiro que chega a 2026 é híbrido: impulsivo e estratégico, emocional e racional, exigente e aberto à experimentação. A gerente de marketing da ABCS, Danielle Sousa, explica que o consumidor transita entre o físico e o digital com naturalidade, consome entretenimento como parte da rotina e espera que as marcas entendam seu contexto, respeitem seu tempo e entreguem valor imediato.

“Diante desse novo consumidor que é estratégico, digital e exigente,  carne suína encontra uma grande oportunidade de reposicionamento. A personalização pode acontecer desde a comunicação segmentada nas redes sociais até a oferta de cortes, porções e receitas adaptadas a diferentes perfis e momentos de consumo”, explica ela, que também destaca o potencial nutricional da proteína suína. “O alto teor de proteína, vitaminas do complexo B e excelente relação custo-benefício dialogam diretamente com quem busca saúde, praticidade e inteligência financeira na hora da compra. Iniciativas digitais como o @maiscarnesuina já exemplificam esse movimento, ao levar conteúdo relevante e informativo ao público, fortalecendo a conexão entre produto, confiança e decisão de compra.”

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

Paraná consolida liderança na exportação de suínos de raça; colheita de soja alcança 37%

Em 2025, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional de exportação de suínos de alto valor genético (US$ 1,087 milhão), tendo o Paraguai como o principal destino desse material.

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Fotos: Ari Dias/AEN

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o Boletim Conjuntural com dados atualizados da última semana de fevereiro. Nos assuntos em destaque, o levantamento aponta que o Paraná consolidou sua posição, entre os estados brasileiros, como o maior exportador de suínos reprodutores de raça pura.

Em 2025, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional de exportação de suínos de alto valor genético (US$ 1,087 milhão), tendo o Paraguai como o principal destino desse material. Esse desempenho reforça a sanidade e o padrão tecnológico do rebanho paranaense, que atende mercados como Argentina, Uruguai e Bolívia. “Essa escolha pelo Paraná mostra, mais uma vez, que o Estado tem genética de ponta e sanidade do rebanho”, destaca a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz.

Fotos: Geraldo Bubniak/AEN

Ainda dentro da área da pecuária, o boletim destaca as exportações de carne bovina brasileira, que atingiram 258,94 mil toneladas, um aumento de mais de 25% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Há uma preocupação com a cota de importação chinesa, estabelecida em 1,1 milhão de toneladas. Só em janeiro, mais de 10% dessa cota já foi utilizada, o que pode causar variações no preço ao longo do ano. Mas outros mercados importantes continuam aumentando as aquisições de carne brasileira. No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos pesquisados pelo Deral subiu de preço, com destaque para o filé mignon, que acumula alta de 17% em um ano.

Na avicultura de corte, o cenário é de margens positivas para o produtor paranaense. O custo de produção do frango vivo encerrou 2025 em R$ 4,65/kg, uma queda de 2,9% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo recuo nos preços da ração (-8,92%). No fechamento do ano, o preço médio recebido pelo produtor (R$ 4,92/kg) ficou 4,2% acima do custo médio anual, preservando a rentabilidade em um setor que lidera as exportações de carne no Brasil.

Safra

O boletim trata ainda dos números da estimativa de safra, com base no relatório de Previsão de Safra Subjetiva, que tem como destaque a atualização da área de plantio do milho.

No setor de grãos, a soja caminha para uma colheita robusta, mantendo a estimativa de 22,12 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. Até o momento, os trabalhos de campo atingiram 37% dos 5,77 milhões de hectares plantados, um ritmo considerado dentro da normalidade histórica. A manutenção da projeção traz segurança ao setor produtivo, embora o avanço da colheita da oleaginosa seja monitorado de perto, já que dita o ritmo de plantio do milho segunda safra e ajuda a mitigar riscos climáticos na janela de semeadura.

O milho também desempenha papel central no balanço mensal, com previsão de alcançar 21,1 milhões de toneladas no somatório das duas safras. A primeira safra já está com 42% da área colhida, enquanto o plantio da segunda safra atingiu 45% dos 2,86 milhões de hectares previstos. A ampla área destinada ao cereal no segundo ciclo sustenta a perspectiva de produção elevada, garantindo o suprimento para a cadeia de proteína animal, apesar da concorrência direta com a soja pelo cronograma de uso das áreas agrícolas.

Foto: Jaelson Lucas / AEN

Para o analista do Deral, Edmar Gervasio, o momento é bom. “Estamos tendo uma recuperação de área de plantio. Comparando com o período anterior, tivemos uma alta de mais de 20% em termos de área. Há muito tempo não se via um ganho de área na primeira safra porque a soja sempre é a principal cultura no primeiro ciclo de verão. Nesse ano, teve uma inversão. O milho ganhou espaço, principalmente, na primeira safra. E a produtividade tem sido muito boa. Devemos colher em torno de 3,6 milhões de toneladas na primeira safra e esse número pode melhorar”, disse.

Em contraste com a estabilidade da soja, a cultura do feijão acende um alerta devido à forte redução de área. O levantamento de fevereiro aponta uma retração na área da segunda safra em relação ao ano anterior. Segundo Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral, a redução é um movimento de cautela do produtor, que busca culturas com custos de manejo mais previsíveis neste momento.

“Para quem produz, o cenário é de preços firmes, o que pode compensar o menor volume colhido. Já para o consumidor, mesmo com oscilação de preços a subida tem ocorrido de forma gradual e o varejo ainda possui estoques que amortecem o repasse imediato. A recomendação é que o consumidor pesquise, pois o feijão preto, por exemplo, ainda apresenta valores bem mais acessíveis que no mesmo período do ano passado”, diz.

Fonte: AEN-PR
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