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Escassez de ovos nos EUA e Europa não afeta o Brasil, mas preço do insumo deve continuar alto

A produção de ovos no Brasil diminuiu devido à seca, e o mercado externo e a moeda estrangeira também afetam o preço do produto no país.

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Foto: Divulgação/Efficienza

A escassez de ovos nos Estados Unidos e na Europa devido à gripe aviária não tem afetado o Brasil, mas o valor do insumo deve permanecer alto. No Japão, também por conta da gripe, o insumo teve alta de 75%. A produção de ovos no país tem diminuído nos últimos anos, e uma das explicações para isso é a safra de milho de 2020/2021, que foi afetada pela seca. A falta de chuva naquele ano fez a safra de milho 2020/2021 ser 16% menor do que no período anterior. Com isso, o valor de mercado está elevado. No Pará, os consumidores já observam um aumento de 15% a 18% no valor do insumo.

De janeiro a outubro de 2022, as exportações de ovos acumularam um aumento de 52,3%, totalizando US$ 19,657 milhões, em comparação a US$ 12,903 milhões no mesmo período de 2021. Além disso, o volume de ovos exportados também aumentou em 6,1%, passando de 8,148 mil toneladas para 8,649 mil toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os Emirados Árabes são o principal destino de exportação de produtos brasileiros, com 48% da produção nacional sendo enviada para o país.

Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, o Brasil pode não conseguir suprir a demanda internacional e o valor do mercado externo pode afetar ainda mais o preço do produto no país. “Embora o Brasil seja suficiente na produção de ovos e não deve sofrer escassez, os brasileiros enfrentarão o preço elevado do produto devido a diminuição da produção e, ao mesmo tempo, o valor do mercado externo”, afirma.

A variação cambial também tem um impacto significativo no preço dos ovos no Brasil. Mesmo com o dólar tendo baixado nas últimas semanas, seu valor ainda afeta a economia como um todo, incluindo os encargos logísticos. “Vivemos em uma economia globalizada e quando o dólar está alto isso tem impacto no transporte, devido ao preço dos combustíveis, e esse valor elevado é repassado para o preço final dos produtos”, pontua.

Além disso, a produção limitada devido à seca também complica a ampliação das vendas para o mercado externo. “Acredito que a prioridade será o abastecimento do mercado nacional e, como temos uma produção reduzida, mesmo que possamos pensar na exportação, a questão se torna complexa devido à falta de oferta”, enfatiza Pizzamiglio.

Fonte: Ascom

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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro

Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

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Foto: Divulgação/APS

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.

A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga

As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.

Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.

O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação

Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.

A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.

Para mais informações, incrições e edital clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027

Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

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Foto: Gilson Abreu

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock

Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.

A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.

A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.

O que é a PGPM?

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.

As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: O Presente Rural
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras

Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

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Fotos: Shutterstock

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.

De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.

Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.

Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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