Avicultura
Escassez de mão de obra entra no centro do debate da avicultura brasileira
Especialistas discutem desafios na atração e retenção de profissionais e o papel da tecnologia no setor.

A escassez de mão de obra e os desafios relacionados à gestão de pessoas na cadeia produtiva estarão em debate no primeiro painel da programação científica do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura será discutido pelos especialistas Delair Bolis, Joanita Maestri Karoleski e Vilto Meurer. O painel Gestão de Pessoas será coordenado por Luciana Dalmagro, no dia 7 de abril, às 13h40, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Delair Bolis é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, e possui MBA pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc)
Delair é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, e possui MBA pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Desde 2019, é presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, liderando as estratégias de crescimento e inovação da companhia na região. Com mais de 25 anos de atuação na MSD Saúde Animal, construiu carreira em empresas globais de saúde e nutrição animal, ocupando posições de liderança em marketing, vendas, gestão de portfólio e desenvolvimento de novos negócios. Ao longo da trajetória, foi diretor global de marketing de Avicultura e gerente geral das operações da Colômbia, Equador, América Central e Caribe para a Saúde Animal. Atualmente também é presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Vilto Meurer possui formação técnica em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Federal de Concórdia (SC), graduação em Economia com foco em Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Vilto possui formação técnica em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Federal de Concórdia (SC), graduação em Economia com foco em Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com 39 anos de experiência na agropecuária, construiu sua trajetória profissional na MBRF (atual BRF), atuando nas cadeias produtivas de suínos, frangos e perus. Ao longo da carreira, desempenhou funções técnicas e de gestão nas diferentes etapas da produção, incluindo integração com produtores, gestão de granjas, incubatórios, fábricas de ração, planejamento, controle e logística das operações agropecuárias.
Encerrando sua carreira na companhia em 2025, ocupou o cargo de diretor de produção agropecuária, consolidando uma trajetória marcada pela liderança de equipes, desenvolvimento de processos produtivos e gestão estratégica das operações do agronegócio.

Joanita Maestri Karoleski é conselheira, mentora e investidora, com mais de 30 anos de experiência em posições de alta liderança (C-Level)
Joanita Maestri Karoleski é conselheira, mentora e investidora, com mais de 30 anos de experiência em posições de alta liderança (C-Level). Possui trajetória consolidada nas áreas de tecnologia e comercial na Bunge e atuou como CEO da Seara entre 2015 e 2020. Sua atuação é marcada pela liderança focada no desenvolvimento sistêmico dos negócios e de pessoas, inovação e sustentabilidade. Também participa de conselhos de administração e iniciativas pro bono, como Fundação Bunge, Fundo JBS pela Amazônia, Instituto Madiba e Conexus, além de conselhos empresariais e de famílias empresárias. É mentora de programas como Winning Women EY e Mulheres do Agro.
O painel será coordenado por Luciana Dalmagro, produtora rural, empreendedora e gestora empresarial, com pós-graduação em Liderança em Sustentabilidade e mestrado em Ciências. Luciana é vencedora do Prêmio Mulheres do Agro na categoria Grandes Propriedades e do Prêmio Mulheres Positivas na categoria Agronegócio, além de ter sido eleita pela Bloomberg Línea como uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina. Coautora do livro Mulheres no Agronegócio, é palestrante em mais de 100 eventos e cofundadora da plataforma Vida de Granja, voltada à disseminação de conteúdos sobre avicultura. Atua ainda em diversos projetos com foco em sustentabilidade e desenvolvimento social no agronegócio.
Debate
O debate sobre capital humano ganha cada vez mais relevância na cadeia produtiva avícola, especialmente diante do cenário de escassez de mão de obra no campo e das transformações tecnológicas que impactam o setor. A palestra abordará os desafios relacionados à atração, formação e retenção de profissionais, além da importância da integração entre gestão de pessoas, inovação e desenvolvimento tecnológico para garantir competitividade e sustentabilidade à atividade.
Para Delair, a avicultura é uma atividade essencialmente construída por pessoas, o que torna o debate sobre gestão de talentos ainda mais urgente. “A avicultura é, por essência, uma atividade intensiva em pessoas, e o fator humano segue decisivo em toda a cadeia, das granjas aos frigoríficos. Ao mesmo tempo, o setor vive um cenário de escassez de mão de obra no campo, tendência que deve se intensificar nos próximos anos. Por isso, discutir capital humano deixou de ser opcional, é estratégico”, destaca.
Segundo ele, o setor precisará avançar tanto em políticas de formação e retenção de profissionais quanto na incorporação de novas tecnologias. “É urgente acelerar a incorporação de tecnologia e inteligência artificial como parte da solução estrutural. A tecnologia não substitui pessoas, ela as potencializa. Automatizar processos, utilizar monitoramento inteligente e análise de dados permite tornar o sistema mais eficiente, rentável e sustentável. O futuro da avicultura será construído na interseção entre capital humano qualificado e inteligência aplicada”, afirma.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, comenta que discutir o tema tornou-se essencial para o futuro da produção do setor. “A avicultura evoluiu muito em tecnologia, genética e nutrição, mas o fator humano continua sendo decisivo em toda a cadeia produtiva. Trazer esse tema para o Simpósio é fundamental para refletirmos sobre como preparar o setor para os desafios das próximas décadas”, enfatiza.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que a escolha do tema está alinhada às demandas atuais da cadeia produtiva. “Além dos aspectos técnicos da produção, o Simpósio também busca discutir questões estratégicas que impactam o desenvolvimento do setor. O capital humano é um dos principais desafios da avicultura moderna, e debater esse tema contribui para fortalecer a gestão e a sustentabilidade das empresas”, explica.
O 26º SBSA será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio, ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O terceiro lote está disponível, com investimento de R$ 890,00 para profissionais e R$ 500,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 200,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.

Avicultura
Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul
Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.
Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.
A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.
Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.
Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.
Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav
sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.
Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.
A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.
Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.
Avicultura
Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária
Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav
Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.
Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.
Auditorias apontam evolução das granjas
Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.
A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav
granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.
Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.
Biosseguridade ganha protagonismo
A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.
Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav
Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.
Mercado e competitividade
O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.
Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.
Selo reconhece boas práticas
Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.
Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav
desenvolvidas pela iniciativa.
Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.
Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.
Avicultura
Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa
Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.
Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.
Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.
No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.
A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.
Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.



