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ESALQSHOW quer promover a inovação e o empreendedorismo na agricultura

Evento será nos dias 10 e 11 de outubro, no campus da universidade, em Piracicaba (SP)

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A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – USP ESALQ, em Piracicaba (SP), considerada a 5ª melhor Universidade em Ciências Agrárias do mundo de acordo com o US News & World Report, será palco nos dias 10 e 11 de outubro de um evento para fomentar a inovação e o empreendedorismo na agricultura. A ESALQSHOW reunirá em dois dias uma série de iniciativas para aproximar a academia do setor produtivo, estimulando parcerias para intensificar a colaboração entre a universidade e o mercado nacional e internacional a fim de gerar novas oportunidades e fomentar a inovação.

No dia 10 de outubro será realizado o “Encontro de Lideranças em Agricultura” com a participação de representantes de universidades, centros de pesquisa, associações e outras instituições do Brasil e do exterior, que vão apresentar suas visões sobre “Soluções Biológicas”, o tema central escolhido para 2017. No dia seguinte, o tema será aprofundado no AgTech Valley Summit, com palestras de introdução, mesa redonda e debate com o público a partir de seis enfoques: Bioeconomia, Integração Lavoura Pecuária e Floresta, Produção Animal, Biotecnologia, Controle Biológico de Pragas e Doenças, e Agricultura de Precisão. “O objetivo do AgTech Valley Summit é levantar as principais questões e desafios, discutir possíveis soluções e tendências, envolver líderes da Academia, produtores e empresas num debate sobre o tema e extrair ideias que possam ser desenvolvidas após a ESALQSHOW com diferentes profissionais e estudantes. Queremos posicionar o ‘Vale do Piracicaba’ como o ‘Vale do Silício’ da inovação em agricultura”, explica Luiz Gustavo Nussio, diretor da Esalq/USP, que organiza o evento junto com a empresa Araiby.

Para o presidente do Conselho Consultivo da ESALQSHOW, o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o evento desempenhará um papel de “farol para o futuro” do setor. “Uma das razões principais para o extraordinário avanço da agropecuária brasileira em termos de produtividade, sustentabilidade e competitividade é, sem sombra de dúvida, a tecnologia tropical desenvolvida em nossas instituições de pesquisa e universidades, e incorporada pelos nossos produtores rurais. Mas inovação tecnológica é um processo dinâmico, tem que ser permanentemente renovado, sob pena de parar no tempo, deixando seus usuários para trás. A ESALQSHOW é exatamente isso: uma feira entusiasmante de novidades que já chegaram ou que ainda estão em gestação. É um verdadeiro farol para o futuro, e todo mundo que quer avançar no agronegócio precisa estar presente nela, em Piracicaba, nos dias 10 e 11 de outubro”, convida Rodrigues.

Evento dinâmico

Nos dois dias, o campus da universidade sedia o Espaço Inovar ESALQ & CIA, com atividades simultâneas, como o Painel Agricultura Digital no período da manhã, que terá apresentações de universidades, órgãos de pesquisa e fomento, e convidados. No período da tarde, agentes do mercado apresentam seus desafios e oportunidades, e em estandes a USP ESALQ e empresas patrocinadores da ESALQSHOW, centros de pesquisa, empresas e startups trazem suas iniciativas, pesquisas e inovações tecnológicas.
“A ideia dessa feira é discutir problemas, soluções e tendências, comunicar e promover novas ideias, tecnologias, produtos e serviços e facilitar networking e parcerias”, ressalta o presidente da Araiby, Luiz Mario Machado Salvi. O Espaço Inovar ESALQ & CIA terá ainda dois eventos de premiação: o ESALQ Novitas direcionado a trabalhos e pesquisas que configuram inovação tecnológica e o Empreendetec ESALQTEC voltado a profissionais e empresas do AgTechValley que se destacaram no fomento ao empreendedorismo tecnológico.

Outra atração do evento será a Vitrine ESALQ, com exposições e demonstrações de projetos e serviços de excelência disponibilizados à sociedade e ao mercado nos diversos departamentos no campus. Será oferecido transporte gratuito para que o público possa percorrer esses espaços.

O conceito do evento e a programação estão sendo acompanhados por um Conselho Consultivo formado por importantes nomes do setor, presidido pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, Coordenador da GV Agro. Integram o Conselho o Assessor da Presidência do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop), Américo Utumi; o Presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp) e da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), Ângelo Petto Neto; o presidente da Adealq (Associação dos Ex-alunos da ESALQ), Antony Hilgrove Monti Sewell; o presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), Arnaldo Antonio Bortoletto; o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim; o Prefeito Municipal de Piracicaba, Barjas Negri; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), Fábio de Salles Meirelles; o Superintendente do Mapa, Francisco Sergio Ferreira Jardim; o presidente da COSAG, Jacyr Costa Filho; o presidente da Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Correia Carvalho; o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Marcelo Weyland Barbosa Vieira; o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Marcos Fava Neves; o Presidente do Conselho Deliberativo da ESALQTec, Mateus Mondin; o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes; a vereadora de Piracicaba, Nancy Thame; o presidente da AUCANI (Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional), Raul Machado Neto; o Diretor-presidente da FEALQ, Rubens Angulo Filho e os diretores da USP/ESALQ em diversas gestões: Antonio Roque Dechen, Evaristo Marzabal Neves, João Lucio de Azevedo, Joaquim José de Camargo Engler, José Roberto Postali Parra, José Vicente Caixeta Filho e Julio Marcos Filho.

A ESALQSHOW fará parte da tradicional Semana Luiz de Queiroz 2017 e tem, até o momento, o patrocínio da John Deere, Coplacana, AGCO e Case-IH e apoio da FEALQ, Prefeitura Municipal de Piracicaba, ADEALQ, ESALQTEC e PUSP-LQ.

Mais informações podem ser obtidas pelo site http://fealq.org.br/esalqshow

Fonte: Assessoria

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária

Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

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Foto: Divulgação TLSA

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.

O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027

Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.

Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.

De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos

“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.

Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.

Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
  • Divisão da malha em três segmentos independentes;
  • Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
  • Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
  • Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
  • Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
  • Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

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Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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