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Equipe britânica visita Embrapa Meio Ambiente para cooperação agrícola com África

Projeto global visa conectar Embrapa a iniciativas agrícolas para cooperação trilateral

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Foto: Maria Cecília Zitto

A Embrapa Meio Ambiente, recebeu no dia 20 de janeiro, uma equipe da Innovate UK Business Connect AgriFood. Esta iniciativa da agência nacional de inovação do Reino Unido é dedicada a conectar empresas, pesquisadores e instituições públicas e privadas para promover soluções inovadoras no setor agroalimentar. A visita integrou as ações do programa Climate-Smart Agriculture Partnership: UK-Brazil-Africa, um projeto-piloto financiado pelo governo britânico que busca fortalecer colaborações e compartilhar conhecimentos entre Reino Unido, Brasil e países africanos, como Gana e Nigéria, para desenvolver tecnologias e práticas agrícolas voltadas à sustentabilidade climática.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os britânicos foram recepcionados pela chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, e pelos pesquisadores Rodrigo Mendes, Joel Queiroga e Luciano Nass. Durante a visita, a delegação conheceu as instalações da unidade e suas principais linhas de pesquisa.
Com foco na inovação social, a transferência de know-how em sistemas agroflorestais diversos se destaca como uma das principais oportunidades da cooperação trilateral. Esses sistemas podem ser adaptados para atender demandas locais e regionais, ampliando o impacto das soluções sustentáveis. O AgNest, o hub do qual a Embrapa é uma das empresas fundadoras e identificado como potencial parceiro estratégico em inovação, também integrou a programação da iniciativa, reforçando as possibilidades de conexão no contexto da transferência de tecnologia e inovação voltada para países tropicais.

Pedro Carvalho, Gerente de Transferência de Conhecimento para Plantas e Culturas da Innovate UK Business Connect, explicou que a viagem ao Brasil faz parte de uma série de atividades exploratórias do programa. O objetivo é conectar stakeholders estratégicos, ampliar a conscientização sobre a iniciativa e aprofundar o conhecimento sobre os sistemas de produção agroalimentar no Brasil. “Ao explorar as sinergias e diferenças nos sistemas de cada região, podemos identificar pontos de interesse de inovação para colaboração e melhor direcionar os projetos”, afirmou.

Foto: Divulgação/Embrapa

Carvalho destacou que, apesar de o foco geral ser a produção sustentável de alimentos, o programa tem interesse específico em culturas arbóreas, como cacau, óleo de palma e castanha de caju; sistemas de agroflorestas e silvopastoril; soja; inovações digitais na agricultura; e projetos colaborativos trilaterais que já conectem Brasil, Reino Unido e África.

Paula Packer, Chefe Geral da Embrapa Meio Ambiente, explicou que a delegação do Reino Unido também incluirá a Embrapa Agricultura Digital (Campinas-SP), Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP), Embrapa Soja (Londrina-PR) e a sede da Embrapa, em Brasília (DF), no roteiro das visitas exploratórias. “Esses centros foram considerados prioritários devido à relevância de suas pesquisas para as metas do programa”.

Ainda conforme Paula, a conexão trilateral entre Brasil, Reino Unido e países africanos, como Gana e Nigéria, desempenha um papel estratégico ao promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências. “Participar do mapeamento de oportunidades, da criação de redes colaborativas e atuar como agente facilitador na transferência de inovação são ações que contribuem diretamente para a otimização da produção sustentável em diferentes contextos regionais”, destacou.
Ela ressalta ainda que a participação da Embrapa, com sua expertise em pesquisa tropical, reforça a relevância dessa cooperação. “Essa parceria tem o potencial de transformar ideias em soluções práticas, ampliando o impacto global da agricultura sustentável e tecnológica.”

Conexões globais

O programa Climate-Smart Agriculture Partnership visa fortalecer a equidade entre os países participantes por meio da formação de um grupo consultivo com especialistas de cada região envolvida. O fortalecimento das relações entre esses especialistas é considerado essencial para o sucesso da iniciativa.

Outro objetivo é mapear “pontos quentes” de inovação e explorar como a pesquisa e a inovação agrícola são financiadas e comercializadas em cada país, para facilitar o aprendizado entre as nações e maximizar os resultados do programa.
Viagens paralelas da Innovate UK Business Connect a Gana e Nigéria estão previstas para fevereiro de 2025, completando a fase de visitas exploratórias.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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