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Epidemiologia molecular combinada com IA fortalece controle sanitário avícola

Utilização da inteligência artificial e do aprendizado de máquina na análise de grandes volumes de dados. Essas ferramentas avançadas são capazes de identificar padrões de transmissão de doenças, prever a eficácia de medidas de controle sanitário e analisar dados genômicos de forma integrada.

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A epidemiologia molecular está revolucionando a gestão sanitária na avicultura, combinando avanços em biologia molecular, bioinformática e inteligência artificial para oferecer soluções mais eficazes contra os desafios sanitários.

O biólogo e mestre em Microbiologia Agrícola e do Ambiente, André Salvador Kazantzi Fonseca, destacou durante sua participação na Conferência Brasil Sul da Indústria de Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), realizada em meados de novembro em Gramado, na serra gaúcha, que os métodos para diagnósticos baseados na biologia molecular, como PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e sequenciamento genômico, oferecem especificidade, sensibilidade e agilidade, características indispensáveis ​​para identificar patógenos com rapidez e precisão. “Essas ferramentas permitem diferenciar cepas patogênicas de comensais e saprófitas, um avanço fundamental para evitar o uso inadequado de antibióticos e promover um manejo sanitário mais eficiente”, afirma o especialista.

Conforme Fonseca, os métodos de sequenciamento evoluíram bastante desde a primeira geração, que incluía análises de fragmentos curtos e precisos, até as gerações atuais, capazes de mapear genomas inteiros com maior velocidade e menor custo. “A tecnologia de terceira geração, por exemplo, utiliza nanoporos para sequenciar fragmentos longos, permitindo a montagem de genomas complexos e a identificação de variantes genéticas em regiões de difícil acesso”, ressalta.

Outro ponto importante da epidemiologia molecular é a utilização da inteligência artificial e do aprendizado de máquina na análise de grandes volumes de dados. Essas ferramentas avançadas são capazes de identificar padrões de transmissão de doenças, prever a eficácia de medidas de controle sanitário e analisar dados genômicos de forma integrada. “A análise de resistência antimicrobiana e a classificação de cepas com base no genoma completo são exemplos de como a inteligência artificial está aprimorando a epidemiologia molecular”, expôs Fonseca.

Biólogo e mestre em Microbiologia Agrícola e do Ambiente, André Salvador Kazantzi Fonseca: “A epidemiologia molecular não apenas identifica patógenos com precisão, como também otimiza intervenções, melhora a eficácia dos programas de biosseguridade e fortalece a resiliência do setor avícola frente aos desafios sanitários globais” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A bioinformática também foi destacada como uma disciplina essencial para a análise de big data, combinando biologia, ciência da computação e tecnologia da informação. “Ferramentas bioinformáticas modernas permitem estudar a interação entre genes, proteínas e patógenos em escala global, acelerando descobertas que beneficiam a sanidade avícola”, evidenciou o mestre em Microbiologia Agrícola e do Ambiente.
Fonseca também citou que já foram realizados diversos casos práticos para a identificação de fatores genéticos que determinam a transmissão de doenças, bem como análise de patovares específicos como o Escherichia coli, que pode ser comensal ou patogênica dependendo do ambiente e da cepa. Ele também destacou a dinâmica evolutiva de vírus como o da Bronquite Infecciosa, cuja alta capacidade de mutação e recombinação dificulta o controle da vacinação, exigindo métodos mais sofisticados de monitoramento e intervenção.

O especialista reforça a importância desta tecnologia na gestão sanitária avícola. “A epidemiologia molecular não apenas identifica patógenos com precisão, como também otimiza intervenções, melhora a eficácia dos programas de biosseguridade e fortalece a resiliência do setor avícola frente aos desafios sanitários globais”, frisou.

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Fonte: O Presente Rural

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Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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